{"id":28976,"date":"2024-06-29T14:47:19","date_gmt":"2024-06-29T14:47:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=28976"},"modified":"2024-09-16T17:24:20","modified_gmt":"2024-09-16T17:24:20","slug":"xiii-domungo-do-tempo-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xiii-domungo-do-tempo-comum\/","title":{"rendered":"XIII Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do XIII Domingo do Tempo Comum garante que o nosso Deus \u00e9 fonte de vida e n\u00e3o de morte, \u00e9 um Deus empenhado em que os homens tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia.<\/p>\n<p>I LEITURA (Sab 1, 13-15; 2,23-24)<\/p>\n<p>Na primeira leitura, retirada do Livro da Sabedoria, o autor fala-nos da morte, um enigma que sempre preocupou a humanidade, para nos explicar claramente que esta n\u00e3o \u00e9 obra de Deus nem \u00e9 do seu agrado: \u201cN\u00e3o foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra com a perdi\u00e7\u00e3o dos vivos\u201d.<br \/>\nA morte de que nos fala o autor do texto e que \u00e9 obra do diabo n\u00e3o \u00e9 a morte biol\u00f3gica, mas o pecado que nos impede de viver, amar e ser felizes. Na verdade, o pecado origina a ruptura na rela\u00e7\u00e3o de amor com Deus, com os outros e com n\u00f3s pr\u00f3prios e, por esse motivo, faz que vivamos permanentemente num estado de morte, ou seja, estamos vivos, mas por n\u00e3o amar estamos mortos.<br \/>\nDeus, que criou o homem \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a, n\u00e3o pode ter concebido a morte, mas unicamente a vida. Deus criou tudo para a vida e, segundo o seu plano de cria\u00e7\u00e3o, o homem foi destinado a viver para sempre, a participar da imortalidade divina. E o seu des\u00edgnio concretiza-se em Jesus Cristo, que foi enviado para nos libertar do poder do pecado e da morte, para nos dar uma vida em abund\u00e2ncia. Como o pr\u00f3prio Jesus nos disse: \u201cEu vim para que tenham vida, e vida em abund\u00e2ncia\u201d<\/p>\n<p>II LEITURA (2 Cor 8, 7.9.13-15)<\/p>\n<p>Na segunda Leitura, Paulo dirige-se aos Cor\u00edntios, uma comunidade que cresceu na f\u00e9 e cujos membros j\u00e1 praticavam entre eles a solidariedade e a partilha, para lhes solicitar que sejam solid\u00e1rios e partilhem os seus bens com os que menos tem, na circunst\u00e2ncia os crist\u00e3os de Jerusal\u00e9m \u2013 \u201cAliviai com a vossa abund\u00e2ncia a sua indig\u00eancia\u201d<br \/>\nSegundo Paulo, a generosidade pedida aos Cor\u00edntios destina-se a que n\u00e3o haja diferen\u00e7as t\u00e3o consider\u00e1veis entre as comunidades e, assim, possa haver entre elas uma maior igualdade.<br \/>\nAl\u00e9m disso, Paulo apresenta como principal fundamento do seu pedido a generosidade de Jesus Cristo: \u201cEle, que era rico, fez-Se pobre por vossa causa, para vos enriquecer pela sua pobreza\u201d.<br \/>\nOs argumentos de Paulo s\u00e3o v\u00e1lidos para o nosso tempo. Se Cristo foi generoso com todos n\u00e3o podemos n\u00f3s s\u00ea-lo uns com os outros? Motivados pelo exemplo de Cristo, n\u00f3s, os crist\u00e3os, somos chamados a partilhar o que temos e o que somos, a fim de contribuirmos para que seja constru\u00eddo um mundo menos desigual, onde todos possam viver com dignidade.<\/p>\n<p>EVANGELHO (Mc 5, 21-43)<\/p>\n<p>Os dois epis\u00f3dios relatadas pelo evangelista S. Marcos s\u00e3o bastante expressivos do poder salvador de Jesus Cristo sobre a enfermidade e a morte, duas realidades bem presentes e que nos preocupam consideravelmente.<br \/>\nJesus mostra o seu poder sobre a enfermidade curando uma mulher doente que se aproximou d\u2019Ele e tocou nas suas vestes. Al\u00e9m das consequ\u00eancias f\u00edsicas da doen\u00e7a, ela estava impedida de participar na vida cultual e social, porquanto a lei considerava as mulheres que sofriam de perdas de sangue como impuras.<br \/>\nA mulher tem f\u00e9 na pessoa de Jesus (\u201cSe eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada\u201d) e \u00e9 essa f\u00e9 que a leva a vencer todas as barreiras e a aproximar-se de Jesus, que n\u00e3o a critica por infringir a lei, mas elogia-a pela sua f\u00e9 (\u201cMinha filha, a tua f\u00e9 te salvou\u201d).<br \/>\nJesus mostra tamb\u00e9m o seu poder sobre a morte quando ressuscita a filha de Jairo. Antes, por\u00e9m, Jesus disse a Jairo: \u201cN\u00e3o temas, basta que tenhas f\u00e9\u201d<br \/>\nEstes epis\u00f3dios, que t\u00eam a f\u00e9 como elemento comum, dizem-nos que Jesus veio para libertar e dar vida a todos e exorta-nos a manter, em todas as circunst\u00e2ncias, a f\u00e9 nesse poder salvador de Jesus Cristo, sobretudo quando enfrentamos as duas realidades que tanto nos preocupam, a enfermidade e a morte. Tenhamos sempre presente as palavras de Jesus: \u201cEu sou a Ressurrei\u00e7\u00e3o e a Vida. Quem cr\u00ea em mim, mesmo que tenha morrido, viver\u00e1\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/2024-06-29-B-Dom-XIII-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do XIII Domingo do Tempo Comum garante que o nosso Deus \u00e9 fonte de vida e n\u00e3o de morte, \u00e9 um Deus empenhado em que os homens tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia. I LEITURA (Sab 1, 13-15; 2,23-24) Na primeira leitura, retirada do Livro da Sabedoria, o autor fala-nos da morte, um enigma que sempre preocupou a humanidade, para nos explicar claramente que esta n\u00e3o \u00e9 obra de Deus nem \u00e9 do seu agrado: \u201cN\u00e3o foi Deus quem fez a morte, nem Ele se alegra com a perdi\u00e7\u00e3o dos vivos\u201d. A morte de que nos fala o autor do texto e que \u00e9 obra do diabo n\u00e3o \u00e9 a morte biol\u00f3gica, mas o pecado que nos impede de viver, amar e ser felizes. Na verdade, o pecado origina a ruptura na rela\u00e7\u00e3o de amor com Deus, com os outros e com n\u00f3s pr\u00f3prios e, por esse motivo, faz que vivamos permanentemente num estado de morte, ou seja, estamos vivos, mas por n\u00e3o amar estamos mortos. Deus, que criou o homem \u00e0 sua imagem e semelhan\u00e7a, n\u00e3o pode ter concebido a morte, mas unicamente a vida. Deus criou tudo para a vida e, segundo o seu plano de cria\u00e7\u00e3o, o homem foi destinado a viver para sempre, a participar da imortalidade divina. E o seu des\u00edgnio concretiza-se em Jesus Cristo, que foi enviado para nos libertar do poder do pecado e da morte, para nos dar uma vida em abund\u00e2ncia. Como o pr\u00f3prio Jesus nos disse: \u201cEu vim para que tenham vida, e vida em abund\u00e2ncia\u201d II LEITURA (2 Cor 8, 7.9.13-15) Na segunda Leitura, Paulo dirige-se aos Cor\u00edntios, uma comunidade que cresceu na f\u00e9 e cujos membros j\u00e1 praticavam entre eles a solidariedade e a partilha, para lhes solicitar que sejam solid\u00e1rios e partilhem os seus bens com os que menos tem, na circunst\u00e2ncia os crist\u00e3os de Jerusal\u00e9m \u2013 \u201cAliviai com a vossa abund\u00e2ncia a sua indig\u00eancia\u201d Segundo Paulo, a generosidade pedida aos Cor\u00edntios destina-se a que n\u00e3o haja diferen\u00e7as t\u00e3o consider\u00e1veis entre as comunidades e, assim, possa haver entre elas uma maior igualdade. Al\u00e9m disso, Paulo apresenta como principal fundamento do seu pedido a generosidade de Jesus Cristo: \u201cEle, que era rico, fez-Se pobre por vossa causa, para vos enriquecer pela sua pobreza\u201d. Os argumentos de Paulo s\u00e3o v\u00e1lidos para o nosso tempo. Se Cristo foi generoso com todos n\u00e3o podemos n\u00f3s s\u00ea-lo uns com os outros? Motivados pelo exemplo de Cristo, n\u00f3s, os crist\u00e3os, somos chamados a partilhar o que temos e o que somos, a fim de contribuirmos para que seja constru\u00eddo um mundo menos desigual, onde todos possam viver com dignidade. EVANGELHO (Mc 5, 21-43) Os dois epis\u00f3dios relatadas pelo evangelista S. Marcos s\u00e3o bastante expressivos do poder salvador de Jesus Cristo sobre a enfermidade e a morte, duas realidades bem presentes e que nos preocupam consideravelmente. Jesus mostra o seu poder sobre a enfermidade curando uma mulher doente que se aproximou d\u2019Ele e tocou nas suas vestes. Al\u00e9m das consequ\u00eancias f\u00edsicas da doen\u00e7a, ela estava impedida de participar na vida cultual e social, porquanto a lei considerava as mulheres que sofriam de perdas de sangue como impuras. A mulher tem f\u00e9 na pessoa de Jesus (\u201cSe eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada\u201d) e \u00e9 essa f\u00e9 que a leva a vencer todas as barreiras e a aproximar-se de Jesus, que n\u00e3o a critica por infringir a lei, mas elogia-a pela sua f\u00e9 (\u201cMinha filha, a tua f\u00e9 te salvou\u201d). Jesus mostra tamb\u00e9m o seu poder sobre a morte quando ressuscita a filha de Jairo. Antes, por\u00e9m, Jesus disse a Jairo: \u201cN\u00e3o temas, basta que tenhas f\u00e9\u201d Estes epis\u00f3dios, que t\u00eam a f\u00e9 como elemento comum, dizem-nos que Jesus veio para libertar e dar vida a todos e exorta-nos a manter, em todas as circunst\u00e2ncias, a f\u00e9 nesse poder salvador de Jesus Cristo, sobretudo quando enfrentamos as duas realidades que tanto nos preocupam, a enfermidade e a morte. Tenhamos sempre presente as palavras de Jesus: \u201cEu sou a Ressurrei\u00e7\u00e3o e a Vida. 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