Homilia

Jesus chama a atenção do fariseu que O tinha convidado para almoçar e fizera reparo por Ele não lavar as mãos, dizendo-lhe que o que purifica é o amor, que se manifesta na esmola, e não a água, que só se lança sobre as mãos. É, no fundo, uma lição sobre o sentido espiritual da religião, sem com isso pretender negar as suas expressões externas e as regras gerais da higiene.

Homilia

Para uma alma que não crê, nem todos os milagres do mundo seriam suficientes. Só quem se deixa tocar pela graça e, com humildade, dá ouvido aos constantes apelos que Deus nos dirige ao coração pode reconhecer o quanto ele realmente nos ama e deseja logo a nossa conversão. Sem essa disposição interior de querer ouvir a Deus, não passamos de mais uma geração má e perversa, que espera dos céus sinais grandiosos e chamativos, quando o maior de todos eles, o próprio Filho encarnado, já está se dirigindo a nós neste exato momento.

Homilia

O Evangelho deste domingo fala de um banquete nupcial para o qual um rei bondoso convida muitos amigos. Mas esses amigos não lhe dão atenção e, preferindo realizar outras tarefas, desprezam o seu convite. Com essa parábola, Jesus ilustra tanto a atitude dos fariseus com relação a Deus quanto a nossa. Por causa de um falso conceito sobre Jesus, acabamos desprezando a sua vontade em nossas vidas para buscarmos os banquetes pecaminosos que o mundo nos oferece. E assim nos tornamos incrédulos e assassinos de Deus.

Homilia

Há exatamente cem anos, cerca de 70 mil pessoas presenciavam na Cova da Iria um dos maiores acontecimentos sobrenaturais com que nos últimos séculos Deus vem chamando a atenção da humanidade. O milagre do Sol, acompanhado pela cura de inúmeros doentes, entre cegos e paralíticos, foi uma manifestação do terníssimo amor de mãe que nos tem a Virgem Maria. Ela é, pois, aquela Mulher vestida de Sol a que se refere o Apocalipse e o nosso general na ingente batalha espiritual contra Satanás e seus demônios em que nos devemos engajar, como soldados de Cristo com o Terço em mãos e o olhar voltado para a eternidade.

Homilia

A pequenina imagem de Nossa Senhora da Conceição, encontrada em pedaços há 300 anos nas águas do Rio Paraíba do Sul, é um sinal claro de que Deus, para fazer grandes coisas, pode e quer servir-se do que aos nossos olhos é pequeno, pobre e até mesmo desprezível. Pescada do fundo lamacento de um rio, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, instrumento de conversão nas mãos do Altíssimo, foi coberta com um manto azul, coroada de ouro e elevada sob um pedestal, a fim de indiciar que, do alto do céu, nossa Mãe Imaculada está sempre pronta a dobrar-se às preces confiantes e humildes que lhes dirigem os seus pobres filhos.