{"id":28715,"date":"2024-04-27T15:01:08","date_gmt":"2024-04-27T15:01:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=28715"},"modified":"2024-09-16T17:38:57","modified_gmt":"2024-09-16T17:38:57","slug":"v-domingo-da-pascoa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/v-domingo-da-pascoa-2\/","title":{"rendered":"V Domingo da P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do V Domingo da P\u00e1scoa convida-nos a refor\u00e7ar a nossa uni\u00e3o a Cristo, a verdadeira vide ira da qual somos os ramos, pois s\u00f3 Ele consegue transmitir a seiva do amor total e sem limites que nos faz viver em plenitude o amor a Deus e aos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>I Leitura (Act 9,26-31)<\/p>\n<p>Depois do seu encontro com Jesus ressuscitado, no caminho de Damasco, Paulo iniciou a sua actividade apost\u00f3lica de anunciar Jesus Cristo naquela cidade. O testemunho que d\u00e1 de Cristo ressuscitado n\u00e3o \u00e9 bem recebido pelos judeus e, devido a um clima de hostilidade que se gerou, Paulo \u00e9 for\u00e7ado a fugir, pois a sua vida estava em perigo.<br \/>\n\u00c9 na sequ\u00eancia deste acontecimento que a primeira leitura relata a chegada de Paulo a Jerusal\u00e9m e as dificuldades que sentiu para se integrar na comunidade de disc\u00edpulos, pois estes olhavam para ele com desconfian\u00e7a. Foi necess\u00e1rio que Barnab\u00e9 confirmasse que Paulo n\u00e3o era uma amea\u00e7a, mas um disc\u00edpulo entusiasta de Cristo, para que os Ap\u00f3stolos o acolhessem no seio da comunidade.<br \/>\nEste texto mostra-nos dois aspectos importantes do caminho do discipulado: por um lado, o sentido comunit\u00e1rio de Paulo, que procura unir-se \u00e0 comunidade para dar continuidade \u00e0 sua miss\u00e3o de anunciar Jesus Cristo e, por outro lado, as d\u00favidas e receios da comunidade em acolh\u00ea-lo.<br \/>\nN\u00f3s, os crist\u00e3os, n\u00e3o s\u00f3 temos de ter o sentido de uni\u00e3o a Cristo, mas, como Paulo, o sentido de uni\u00e3o comunit\u00e1ria e eclesial. N\u00e3o podemos dizer que estamos unidos a Cristo e n\u00e3o querer estar em uni\u00e3o com a nossa comunidade e toda a Igreja.<br \/>\nTamb\u00e9m, n\u00e3o podemos ter d\u00favidas, como a comunidade de Jerusal\u00e9m, em fazer o acolhimento de todos os que pretendem integrar-se e viver em comunidade.<br \/>\nS\u00f3 com o exemplo de uma comunidade aberta e compreensiva \u00e9 que podemos dizer o que Lucas disse da comunidade de Jerusal\u00e9m: a Igreja gozava de paz, edificava-se e vivia no temor do Senhor e ia crescendo com a assist\u00eancia do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>II Leitura (1 Jo 3,18-24)<\/p>\n<p>A segunda leitura, retirada da primeira carta de S. Jo\u00e3o, o autor recorda-nos que o amor verdadeiro n\u00e3o se demonstra por \u201cpalavras e de boca\u201d, mas com obras e em verdade.<br \/>\n\u00c9 f\u00e1cil dizer que cremos em Jesus Cristo e permanecemos unidos a Deus, mas n\u00e3o basta diz\u00ea-lo, o que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 que cumpramos os seus mandamentos e fa\u00e7amos o que lhe \u00e9 agrad\u00e1vel. E para cumprir os mandamentos bastar\u00e1 \u201cacreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou\u201d, ou seja, ter f\u00e9 e uma pr\u00e1tica de amor fraterno.<br \/>\nA f\u00e9 e o amor fraterno s\u00e3o insepar\u00e1veis, pois se n\u00e3o amarmos de verdade e com obras a nossa f\u00e9 \u00e9 v\u00e3 e se amarmos sem termos como base a f\u00e9 em Cristo, esse amor \u00e9 pouco consistente.<br \/>\n\u00c9 pela viv\u00eancia da f\u00e9 e de uma din\u00e2mica de amor aos irm\u00e3os que os crist\u00e3os podem ter a certeza de que est\u00e3o no caminho de Deus e que permanecem em Deus e Deus neles.<\/p>\n<p>Evangelho (Jo 15,1-8)<\/p>\n<p>O texto evang\u00e9lico de hoje, a alegoria da videira e dos ramos, faz parte do longo discurso de despedida de Jesus que fez aos seus Ap\u00f3stolos, no decurso da \u00daltima Ceia. Jesus utiliza a imagem da videira para se apresentar a si mesmo como a verdadeira videira plantada por Deus, que \u00e9 o agricultor, e aos ap\u00f3stolos como os ramos dessa videira.<br \/>\nNo Antigo Testamento, a videira representava Israel, o povo escolhido por Deus, agora, \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus que se apresenta como a verdadeira videira, tornando-se o fundamento da constru\u00e7\u00e3o do novo povo de Deus.<br \/>\nJesus utiliza a met\u00e1fora da videira para explicar a rela\u00e7\u00e3o com os seus disc\u00edpulos e como eles podem produzir frutos. D\u00e1-lhes ent\u00e3o a seguinte instru\u00e7\u00e3o: \u201cPermanecei em Mim \u2026 Se algu\u00e9m permanecer em mim dar\u00e1 muito fruto\u201d. Os seus disc\u00edpulos t\u00eam de estar unidos a Ele, assim como os ramos da videira est\u00e3o \u00e0 cepa, para que possam receber a seiva e darem bons frutos. Assim como os ramos t\u00eam vida e s\u00e3o fecundos por estarem ligados \u00e0 cepa, tamb\u00e9m os disc\u00edpulos t\u00eam de permanecer ligados \u00e0 fonte de vida e de fecundidade, que \u00e9 Jesus Cristo, para poderem produzir bons e abundantes frutos.<br \/>\nNa verdade, s\u00f3 mantendo uma rela\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o com Ele \u00e9 que podemos dar frutos e permanecermos unidos a Ele. Separados de Cristo podemos sobreviver, mas n\u00e3o viveremos aquela vida com abund\u00e2ncia que Ele nos veio trazer, pois uma vida separada de Cristo est\u00e1 condenada ao fracasso: \u201cSe algu\u00e9m n\u00e3o permanece em Mim, ser\u00e1 lan\u00e7ado fora, como o ramo e secar\u00e1\u201d.<br \/>\nComo seguidores de Cristo temos de ter consci\u00eancia de que, no exigente caminho do discipulado, s\u00f3 permanecendo unidos a Ele, isto \u00e9, a viver enxertados na verdadeira videira, \u00e9 que conseguimos ser disc\u00edpulos fi\u00e9is.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/2024-04-28-B-V-Dom-Pascoa.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>V DOMINGO DA P\u00c1SCOA<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do V Domingo da P\u00e1scoa convida-nos a refor\u00e7ar a nossa uni\u00e3o a Cristo, a verdadeira vide ira da qual somos os ramos, pois s\u00f3 Ele consegue transmitir a seiva do amor total e sem limites que nos faz viver em plenitude o amor a Deus e aos irm\u00e3os. I Leitura (Act 9,26-31) Depois do seu encontro com Jesus ressuscitado, no caminho de Damasco, Paulo iniciou a sua actividade apost\u00f3lica de anunciar Jesus Cristo naquela cidade. O testemunho que d\u00e1 de Cristo ressuscitado n\u00e3o \u00e9 bem recebido pelos judeus e, devido a um clima de hostilidade que se gerou, Paulo \u00e9 for\u00e7ado a fugir, pois a sua vida estava em perigo. \u00c9 na sequ\u00eancia deste acontecimento que a primeira leitura relata a chegada de Paulo a Jerusal\u00e9m e as dificuldades que sentiu para se integrar na comunidade de disc\u00edpulos, pois estes olhavam para ele com desconfian\u00e7a. Foi necess\u00e1rio que Barnab\u00e9 confirmasse que Paulo n\u00e3o era uma amea\u00e7a, mas um disc\u00edpulo entusiasta de Cristo, para que os Ap\u00f3stolos o acolhessem no seio da comunidade. 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S\u00f3 com o exemplo de uma comunidade aberta e compreensiva \u00e9 que podemos dizer o que Lucas disse da comunidade de Jerusal\u00e9m: a Igreja gozava de paz, edificava-se e vivia no temor do Senhor e ia crescendo com a assist\u00eancia do Esp\u00edrito Santo. II Leitura (1 Jo 3,18-24) A segunda leitura, retirada da primeira carta de S. Jo\u00e3o, o autor recorda-nos que o amor verdadeiro n\u00e3o se demonstra por \u201cpalavras e de boca\u201d, mas com obras e em verdade. \u00c9 f\u00e1cil dizer que cremos em Jesus Cristo e permanecemos unidos a Deus, mas n\u00e3o basta diz\u00ea-lo, o que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 que cumpramos os seus mandamentos e fa\u00e7amos o que lhe \u00e9 agrad\u00e1vel. E para cumprir os mandamentos bastar\u00e1 \u201cacreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou\u201d, ou seja, ter f\u00e9 e uma pr\u00e1tica de amor fraterno. A f\u00e9 e o amor fraterno s\u00e3o insepar\u00e1veis, pois se n\u00e3o amarmos de verdade e com obras a nossa f\u00e9 \u00e9 v\u00e3 e se amarmos sem termos como base a f\u00e9 em Cristo, esse amor \u00e9 pouco consistente. \u00c9 pela viv\u00eancia da f\u00e9 e de uma din\u00e2mica de amor aos irm\u00e3os que os crist\u00e3os podem ter a certeza de que est\u00e3o no caminho de Deus e que permanecem em Deus e Deus neles. Evangelho (Jo 15,1-8) O texto evang\u00e9lico de hoje, a alegoria da videira e dos ramos, faz parte do longo discurso de despedida de Jesus que fez aos seus Ap\u00f3stolos, no decurso da \u00daltima Ceia. Jesus utiliza a imagem da videira para se apresentar a si mesmo como a verdadeira videira plantada por Deus, que \u00e9 o agricultor, e aos ap\u00f3stolos como os ramos dessa videira. No Antigo Testamento, a videira representava Israel, o povo escolhido por Deus, agora, \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus que se apresenta como a verdadeira videira, tornando-se o fundamento da constru\u00e7\u00e3o do novo povo de Deus. Jesus utiliza a met\u00e1fora da videira para explicar a rela\u00e7\u00e3o com os seus disc\u00edpulos e como eles podem produzir frutos. D\u00e1-lhes ent\u00e3o a seguinte instru\u00e7\u00e3o: \u201cPermanecei em Mim \u2026 Se algu\u00e9m permanecer em mim dar\u00e1 muito fruto\u201d. Os seus disc\u00edpulos t\u00eam de estar unidos a Ele, assim como os ramos da videira est\u00e3o \u00e0 cepa, para que possam receber a seiva e darem bons frutos. Assim como os ramos t\u00eam vida e s\u00e3o fecundos por estarem ligados \u00e0 cepa, tamb\u00e9m os disc\u00edpulos t\u00eam de permanecer ligados \u00e0 fonte de vida e de fecundidade, que \u00e9 Jesus Cristo, para poderem produzir bons e abundantes frutos. Na verdade, s\u00f3 mantendo uma rela\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o com Ele \u00e9 que podemos dar frutos e permanecermos unidos a Ele. Separados de Cristo podemos sobreviver, mas n\u00e3o viveremos aquela vida com abund\u00e2ncia que Ele nos veio trazer, pois uma vida separada de Cristo est\u00e1 condenada ao fracasso: \u201cSe algu\u00e9m n\u00e3o permanece em Mim, ser\u00e1 lan\u00e7ado fora, como o ramo e secar\u00e1\u201d. Como seguidores de Cristo temos de ter consci\u00eancia de que, no exigente caminho do discipulado, s\u00f3 permanecendo unidos a Ele, isto \u00e9, a viver enxertados na verdadeira videira, \u00e9 que conseguimos ser disc\u00edpulos fi\u00e9is. 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