{"id":28585,"date":"2024-03-27T10:31:30","date_gmt":"2024-03-27T10:31:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=28585"},"modified":"2024-09-16T18:04:36","modified_gmt":"2024-09-16T18:04:36","slug":"a-paciencia-e-a-vitamina-essencial-do-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/a-paciencia-e-a-vitamina-essencial-do-cristao\/","title":{"rendered":"A paci\u00eancia \u00e9 a \u201cvitamina essencial\u201d do crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;A paci\u00eancia&#8221; foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audi\u00eancia Geral, desta quarta-feira (27\/03), realizada na Sala Paulo VI. Este encontro semanal do Pont\u00edfice com os fi\u00e9is deveria se realizar na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, mas por causa da chuva foi transferido para a Sala Nervi.<\/p>\n<p>Francisco recordou que no Domingo de Ramos ouvimos a hist\u00f3ria da Paix\u00e3o do Senhor. Jesus responde ao sofrimento &#8220;com uma virtude que, embora n\u00e3o inclu\u00edda entre as tradicionais, \u00e9 muito importante: a virtude da paci\u00eancia. Trata-se da resist\u00eancia daquilo que se sofre: n\u00e3o \u00e9 por acaso que paci\u00eancia tem a mesma raiz que paix\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o Papa, &#8220;na Paix\u00e3o emerge a paci\u00eancia de Cristo, que com mansid\u00e3o aceita ser preso, esbofeteado e condenado injustamente; diante de Pilatos ele n\u00e3o recrimina; suporta os insultos, cuspidas e flagela\u00e7\u00f5es dos soldados; carrega o peso da cruz; perdoa quem o prega na madeira e na cruz n\u00e3o responde \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es, mas oferece miseric\u00f3rdia&#8221;. &#8220;Esta \u00e9 a paci\u00eancia de Jesus&#8221;, sublinhou o Pont\u00edfice, ressaltando que &#8220;tudo isto nos diz que a paci\u00eancia de Jesus n\u00e3o consiste numa resist\u00eancia estoica ao sofrimento, mas \u00e9 o fruto de um amor maior&#8221;.<\/p>\n<p>No &#8220;Hino \u00e0 Caridade&#8221;, o Ap\u00f3stolo Paulo descreve a primeira qualidade da caridade, usando uma palavra que se traduz como \u201cmagn\u00e2nima\u201d ou \u201cpaciente\u201d. &#8220;A caridade \u00e9 magn\u00e2nima, \u00e9 paciente&#8221;, observou Francisco.<\/p>\n<p>A paci\u00eancia &#8220;expressa um conceito surpreendente, que muitas vezes retorna na B\u00edblia: Deus, diante da nossa infidelidade, mostra-se \u201clento na ira\u201d. Em vez de dar vaz\u00e3o ao seu desgosto pelo mal e pelo pecado do homem, revela ser maior, sempre pronto a recome\u00e7ar com paci\u00eancia infinita. Este \u00e9 o primeiro tra\u00e7o de todo grande amor, que sabe responder ao mal com o bem, que n\u00e3o se fecha na raiva e no des\u00e2nimo, mas persevera e se relan\u00e7a. A paci\u00eancia que recome\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p><i>Poder\u00edamos ent\u00e3o dizer que n\u00e3o h\u00e1 melhor testemunho do amor de Cristo do que encontrar um crist\u00e3o paciente. Mas, pensemos tamb\u00e9m em quantas m\u00e3es e pais, trabalhadores, m\u00e9dicos e enfermeiros, doentes que todos os dias, escondidos, embelezam o mundo com uma santa paci\u00eancia! No entanto, devemos ser honestos: muitas vezes nos falta paci\u00eancia. Normalmente somos todos impacientes.<\/i><\/p>\n<p>Segundo o Papa, precisamos da paci\u00eancia &#8220;como uma \u201cvitamina essencial\u201d para seguir em frente, mas instintivamente ficamos impacientes e respondemos ao mal com o mal: \u00e9 dif\u00edcil manter a calma, controlar os nossos instintos, conter as m\u00e1s respostas, neutralizar discuss\u00f5es e conflitos em fam\u00edlia, no trabalho, na comunidade crist\u00e3&#8221;.<b><\/b><\/p>\n<p>De acordo com Francisco, &#8220;a paci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apenas uma necessidade, \u00e9 um chamado: se Cristo \u00e9 paciente, o crist\u00e3o \u00e9 chamado a ser paciente&#8221;.<\/p>\n<p><i>E isto nos obriga a ir contra a corrente da mentalidade hoje difundida, na qual dominam a pressa e o \u201ctudo e agora\u201d; na qual, em vez de esperar que as situa\u00e7\u00f5es amadure\u00e7am, as pessoas ficam espremidas, esperando que elas mudem instantaneamente. N\u00e3o esque\u00e7amos que a pressa e a impaci\u00eancia s\u00e3o inimigas da vida espiritual: Deus \u00e9 amor, e quem ama n\u00e3o se cansa, n\u00e3o se irrita, n\u00e3o d\u00e1 ultimatos, mas sabe esperar.<\/i><\/p>\n<p>Francisco convidou, especialmente nestes dias da Semana Santa, a &#8220;contemplar o Crucifixo para assimilar a sua paci\u00eancia. Um bom exerc\u00edcio \u00e9 tamb\u00e9m levar a Ele as pessoas mais chatas, pedindo-lhe a gra\u00e7a de p\u00f4r em pr\u00e1tica para com elas aquela obra de miseric\u00f3rdia que \u00e9 ao mesmo tempo conhecida e ignorada: suportar pacientemente as pessoas chatas. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Come\u00e7a-se pedindo para v\u00ea-las com compaix\u00e3o, com o olhar de Deus, sabendo distinguir os seus rostos dos seus erros. Temos o h\u00e1bito de catalogar as pessoas com os erros que cometem. N\u00e3o, isso n\u00e3o \u00e9 bom. Devemos procurar as pessoas pelo seu rosto, pelo seu cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pelos erros&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Por fim, para cultivar a paci\u00eancia, virtude que d\u00e1 f\u00f4lego \u00e0 vida, \u00e9 bom ampliar o olhar. Por exemplo, n\u00e3o estreitando o \u00e2mbito do mundo \u00e0s nossas ang\u00fastias. \u00e9 bom abrir-nos com esperan\u00e7a \u00e0 novidade de Deus, na firme confian\u00e7a de que Ele n\u00e3o deixar\u00e1 frustradas as nossas expectativas. Paci\u00eancia \u00e9 saber suportar os males&#8221;, concluiu o Papa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A paci\u00eancia&#8221; foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audi\u00eancia Geral, desta quarta-feira (27\/03), realizada na Sala Paulo VI. Este encontro semanal do Pont\u00edfice com os fi\u00e9is deveria se realizar na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, mas por causa da chuva foi transferido para a Sala Nervi. Francisco recordou que no Domingo de Ramos ouvimos a hist\u00f3ria da Paix\u00e3o do Senhor. Jesus responde ao sofrimento &#8220;com uma virtude que, embora n\u00e3o inclu\u00edda entre as tradicionais, \u00e9 muito importante: a virtude da paci\u00eancia. Trata-se da resist\u00eancia daquilo que se sofre: n\u00e3o \u00e9 por acaso que paci\u00eancia tem a mesma raiz que paix\u00e3o&#8221;. Segundo o Papa, &#8220;na Paix\u00e3o emerge a paci\u00eancia de Cristo, que com mansid\u00e3o aceita ser preso, esbofeteado e condenado injustamente; diante de Pilatos ele n\u00e3o recrimina; suporta os insultos, cuspidas e flagela\u00e7\u00f5es dos soldados; carrega o peso da cruz; perdoa quem o prega na madeira e na cruz n\u00e3o responde \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es, mas oferece miseric\u00f3rdia&#8221;. &#8220;Esta \u00e9 a paci\u00eancia de Jesus&#8221;, sublinhou o Pont\u00edfice, ressaltando que &#8220;tudo isto nos diz que a paci\u00eancia de Jesus n\u00e3o consiste numa resist\u00eancia estoica ao sofrimento, mas \u00e9 o fruto de um amor maior&#8221;. No &#8220;Hino \u00e0 Caridade&#8221;, o Ap\u00f3stolo Paulo descreve a primeira qualidade da caridade, usando uma palavra que se traduz como \u201cmagn\u00e2nima\u201d ou \u201cpaciente\u201d. &#8220;A caridade \u00e9 magn\u00e2nima, \u00e9 paciente&#8221;, observou Francisco. A paci\u00eancia &#8220;expressa um conceito surpreendente, que muitas vezes retorna na B\u00edblia: Deus, diante da nossa infidelidade, mostra-se \u201clento na ira\u201d. Em vez de dar vaz\u00e3o ao seu desgosto pelo mal e pelo pecado do homem, revela ser maior, sempre pronto a recome\u00e7ar com paci\u00eancia infinita. Este \u00e9 o primeiro tra\u00e7o de todo grande amor, que sabe responder ao mal com o bem, que n\u00e3o se fecha na raiva e no des\u00e2nimo, mas persevera e se relan\u00e7a. A paci\u00eancia que recome\u00e7a&#8221;. Poder\u00edamos ent\u00e3o dizer que n\u00e3o h\u00e1 melhor testemunho do amor de Cristo do que encontrar um crist\u00e3o paciente. Mas, pensemos tamb\u00e9m em quantas m\u00e3es e pais, trabalhadores, m\u00e9dicos e enfermeiros, doentes que todos os dias, escondidos, embelezam o mundo com uma santa paci\u00eancia! No entanto, devemos ser honestos: muitas vezes nos falta paci\u00eancia. Normalmente somos todos impacientes. Segundo o Papa, precisamos da paci\u00eancia &#8220;como uma \u201cvitamina essencial\u201d para seguir em frente, mas instintivamente ficamos impacientes e respondemos ao mal com o mal: \u00e9 dif\u00edcil manter a calma, controlar os nossos instintos, conter as m\u00e1s respostas, neutralizar discuss\u00f5es e conflitos em fam\u00edlia, no trabalho, na comunidade crist\u00e3&#8221;. De acordo com Francisco, &#8220;a paci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apenas uma necessidade, \u00e9 um chamado: se Cristo \u00e9 paciente, o crist\u00e3o \u00e9 chamado a ser paciente&#8221;. E isto nos obriga a ir contra a corrente da mentalidade hoje difundida, na qual dominam a pressa e o \u201ctudo e agora\u201d; na qual, em vez de esperar que as situa\u00e7\u00f5es amadure\u00e7am, as pessoas ficam espremidas, esperando que elas mudem instantaneamente. N\u00e3o esque\u00e7amos que a pressa e a impaci\u00eancia s\u00e3o inimigas da vida espiritual: Deus \u00e9 amor, e quem ama n\u00e3o se cansa, n\u00e3o se irrita, n\u00e3o d\u00e1 ultimatos, mas sabe esperar. Francisco convidou, especialmente nestes dias da Semana Santa, a &#8220;contemplar o Crucifixo para assimilar a sua paci\u00eancia. Um bom exerc\u00edcio \u00e9 tamb\u00e9m levar a Ele as pessoas mais chatas, pedindo-lhe a gra\u00e7a de p\u00f4r em pr\u00e1tica para com elas aquela obra de miseric\u00f3rdia que \u00e9 ao mesmo tempo conhecida e ignorada: suportar pacientemente as pessoas chatas. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Come\u00e7a-se pedindo para v\u00ea-las com compaix\u00e3o, com o olhar de Deus, sabendo distinguir os seus rostos dos seus erros. Temos o h\u00e1bito de catalogar as pessoas com os erros que cometem. N\u00e3o, isso n\u00e3o \u00e9 bom. Devemos procurar as pessoas pelo seu rosto, pelo seu cora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pelos erros&#8221;. &#8220;Por fim, para cultivar a paci\u00eancia, virtude que d\u00e1 f\u00f4lego \u00e0 vida, \u00e9 bom ampliar o olhar. Por exemplo, n\u00e3o estreitando o \u00e2mbito do mundo \u00e0s nossas ang\u00fastias. \u00e9 bom abrir-nos com esperan\u00e7a \u00e0 novidade de Deus, na firme confian\u00e7a de que Ele n\u00e3o deixar\u00e1 frustradas as nossas expectativas. 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