{"id":28276,"date":"2024-01-20T17:53:54","date_gmt":"2024-01-20T17:53:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=28276"},"modified":"2024-09-17T21:55:33","modified_gmt":"2024-09-17T21:55:33","slug":"iii-domingo-do-tempo-comum-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/iii-domingo-do-tempo-comum-2\/","title":{"rendered":"III Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do III Domingo do Tempo Comum continua a falar-nos da voca\u00e7\u00e3o e diz-nos que o caminho a seguir para responder ao chamamento que Deus faz a cada um de n\u00f3s \u00e9 o de convers\u00e3o pessoal e de identifica\u00e7\u00e3o com Jesus Cristo.<\/p>\n<p>I LEITURA (Jn 3,1-5.10)<br \/>\nA primeira Leitura fala-nos de Jonas que, depois de resistir a um primeiro chamamento, acaba por aceitar a miss\u00e3o de ser porta-voz de Deus para anunciar aos habitantes de N\u00ednive a destrui\u00e7\u00e3o da cidade.<br \/>\nN\u00ednive era a capital da Ass\u00edria, um pa\u00eds inimigo dos Israelitas, cujos habitantes se deixaram corromper por pr\u00e1ticas de idolatria, um pecado reprendido e punido por Deus.<br \/>\nQuando se esperava que a advert\u00eancia de Deus n\u00e3o teria qualquer repercuss\u00e3o, sucedeu que os habitantes de N\u00ednive se arrependeram da sua conduta, fizeram penit\u00eancia e converteram-se, o que fez Deus desistir da sua inten\u00e7\u00e3o. Deus n\u00e3o quer a morte dos pecadores, mas que estes se convertam, vivam e consigam alcan\u00e7ar a salva\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO objectivo do autor deste texto \u00e9 o de salientar a miseric\u00f3rdia de Deus e o facto de que Ele ama todos os homens, sem excep\u00e7\u00e3o, e, ao mesmo tempo, colocar em relevo a disponibilidade dos habitantes de N\u00ednive para escutar Deus e, em resposta, percorrerem o caminho de convers\u00e3o.<br \/>\nEste texto deve fazer-nos reflectir sobre a nossa disponibilidade para responder ao chamamento de Deus, bem como sobre a nossa capacidade de usar o amor e o perd\u00e3o em todas as circunst\u00e2ncias da nossa vida.<\/p>\n<p>II Leitura (1 Cor 7, 29-31)<br \/>\nNa breve passagem da carta que dirigiu aos Cor\u00edntios, S. Paulo diz-lhes que \u201co tempo \u00e9 breve \u2026 o cen\u00e1rio deste mundo \u00e9 passageiro\u201d, pelo que as suas motiva\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem ser as realidades terrenas, mas sim as eternas. Na verdade, as coisas mundanas devem ser relativizadas e n\u00e3o absolutizadas, porquanto s\u00e3o todas ef\u00e9meras, pelo que os Cor\u00edntios devem dar maior import\u00e2ncia a tudo o que conduz a uma realidade definitiva, \u00e0 vida eterna.<br \/>\nPaulo considera que o casamento, a alegria, a tristeza, a posse, assim como o contr\u00e1rio de tudo isto, pertencem a uma realidade de vida provis\u00f3ria e, por isso, perdem import\u00e2ncia perante a definitiva.<br \/>\nNa verdade, o que Paulo transmitiu aos Cor\u00edntios, h\u00e1 mais de vinte s\u00e9culos, continua a fazer sentido no tempo actual. Hoje tamb\u00e9m temos a tend\u00eancia de considerar definitivo o que \u00e9 somente provis\u00f3rio, esquecendo que o absoluto nesta vida \u00e9 o Deus Amor, que se revela em Jesus Cristo, e os valores do Reino. A nossa exist\u00eancia \u00e9 simplesmente uma peregrina\u00e7\u00e3o e, por essa raz\u00e3o, devemos ter sempre presente a nossa direc\u00e7\u00e3o e o final do caminho.<\/p>\n<p>Evangelho (Mc 1,14-20)<br \/>\nO Evangelista Marcos, que nos acompanhar\u00e1 na grande maioria dos domingos deste ano lit\u00fargico, relata-nos o princ\u00edpio da miss\u00e3o messi\u00e2nica de Jesus Cristo e o chamamento dos primeiros ap\u00f3stolos.<br \/>\nAs primeiras palavras de Jesus, segundo Marcos, foram: \u00abCumpriu-se o tempo e est\u00e1 pr\u00f3ximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho\u00bb.<br \/>\nJesus diz que \u00e9 chegada a altura estabelecida por Deus para dar cumprimento \u00e0s suas promessas de salva\u00e7\u00e3o de toda a humanidade e anuncia o estabelecimento do Reino de Deus, um mundo novo, de paz e de amor. Mas para que isso aconte\u00e7a, Jesus apresenta duas condi\u00e7\u00f5es: \u201cArrependei-vos e acreditai no Evangelho\u201d. Arrepender-se, que \u00e9 essencial a uma verdadeira convers\u00e3o, significa mudar de vida, aproximar-se de Deus, e acreditar no Evangelho significa acolher e crer na Palavra de Deus e viver em conformidade com ela.<br \/>\nPara colaborar na sua miss\u00e3o de anunciar e construir o Reino de Deus, Jesus chama os quatro primeiros disc\u00edpulos, Sim\u00e3o e seu irm\u00e3o Andr\u00e9, Tiago e seu irm\u00e3o Jo\u00e3o, todos pescadores, homens pobres e simples, que acolheram o chamamento, deixaram tudo e seguiram-No.<br \/>\nHoje, Jesus tamb\u00e9m nos chama a segui-Lo, a ser seus disc\u00edpulos, a colaborar com Ele na propaga\u00e7\u00e3o do Evangelho e na constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus. E n\u00f3s, como respondemos? Ser\u00e1 que respondemos de forma incondicional e com a mesma radicalidade dos quatro primeiros disc\u00edpulos? Ser\u00e1 que aceitamos o convite para lan\u00e7ar as \u201credes do Evangelho\u201d, tornando-nos em \u201cpescadores de homens\u201d?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/2024-01-21-B-Dom-III-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>III DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do III Domingo do Tempo Comum continua a falar-nos da voca\u00e7\u00e3o e diz-nos que o caminho a seguir para responder ao chamamento que Deus faz a cada um de n\u00f3s \u00e9 o de convers\u00e3o pessoal e de identifica\u00e7\u00e3o com Jesus Cristo. I LEITURA (Jn 3,1-5.10) A primeira Leitura fala-nos de Jonas que, depois de resistir a um primeiro chamamento, acaba por aceitar a miss\u00e3o de ser porta-voz de Deus para anunciar aos habitantes de N\u00ednive a destrui\u00e7\u00e3o da cidade. N\u00ednive era a capital da Ass\u00edria, um pa\u00eds inimigo dos Israelitas, cujos habitantes se deixaram corromper por pr\u00e1ticas de idolatria, um pecado reprendido e punido por Deus. Quando se esperava que a advert\u00eancia de Deus n\u00e3o teria qualquer repercuss\u00e3o, sucedeu que os habitantes de N\u00ednive se arrependeram da sua conduta, fizeram penit\u00eancia e converteram-se, o que fez Deus desistir da sua inten\u00e7\u00e3o. Deus n\u00e3o quer a morte dos pecadores, mas que estes se convertam, vivam e consigam alcan\u00e7ar a salva\u00e7\u00e3o. O objectivo do autor deste texto \u00e9 o de salientar a miseric\u00f3rdia de Deus e o facto de que Ele ama todos os homens, sem excep\u00e7\u00e3o, e, ao mesmo tempo, colocar em relevo a disponibilidade dos habitantes de N\u00ednive para escutar Deus e, em resposta, percorrerem o caminho de convers\u00e3o. Este texto deve fazer-nos reflectir sobre a nossa disponibilidade para responder ao chamamento de Deus, bem como sobre a nossa capacidade de usar o amor e o perd\u00e3o em todas as circunst\u00e2ncias da nossa vida. II Leitura (1 Cor 7, 29-31) Na breve passagem da carta que dirigiu aos Cor\u00edntios, S. Paulo diz-lhes que \u201co tempo \u00e9 breve \u2026 o cen\u00e1rio deste mundo \u00e9 passageiro\u201d, pelo que as suas motiva\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem ser as realidades terrenas, mas sim as eternas. Na verdade, as coisas mundanas devem ser relativizadas e n\u00e3o absolutizadas, porquanto s\u00e3o todas ef\u00e9meras, pelo que os Cor\u00edntios devem dar maior import\u00e2ncia a tudo o que conduz a uma realidade definitiva, \u00e0 vida eterna. Paulo considera que o casamento, a alegria, a tristeza, a posse, assim como o contr\u00e1rio de tudo isto, pertencem a uma realidade de vida provis\u00f3ria e, por isso, perdem import\u00e2ncia perante a definitiva. Na verdade, o que Paulo transmitiu aos Cor\u00edntios, h\u00e1 mais de vinte s\u00e9culos, continua a fazer sentido no tempo actual. Hoje tamb\u00e9m temos a tend\u00eancia de considerar definitivo o que \u00e9 somente provis\u00f3rio, esquecendo que o absoluto nesta vida \u00e9 o Deus Amor, que se revela em Jesus Cristo, e os valores do Reino. A nossa exist\u00eancia \u00e9 simplesmente uma peregrina\u00e7\u00e3o e, por essa raz\u00e3o, devemos ter sempre presente a nossa direc\u00e7\u00e3o e o final do caminho. Evangelho (Mc 1,14-20) O Evangelista Marcos, que nos acompanhar\u00e1 na grande maioria dos domingos deste ano lit\u00fargico, relata-nos o princ\u00edpio da miss\u00e3o messi\u00e2nica de Jesus Cristo e o chamamento dos primeiros ap\u00f3stolos. As primeiras palavras de Jesus, segundo Marcos, foram: \u00abCumpriu-se o tempo e est\u00e1 pr\u00f3ximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho\u00bb. Jesus diz que \u00e9 chegada a altura estabelecida por Deus para dar cumprimento \u00e0s suas promessas de salva\u00e7\u00e3o de toda a humanidade e anuncia o estabelecimento do Reino de Deus, um mundo novo, de paz e de amor. Mas para que isso aconte\u00e7a, Jesus apresenta duas condi\u00e7\u00f5es: \u201cArrependei-vos e acreditai no Evangelho\u201d. Arrepender-se, que \u00e9 essencial a uma verdadeira convers\u00e3o, significa mudar de vida, aproximar-se de Deus, e acreditar no Evangelho significa acolher e crer na Palavra de Deus e viver em conformidade com ela. Para colaborar na sua miss\u00e3o de anunciar e construir o Reino de Deus, Jesus chama os quatro primeiros disc\u00edpulos, Sim\u00e3o e seu irm\u00e3o Andr\u00e9, Tiago e seu irm\u00e3o Jo\u00e3o, todos pescadores, homens pobres e simples, que acolheram o chamamento, deixaram tudo e seguiram-No. Hoje, Jesus tamb\u00e9m nos chama a segui-Lo, a ser seus disc\u00edpulos, a colaborar com Ele na propaga\u00e7\u00e3o do Evangelho e na constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus. E n\u00f3s, como respondemos? Ser\u00e1 que respondemos de forma incondicional e com a mesma radicalidade dos quatro primeiros disc\u00edpulos? Ser\u00e1 que aceitamos o convite para lan\u00e7ar as \u201credes do Evangelho\u201d, tornando-nos em \u201cpescadores de homens\u201d? III DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-28276","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-liturgia-dominical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28276"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28276\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}