Leitura

Esta primeira leitura foi escolhida para acompanhar a do Evangelho, como vai acontecer nos dias que se seguem, em razão da leitura do Evangelho estar sempre ligada à figura de S. João Baptista. Hoje, Deus lamenta-Se por causa da incredulidade do seu povo. Este deixou de se alimentar da sua palavra; por isso, se extravia e definha. Se a tivesse escutado e posto em prática, a sua vida seria como o deslizar suave de um rio a caminho do mar. O lamento de Deus na boca do Profeta é um apelo e uma oferta para o homem. 

Leitura

O profeta continua a proclamar as promessas de salvação que Deus envia ao seu povo. É preciso ir constantemente ao encontro de um povo que facilmente perde a confiança. A linguagem é, de novo, a das imagens maravilhosas que anunciam a renovação universal. De facto, a vinda do Senhor, tanto a da Encarnação (Natal), como a sua última vinda, traz em si a vida nova que tudo há-de transfigurar. 

Leitura

Depois do anúncio feliz de ontem, onde se proclamava o regresso do exílio, o profeta volta hoje a despertar a confiança do povo de Deus, que tão facilmente torna a perdê-la. Mas Deus não muda, Ele é um Deus eterno, que não se cansa nem desiste de vir ao encontro do seu povo para o salvar. Cada Advento o recorda e quer fazer renascer em nós a esperança e a confiança n’Aquele que é capaz de remoçar os mais fatigados.

Leitura

Com esta passagem começa a segunda parte do Livro deste profeta, também chamado o “Livro da Consolação de Israel”. Escrita no fim do exílio de Babilónia, anuncia ela ao povo de Deus dias novos de salvação, semelhante à que o Senhor lhe tinha enviado quando o tirou do Egipto e o conduziu pelo deserto a caminho da Terra Prometida. Trata-se de um novo Êxodo. A vinda do Senhor, que o Advento nos faz esperar, é, para todos os homens, o momento culminante de toda a história da salvação: é Deus que vem para nos salvar! É o mistério do Advento, da Vinda do Senhor.

Leitura

Os tempos do Messias são anunciados pelo profeta como um novo paraíso. O profeta, que é, ao mesmo tempo, um poeta, anuncia, por meio de imagens cheias de optimismo e beleza, a transformação feliz de todas as coisas: o deserto será jardim, o que é fraco será revestido de força, o que é árido tornar-se-á viçoso. São imagens que, já desde longa data, anunciavam a renovação trazida ao mundo pelo Filho de Deus; agora exprimem o júbilo e a alegria da Igreja nesta expectativa da vinda do Senhor, que ela celebra no Advento.