{"id":28756,"date":"2024-05-07T09:17:48","date_gmt":"2024-05-07T09:17:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=28756"},"modified":"2024-05-07T09:17:48","modified_gmt":"2024-05-07T09:17:48","slug":"sinodo-portugal-relatorio-alerta-para-o-clericalismo-e-destaca-papel-da-mulher-na-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/sinodo-portugal-relatorio-alerta-para-o-clericalismo-e-destaca-papel-da-mulher-na-igreja\/","title":{"rendered":"S\u00ednodo. Portugal: relat\u00f3rio alerta para o clericalismo e destaca papel da mulher na Igreja"},"content":{"rendered":"<p><strong>A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa assinala a necessidade de continuar o discernimento sobre alguns temas como a moral sexual e o celibato dos padres. Destaca a import\u00e2ncia de i<\/strong><strong>ntegrar a pessoa com defici\u00eancia nas comunidades e de dar voz aos pobres. \u00c9 sugerida a utiliza\u00e7\u00e3o de uma pedagogia sinodal na forma\u00e7\u00e3o dos ministros ordenados.<\/strong><\/p>\n<p>No passado dia 2 de maio a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) fez publicar o relat\u00f3rio relativo \u00e0 fase atual do S\u00ednodo iniciado pelo Papa Francisco em 2021.<\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio de S\u00edntese da primeira sess\u00e3o da XVI Assembleia Geral do S\u00ednodo dos bispos foi objeto de estudo nas dioceses de todo o mundo. As dioceses portuguesas publicam agora a sua reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>O trabalho apresentado foi elaborado pela Equipa Sinodal da CEP da qual fazem parte os seguintes membros: Jos\u00e9 Eduardo Borges de Pinho, professor jubilado da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa; Pedro Vaz Patto, presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz; padre Eduardo Duque, professor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa; Carmo Rodeia, diretora do Servi\u00e7o Diocesano para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais da Diocese de Angra; Anabela Sousa, diretora do Gabinete de Comunica\u00e7\u00e3o da CEP e o padre Manuel Barbosa, Secret\u00e1rio e porta-voz da CEP.<\/p>\n<p><strong>Clericalismo e resist\u00eancia a mudan\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>Ressalta do texto da CEP a preocupa\u00e7\u00e3o de \u201ccontinuar a fazer um discernimento sobre algumas quest\u00f5es doutrinais\/pastorais que ainda causam d\u00favida, controv\u00e9rsia ou desacordo na vida da Igreja\u201d. S\u00e3o elas \u201ca moral sexual, o celibato dos padres, o envolvimento de ex-padres casados, a possibilidade de ordena\u00e7\u00e3o de mulheres\u201d.<\/p>\n<p>A CEP assinala a exist\u00eancia de \u201cresist\u00eancia a mudan\u00e7as\u201d apontando a necessidade de se \u201ccontinuar a refletir sobre os fatores que motivam a indiferen\u00e7a de muitos, as resist\u00eancias \u00e0s mudan\u00e7as e os caminhos para as ir ultrapassando\u201d.<\/p>\n<p>Especial destaque para o reconhecimento de que a \u201ca Igreja continua muito centrada no clero e em alguns leigos \u2018clericalizados\u2019. \u201cO clericalismo, que, entre outros aspetos, se manifesta numa conce\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio pessoal, num estilo de poder mundano e na recusa a prestar contas, \u00e9 um obst\u00e1culo s\u00e9rio ao exerc\u00edcio de um minist\u00e9rio ordenado aut\u00eantico\u201d, refere o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cO clericalismo atinge tamb\u00e9m os leigos com responsabilidades na vida da Igreja local e das comunidades. Combater a clericaliza\u00e7\u00e3o do laicado passa muito pela rotatividade nas lideran\u00e7as e pelo desenvolvimento de metodologias de participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria\u201d, afirma o documento.<\/p>\n<p><strong>O papel da mulher na vida eclesial<\/strong><\/p>\n<p>No relat\u00f3rio da CEP \u00e9 \u201creconhecida a import\u00e2ncia de valorizar o papel das mulheres na vida eclesial e assegurar que possam participar nos processos de decis\u00e3o\u201d. Para essa participa\u00e7\u00e3o ser concreta as mulheres devem assumir \u201cpap\u00e9is de lideran\u00e7a, especificamente nos conselhos pastorais e econ\u00f3micos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDeve-se procurar a meta da paridade, reconhecendo explicitamente o contributo crucial das mulheres, n\u00e3o apenas na pastoral e nos minist\u00e9rios, mas tamb\u00e9m na miss\u00e3o da Igreja junto das comunidades. Existe uma clara perce\u00e7\u00e3o de que a Igreja tem muito a ganhar com uma interven\u00e7\u00e3o mais relevante das mulheres, de um modo particular, no an\u00fancio e na medita\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus, para uma verdadeira viv\u00eancia sinodal e reconhecimento pleno dos seus dons e capacidades\u201d, sustenta o documento.<\/p>\n<p><strong>Corresponsabilidade, minist\u00e9rios e juventude<\/strong><\/p>\n<p>Neste documento \u00e9 sublinhado que a \u201ccorresponsabilidade diferenciada na miss\u00e3o de todos os membros do Povo de Deus, de acordo com as voca\u00e7\u00f5es, carismas, servi\u00e7os, e minist\u00e9rios, deve ser o modelo normal da vida eclesial\u201d.<\/p>\n<p>Esta forma de trabalho permite organizar a \u201cIgreja como uma fam\u00edlia e n\u00e3o como uma estrutura, criando meios para a valoriza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o fraternal e teologal nas comunidades, assim como a aten\u00e7\u00e3o particular a alguns setores: o mundo da sa\u00fade, do servi\u00e7o aos mais pobres e o acolhimento aos de fora\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm ordem a implementar um modelo pastoral correspons\u00e1vel \u00e9 feita a sugest\u00e3o de se criar a figura de um \u2018coordenador pastoral\u2019 como elo entre o p\u00e1roco e a comunidade. \u00c9 sugerida, uma maior celeridade e participa\u00e7\u00e3o laical nos processos de nomea\u00e7\u00e3o dos bispos.<\/p>\n<p>Ainda sobre a corresponsabilidade \u00e9 salientado que se desenvolvam com maior criatividade os minist\u00e9rios batismais e laicais sendo referido que estes \u201cn\u00e3o devem limitar-se \u00e0 vida interna eclesial, mas concretizar-se tamb\u00e9m noutras \u00e1reas da vida social que interpelam a responsabilidade crist\u00e3 no mundo\u201d, como por exemplo nos dom\u00ednios da doen\u00e7a, do luto, dos refugiados ou dos desempregados.<\/p>\n<p>\u00c9 proposta uma aten\u00e7\u00e3o especial aos jovens, considerando que estes devem ser interpelados a serem protagonistas da vida comunit\u00e1ria \u201cassumindo servi\u00e7os e minist\u00e9rios, organizando atividades pastorais e integrando-se nas equipas de anima\u00e7\u00e3o pastoral\u201d.<\/p>\n<p><strong>Integrar a pessoa com defici\u00eancia e dar voz aos pobres<\/strong><\/p>\n<p>No relat\u00f3rio da CEP \u00e9 dada especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 integra\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia, reconhecendo que muitas delas \u201cvivem uma condi\u00e7\u00e3o de solid\u00e3o pr\u00f3xima ao abandono, chegando mesmo a sentirem-se invis\u00edveis para a sociedade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA Igreja tem a miss\u00e3o de se aproximar\u201d das pessoas com defici\u00eancia para \u201cescut\u00e1-las, acolh\u00ea-las e acompanh\u00e1-las, combatendo a cultura do descarte\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio remover barreiras f\u00edsicas e atitudinais para uma plena participa\u00e7\u00e3o de todos\u201d, refere o texto que prop\u00f5e que \u201cas comunidades crist\u00e3s devem integrar pessoas com defici\u00eancia nos seus Conselhos Pastorais como forma de reconhecer e valorizar as suas capacidades apost\u00f3licas\u201d.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, neste relat\u00f3rio s\u00e3o lembrados os pobres sendo feita a recomenda\u00e7\u00e3o de \u201cum esfor\u00e7o no sentido de mais proatividade na consci\u00eancia e pr\u00e1tica da caridade\u201d. S\u00e3o sugeridas \u201cformas de integra\u00e7\u00e3o dos pobres que v\u00e3o para al\u00e9m do assistencialismo\u201d num esfor\u00e7o que envolva par\u00f3quias e Institui\u00e7\u00f5es Particulares de Solidariedade Social (IPSS), refere o documento.<\/p>\n<p><strong>Pedagogia sinodal na forma\u00e7\u00e3o dos ministros ordenados<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio da CEP \u201cpara uma Igreja sinodal em miss\u00e3o urge reconhecer a necessidade de forma\u00e7\u00e3o de todos os membros da Igreja. Caminhar juntos requer a capacidade de utilizar uma linguagem comum enriquecida pelos diferentes idiomas que decorrem da diversidade de dons, carismas, voca\u00e7\u00f5es e minist\u00e9rios\u201d.<\/p>\n<p>Especial aten\u00e7\u00e3o \u201cdeve ser dada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos ministros ordenados, incluindo nos planos formativos uma pedagogia sinodal de modo a fomentar capacidades de lideran\u00e7a e evitar mentalidades clericalizadas e clericalizantes. \u00c9 urgente que a forma\u00e7\u00e3o seja orientada para a corresponsabilidade\u201d, refere o documento.<\/p>\n<p>\u201cA forma\u00e7\u00e3o a desenvolver deve ser humana e crist\u00e3mente abrangente, com proximidade \u00e0 vida real do povo de Deus, em vista do acompanhamento eficaz de pessoas e situa\u00e7\u00f5es concretas, adequada \u00e0 realidade do mundo e sintonizada com uma Igreja que procura receber e concretizar o Conc\u00edlio, acompanhada pela presen\u00e7a feminina entre os formadores. Devem implementar-se formas de ajuda e encorajamento para a dinamiza\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o eclesial mais fecundo, promovendo um acompanhamento humano e espiritual para valoriza\u00e7\u00e3o de cada pessoa e fortalecimento do seu minist\u00e9rio\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u00c9 sugerida \u201ca valoriza\u00e7\u00e3o de diversos aspetos a ter em conta na forma\u00e7\u00e3o: na \u00e1rea da psicologia e do trabalho em equipa\u201d. O texto prop\u00f5e trabalho com \u201ccomunidades mais desfavorecidas e perif\u00e9ricas\u201d, como por exemplo, pris\u00f5es, comunidades em que se cuide de doentes, comunidades de migrantes ou comunidades com minorias \u00e9tnicas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio refere tamb\u00e9m o \u201cacompanhamento do amadurecimento afetivo e sexual na forma\u00e7\u00e3o dos ministros ordenados\u201d.<\/p>\n<p>Neste relat\u00f3rio \u00e9 valorizada a fam\u00edlia como sendo \u201ccentro da vida eclesial\u201d e a sua relev\u00e2ncia na din\u00e2mica das comunidades. Destaque tamb\u00e9m para a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o dentro e fora da Igreja. \u00c9 proposta \u201cuma Igreja mais relacional\u201d onde sejam promovidos \u201cos la\u00e7os de encontro e comunica\u00e7\u00e3o entre par\u00f3quias\u201d.<\/p>\n<p>Fica aqui o essencial da informa\u00e7\u00e3o contida no relat\u00f3rio da CEP nesta fase de 2024 do caminho sinodal da Igreja.<\/p>\n<p>A segunda sess\u00e3o da XVI Assembleia Geral do S\u00ednodo dos bispos ser\u00e1 em Roma no pr\u00f3ximo m\u00eas de outubro. <span style=\"font-size: 10pt;\">(VP)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa assinala a necessidade de continuar o discernimento sobre alguns temas como a moral sexual e o celibato dos padres. Destaca a import\u00e2ncia de integrar a pessoa com defici\u00eancia nas comunidades e de dar voz aos pobres. \u00c9 sugerida a utiliza\u00e7\u00e3o de uma pedagogia sinodal na forma\u00e7\u00e3o dos ministros ordenados. No passado dia 2 de maio a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa (CEP) fez publicar o relat\u00f3rio relativo \u00e0 fase atual do S\u00ednodo iniciado pelo Papa Francisco em 2021. O Relat\u00f3rio de S\u00edntese da primeira sess\u00e3o da XVI Assembleia Geral do S\u00ednodo dos bispos foi objeto de estudo nas dioceses de todo o mundo. As dioceses portuguesas publicam agora a sua reflex\u00e3o. O trabalho apresentado foi elaborado pela Equipa Sinodal da CEP da qual fazem parte os seguintes membros: Jos\u00e9 Eduardo Borges de Pinho, professor jubilado da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa; Pedro Vaz Patto, presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz; padre Eduardo Duque, professor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa; Carmo Rodeia, diretora do Servi\u00e7o Diocesano para as Comunica\u00e7\u00f5es Sociais da Diocese de Angra; Anabela Sousa, diretora do Gabinete de Comunica\u00e7\u00e3o da CEP e o padre Manuel Barbosa, Secret\u00e1rio e porta-voz da CEP. Clericalismo e resist\u00eancia a mudan\u00e7as Ressalta do texto da CEP a preocupa\u00e7\u00e3o de \u201ccontinuar a fazer um discernimento sobre algumas quest\u00f5es doutrinais\/pastorais que ainda causam d\u00favida, controv\u00e9rsia ou desacordo na vida da Igreja\u201d. S\u00e3o elas \u201ca moral sexual, o celibato dos padres, o envolvimento de ex-padres casados, a possibilidade de ordena\u00e7\u00e3o de mulheres\u201d. A CEP assinala a exist\u00eancia de \u201cresist\u00eancia a mudan\u00e7as\u201d apontando a necessidade de se \u201ccontinuar a refletir sobre os fatores que motivam a indiferen\u00e7a de muitos, as resist\u00eancias \u00e0s mudan\u00e7as e os caminhos para as ir ultrapassando\u201d. Especial destaque para o reconhecimento de que a \u201ca Igreja continua muito centrada no clero e em alguns leigos \u2018clericalizados\u2019. \u201cO clericalismo, que, entre outros aspetos, se manifesta numa conce\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio pessoal, num estilo de poder mundano e na recusa a prestar contas, \u00e9 um obst\u00e1culo s\u00e9rio ao exerc\u00edcio de um minist\u00e9rio ordenado aut\u00eantico\u201d, refere o relat\u00f3rio. \u201cO clericalismo atinge tamb\u00e9m os leigos com responsabilidades na vida da Igreja local e das comunidades. Combater a clericaliza\u00e7\u00e3o do laicado passa muito pela rotatividade nas lideran\u00e7as e pelo desenvolvimento de metodologias de participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria\u201d, afirma o documento. O papel da mulher na vida eclesial No relat\u00f3rio da CEP \u00e9 \u201creconhecida a import\u00e2ncia de valorizar o papel das mulheres na vida eclesial e assegurar que possam participar nos processos de decis\u00e3o\u201d. Para essa participa\u00e7\u00e3o ser concreta as mulheres devem assumir \u201cpap\u00e9is de lideran\u00e7a, especificamente nos conselhos pastorais e econ\u00f3micos\u201d. \u201cDeve-se procurar a meta da paridade, reconhecendo explicitamente o contributo crucial das mulheres, n\u00e3o apenas na pastoral e nos minist\u00e9rios, mas tamb\u00e9m na miss\u00e3o da Igreja junto das comunidades. Existe uma clara perce\u00e7\u00e3o de que a Igreja tem muito a ganhar com uma interven\u00e7\u00e3o mais relevante das mulheres, de um modo particular, no an\u00fancio e na medita\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus, para uma verdadeira viv\u00eancia sinodal e reconhecimento pleno dos seus dons e capacidades\u201d, sustenta o documento. Corresponsabilidade, minist\u00e9rios e juventude Neste documento \u00e9 sublinhado que a \u201ccorresponsabilidade diferenciada na miss\u00e3o de todos os membros do Povo de Deus, de acordo com as voca\u00e7\u00f5es, carismas, servi\u00e7os, e minist\u00e9rios, deve ser o modelo normal da vida eclesial\u201d. Esta forma de trabalho permite organizar a \u201cIgreja como uma fam\u00edlia e n\u00e3o como uma estrutura, criando meios para a valoriza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o fraternal e teologal nas comunidades, assim como a aten\u00e7\u00e3o particular a alguns setores: o mundo da sa\u00fade, do servi\u00e7o aos mais pobres e o acolhimento aos de fora\u201d. \u201cEm ordem a implementar um modelo pastoral correspons\u00e1vel \u00e9 feita a sugest\u00e3o de se criar a figura de um \u2018coordenador pastoral\u2019 como elo entre o p\u00e1roco e a comunidade. \u00c9 sugerida, uma maior celeridade e participa\u00e7\u00e3o laical nos processos de nomea\u00e7\u00e3o dos bispos. Ainda sobre a corresponsabilidade \u00e9 salientado que se desenvolvam com maior criatividade os minist\u00e9rios batismais e laicais sendo referido que estes \u201cn\u00e3o devem limitar-se \u00e0 vida interna eclesial, mas concretizar-se tamb\u00e9m noutras \u00e1reas da vida social que interpelam a responsabilidade crist\u00e3 no mundo\u201d, como por exemplo nos dom\u00ednios da doen\u00e7a, do luto, dos refugiados ou dos desempregados. \u00c9 proposta uma aten\u00e7\u00e3o especial aos jovens, considerando que estes devem ser interpelados a serem protagonistas da vida comunit\u00e1ria \u201cassumindo servi\u00e7os e minist\u00e9rios, organizando atividades pastorais e integrando-se nas equipas de anima\u00e7\u00e3o pastoral\u201d. Integrar a pessoa com defici\u00eancia e dar voz aos pobres No relat\u00f3rio da CEP \u00e9 dada especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 integra\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia, reconhecendo que muitas delas \u201cvivem uma condi\u00e7\u00e3o de solid\u00e3o pr\u00f3xima ao abandono, chegando mesmo a sentirem-se invis\u00edveis para a sociedade\u201d. \u201cA Igreja tem a miss\u00e3o de se aproximar\u201d das pessoas com defici\u00eancia para \u201cescut\u00e1-las, acolh\u00ea-las e acompanh\u00e1-las, combatendo a cultura do descarte\u201d. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio remover barreiras f\u00edsicas e atitudinais para uma plena participa\u00e7\u00e3o de todos\u201d, refere o texto que prop\u00f5e que \u201cas comunidades crist\u00e3s devem integrar pessoas com defici\u00eancia nos seus Conselhos Pastorais como forma de reconhecer e valorizar as suas capacidades apost\u00f3licas\u201d. Ao mesmo tempo, neste relat\u00f3rio s\u00e3o lembrados os pobres sendo feita a recomenda\u00e7\u00e3o de \u201cum esfor\u00e7o no sentido de mais proatividade na consci\u00eancia e pr\u00e1tica da caridade\u201d. S\u00e3o sugeridas \u201cformas de integra\u00e7\u00e3o dos pobres que v\u00e3o para al\u00e9m do assistencialismo\u201d num esfor\u00e7o que envolva par\u00f3quias e Institui\u00e7\u00f5es Particulares de Solidariedade Social (IPSS), refere o documento. Pedagogia sinodal na forma\u00e7\u00e3o dos ministros ordenados Segundo o relat\u00f3rio da CEP \u201cpara uma Igreja sinodal em miss\u00e3o urge reconhecer a necessidade de forma\u00e7\u00e3o de todos os membros da Igreja. Caminhar juntos requer a capacidade de utilizar uma linguagem comum enriquecida pelos diferentes idiomas que decorrem da diversidade de dons, carismas, voca\u00e7\u00f5es e minist\u00e9rios\u201d. Especial aten\u00e7\u00e3o \u201cdeve ser dada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos ministros ordenados, incluindo nos planos formativos uma pedagogia sinodal de modo a fomentar capacidades de lideran\u00e7a e evitar mentalidades clericalizadas e clericalizantes. \u00c9 urgente que a forma\u00e7\u00e3o seja orientada para a corresponsabilidade\u201d, refere o documento. \u201cA forma\u00e7\u00e3o a desenvolver deve ser humana e crist\u00e3mente abrangente, com<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":28757,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-28756","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28756","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28756"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28756\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28757"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}