{"id":29020,"date":"2024-07-13T11:12:54","date_gmt":"2024-07-13T11:12:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=29020"},"modified":"2024-09-16T13:12:21","modified_gmt":"2024-09-16T13:12:21","slug":"xv-domingo-do-tempo-comum-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xv-domingo-do-tempo-comum-2\/","title":{"rendered":"XV Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do XV Domingo do Tempo Comum convida-nos a uma reflex\u00e3o sobre a miss\u00e3o que recebemos pelo Baptismo: propagar o Evangelho com vista constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus.<\/p>\n<p>I LEITURA (Am 7,12-15)<\/p>\n<p>No tempo em que o Povo de Israel estava dividido em dois reinos, o do Norte (Israel) e do Sul (Jud\u00e1), o profeta Am\u00f3s, que vivia no Reino do Sul, foi chamado por Deus para denunciar a idolatria, a corrup\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis pol\u00edticos e religiosos e as injusti\u00e7as sociais instaladas no Reino do Norte.<br \/>\nA primeira leitura narra a expuls\u00e3o do profeta por Amasias, sacerdote de Betel. Am\u00f3s \u00e9 expulso porque as suas den\u00fancias atingiam as classes dominantes daquela sociedade e colocavam em causa os seus privil\u00e9gios.<br \/>\nComo rea\u00e7\u00e3o \u00e0 sua expuls\u00e3o, o profeta responde a Amasias que n\u00e3o era profeta, nem filho de profeta, mas que foi eleito e enviado por Deus para cumprir uma miss\u00e3o junto de um povo que se afastou do Seu caminho.<br \/>\nA miss\u00e3o dos crist\u00e3os \u00e9 em tudo semelhante \u00e0 de Am\u00f3s. Somos tamb\u00e9m escolhidos e chamados para sermos profetas de Deus no mundo actual, o que nos compromete a denunciar tudo aquilo que \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 vontade de Deus e impede a constru\u00e7\u00e3o de um mundo em que impere a justi\u00e7a, a solidariedade e a paz.<\/p>\n<p>II Leitura (Ef 1,13-14)<\/p>\n<p>A Carta aos crist\u00e3os de \u00c9feso, uma comunidade da \u00c1sia Menor evangelizada por Paulo, na sua terceira viagem mission\u00e1ria, apresenta-nos parte de um hino de louvor a Deus pelo seu maravilhoso plano centralizado em Jesus Cristo.<br \/>\nNo trecho de hoje, que corresponde ao preambulo da Carta, Paulo recorda que em Cristo fomos eleitos, redimidos e constitu\u00eddos herdeiros. Em consequ\u00eancia desta condi\u00e7\u00e3o, Paulo exorta os Ef\u00e9sios a recordar a Palavra de Deus (palavra da verdade, o Evangelho da vossa salva\u00e7\u00e3o), a qual foi determinante para a sua ades\u00e3o a Cristo.<br \/>\nEste hino de louvor convida-nos a reflectir sobre a import\u00e2ncia que a Palavra de Deus teve na nossa ades\u00e3o a Cristo e, ao mesmo tempo, a forma como ela continua a ser decisiva para a nossa viv\u00eancia crist\u00e3.<\/p>\n<p>Evangelho (Mc 6,7-13)<\/p>\n<p>O Evangelho narra a miss\u00e3o dos Doze. Jesus, segundo o costume judaico, envia dois a dois, para se ajudarem e apoiarem mutuamente.<br \/>\nPara que a miss\u00e3o dos disc\u00edpulos n\u00e3o se reduzisse simplesmente ao an\u00fancio do Reino de Deus, Jesus concede-lhes o poder de libertar os homens de tudo aquilo que os impede de chegar a uma vida plena de felicidade.<br \/>\nEm seguida, faz algumas recomenda\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. Os disc\u00edpulos s\u00f3 devem levar um bast\u00e3o para apoio na caminhada. N\u00e3o podem levar comida, nem bolsa, nem dinheiro, para que n\u00e3o tenham preocupa\u00e7\u00f5es com bens materiais e se concentrem exclusivamente na miss\u00e3o.<br \/>\nJesus d\u00e1-lhes ainda algumas instru\u00e7\u00f5es relativas ao comportamento que devem ter perante a hospitalidade que lhe \u00e9 oferecida. Assim, sempre que forem acolhidos numa casa devem permanecer a\u00ed at\u00e9 decidirem partir, ou seja, at\u00e9 ao momento em que acharem que a mensagem j\u00e1 produziu na comunidade os efeitos desejados. Contudo, sempre que n\u00e3o forem recebidos em algum lugar, sinal de que n\u00e3o querem ouvir a sua mensagem, devem seguir caminho e sacudir a poeira dos p\u00e9s (gesto utilizado pelos judeus no regresso de um local pag\u00e3o e que simbolizava rep\u00fadio \u00e0 impureza).<br \/>\nPor fim, Marcos refere que o conte\u00fado da miss\u00e3o dos disc\u00edpulos \u00e9 o mesmo do de Jesus: prega\u00e7\u00e3o da convers\u00e3o, expuls\u00e3o dos dem\u00f3nios e cura dos doentes. Pode, pois, afirmar-se que os disc\u00edpulos s\u00e3o incumbidos de dar continuidade \u00e0 miss\u00e3o de Jesus Cristo, de continuar a obra por Ele iniciada.<br \/>\nO envio e as instru\u00e7\u00f5es de Jesus continuam v\u00e1lidas para todos os tempos. Embora as condi\u00e7\u00f5es e os contextos socioculturais sejam actualmente diferentes, o an\u00fancio da Palavra de Deus e a constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus, aqui e agora, s\u00e3o os princ\u00edpios a seguir por todos os disc\u00edpulos de hoje, os quais s\u00e3o igualmente enviados a dar continuidade \u00e0 miss\u00e3o de Jesus.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/2024-07-14-B-Dom-XV-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XV DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do XV Domingo do Tempo Comum convida-nos a uma reflex\u00e3o sobre a miss\u00e3o que recebemos pelo Baptismo: propagar o Evangelho com vista constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus. I LEITURA (Am 7,12-15) No tempo em que o Povo de Israel estava dividido em dois reinos, o do Norte (Israel) e do Sul (Jud\u00e1), o profeta Am\u00f3s, que vivia no Reino do Sul, foi chamado por Deus para denunciar a idolatria, a corrup\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis pol\u00edticos e religiosos e as injusti\u00e7as sociais instaladas no Reino do Norte. A primeira leitura narra a expuls\u00e3o do profeta por Amasias, sacerdote de Betel. Am\u00f3s \u00e9 expulso porque as suas den\u00fancias atingiam as classes dominantes daquela sociedade e colocavam em causa os seus privil\u00e9gios. Como rea\u00e7\u00e3o \u00e0 sua expuls\u00e3o, o profeta responde a Amasias que n\u00e3o era profeta, nem filho de profeta, mas que foi eleito e enviado por Deus para cumprir uma miss\u00e3o junto de um povo que se afastou do Seu caminho. A miss\u00e3o dos crist\u00e3os \u00e9 em tudo semelhante \u00e0 de Am\u00f3s. Somos tamb\u00e9m escolhidos e chamados para sermos profetas de Deus no mundo actual, o que nos compromete a denunciar tudo aquilo que \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 vontade de Deus e impede a constru\u00e7\u00e3o de um mundo em que impere a justi\u00e7a, a solidariedade e a paz. II Leitura (Ef 1,13-14) A Carta aos crist\u00e3os de \u00c9feso, uma comunidade da \u00c1sia Menor evangelizada por Paulo, na sua terceira viagem mission\u00e1ria, apresenta-nos parte de um hino de louvor a Deus pelo seu maravilhoso plano centralizado em Jesus Cristo. No trecho de hoje, que corresponde ao preambulo da Carta, Paulo recorda que em Cristo fomos eleitos, redimidos e constitu\u00eddos herdeiros. Em consequ\u00eancia desta condi\u00e7\u00e3o, Paulo exorta os Ef\u00e9sios a recordar a Palavra de Deus (palavra da verdade, o Evangelho da vossa salva\u00e7\u00e3o), a qual foi determinante para a sua ades\u00e3o a Cristo. Este hino de louvor convida-nos a reflectir sobre a import\u00e2ncia que a Palavra de Deus teve na nossa ades\u00e3o a Cristo e, ao mesmo tempo, a forma como ela continua a ser decisiva para a nossa viv\u00eancia crist\u00e3. Evangelho (Mc 6,7-13) O Evangelho narra a miss\u00e3o dos Doze. Jesus, segundo o costume judaico, envia dois a dois, para se ajudarem e apoiarem mutuamente. Para que a miss\u00e3o dos disc\u00edpulos n\u00e3o se reduzisse simplesmente ao an\u00fancio do Reino de Deus, Jesus concede-lhes o poder de libertar os homens de tudo aquilo que os impede de chegar a uma vida plena de felicidade. Em seguida, faz algumas recomenda\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. Os disc\u00edpulos s\u00f3 devem levar um bast\u00e3o para apoio na caminhada. N\u00e3o podem levar comida, nem bolsa, nem dinheiro, para que n\u00e3o tenham preocupa\u00e7\u00f5es com bens materiais e se concentrem exclusivamente na miss\u00e3o. Jesus d\u00e1-lhes ainda algumas instru\u00e7\u00f5es relativas ao comportamento que devem ter perante a hospitalidade que lhe \u00e9 oferecida. Assim, sempre que forem acolhidos numa casa devem permanecer a\u00ed at\u00e9 decidirem partir, ou seja, at\u00e9 ao momento em que acharem que a mensagem j\u00e1 produziu na comunidade os efeitos desejados. Contudo, sempre que n\u00e3o forem recebidos em algum lugar, sinal de que n\u00e3o querem ouvir a sua mensagem, devem seguir caminho e sacudir a poeira dos p\u00e9s (gesto utilizado pelos judeus no regresso de um local pag\u00e3o e que simbolizava rep\u00fadio \u00e0 impureza). Por fim, Marcos refere que o conte\u00fado da miss\u00e3o dos disc\u00edpulos \u00e9 o mesmo do de Jesus: prega\u00e7\u00e3o da convers\u00e3o, expuls\u00e3o dos dem\u00f3nios e cura dos doentes. Pode, pois, afirmar-se que os disc\u00edpulos s\u00e3o incumbidos de dar continuidade \u00e0 miss\u00e3o de Jesus Cristo, de continuar a obra por Ele iniciada. O envio e as instru\u00e7\u00f5es de Jesus continuam v\u00e1lidas para todos os tempos. Embora as condi\u00e7\u00f5es e os contextos socioculturais sejam actualmente diferentes, o an\u00fancio da Palavra de Deus e a constru\u00e7\u00e3o do Reino de Deus, aqui e agora, s\u00e3o os princ\u00edpios a seguir por todos os disc\u00edpulos de hoje, os quais s\u00e3o igualmente enviados a dar continuidade \u00e0 miss\u00e3o de Jesus. 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