{"id":6,"date":"2014-03-05T19:03:00","date_gmt":"2014-03-05T19:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paroquiaderamalde.com\/?page_id=6"},"modified":"2024-08-30T10:54:08","modified_gmt":"2024-08-30T10:54:08","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/about\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" onerror=\"this.src='https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/cropped-MobileLogo-300x300-1-e1738324983577.jpg'\" class=\" wp-image-29390 alignleft\" src=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/4eb9d2c32c1b6779107dbff8c3f31119-1-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"305\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/4eb9d2c32c1b6779107dbff8c3f31119-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/4eb9d2c32c1b6779107dbff8c3f31119-1-400x400.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 305px) 100vw, 305px\" \/>Par\u00f3quia, palavra origin\u00e1ria do grego \u201dparoikia\u201c, que significa vizinhan\u00e7a, \u00e9, de acordo com a defini\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo do Direito Can\u00f3nico, uma divis\u00e3o territorial eclesi\u00e1stica, com igreja e uma comunidade a ela adstrita e cuja jurisdi\u00e7\u00e3o espiritual foi confiada a um sacerdote, um p\u00e1roco, sob a depend\u00eancia do bispo diocesano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primitiva hist\u00f3ria da par\u00f3quia de Salvador de Ramalde perde-se na noite dos tempos; por falta de documentos torna-se imposs\u00edvel a recomposi\u00e7\u00e3o do seu passado. Mas h\u00e1 alguns dados interessantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma povoa\u00e7\u00e3o muito antiga. J\u00e1 existia antes dos gasc\u00f5es, povos do sul de Fran\u00e7a, que em 1009 acamparam nesta freguesia, num local que deles tomou o nome de \u201cFrancos\u201c, que ainda hoje conserva, onde tiveram com os mouros uma rija peleja, sendo estes completamente derrotados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era do Padroado Real, e D. Sancho, em 1196, doou-o a sua filha D. Mafalda, quando esta princesa cuidava em converter o mosteiro de Bou\u00e7as, j\u00e1 existente em 944, e o de Arouca, que estavam povoados de freiras beneditinas, \u00e0 Ordem de Cister, imitando as suas irm\u00e3s D. Teresa e D. Sancha que j\u00e1 tinham convertido respectivamente os mosteiros de Lorv\u00e3o e de Celas \u00e0 Ordem Cisterciense, introduzida em Portugal em 1122.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por morte da rainha D. Mafalda, em 1290, passou o Padroado de Ramalde para a coroa, at\u00e9 que, a\u00ed por 1420, D. Jo\u00e3o I o doou, com todas as propriedades e direitos reais ao Convento de Santa Clara, desta cidade, que havia fundado em 1416, a pedido de seu sobrinho D. Fernando da Guerra, ent\u00e3o Bispo do Porto, e para onde transferiu as religiosas do Convento de Santa Clara do Torr\u00e3o (Entre-os Rios) e, declarando-se protector desta nova casa de religiosas, concedeu-lhes tamb\u00e9m o t\u00edtulo de \u201cReal\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde esta \u00e9poca o p\u00e1roco de Ramalde era apresentado pela Prelada do Real Convento de Santa Clara, que tinha o t\u00edtulo de Dona Abadessa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devolvidos alguns anos, as religiosas, delimitando com marcos de pedra esta freguesia das circunvizinhas, mandaram gravar-lhes as letras \u2013 S. C. \u2013 (Santa Clara), que ainda hoje conservam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das \u201cInquiri\u00e7\u00f5es que foram tiradas no tempo de D. Afonso III dos direitos e foros que lhe pagavam certos julgados\u201d, consta que a freguesia de Ramalde, em 1230, ent\u00e3o denominada Ramhualdi e Ramhaldi, se compunha de cinco lugares: o de Francos, o do Seixo, o de Requezendi, o de Ramhualdi Jus\u00e3o, o de Remhualdi Suz\u00e3o (hoje Ramalde de Baixo e Ramalde do Meio), que presentemente ainda existem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 1230 at\u00e9 1835, pertenceu ao velho julgado municipal de Bou\u00e7as e, desde a\u00ed at\u00e9 1895 ao novo Concelho de Bou\u00e7as, incorporando-se neste ano no desta cidade do Porto, por ficar dentro da Estrada da Circunvala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ramalde tinha 162 almas em 1527; 298 em 1623; 630 em 1706; 887 em 1732; 2.927 em1864; 3.877 em 1878; 6.311 em 1890. Nos \u00faltimos anos tem tomado grande incremento, como o certificam o crescimento da popula\u00e7\u00e3o e dos fogos, a transforma\u00e7\u00e3o no que toca a infra-estruturas e capacidades log\u00edsticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A t\u00edtulo de curiosidade resta dizer que a invas\u00e3o dos franceses ficou aqui tristemente assinalada. Em 29 de Mar\u00e7o de 1809, dia em que o ex\u00e9rcito franc\u00eas, comandado pelo marechal Soult, entrou nesta cidade, travou-se um encarni\u00e7ado combate nesta freguesia, sendo mortos pelos franceses cento e quarenta paroquianos, como consta do respectivo livro de \u00f3bitos. Nesse mesmo dia os franceses queimaram a antiga e solarenga \u201cCasa de Ramalde\u201c, denominada ,depois, pelo povo, de \u201cQuinta Queimada\u201d, pelo facto de se conservar por muito tempo desmantelada. Hoje, felizmente, mant\u00e9m o t\u00edtulo original.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Par\u00f3quia, palavra origin\u00e1ria do grego \u201dparoikia\u201c, que significa vizinhan\u00e7a, \u00e9, de acordo com a defini\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo do Direito Can\u00f3nico, uma divis\u00e3o territorial eclesi\u00e1stica, com igreja e uma comunidade a ela adstrita e cuja jurisdi\u00e7\u00e3o espiritual foi confiada a um sacerdote, um p\u00e1roco, sob a depend\u00eancia do bispo diocesano. A primitiva hist\u00f3ria da par\u00f3quia de Salvador de Ramalde perde-se na noite dos tempos; por falta de documentos torna-se imposs\u00edvel a recomposi\u00e7\u00e3o do seu passado. Mas h\u00e1 alguns dados interessantes. \u00c9 uma povoa\u00e7\u00e3o muito antiga. J\u00e1 existia antes dos gasc\u00f5es, povos do sul de Fran\u00e7a, que em 1009 acamparam nesta freguesia, num local que deles tomou o nome de \u201cFrancos\u201c, que ainda hoje conserva, onde tiveram com os mouros uma rija peleja, sendo estes completamente derrotados. Era do Padroado Real, e D. Sancho, em 1196, doou-o a sua filha D. Mafalda, quando esta princesa cuidava em converter o mosteiro de Bou\u00e7as, j\u00e1 existente em 944, e o de Arouca, que estavam povoados de freiras beneditinas, \u00e0 Ordem de Cister, imitando as suas irm\u00e3s D. Teresa e D. Sancha que j\u00e1 tinham convertido respectivamente os mosteiros de Lorv\u00e3o e de Celas \u00e0 Ordem Cisterciense, introduzida em Portugal em 1122. Por morte da rainha D. Mafalda, em 1290, passou o Padroado de Ramalde para a coroa, at\u00e9 que, a\u00ed por 1420, D. Jo\u00e3o I o doou, com todas as propriedades e direitos reais ao Convento de Santa Clara, desta cidade, que havia fundado em 1416, a pedido de seu sobrinho D. Fernando da Guerra, ent\u00e3o Bispo do Porto, e para onde transferiu as religiosas do Convento de Santa Clara do Torr\u00e3o (Entre-os Rios) e, declarando-se protector desta nova casa de religiosas, concedeu-lhes tamb\u00e9m o t\u00edtulo de \u201cReal\u201d. Desde esta \u00e9poca o p\u00e1roco de Ramalde era apresentado pela Prelada do Real Convento de Santa Clara, que tinha o t\u00edtulo de Dona Abadessa. Devolvidos alguns anos, as religiosas, delimitando com marcos de pedra esta freguesia das circunvizinhas, mandaram gravar-lhes as letras \u2013 S. C. \u2013 (Santa Clara), que ainda hoje conservam. Das \u201cInquiri\u00e7\u00f5es que foram tiradas no tempo de D. Afonso III dos direitos e foros que lhe pagavam certos julgados\u201d, consta que a freguesia de Ramalde, em 1230, ent\u00e3o denominada Ramhualdi e Ramhaldi, se compunha de cinco lugares: o de Francos, o do Seixo, o de Requezendi, o de Ramhualdi Jus\u00e3o, o de Remhualdi Suz\u00e3o (hoje Ramalde de Baixo e Ramalde do Meio), que presentemente ainda existem. Desde 1230 at\u00e9 1835, pertenceu ao velho julgado municipal de Bou\u00e7as e, desde a\u00ed at\u00e9 1895 ao novo Concelho de Bou\u00e7as, incorporando-se neste ano no desta cidade do Porto, por ficar dentro da Estrada da Circunvala\u00e7\u00e3o. Ramalde tinha 162 almas em 1527; 298 em 1623; 630 em 1706; 887 em 1732; 2.927 em1864; 3.877 em 1878; 6.311 em 1890. Nos \u00faltimos anos tem tomado grande incremento, como o certificam o crescimento da popula\u00e7\u00e3o e dos fogos, a transforma\u00e7\u00e3o no que toca a infra-estruturas e capacidades log\u00edsticas. A t\u00edtulo de curiosidade resta dizer que a invas\u00e3o dos franceses ficou aqui tristemente assinalada. Em 29 de Mar\u00e7o de 1809, dia em que o ex\u00e9rcito franc\u00eas, comandado pelo marechal Soult, entrou nesta cidade, travou-se um encarni\u00e7ado combate nesta freguesia, sendo mortos pelos franceses cento e quarenta paroquianos, como consta do respectivo livro de \u00f3bitos. Nesse mesmo dia os franceses queimaram a antiga e solarenga \u201cCasa de Ramalde\u201c, denominada ,depois, pelo povo, de \u201cQuinta Queimada\u201d, pelo facto de se conservar por muito tempo desmantelada. 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