{"id":3805,"date":"2017-01-02T19:34:37","date_gmt":"2017-01-02T19:34:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?page_id=3805"},"modified":"2024-07-23T17:59:04","modified_gmt":"2024-07-23T17:59:04","slug":"o-amor-no-matrimonio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/o-amor-no-matrimonio\/","title":{"rendered":"O Amor no Matrim\u00f3nio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Na sess\u00e3o realizado em 5 de Dezembro, foi desenvolvido o tema do IV cap\u00edtulo da Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u201cAmoris laetitia\u201c, o Amor no Matrim\u00f3nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sess\u00e3o iniciou-se com o c\u00e2ntico lit\u00fargico pr\u00f3prio do tempo de Advento, \u201cMaranatha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos n\u00fameros deste cap\u00edtulo, o Papa define, de forma clara e objectiva, o comportamento e as atitudes que devem orientar o relacionamento conjugal e familiar. Partindo do Hino ao Amor escrito por S. Paulo (1 Cor 13, 4-7) &#8211; \u201cO amor \u00e9 paciente, \u00e9 prest\u00e1vel; n\u00e3o \u00e9 invejoso, n\u00e3o \u00e9 arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, n\u00e3o procura o seu pr\u00f3prio interesse, n\u00e3o se irrita, nem guarda ressentimento, n\u00e3o se alegra com a injusti\u00e7a, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo cr\u00ea, tudo espera, tudo suporta.\u201d &#8211; o Papa faz uma reflex\u00e3o sobre as principais caracter\u00edsticas do amor no matrim\u00f3nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A paci\u00eancia, que n\u00e3o significa tudo aceitar ou ter uma atitude passiva, \u00e9 o sentimento fundamental para as rela\u00e7\u00f5es conjugais e familiares. Ter paci\u00eancia, que na tradu\u00e7\u00e3o grega de um texto do Antigo testamento exprime um Deus \u201clento para a ira\u201d, \u00e9 o sentimento que permite aceitar os outros tal qual eles s\u00e3o, mesmo quando agem de modo diferente do que eu desejo, aceit\u00e1-los com miseric\u00f3rdia, justamente com a mesma miseric\u00f3rdia que Deus tem por cada um de n\u00f3s.<br \/>\nO amor tudo desculpa, tudo cr\u00ea, tudo espera, tudo suporta.<br \/>\nEsta defini\u00e7\u00e3o do amor traduz-se, no seu conjunto, pelas seguintes atitudes dos esposos:<br \/>\n&#8211; Falar bem do outro e procurar mostrar mais o lado bom do c\u00f4njuge do que as suas fraquezas e erros;<br \/>\n&#8211; Reconhecer que o outro n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o que me incomoda, mas \u00e9 muito mais do que isso;<br \/>\n&#8211; Reconhecer o \u00abfacto de o amor (do c\u00f4njuge) ser imperfeito n\u00e3o significa que seja falso ou que n\u00e3o seja real\u00bb: \u00abamor convive com a imperfei\u00e7\u00e3o\u00bb (A.L. 113).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor conjugal requer uma aprendizagem permanente e exige uma din\u00e2mica de crescimento cont\u00ednuo, sem o que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel tornar-se numa verdadeira fonte de bem-estar. Como nos diz o Papa, h\u00e1 tr\u00eas express\u00f5es que s\u00e3o a chave de um bom relacionamento conjugal: \u201ccom licen\u00e7a\u201d, \u201cdesculpa\u201d e \u201cobrigado\u201d. \u00abQuando numa fam\u00edlia n\u00e3o somos invasores e pedimos \u201ccom licen\u00e7a\u201d, quando na fam\u00edlia n\u00e3o somos ego\u00edstas e aprendemos a dizer \u201cobrigado\u201d, e quando na fam\u00edlia nos damos conta de que fizemos algo incorrecto e pedimos \u201cdesculpa\u201d, nessa fam\u00edlia existe paz e alegria\u00bb. (AL 133)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A transforma\u00e7\u00e3o do amor<br \/>\nO Papa comentou as transforma\u00e7\u00f5es do amor que decorrem do alongamento da vida, algo que n\u00e3o acontecia noutros tempos.<br \/>\nE sobre esta realidade, cada vez mais comum nos nossos tempos, o Papa diz-nos:\u201dA apar\u00eancia f\u00edsica transforma-se e a atra\u00e7\u00e3o amorosa n\u00e3o desaparece, mas muda: com o tempo, o desejo sexual pode transformar-se em desejo de intimidade e \u00abcumplicidade\u00bb. \u00abN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prometer que teremos os mesmos sentimentos durante a vida inteira; mas podemos ter um projeto comum est\u00e1vel, comprometer-nos a amar-nos e a viver unidos at\u00e9 que a morte nos separe, e viver sempre uma rica intimidade\u00bb (AL 163).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sess\u00e3o continuou com uma reflex\u00e3o sobre a forma a forma de agir da Igreja perante aqueles que receberam o sacramento do matrim\u00f3nio e que, por raz\u00f5es diversas, deixaram de viver em conson\u00e2ncia com o sacramento recebido.<br \/>\nNestas circunst\u00e2ncias, a Igreja n\u00e3o deve julgar todos por igual, pois cada caso \u00e9 um caso, e ter em aten\u00e7\u00e3o muitas das pessoas que se encontram nesta situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil est\u00e3o em sofrimento. Por isso, a Igreja deve acompanhar, discernir e integrar, pois o seu \u201ccaminho \u00e9 sempre o de Jesus: o caminho da miseric\u00f3rdia e da integra\u00e7\u00e3o\u201d (AL 296)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De real\u00e7ar o bom n\u00famero de paroquianos presentes, bem como a sua participa\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise e discuss\u00e3o das mat\u00e9rias relativas ao tema tratado nesta sess\u00e3o.\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Amoris-Laetitia-sess\u00e3o-06.12.16.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">APRESENTA\u00c7\u00c3O DA SESS\u00c3O DE DEZEMBRO<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sess\u00e3o realizado em 5 de Dezembro, foi desenvolvido o tema do IV cap\u00edtulo da Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica \u201cAmoris laetitia\u201c, o Amor no Matrim\u00f3nio. A sess\u00e3o iniciou-se com o c\u00e2ntico lit\u00fargico pr\u00f3prio do tempo de Advento, \u201cMaranatha\u201d. Nos n\u00fameros deste cap\u00edtulo, o Papa define, de forma clara e objectiva, o comportamento e as atitudes que devem orientar o relacionamento conjugal e familiar. Partindo do Hino ao Amor escrito por S. Paulo (1 Cor 13, 4-7) &#8211; \u201cO amor \u00e9 paciente, \u00e9 prest\u00e1vel; n\u00e3o \u00e9 invejoso, n\u00e3o \u00e9 arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, n\u00e3o procura o seu pr\u00f3prio interesse, n\u00e3o se irrita, nem guarda ressentimento, n\u00e3o se alegra com a injusti\u00e7a, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo cr\u00ea, tudo espera, tudo suporta.\u201d &#8211; o Papa faz uma reflex\u00e3o sobre as principais caracter\u00edsticas do amor no matrim\u00f3nio. A paci\u00eancia, que n\u00e3o significa tudo aceitar ou ter uma atitude passiva, \u00e9 o sentimento fundamental para as rela\u00e7\u00f5es conjugais e familiares. Ter paci\u00eancia, que na tradu\u00e7\u00e3o grega de um texto do Antigo testamento exprime um Deus \u201clento para a ira\u201d, \u00e9 o sentimento que permite aceitar os outros tal qual eles s\u00e3o, mesmo quando agem de modo diferente do que eu desejo, aceit\u00e1-los com miseric\u00f3rdia, justamente com a mesma miseric\u00f3rdia que Deus tem por cada um de n\u00f3s. O amor tudo desculpa, tudo cr\u00ea, tudo espera, tudo suporta. Esta defini\u00e7\u00e3o do amor traduz-se, no seu conjunto, pelas seguintes atitudes dos esposos: &#8211; Falar bem do outro e procurar mostrar mais o lado bom do c\u00f4njuge do que as suas fraquezas e erros; &#8211; Reconhecer que o outro n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o que me incomoda, mas \u00e9 muito mais do que isso; &#8211; Reconhecer o \u00abfacto de o amor (do c\u00f4njuge) ser imperfeito n\u00e3o significa que seja falso ou que n\u00e3o seja real\u00bb: \u00abamor convive com a imperfei\u00e7\u00e3o\u00bb (A.L. 113). O amor conjugal requer uma aprendizagem permanente e exige uma din\u00e2mica de crescimento cont\u00ednuo, sem o que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel tornar-se numa verdadeira fonte de bem-estar. Como nos diz o Papa, h\u00e1 tr\u00eas express\u00f5es que s\u00e3o a chave de um bom relacionamento conjugal: \u201ccom licen\u00e7a\u201d, \u201cdesculpa\u201d e \u201cobrigado\u201d. \u00abQuando numa fam\u00edlia n\u00e3o somos invasores e pedimos \u201ccom licen\u00e7a\u201d, quando na fam\u00edlia n\u00e3o somos ego\u00edstas e aprendemos a dizer \u201cobrigado\u201d, e quando na fam\u00edlia nos damos conta de que fizemos algo incorrecto e pedimos \u201cdesculpa\u201d, nessa fam\u00edlia existe paz e alegria\u00bb. (AL 133) A transforma\u00e7\u00e3o do amor O Papa comentou as transforma\u00e7\u00f5es do amor que decorrem do alongamento da vida, algo que n\u00e3o acontecia noutros tempos. E sobre esta realidade, cada vez mais comum nos nossos tempos, o Papa diz-nos:\u201dA apar\u00eancia f\u00edsica transforma-se e a atra\u00e7\u00e3o amorosa n\u00e3o desaparece, mas muda: com o tempo, o desejo sexual pode transformar-se em desejo de intimidade e \u00abcumplicidade\u00bb. \u00abN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prometer que teremos os mesmos sentimentos durante a vida inteira; mas podemos ter um projeto comum est\u00e1vel, comprometer-nos a amar-nos e a viver unidos at\u00e9 que a morte nos separe, e viver sempre uma rica intimidade\u00bb (AL 163). A sess\u00e3o continuou com uma reflex\u00e3o sobre a forma a forma de agir da Igreja perante aqueles que receberam o sacramento do matrim\u00f3nio e que, por raz\u00f5es diversas, deixaram de viver em conson\u00e2ncia com o sacramento recebido. Nestas circunst\u00e2ncias, a Igreja n\u00e3o deve julgar todos por igual, pois cada caso \u00e9 um caso, e ter em aten\u00e7\u00e3o muitas das pessoas que se encontram nesta situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil est\u00e3o em sofrimento. Por isso, a Igreja deve acompanhar, discernir e integrar, pois o seu \u201ccaminho \u00e9 sempre o de Jesus: o caminho da miseric\u00f3rdia e da integra\u00e7\u00e3o\u201d (AL 296) De real\u00e7ar o bom n\u00famero de paroquianos presentes, bem como a sua participa\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise e discuss\u00e3o das mat\u00e9rias relativas ao tema tratado nesta sess\u00e3o. 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