Angelus 7 setOntem, dia 7 de Setembro, antes da habitual oração Mariana do “Angelus”,o Papa Francisco comentou o Evangelho do dia, no qual Jesus nos fala da correcção fraterna na comunidade de fiéis.
O Papa começou por recordar o que Jesus disse: Jesus ensina-nos que se o meu irmão comete um pecado contra mim, eu devo ter caridade para com ele e, antes de tudo, falar pessoalmente com ele, explicando-lhe que o que ele disse ou fez não é bom. Se o irmão não me ouve, Jesus sugere uma ação progressiva: primeiro, volta a falar com ele com outras duas ou três pessoas; se, não obstante isso, não acolhe a exortação, é preciso dizer à comunidade; e se não ouve sequer a comunidade, é preciso fazer com que sinta a fratura e o distanciamento que ele mesmo provocou, destruindo a comunhão com os irmãos na fé.
Contudo, preveniu o Papa, neste itinerário é preciso evitar o clamor da fofoca da comunidade. A atitude é de delicadeza, prudência, humildade, atenção para com quem pecou, evitando que as palavras possam ferir e matar o irmão. Vocês sabem que as palavras matam: quando falo mal, faço uma crítica injusta, isso é matar a fama do outro.
Por isso, a correcção fraterna deve ser feita com a máxima discrição para não mortificar o pecador. O objetivo é ajudar o irmão a perceber o que ele fez. Isso também nos ajuda a nos libertar da ira e do ressentimento que nos fazem mal, provocam amargura do coração e levam a insultar e a agredir. Isso é feio. Mas, é feio ouvir da boca de um cristão insultos ou agressões. Nada de insultos. Insultar não é cristão.
Na realidade, recordou o Santo Padre, diante de Deus somos todos pecadores e necessitados de perdão. Jesus, de facto, nos disse para não julgar. A correção fraterna é um serviço recíproco que podemos e devemos fazer uns aos outros. E é possível e eficaz somente se cada um se reconhece pecador e necessitado do perdão do Senhor. A mesma consciência que me faz reconhecer o erro do outro, antes ainda me lembra que eu mesmo errei e erro tantas vezes Por isso, no início da Santa Missa, todas as vezes somos convidados a reconhecer diante do Senhor que somos pecadores, expressando com as palavras e os gestos o sincero arrependimento do coração. E dizemos: “Senhor, tende piedade de mim”, e não “Senhor, tende piedade dessa pessoa que está a meu lado”. Todos somos pecadores e necessitados do perdão do Senhor.
No final, o Papa referiu que entre as condições que são comuns dos que participam da celebração eucarística, duas são fundamentais: todos somos pecadores e a todos Deus doa a sua misericórdia. Devemo-nos lembrar sempre disso antes de corrigirmos fraternalmente o nosso irmão.”