{"id":28516,"date":"2024-03-09T17:44:19","date_gmt":"2024-03-09T17:44:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=28516"},"modified":"2024-09-16T18:06:10","modified_gmt":"2024-09-16T18:06:10","slug":"iv-domingo-da-quaresma-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/iv-domingo-da-quaresma-2\/","title":{"rendered":"IV Domingo da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do IV Domingo da Quaresma, tamb\u00e9m designado por Domingo da Alegria, convida-nos a reflectir sobre o amor e a miseric\u00f3rdia de Deus e lembra-que Deus nos ama incondicionalmente e vem ao nosso encontro, em Jesus Cristo, para nos oferecer a salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>I Leitura (2Cro 36,14-16.19-23)<br \/>\nNos vers\u00edculos do segundo Livro das Cr\u00f3nicas, o autor recorda a destrui\u00e7\u00e3o do Templo de Jerusal\u00e9m e a deporta\u00e7\u00e3o dos hebreus para a Babil\u00f3nia, interpretando estes acontecimentos como uma forma de correc\u00e7\u00e3o aplicada por Deus ao povo por \u201cmultiplicarem as suas infidelidades, imitando os costumes abomin\u00e1veis das na\u00e7\u00f5es pag\u00e3s\u201d.<br \/>\nO povo recusou acolher os mensageiros e profetas e, como consequ\u00eancia dos seus pecados, da sua infidelidade \u00e0 Alian\u00e7a, perdeu a sua terra, o seu templo e a liberdade, principais elementos constitutivos da sua identidade, e passou a viver sob a opress\u00e3o do poder estrangeiro. (estes acontecimentos devem ser entendidos \u00e0 luz da teologia da retribui\u00e7\u00e3o presente no Antigo Testamento, segundo a qual Deus castigava a infidelidade com sofrimento e premiava a fidelidade com b\u00ean\u00e7\u00e3os)<br \/>\nNo entanto, o castigo n\u00e3o \u00e9 o fim. Deus, com a sua miseric\u00f3rdia, proporciona ao povo o arrependimento dos seus pecados e o retorno ao caminho de fidelidade \u00e0 Alian\u00e7a. Para tal, escolheu um pag\u00e3o, Ciro, rei da P\u00e9rsia, como Seu instrumento para restituir a liberdade ao povo e permitir o seu regresso a Jerusal\u00e9m.<br \/>\nApesar das infidelidades, Deus n\u00e3o esqueceu nem abandonou o seu povo e veio ao seu encontro, dando-lhe a possibilidade de restabelecer a fidelidade \u00e0 Alian\u00e7a e recome\u00e7ar uma vida nova.<br \/>\nHoje, Deus tamb\u00e9m continua disposto a libertar o nosso cora\u00e7\u00e3o do \u201ccativeiro\u201d em que, muitas vezes, se encontra. Pelo seu Amor incondicional e a sua infinita miseric\u00f3rdia, Deus perdoa-nos as infidelidades e oferece-nos a possibilidade de reconcilia\u00e7\u00e3o com Ele.<br \/>\nA Quaresma \u00e9 esse tempo de fazer a experi\u00eancia pessoal do amor misericordioso de Deus e, deste modo, uma reconcilia\u00e7\u00e3o com Ele.<\/p>\n<p>II Leitura (Ef 2, 4-10)<br \/>\nO conte\u00fado da carta enviada por S. Paulo aos Ef\u00e9sios podia ser enviado aos crist\u00e3os actuais, uma vez que ela cont\u00e9m ensinamentos doutrinais que, em qualquer momento, devem ser objecto de reflex\u00e3o por todos aqueles que optaram seguir Jesus Cristo.<br \/>\nDe facto, esta leitura revela-nos que Deus \u00e9 rico em miseric\u00f3rdia, porque nos ama com um amor infinito e, por isso, quando est\u00e1vamos mortos por causa dos nossos pecados deu-nos vida em Cristo, ofereceu-nos gratuitamente a salva\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA salva\u00e7\u00e3o \u00e9 um dom de Deus e n\u00e3o \u00e9 resultante das obras ou dos m\u00e9ritos do homem.\u00a0 Estas n\u00e3o s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es para a salva\u00e7\u00e3o, mas consequ\u00eancias de estarmos salvos pela gra\u00e7a de Deus.<br \/>\nEmbora as nossas obras e m\u00e9ritos n\u00e3o garantam a salva\u00e7\u00e3o, elas n\u00e3o s\u00e3o dispens\u00e1veis, pelo contr\u00e1rio, tornam-se imprescind\u00edveis para que possamos corresponder \u00e0 gra\u00e7a de Deus que actua em n\u00f3s desde o Baptismo.<br \/>\nNeste tempo da Quaresma, bem como em todos os outros tempos lit\u00fargicos, tenhamos sempre presente o amor e a miseric\u00f3rdia de Deus e reconhe\u00e7amos que temos necessidade da gra\u00e7a divina para, em uni\u00e3o com Cristo, fazermos boas obras e caminharmos para a vida nova oferecida por Deus.<\/p>\n<p>Evangelho (Jo 3, 14-21)<br \/>\nO evangelista S. Jo\u00e3o relata-nos o final do di\u00e1logo de Jesus com Nicodemos.<br \/>\n\u201cDeus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unig\u00e9nito, para que todo o homem que acredita n\u2019Ele n\u00e3o pere\u00e7a, mas tenha a vida eterna\u201d \u00e9 a frase central deste evangelho, e talvez de todo o Novo Testamento, pela qual Jesus resume o grande Amor de Deus por toda a humanidade.<br \/>\nDeus enviou o seu pr\u00f3prio filho para salvar o mundo e n\u00e3o para o condenar, porque \u00e9 um Deus de Amor.<br \/>\nTodos os homens s\u00e3o chamados a dar resposta a este amor, o que passa por crerem no Filho de Deus, Jesus Cristo, e deixarem-se guiar por Ele.<br \/>\nSe acreditamos em Cristo encontramos os caminhos da salva\u00e7\u00e3o e da felicidade, mas se escolhemos n\u00e3o acreditar seguimos os caminhos da condena\u00e7\u00e3o e da infelicidade (\u201cquem n\u00e3o acredita j\u00e1 est\u00e1 condenado\u201d). \u00c9 o pr\u00f3prio Jesus Cristo que nos diz que crer n\u2019Ele \u00e9 deixar-se guiar pela sua luz, \u00e9 segui-Lo, \u00e9 viver como Ele viveu, fazendo obras de amor.<br \/>\nEle apresenta-nos dois caminhos: o que nos conduz \u00e0 vida eterna e o que nos leva a uma vida normal. O primeiro resulta da aceita\u00e7\u00e3o e ades\u00e3o \u00e0s suas propostas e o segundo da nossa pr\u00f3pria escolha de recusar Jesus Cristo e, consequentemente, o amor de um Deus que nos ama e nos oferece a salva\u00e7\u00e3o.<br \/>\nQue este tempo Quaresmal nos ajude a assumir o compromisso definitivo de abandonarmos tudo o que nos coloca nas trevas e nos impede de aproximar da verdadeira luz, que \u00e9 Jesus Cristo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-10B-Dom-IV-Quaresma.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>IV DOMINGO DA QUARESMA<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do IV Domingo da Quaresma, tamb\u00e9m designado por Domingo da Alegria, convida-nos a reflectir sobre o amor e a miseric\u00f3rdia de Deus e lembra-que Deus nos ama incondicionalmente e vem ao nosso encontro, em Jesus Cristo, para nos oferecer a salva\u00e7\u00e3o. I Leitura (2Cro 36,14-16.19-23) Nos vers\u00edculos do segundo Livro das Cr\u00f3nicas, o autor recorda a destrui\u00e7\u00e3o do Templo de Jerusal\u00e9m e a deporta\u00e7\u00e3o dos hebreus para a Babil\u00f3nia, interpretando estes acontecimentos como uma forma de correc\u00e7\u00e3o aplicada por Deus ao povo por \u201cmultiplicarem as suas infidelidades, imitando os costumes abomin\u00e1veis das na\u00e7\u00f5es pag\u00e3s\u201d. O povo recusou acolher os mensageiros e profetas e, como consequ\u00eancia dos seus pecados, da sua infidelidade \u00e0 Alian\u00e7a, perdeu a sua terra, o seu templo e a liberdade, principais elementos constitutivos da sua identidade, e passou a viver sob a opress\u00e3o do poder estrangeiro. 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Jo\u00e3o relata-nos o final do di\u00e1logo de Jesus com Nicodemos. \u201cDeus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unig\u00e9nito, para que todo o homem que acredita n\u2019Ele n\u00e3o pere\u00e7a, mas tenha a vida eterna\u201d \u00e9 a frase central deste evangelho, e talvez de todo o Novo Testamento, pela qual Jesus resume o grande Amor de Deus por toda a humanidade. Deus enviou o seu pr\u00f3prio filho para salvar o mundo e n\u00e3o para o condenar, porque \u00e9 um Deus de Amor. Todos os homens s\u00e3o chamados a dar resposta a este amor, o que passa por crerem no Filho de Deus, Jesus Cristo, e deixarem-se guiar por Ele. Se acreditamos em Cristo encontramos os caminhos da salva\u00e7\u00e3o e da felicidade, mas se escolhemos n\u00e3o acreditar seguimos os caminhos da condena\u00e7\u00e3o e da infelicidade (\u201cquem n\u00e3o acredita j\u00e1 est\u00e1 condenado\u201d). \u00c9 o pr\u00f3prio Jesus Cristo que nos diz que crer n\u2019Ele \u00e9 deixar-se guiar pela sua luz, \u00e9 segui-Lo, \u00e9 viver como Ele viveu, fazendo obras de amor. Ele apresenta-nos dois caminhos: o que nos conduz \u00e0 vida eterna e o que nos leva a uma vida normal. O primeiro resulta da aceita\u00e7\u00e3o e ades\u00e3o \u00e0s suas propostas e o segundo da nossa pr\u00f3pria escolha de recusar Jesus Cristo e, consequentemente, o amor de um Deus que nos ama e nos oferece a salva\u00e7\u00e3o. Que este tempo Quaresmal nos ajude a assumir o compromisso definitivo de abandonarmos tudo o que nos coloca nas trevas e nos impede de aproximar da verdadeira luz, que \u00e9 Jesus Cristo. 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