{"id":28746,"date":"2024-05-04T14:31:49","date_gmt":"2024-05-04T14:31:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=28746"},"modified":"2024-09-17T21:48:29","modified_gmt":"2024-09-17T21:48:29","slug":"vi-domingo-da-pascoa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/vi-domingo-da-pascoa-2\/","title":{"rendered":"VI Domingo da P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do VI Domingo de P\u00e1scoa convida-nos a reflectir sobre o Amor de Deus, um amor que \u00e9 dom, servi\u00e7o, doa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o.<\/p>\n<p>I LEITURA (Act 10,25-26.34-35.44-48)<\/p>\n<p>Na primeira Leitura, constitu\u00edda por v\u00e1rios vers\u00edculos dos Actos do Ap\u00f3stolos, Lucas relata-nos o epis\u00f3dio da convers\u00e3o e baptismo do centuri\u00e3o romano Corn\u00e9lio e de toda a sua fam\u00edlia, um acontecimento que marca o momento em que a Igreja primitiva, impulsionada pelo Esp\u00edrito Santo, se abre aos pag\u00e3os, admitindo-os no seu seio em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com os judeus.<br \/>\nA inclus\u00e3o de Corn\u00e9lio na comunidade crist\u00e3 deixa bem claro que a salva\u00e7\u00e3o anunciada por Jesus Cristo n\u00e3o se destina exclusivamente aos Judeus, mas a todos que, pelo an\u00fancio da Boa Nova, se convertam. O amor de Deus \u00e9 um amor universal e incondicional, pois Deus n\u00e3o exclui ningu\u00e9m. O Seu amor n\u00e3o distingue ra\u00e7as ou culturas, \u00e9 um amor inclusivo, pois Ele quer que todos se salvem porque a todos ama.<br \/>\nOs crist\u00e3os, pela sua circunst\u00e2ncia de seguidores de Cristo, devem assumir uma din\u00e2mica mission\u00e1ria, que passa, necessariamente, pelo an\u00fancio a todos, sem excep\u00e7\u00e3o, do Amor de Deus e da salva\u00e7\u00e3o oferecida atrav\u00e9s de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>II LEITURA (1 Jo 4,7-10)<\/p>\n<p>Neste tempo Pascal continuamos a ler a primeira carta de S. Jo\u00e3o. Nesta segunda leitura, o autor d\u00e1-nos a conhecer uma das mais expressivas defini\u00e7\u00f5es de Deus: DEUS \u00c9 AMOR.<br \/>\nJo\u00e3o n\u00e3o se limite a definir Deus como amor, mas apresenta a prova verdadeira que o leva a fazer tal afirma\u00e7\u00e3o: \u201cn\u00e3o fomos n\u00f3s que am\u00e1mos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como v\u00edtima de expia\u00e7\u00e3o pelos nossos pecados\u201d.<br \/>\n\u00c9 convic\u00e7\u00e3o de S. Jo\u00e3o de que quem n\u00e3o ama n\u00e3o pode conhecer o Deus amor. E conhecer Deus, ou seja, viver uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima e \u00edntima com Deus, implica deixar que o seu amor se manifeste em n\u00f3s, principalmente atrav\u00e9s das nossas obras.<br \/>\nOs crist\u00e3os, que pelo baptismo s\u00e3o incorporados em Cristo e considerados Filhos de Deus, de um Deus que \u00e9 Amor, n\u00e3o podem guardar egoisticamente o amor recebido gratuitamente, mas t\u00eam a miss\u00e3o de o transmitir por palavras e, sobretudo, por ac\u00e7\u00f5es concretas de entrega e servi\u00e7o aos outros irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Evangelho (Jo 15,9-17)<\/p>\n<p>O texto do Evangelho de hoje insere-se no discurso de despedida que Jesus fez aos seus disc\u00edpulos, na v\u00e9spera da sua Paix\u00e3o e Morte.<br \/>\nNesse discurso, que teve lugar durante a \u00daltima Ceia, Jesus transmite aos disc\u00edpulos que \u00e9 o Amor, o mesmo amor com que o Pai o amou e Ele amou os homens, que os identifica com Ele e, ao mesmo tempo, fundamenta a sua miss\u00e3o. Por isso, os disc\u00edpulos devem permanecer no seu amor, para que assim como Ele permaneceu no amor do Pai cumprindo a sua vontade, tamb\u00e9m eles permane\u00e7am no Seu amor cumprindo os seus mandamentos.<br \/>\n\u201cQue vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei\u201d \u00e9 o mandamento novo dado por Jesus Cristo. O Antigo Testamento dizia que nos dever\u00edamos \u201camar uns aos outros\u201d, mas Jesus Cristo complementa com \u201ccomo eu vos amei\u201d, dando-lhe uma nova dimens\u00e3o. Agora, Jesus prop\u00f5e como lei o amor, n\u00e3o de uma qualquer forma, mas justamente como Ele nos amou at\u00e9 ao extremo, at\u00e9 dar a sua vida na cruz.<br \/>\nPor fim, Jesus disse o que espera dos seus disc\u00edpulos, quando afirmou \u201ceu vos escolhi e vos designei para que vades e deis fruto e o vosso fruto permane\u00e7a\u201d. Este \u00e9 o caminho de discipulado que Jesus espera de todos os baptizados, esta \u00e9 a miss\u00e3o que Jesus incumbe aos seus disc\u00edpulos de todos os tempos.<br \/>\nCumprir o mandamento do amor dado por Jesus n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, pois requer de cada crist\u00e3o, como \u201camigo\u201d de Jesus, o compromisso s\u00e9rio de dar testemunho do Amor de Deus e uma capacidade infinita de servir e se dar aos outros.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/2024-05-05-B-VI-Dom-Pascoa.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>VI DOMINGO DA P\u00c1SCOA<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do VI Domingo de P\u00e1scoa convida-nos a reflectir sobre o Amor de Deus, um amor que \u00e9 dom, servi\u00e7o, doa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o. 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Os crist\u00e3os, pela sua circunst\u00e2ncia de seguidores de Cristo, devem assumir uma din\u00e2mica mission\u00e1ria, que passa, necessariamente, pelo an\u00fancio a todos, sem excep\u00e7\u00e3o, do Amor de Deus e da salva\u00e7\u00e3o oferecida atrav\u00e9s de Jesus Cristo. II LEITURA (1 Jo 4,7-10) Neste tempo Pascal continuamos a ler a primeira carta de S. Jo\u00e3o. Nesta segunda leitura, o autor d\u00e1-nos a conhecer uma das mais expressivas defini\u00e7\u00f5es de Deus: DEUS \u00c9 AMOR. Jo\u00e3o n\u00e3o se limite a definir Deus como amor, mas apresenta a prova verdadeira que o leva a fazer tal afirma\u00e7\u00e3o: \u201cn\u00e3o fomos n\u00f3s que am\u00e1mos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como v\u00edtima de expia\u00e7\u00e3o pelos nossos pecados\u201d. \u00c9 convic\u00e7\u00e3o de S. Jo\u00e3o de que quem n\u00e3o ama n\u00e3o pode conhecer o Deus amor. E conhecer Deus, ou seja, viver uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima e \u00edntima com Deus, implica deixar que o seu amor se manifeste em n\u00f3s, principalmente atrav\u00e9s das nossas obras. Os crist\u00e3os, que pelo baptismo s\u00e3o incorporados em Cristo e considerados Filhos de Deus, de um Deus que \u00e9 Amor, n\u00e3o podem guardar egoisticamente o amor recebido gratuitamente, mas t\u00eam a miss\u00e3o de o transmitir por palavras e, sobretudo, por ac\u00e7\u00f5es concretas de entrega e servi\u00e7o aos outros irm\u00e3os. Evangelho (Jo 15,9-17) O texto do Evangelho de hoje insere-se no discurso de despedida que Jesus fez aos seus disc\u00edpulos, na v\u00e9spera da sua Paix\u00e3o e Morte. Nesse discurso, que teve lugar durante a \u00daltima Ceia, Jesus transmite aos disc\u00edpulos que \u00e9 o Amor, o mesmo amor com que o Pai o amou e Ele amou os homens, que os identifica com Ele e, ao mesmo tempo, fundamenta a sua miss\u00e3o. Por isso, os disc\u00edpulos devem permanecer no seu amor, para que assim como Ele permaneceu no amor do Pai cumprindo a sua vontade, tamb\u00e9m eles permane\u00e7am no Seu amor cumprindo os seus mandamentos. \u201cQue vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei\u201d \u00e9 o mandamento novo dado por Jesus Cristo. O Antigo Testamento dizia que nos dever\u00edamos \u201camar uns aos outros\u201d, mas Jesus Cristo complementa com \u201ccomo eu vos amei\u201d, dando-lhe uma nova dimens\u00e3o. Agora, Jesus prop\u00f5e como lei o amor, n\u00e3o de uma qualquer forma, mas justamente como Ele nos amou at\u00e9 ao extremo, at\u00e9 dar a sua vida na cruz. Por fim, Jesus disse o que espera dos seus disc\u00edpulos, quando afirmou \u201ceu vos escolhi e vos designei para que vades e deis fruto e o vosso fruto permane\u00e7a\u201d. 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