I Domingo do Advento

Com o I Domingo do Advento inicia-se um novo ano Litúrgico (Ano B), durante o qual predomina a leitura do Evangelho segundo S. Marcos.

O Advento, que significa vinda, chegada, é um tempo de espera e de preparação para a Solenidade de Natal, em que se comemora a vinda de Jesus, do Emanuel, do Deus connosco.
Neste tempo somos convidados a dirigir o nosso espírito para a comemoração da primeira vinda e, ao mesmo tempo, para a esperança de uma segunda e definitiva vinda de Jesus Cristo, no fim dos tempos. Por isso, a Liturgia da Palavra dos quatro Domingos do Advento convida os cristãos a viver este tempo com alegria e uma esperança renovada.

I Leitura (Is 63,16-17.19; 64,2-7)
Depois do regresso do exílio na Babilónia, dá-se início à reconstrução de Jerusalém e do seu Templo. Nessa altura, o Povo está desalentado e sem esperança, vivendo na indiferença face a Deus e completamente afastado dos caminhos da Aliança.
É neste contexto que o profeta suplica a Deus, a quem chama Pai e Redentor, que se faça presente no meio do seu Povo, intervenha para o livrar dos males que o afasta do relacionamento com Deus e, mais uma vez, o conduza no sentido de encontrar os caminhos de fidelidade à Aliança.
Neste início do Advento também nós, os cristãos, devemos pedir a Deus que venha e nos liberte de tudo o que impede de O reconhecer como única fonte de redenção e salvação.

II Leitura (1 Cor 1,3-9)
Na carta enviada ao Coríntios, Paulo expressa a sua convicção de que os dons que receberam de Deus permitem a construção de uma comunidade capaz de viver e dar testemunho do Evangelho. Por isso, é que o tempo de espera até encontro final com Cristo, o que acontecerá no momento da sua segunda vinda, não deve constituir motivo de preocupação para os Coríntios, uma vez que a sua identificação com Cristo os levará ao encontro de Deus, um Deus fiel às promessas e que a todos chama à comunhão com Ele.
Este texto convida-nos a estar vigilantes e preparados, ou seja, numa atitude de escuta e acolhimento dos dons que Deus nos oferece, para que eles nos ajudem a uma maior identificação com Cristo e a viver na certeza de alcançar a plena comunhão com Deus.

Evangelho (Mc 13,33-37)
O texto evangélico deste domingo faz parte do chamado discurso escatológico pronunciado por Jesus em Jerusalém, uns dias antes da sua paixão e morte, através do qual transmitiu aos seus discípulos algumas indicações sobre o modo como deviam aguardar a sua última vinda gloriosa.
Na terceira parte desse discurso, Jesus utiliza uma parábola para dizer aos seus discípulos que devem estar vigilantes, enquanto esperam o dia da sua vinda – Jesus repete por ttês vezes o imperativo: vigiai.
Esta vigilância não significa que devem ficar apenas atentos e nada fazer, ter uma atitude passiva, mas sim atentos à maneira como vivem e como cumprem a missão que o Senhor lhes confiou, ou seja, a de trabalhar activamente para que o Reino de Deus se torne realidade.
Esta mensagem de Jesus destina-se aos seus discípulos de todos os tempos. Tomemos, por isso, consciência de que devemos estar sempre vigilantes, de modo a que, no nosso dia-a-dia, possamos ser sinal vivo da presença de Deus e do seu Reino no mundo.

I DOMINGO DO ADVENTO