{"id":28331,"date":"2024-02-03T14:53:20","date_gmt":"2024-02-03T14:53:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=28331"},"modified":"2024-09-17T21:55:33","modified_gmt":"2024-09-17T21:55:33","slug":"v-domingo-do-tempo-comum-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/v-domingo-do-tempo-comum-2\/","title":{"rendered":"V Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do V Domingo do Tempo Comum convida-nos a reflectir sobre o sentido que t\u00eam o sofrimento e as perdas, realidades concretas da exist\u00eancia humana, e recorda-nos a mais importante miss\u00e3o que recebemos: anunciar o Evangelho.<\/p>\n<p>I Leitura (Job 7, 1-4.6-7)<br \/>\nO Livro de Job, uma das mais extraordin\u00e1rias obras da literatura sapiencial de Israel, relata-nos o sofrimento de um homem justo e temente a Deus, que passou pelas mais diversas prova\u00e7\u00f5es, designadamente a perda da fam\u00edlia, de todos os seus bens e, por fim, da sa\u00fade, o que o levou a ter atitudes de incompreens\u00e3o e de revolta. Apesar do sofrimento, Job n\u00e3o aceita que tudo isto possa ser explicado com base na doutrina da retribui\u00e7\u00e3o, segundo a qual Deus castigava os maus pelas suas m\u00e1s ac\u00e7\u00f5es e premiava os bons pelas boas. Deus n\u00e3o podia ser como um contabilista que registava as boas e m\u00e1s obras e, em fun\u00e7\u00e3o disso, compensava ou castigava o homem.<br \/>\nJob n\u00e3o aceita um Deus que procede segundo as l\u00f3gicas humanas e luta incansavelmente para encontrar uma raz\u00e3o para o seu sofrimento. Apesar do seu sentimento de des\u00e2nimo e da sua atitude de revolta, Ele busca encontrar em Deus uma resposta que o ajude a compreender a sua situa\u00e7\u00e3o. No final, a sua fidelidade a Deus e a sua perseveran\u00e7a na f\u00e9 acabam por faz\u00ea-lo compreender que Deus \u00e9 o \u00fanico que lhe pode dar a esperan\u00e7a de viver uma vida com sentido, mesmo no meio das maiores adversidades.<br \/>\nNo pequeno texto de hoje, Job reflecte sobre a sua exist\u00eancia e conclui que \u00e9 dura, triste e dolorosa. N\u00e3o obstante o seu sofrimento e de se sentir injusti\u00e7ado e abandonado por Deus, Job dirige-Lhe uma ora\u00e7\u00e3o, pela qual pede que olhe para a sua situa\u00e7\u00e3o e o ajude, porque acredita que Deus o escuta e pode vir em seu aux\u00edlio.<br \/>\nQue este exemplo de Job nos fa\u00e7a entender que, em todas as circunst\u00e2ncias das nossas vidas, sobretudo nas que nos s\u00e3o mais adversas, n\u00e3o devemos perder a f\u00e9 e continuar persistentemente a procurar a ajuda de Deus, pois Ele \u00e9 o \u00fanico que compreende o nosso sofrimento e permanece ao nosso lado, mesmo quando todos nos abandonam e tudo parece que vai desabar sobre n\u00f3s.<\/p>\n<p>II Leitura (1 Cor 9, 16-19.22-23)<br \/>\nNa segunda Leitura, extra\u00edda da carta aos Cor\u00edntios, Paulo fala de si pr\u00f3prio e do orgulho que tem por cumprir a miss\u00e3o que recebeu: evangelizar.<br \/>\nPara Paulo, anunciar o Evangelho n\u00e3o \u00e9 motivo de gl\u00f3ria ou uma obriga\u00e7\u00e3o, mas sim de uma disposi\u00e7\u00e3o resultante do seu encontro com Jesus Cristo. Por isso, ele afirma: \u201cAi de mim se n\u00e3o an\u00fancio o Evangelho\u201d.<br \/>\nPaulo anuncia o Evangelho sem qualquer interesse pessoal, sem esperar qualquer recompensa, mas simplesmente para anunciar a todos a Boa-nova de Jesus Cristo, a salva\u00e7\u00e3o oferecida por Deus.<br \/>\nOs crist\u00e3os, como membros de Cristo e seus servidores, s\u00e3o chamados a anunciar o Evangelho e a fazer esse an\u00fancio com esp\u00edrito de gratuidade e de servi\u00e7o aos outros. Como diz S. Paulo, \u201canunciar o Evangelho n\u00e3o \u00e9 para mim um t\u00edtulo de gl\u00f3ria, \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o que me foi imposta\u201d.<\/p>\n<p>Evangelho (Mc 1, 29-39)<br \/>\nO Evangelista Marcos continua a apresentar Jesus como o Messias.<br \/>\nNa leitura deste domingo, Jesus aparece como resposta de Deus para curar os males deste mundo. Ele cura a sogra de Pedro e outros enfermos, atendendo assim a todos aqueles que O procuram e esperam que Ele cure os seus males.<br \/>\nJesus prega e cura, perdoa e liberta do mal, dando sinal de que o sofrimento n\u00e3o tem lugar no projecto de salva\u00e7\u00e3o de Deus e de que esta passa por uma liberta\u00e7\u00e3o integral da pessoa, o que inclui a cura de todos os males.<br \/>\nUm pormenor relevante \u00e9-nos dado por Marcos no final do Evangelho: Jesus retirou-se para um s\u00edtio ermo e come\u00e7ou a orar. Jesus reza, ou seja, dialoga intimamente com aquele que o tinha enviado, o Pai, antes e depois de cumprir a sua miss\u00e3o de anunciar o Reino e de curar as pessoas.<br \/>\nSeguindo o exemplo de Jesus, os crist\u00e3os devem buscar na ora\u00e7\u00e3o, no di\u00e1logo com Deus, a for\u00e7a necess\u00e1ria para se aproximarem de todos aqueles que sofrem, principalmente os doentes, e ajud\u00e1-los a encontrar em Jesus Cristo o verdadeiro sentido da vida.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2024-02-04-B-Dom-V-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>V DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do V Domingo do Tempo Comum convida-nos a reflectir sobre o sentido que t\u00eam o sofrimento e as perdas, realidades concretas da exist\u00eancia humana, e recorda-nos a mais importante miss\u00e3o que recebemos: anunciar o Evangelho. I Leitura (Job 7, 1-4.6-7) O Livro de Job, uma das mais extraordin\u00e1rias obras da literatura sapiencial de Israel, relata-nos o sofrimento de um homem justo e temente a Deus, que passou pelas mais diversas prova\u00e7\u00f5es, designadamente a perda da fam\u00edlia, de todos os seus bens e, por fim, da sa\u00fade, o que o levou a ter atitudes de incompreens\u00e3o e de revolta. Apesar do sofrimento, Job n\u00e3o aceita que tudo isto possa ser explicado com base na doutrina da retribui\u00e7\u00e3o, segundo a qual Deus castigava os maus pelas suas m\u00e1s ac\u00e7\u00f5es e premiava os bons pelas boas. Deus n\u00e3o podia ser como um contabilista que registava as boas e m\u00e1s obras e, em fun\u00e7\u00e3o disso, compensava ou castigava o homem. Job n\u00e3o aceita um Deus que procede segundo as l\u00f3gicas humanas e luta incansavelmente para encontrar uma raz\u00e3o para o seu sofrimento. Apesar do seu sentimento de des\u00e2nimo e da sua atitude de revolta, Ele busca encontrar em Deus uma resposta que o ajude a compreender a sua situa\u00e7\u00e3o. No final, a sua fidelidade a Deus e a sua perseveran\u00e7a na f\u00e9 acabam por faz\u00ea-lo compreender que Deus \u00e9 o \u00fanico que lhe pode dar a esperan\u00e7a de viver uma vida com sentido, mesmo no meio das maiores adversidades. No pequeno texto de hoje, Job reflecte sobre a sua exist\u00eancia e conclui que \u00e9 dura, triste e dolorosa. N\u00e3o obstante o seu sofrimento e de se sentir injusti\u00e7ado e abandonado por Deus, Job dirige-Lhe uma ora\u00e7\u00e3o, pela qual pede que olhe para a sua situa\u00e7\u00e3o e o ajude, porque acredita que Deus o escuta e pode vir em seu aux\u00edlio. Que este exemplo de Job nos fa\u00e7a entender que, em todas as circunst\u00e2ncias das nossas vidas, sobretudo nas que nos s\u00e3o mais adversas, n\u00e3o devemos perder a f\u00e9 e continuar persistentemente a procurar a ajuda de Deus, pois Ele \u00e9 o \u00fanico que compreende o nosso sofrimento e permanece ao nosso lado, mesmo quando todos nos abandonam e tudo parece que vai desabar sobre n\u00f3s. II Leitura (1 Cor 9, 16-19.22-23) Na segunda Leitura, extra\u00edda da carta aos Cor\u00edntios, Paulo fala de si pr\u00f3prio e do orgulho que tem por cumprir a miss\u00e3o que recebeu: evangelizar. Para Paulo, anunciar o Evangelho n\u00e3o \u00e9 motivo de gl\u00f3ria ou uma obriga\u00e7\u00e3o, mas sim de uma disposi\u00e7\u00e3o resultante do seu encontro com Jesus Cristo. Por isso, ele afirma: \u201cAi de mim se n\u00e3o an\u00fancio o Evangelho\u201d. Paulo anuncia o Evangelho sem qualquer interesse pessoal, sem esperar qualquer recompensa, mas simplesmente para anunciar a todos a Boa-nova de Jesus Cristo, a salva\u00e7\u00e3o oferecida por Deus. Os crist\u00e3os, como membros de Cristo e seus servidores, s\u00e3o chamados a anunciar o Evangelho e a fazer esse an\u00fancio com esp\u00edrito de gratuidade e de servi\u00e7o aos outros. Como diz S. Paulo, \u201canunciar o Evangelho n\u00e3o \u00e9 para mim um t\u00edtulo de gl\u00f3ria, \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o que me foi imposta\u201d. Evangelho (Mc 1, 29-39) O Evangelista Marcos continua a apresentar Jesus como o Messias. Na leitura deste domingo, Jesus aparece como resposta de Deus para curar os males deste mundo. Ele cura a sogra de Pedro e outros enfermos, atendendo assim a todos aqueles que O procuram e esperam que Ele cure os seus males. Jesus prega e cura, perdoa e liberta do mal, dando sinal de que o sofrimento n\u00e3o tem lugar no projecto de salva\u00e7\u00e3o de Deus e de que esta passa por uma liberta\u00e7\u00e3o integral da pessoa, o que inclui a cura de todos os males. Um pormenor relevante \u00e9-nos dado por Marcos no final do Evangelho: Jesus retirou-se para um s\u00edtio ermo e come\u00e7ou a orar. Jesus reza, ou seja, dialoga intimamente com aquele que o tinha enviado, o Pai, antes e depois de cumprir a sua miss\u00e3o de anunciar o Reino e de curar as pessoas. Seguindo o exemplo de Jesus, os crist\u00e3os devem buscar na ora\u00e7\u00e3o, no di\u00e1logo com Deus, a for\u00e7a necess\u00e1ria para se aproximarem de todos aqueles que sofrem, principalmente os doentes, e ajud\u00e1-los a encontrar em Jesus Cristo o verdadeiro sentido da vida. 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