{"id":28690,"date":"2024-04-20T14:33:44","date_gmt":"2024-04-20T14:33:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=28690"},"modified":"2024-09-16T17:40:10","modified_gmt":"2024-09-16T17:40:10","slug":"iv-domingo-da-pascoa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/iv-domingo-da-pascoa-2\/","title":{"rendered":"IV Domingo da P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do IV Domingo da P\u00e1scoa, o Domingo do Bom Pastor, tem como tema central a pessoa de Jesus Cristo, que se apresenta como o \u201cBom Pastor \u201cque veio para cumprir a vontade do Pai e, por amor, deu a pr\u00f3pria vida pelas suas \u201covelhas\u201d.<\/p>\n<p>I Leitura (Act 4,8-12)<\/p>\n<p>Depois de terem anunciado ao povo a Boa Nova da Ressurrei\u00e7\u00e3o e realizado, em nome de Jesus Cristo, a cura de um coxo, sinal evidente de que Jesus estava vivo e continuava a sua ac\u00e7\u00e3o libertadora e salvadora, as autoridades religiosas daquele tempo sentiram o seu poder amea\u00e7ado e decidiram mandar prender Pedro e Jo\u00e3o. Submetidos a julgamento perante o Sin\u00e9drio, o mesmo tribunal judaico que interrogou Jesus, foi-lhes colocada a quest\u00e3o: \u201cCom que poder ou em nome de quem fizestes isso?\u201d.<br \/>\nPedro, cheio do Esp\u00edrito Santo, respondeu que a cura do aleijado foi realizada em nome de Jesus Cristo de Nazar\u00e9, que foi por eles crucificado e por Deus ressuscitado.<br \/>\nEm seguida, Pedro acusa os seus julgadores de terem desprezado Jesus, utilizando um dos vers\u00edculos do salmo 118 \u2013 \u201ca pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular\u201d, para justificar a sua acusa\u00e7\u00e3o. E desprezar Cristo \u00e9 n\u00e3o seguir a fonte da salva\u00e7\u00e3o e n\u00e3o viver em comunh\u00e3o com Deus e os outros.<br \/>\nPedro n\u00e3o s\u00f3 d\u00e1 testemunho de Cristo morto e ressuscitado, como tamb\u00e9m acusa os que permanecem com o cora\u00e7\u00e3o fechado e incapazes de se abrirem \u00e0 mensagem de Salva\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo.<br \/>\nSer\u00e1 que, como Pedro, n\u00e3o temos receio das consequ\u00eancias de anunciar Jesus Cristo e a sua mensagem de salva\u00e7\u00e3o, mesmo quando nos sentimos desprezados e hostilizados pelos outros\u00a0 \u201csin\u00e9drios\u201d existentes no mundo actual?<\/p>\n<p>II Leitura (1 Jo 3,1-2)<\/p>\n<p>Na breve passagem da primeira carta de S. Jo\u00e3o, o autor transmite-nos mensagens que nos enchem de alegria e esperan\u00e7a, sobretudo o an\u00fancio de que somos verdadeiramente filhos de Deus, filia\u00e7\u00e3o que \u00e9 produto do amor que Deus tem por todos n\u00f3s. Mas a condi\u00e7\u00e3o de filhos de Deus, que alcan\u00e7amos por meio de Jesus Cristo, somente se manifestar\u00e1 plenamente em n\u00f3s depois desta nossa peregrina\u00e7\u00e3o terrena, altura em que seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele \u00e9. Na verdade, caminhamos numa din\u00e2mica escatol\u00f3gica de \u201cj\u00e1\u201d viver os dons de sermos filhos e, ao mesmo tempo, \u201cainda n\u00e3o\u201d os possuir plenamente.<br \/>\nDe facto, sermos Filhos de Deus \u00e9 uma das convic\u00e7\u00f5es que mais pode animar o nosso caminho de vida crist\u00e3. Contudo, temos que ter consci\u00eancia de que essa condi\u00e7\u00e3o nos compromete a viver em conformidade com os ensinamentos de Jesus Cristo, doutra forma, n\u00e3o podemos aspirar \u00e0 vida em plenitude que Deus prometeu para todos os seus filhos.<\/p>\n<p>Evangelho (Jo 10,11-18)<\/p>\n<p>O discurso em que Jesus se apresenta como o Bom Pastor surge depois da pol\u00e9mica com os fariseus, gerada pela cura do cego de nascen\u00e7a.<br \/>\nJesus apresenta-se como o \u201cBom Pastor\u201d e descreve-nos as caracter\u00edsticas essenciais desta figura, as quais se cumprem totalmente n\u2019Ele pr\u00f3prio.<br \/>\nEm primeiro de tudo, o \u201cBom Pastor\u201d \u00e9 aquele que d\u00e1 a vida pelas suas \u201covelhas\u201d, em contraposi\u00e7\u00e3o com o mercen\u00e1rio que, diante dos perigos, abandona-as e foge, preocupando-se sobretudo pelo pr\u00f3prio interesse. (H\u00e1 aqui uma clara critica \u00e0s lideran\u00e7as judaicas que n\u00e3o serviam, mas serviam-se do povo para benef\u00edcio pr\u00f3prio)<br \/>\nAl\u00e9m disso, Jesus, como \u201cBom Pastor\u201d, pode afirmar: \u201cconhe\u00e7o as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conhe\u00e7o o Pai \u201c, isto \u00e9, a rela\u00e7\u00e3o pastor-ovelhas caracteriza-se pelo conhecimento m\u00fatuo, tal qual a rela\u00e7\u00e3o do Pai com o Filho.<br \/>\nJesus tamb\u00e9m afirma: \u201cTenho ainda outras ovelhas que n\u00e3o s\u00e3o deste redil e preciso de as reunir; elas ouvir\u00e3o a minha voz e haver\u00e1 um s\u00f3 rebanho e um s\u00f3 Pastor\u201d, demonstrando assim a universalidade da sua miss\u00e3o de reunir todas as ovelhas dispersas, independentemente de pertencerem ao povo de Israel, e de constituir um s\u00f3 \u201crebanho\u201d, que ter\u00e1 um s\u00f3 Pastor, Jesus Cristo. E esse \u201crebanho\u201d ser\u00e1 formado por todos aqueles que escutem a sua voz e acolham as suas propostas.<br \/>\nPor fim, Jesus fala do dom de sua vida como essencial para o projecto de amor do Pai por toda a humanidade e para a concretiza\u00e7\u00e3o da sua miss\u00e3o. A maior prova dessa d\u00e1diva acontece na Sua paix\u00e3o e morte, quando entregou livremente a pr\u00f3pria vida para retom\u00e1-la na ressurrei\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEste texto evang\u00e9lico deve-nos fazer reflectir sobre o qu\u00e3o importante \u00e9 para a nossa vida termos um Bom Pastor que se preocupa connosco e nos procura sempre que nos apart\u00e1mos do seu \u201crebanho\u201d. A melhor resposta que lhe podemos dar \u00e9 a de assumirmos o compromisso de O seguir e n\u00e3o nos deixarmos seduzir por aqueles que nos prop\u00f5em falsos caminhos de salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/2024-04-20-B-IV-Dom-Pascoa.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>IV DOMINGO DA P\u00c1SCOA<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do IV Domingo da P\u00e1scoa, o Domingo do Bom Pastor, tem como tema central a pessoa de Jesus Cristo, que se apresenta como o \u201cBom Pastor \u201cque veio para cumprir a vontade do Pai e, por amor, deu a pr\u00f3pria vida pelas suas \u201covelhas\u201d. I Leitura (Act 4,8-12) Depois de terem anunciado ao povo a Boa Nova da Ressurrei\u00e7\u00e3o e realizado, em nome de Jesus Cristo, a cura de um coxo, sinal evidente de que Jesus estava vivo e continuava a sua ac\u00e7\u00e3o libertadora e salvadora, as autoridades religiosas daquele tempo sentiram o seu poder amea\u00e7ado e decidiram mandar prender Pedro e Jo\u00e3o. Submetidos a julgamento perante o Sin\u00e9drio, o mesmo tribunal judaico que interrogou Jesus, foi-lhes colocada a quest\u00e3o: \u201cCom que poder ou em nome de quem fizestes isso?\u201d. Pedro, cheio do Esp\u00edrito Santo, respondeu que a cura do aleijado foi realizada em nome de Jesus Cristo de Nazar\u00e9, que foi por eles crucificado e por Deus ressuscitado. Em seguida, Pedro acusa os seus julgadores de terem desprezado Jesus, utilizando um dos vers\u00edculos do salmo 118 \u2013 \u201ca pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular\u201d, para justificar a sua acusa\u00e7\u00e3o. E desprezar Cristo \u00e9 n\u00e3o seguir a fonte da salva\u00e7\u00e3o e n\u00e3o viver em comunh\u00e3o com Deus e os outros. Pedro n\u00e3o s\u00f3 d\u00e1 testemunho de Cristo morto e ressuscitado, como tamb\u00e9m acusa os que permanecem com o cora\u00e7\u00e3o fechado e incapazes de se abrirem \u00e0 mensagem de Salva\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. Ser\u00e1 que, como Pedro, n\u00e3o temos receio das consequ\u00eancias de anunciar Jesus Cristo e a sua mensagem de salva\u00e7\u00e3o, mesmo quando nos sentimos desprezados e hostilizados pelos outros\u00a0 \u201csin\u00e9drios\u201d existentes no mundo actual? II Leitura (1 Jo 3,1-2) Na breve passagem da primeira carta de S. Jo\u00e3o, o autor transmite-nos mensagens que nos enchem de alegria e esperan\u00e7a, sobretudo o an\u00fancio de que somos verdadeiramente filhos de Deus, filia\u00e7\u00e3o que \u00e9 produto do amor que Deus tem por todos n\u00f3s. Mas a condi\u00e7\u00e3o de filhos de Deus, que alcan\u00e7amos por meio de Jesus Cristo, somente se manifestar\u00e1 plenamente em n\u00f3s depois desta nossa peregrina\u00e7\u00e3o terrena, altura em que seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele \u00e9. Na verdade, caminhamos numa din\u00e2mica escatol\u00f3gica de \u201cj\u00e1\u201d viver os dons de sermos filhos e, ao mesmo tempo, \u201cainda n\u00e3o\u201d os possuir plenamente. De facto, sermos Filhos de Deus \u00e9 uma das convic\u00e7\u00f5es que mais pode animar o nosso caminho de vida crist\u00e3. Contudo, temos que ter consci\u00eancia de que essa condi\u00e7\u00e3o nos compromete a viver em conformidade com os ensinamentos de Jesus Cristo, doutra forma, n\u00e3o podemos aspirar \u00e0 vida em plenitude que Deus prometeu para todos os seus filhos. Evangelho (Jo 10,11-18) O discurso em que Jesus se apresenta como o Bom Pastor surge depois da pol\u00e9mica com os fariseus, gerada pela cura do cego de nascen\u00e7a. Jesus apresenta-se como o \u201cBom Pastor\u201d e descreve-nos as caracter\u00edsticas essenciais desta figura, as quais se cumprem totalmente n\u2019Ele pr\u00f3prio. Em primeiro de tudo, o \u201cBom Pastor\u201d \u00e9 aquele que d\u00e1 a vida pelas suas \u201covelhas\u201d, em contraposi\u00e7\u00e3o com o mercen\u00e1rio que, diante dos perigos, abandona-as e foge, preocupando-se sobretudo pelo pr\u00f3prio interesse. 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