{"id":28430,"date":"2024-02-17T15:47:45","date_gmt":"2024-02-17T15:47:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=28430"},"modified":"2024-09-17T21:55:33","modified_gmt":"2024-09-17T21:55:33","slug":"i-domingo-da-quaresma-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/i-domingo-da-quaresma-2\/","title":{"rendered":"I Domingo da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p>Na passada Quarta-Feira iniciou-se o tempo da Quaresma. A Quaresma \u00e9 um tempo lit\u00fargico de prepara\u00e7\u00e3o para a celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa, durante o qual somos convidados ao jejum, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 esmola, pr\u00e1ticas que n\u00e3o se devem resumir a umas simples atitudes, mas a uma manifesta\u00e7\u00e3o da nossa identidade crist\u00e3.<br \/>\nO jejum deve ser a ren\u00fancia a tudo o que possa contribuir para nos separar do amor a Deus e ao pr\u00f3ximo. A ora\u00e7\u00e3o deve ser o sinal da nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus e da nossa predisposi\u00e7\u00e3o de fazer a Sua vontade. A esmola n\u00e3o se deve limitar a uma mera entrega de bens materiais, mas, acima de tudo, deve ser express\u00e3o de uma verdadeira caridade fraterna.<br \/>\nA Quaresma \u00e9, por isso, um tempo privilegiado para que se opere em n\u00f3s uma mudan\u00e7a de vida, que passa necessariamente por uma verdadeira convers\u00e3o e por um fortalecimento da nossa rela\u00e7\u00e3o de amor a Deus e ao pr\u00f3ximo. Este tempo tamb\u00e9m nos convida a ter uma maior consci\u00eancia da salva\u00e7\u00e3o que nos \u00e9 oferecida por Deus em Jesus Cristo, bem como a viver de harmonia com o nosso compromisso baptismal.<\/p>\n<p>I Leitura (Gn 9,8-15)<br \/>\nA primeira Leitura fala-nos da Alian\u00e7a de Deus com No\u00e9 e a sua descend\u00eancia, uma alian\u00e7a realizada \u00fanica e exclusivamente com base no amor e miseric\u00f3rdia de Deus, e que deu origem a uma nova humanidade.<br \/>\nNo relato do dil\u00favio, o autor pretende ensinar que Deus n\u00e3o aceita os desvios da humanidade, mas procura sempre caminhos para a purificar dos seus erros. Neste sentido, Deus usa No\u00e9, uma pessoa justa e \u00edntegra, para resgatar todos os que se desviaram e faz com ele uma Alian\u00e7a, pela qual se compromete que n\u00e3o haver\u00e1 mais destrui\u00e7\u00e3o de todas as criaturas. Deus n\u00e3o quer condenar os pecadores, mas sim que eles se arrependam e se convertam.<br \/>\nEsta primeira Alian\u00e7a feita entre Deus e os homens e todas as outras que se seguiram, e que culminaram com a realizada definitivamente em Jesus Cristo, s\u00e3o um sinal evidente da fidelidade, do amor e da miseric\u00f3rdia de Deus por toda a humanidade.<br \/>\nQue este trecho evang\u00e9lico contribua para que, em quaisquer circunst\u00e2ncias, consigamos dar resposta ao amor e fidelidade de Deus, pois \u00e9 esta atitude que Ele espera e deseja de todos os seus filhos.<\/p>\n<p>II Leitura (1 Pe 3,18-22)<br \/>\nA segunda Leitura, extra\u00edda da 1\u00aa Carta de Pedro, \u00e9 dirigida \u00e0s comunidades crist\u00e3s das prov\u00edncias romanas da \u00c1sia Menor. Conhecedor do ambiente hostil em que viviam estas comunidades por testemunharem a f\u00e9 em Cristo, o autor da carta exorta-as a permanecerem fi\u00e9is na f\u00e9. Estabelecendo uma semelhan\u00e7a com o dil\u00favio, o autor refere que assim como, outrora, as \u00e1guas do dil\u00favio purificaram a humanidade e deram origem, pela Alian\u00e7a de Deus com No\u00e9, a uma nova humanidade, agora, pela \u00e1gua do baptismo todos s\u00e3o purificados e incorporados em Cristo que, pela sua morte redentora, deu origem a uma nova e definitiva Alian\u00e7a de Deus com a humanidade.<br \/>\nDeste modo, o autor apela \u00e0s comunidades de baptizados, que pelo baptismo nasceram para uma vida nova, a serem fi\u00e9is ao seu compromisso e a darem testemunho da salva\u00e7\u00e3o, mesmo diante daqueles que s\u00e3o seus inimigos.<br \/>\nA Quaresma \u00e9 um bom tempo para renovarmos o nosso compromisso baptismal e tomarmos consci\u00eancia de que a nossa identifica\u00e7\u00e3o com Cristo \u00e9 \u00fanica forma de nos incluirmos na nova humanidade criada por Deus em Jesus Cristo e de seguir o caminho de liberta\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o que Ele nos veio oferecer.<\/p>\n<p>Evangelho (Mc 1,12-15)<\/p>\n<p>No breve trecho, o evangelista Marcos n\u00e3o relata as tenta\u00e7\u00f5es uma por uma, como fazem Mateus e Lucas, apenas nos transmite que Jesus foi impelido pelo Esp\u00edrito Santo para o deserto, onde permaneceu 40 dias, e ali foi tentado por Satan\u00e1s.<br \/>\nO deserto \u00e9 um lugar que, pelo seu isolamento e sil\u00eancio, propicia o recolhimento, a medita\u00e7\u00e3o, a ora\u00e7\u00e3o e a penit\u00eancia, o que faz dele um s\u00edtio privilegiado de encontro com Deus.<br \/>\nDepois de passar por diversas tenta\u00e7\u00f5es e prova\u00e7\u00f5es, Jesus manteve a sua fidelidade a Deus e partiu para a Galileia, onde come\u00e7ou a sua prega\u00e7\u00e3o. Jesus anuncia que chegou o tempo do Reino de Deus, o tempo em que Deus cumprir\u00e1 as suas promessas. E para que essa nova realidade se concretize, Jesus pede que se arrependam e acreditem no Evangelho.<br \/>\nO arrependimento pedido por Jesus, que \u00e9 essencial \u00e0 convers\u00e3o, implica numa transforma\u00e7\u00e3o radical de vida, numa exist\u00eancia centrada em Deus e nos valores do Reino. Acreditar no Evangelho n\u00e3o significa apenas ter conhecimento do conjunto de ensinamentos de Jesus, mas requer o acolhimento da sua mensagem e uma vida em conformidade com ela.<br \/>\nPor isso, \u00e9 que a mensagem de Cristo -\u201cArrependei-vos e acreditai no Evangelho\u201d \u00e9 uma mensagem que se aplica tamb\u00e9m aos crist\u00e3os de hoje. Ela define o caminho a seguir para este tempo da Quaresma e para todos os tempos da nossa exist\u00eancia.<br \/>\nNa verdade, Jesus Cristo \u00e9 o modelo que devemos seguir para que, perante as tenta\u00e7\u00f5es que neste mundo temos permanentemente de enfrentar, possamos, em cada momento, perceber com clareza qual \u00e9 a vontade de Deus.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/2024-02-17-Dom-I-Quaresma-B.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>I DOMINGO DA QUARESMA<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na passada Quarta-Feira iniciou-se o tempo da Quaresma. A Quaresma \u00e9 um tempo lit\u00fargico de prepara\u00e7\u00e3o para a celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa, durante o qual somos convidados ao jejum, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 esmola, pr\u00e1ticas que n\u00e3o se devem resumir a umas simples atitudes, mas a uma manifesta\u00e7\u00e3o da nossa identidade crist\u00e3. O jejum deve ser a ren\u00fancia a tudo o que possa contribuir para nos separar do amor a Deus e ao pr\u00f3ximo. A ora\u00e7\u00e3o deve ser o sinal da nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus e da nossa predisposi\u00e7\u00e3o de fazer a Sua vontade. A esmola n\u00e3o se deve limitar a uma mera entrega de bens materiais, mas, acima de tudo, deve ser express\u00e3o de uma verdadeira caridade fraterna. A Quaresma \u00e9, por isso, um tempo privilegiado para que se opere em n\u00f3s uma mudan\u00e7a de vida, que passa necessariamente por uma verdadeira convers\u00e3o e por um fortalecimento da nossa rela\u00e7\u00e3o de amor a Deus e ao pr\u00f3ximo. Este tempo tamb\u00e9m nos convida a ter uma maior consci\u00eancia da salva\u00e7\u00e3o que nos \u00e9 oferecida por Deus em Jesus Cristo, bem como a viver de harmonia com o nosso compromisso baptismal. I Leitura (Gn 9,8-15) A primeira Leitura fala-nos da Alian\u00e7a de Deus com No\u00e9 e a sua descend\u00eancia, uma alian\u00e7a realizada \u00fanica e exclusivamente com base no amor e miseric\u00f3rdia de Deus, e que deu origem a uma nova humanidade. No relato do dil\u00favio, o autor pretende ensinar que Deus n\u00e3o aceita os desvios da humanidade, mas procura sempre caminhos para a purificar dos seus erros. Neste sentido, Deus usa No\u00e9, uma pessoa justa e \u00edntegra, para resgatar todos os que se desviaram e faz com ele uma Alian\u00e7a, pela qual se compromete que n\u00e3o haver\u00e1 mais destrui\u00e7\u00e3o de todas as criaturas. Deus n\u00e3o quer condenar os pecadores, mas sim que eles se arrependam e se convertam. Esta primeira Alian\u00e7a feita entre Deus e os homens e todas as outras que se seguiram, e que culminaram com a realizada definitivamente em Jesus Cristo, s\u00e3o um sinal evidente da fidelidade, do amor e da miseric\u00f3rdia de Deus por toda a humanidade. Que este trecho evang\u00e9lico contribua para que, em quaisquer circunst\u00e2ncias, consigamos dar resposta ao amor e fidelidade de Deus, pois \u00e9 esta atitude que Ele espera e deseja de todos os seus filhos. II Leitura (1 Pe 3,18-22) A segunda Leitura, extra\u00edda da 1\u00aa Carta de Pedro, \u00e9 dirigida \u00e0s comunidades crist\u00e3s das prov\u00edncias romanas da \u00c1sia Menor. Conhecedor do ambiente hostil em que viviam estas comunidades por testemunharem a f\u00e9 em Cristo, o autor da carta exorta-as a permanecerem fi\u00e9is na f\u00e9. Estabelecendo uma semelhan\u00e7a com o dil\u00favio, o autor refere que assim como, outrora, as \u00e1guas do dil\u00favio purificaram a humanidade e deram origem, pela Alian\u00e7a de Deus com No\u00e9, a uma nova humanidade, agora, pela \u00e1gua do baptismo todos s\u00e3o purificados e incorporados em Cristo que, pela sua morte redentora, deu origem a uma nova e definitiva Alian\u00e7a de Deus com a humanidade. Deste modo, o autor apela \u00e0s comunidades de baptizados, que pelo baptismo nasceram para uma vida nova, a serem fi\u00e9is ao seu compromisso e a darem testemunho da salva\u00e7\u00e3o, mesmo diante daqueles que s\u00e3o seus inimigos. A Quaresma \u00e9 um bom tempo para renovarmos o nosso compromisso baptismal e tomarmos consci\u00eancia de que a nossa identifica\u00e7\u00e3o com Cristo \u00e9 \u00fanica forma de nos incluirmos na nova humanidade criada por Deus em Jesus Cristo e de seguir o caminho de liberta\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o que Ele nos veio oferecer. Evangelho (Mc 1,12-15) No breve trecho, o evangelista Marcos n\u00e3o relata as tenta\u00e7\u00f5es uma por uma, como fazem Mateus e Lucas, apenas nos transmite que Jesus foi impelido pelo Esp\u00edrito Santo para o deserto, onde permaneceu 40 dias, e ali foi tentado por Satan\u00e1s. O deserto \u00e9 um lugar que, pelo seu isolamento e sil\u00eancio, propicia o recolhimento, a medita\u00e7\u00e3o, a ora\u00e7\u00e3o e a penit\u00eancia, o que faz dele um s\u00edtio privilegiado de encontro com Deus. 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