{"id":29050,"date":"2024-07-20T15:04:41","date_gmt":"2024-07-20T15:04:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=29050"},"modified":"2024-09-16T13:12:03","modified_gmt":"2024-09-16T13:12:03","slug":"xvi-domingo-do-tempo-comum-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xvi-domingo-do-tempo-comum-2\/","title":{"rendered":"XVI Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do XVI Domingo do Tempo Comum assegura-nos que Jesus \u00e9 o nosso bom Pastor e que todo aquele que nele confia nada lhe faltar\u00e1.<\/p>\n<p>I Leitura (Jer 23,1-6)<br \/>\nPela voz do profeta Jeremias, Deus critica severamente os maus pastores do povo (no Antigo Testamento, a imagem de pastor era utilizada para referir os l\u00edderes pol\u00edticos e religiosos) que, em vez de servirem o rebanho que o Senhor lhes confiou, serviam-se dele para obterem benef\u00edcios particulares.<br \/>\nO profeta anuncia a condena\u00e7\u00e3o que Deus faz aos maus pastores por n\u00e3o terem cuidado do povo que lhes tinha confiado. Deus n\u00e3o se limitou a anunciar a condena\u00e7\u00e3o e o castigo dos maus pastores, mas, dando prova da sua fidelidade \u00e0 Alian\u00e7a, anunciou tamb\u00e9m que vai intervir. A sua interven\u00e7\u00e3o ser\u00e1 no sentido de dar \u00e0s suas ovelhas os pastores que apascentem verdadeiramente o seu rebanho e em quem as ovelhas possam acreditar.<br \/>\nNeste sentido, Deus promete que, no futuro, far\u00e1 aparecer um rebento justo, um verdadeiro rei s\u00e1bio, cujo nome ser\u00e1 \u201co Senhor \u00e9 a nossa Justi\u00e7a\u201d, promessa que ter\u00e1 a sua concretiza\u00e7\u00e3o em Jesus Cristo, o pastor que apascentar\u00e1 as ovelhas de Deus. Ele \u00e9 o Bom Pastor e, com Ele, nada faltar\u00e1.<\/p>\n<p>II Leitura (Ef 2,13-18)<br \/>\nS. Paulo lembra a comunidade crist\u00e3 de \u00c9feso de que Cristo, pela sua morte na cruz, estabeleceu a reconcilia\u00e7\u00e3o dos homens com Deus e a uni\u00e3o de todos os povos entre si. De facto, com a sua morte, Cristo uniu tudo o que estava dividido devido a preconceitos e regras obsoletas, derrubou definitivamente as barreiras geradoras de inimizade e da separa\u00e7\u00e3o dos povos e abriu o caminho para que todos os homens, sem excep\u00e7\u00e3o, pudessem viver em fraterna comunh\u00e3o e participar no Reinado de Deus.<br \/>\nOs crist\u00e3os, que em Cristo foram constitu\u00eddos Filhos de Deus, devem ser os arautos da universalidade do projecto de Salva\u00e7\u00e3o de Deus e da sua vontade de que todos os homens vivam unidos entre si, como os membros de um corpo.<\/p>\n<p>EVANGELHO (Mc 6,30-34)<br \/>\nO Evangelho relata-nos, numa primeira passagem, que os ap\u00f3stolos cansados depois de muitas atividades retornam para junto de Jesus, que os convida a retirarem-se para um lugar sossegado, para a\u00ed descansarem com Ele. \u00c9 na escuta e no di\u00e1logo com Jesus que os ap\u00f3stolos conseguir\u00e3o encontrar a energia necess\u00e1ria para refazerem as suas for\u00e7as e continuarem a sua actividade mission\u00e1ria.<br \/>\nNuma segunda, descreve a chegada da multid\u00e3o abandonada e desprezada pelos maus governantes, pelos maus pastores, que se preocuparam mais com os seus interesses pessoais do que com as necessidades do povo.<br \/>\nDiante dessa multid\u00e3o sofrida, dessas ovelhas sem pastor, Jesus moveu-se de compaix\u00e3o, ou seja, compadeceu-se dela pelas suas necessidades e sofrimentos, \u00a0recusou o descanso previsto, encarou-a e \u201ccome\u00e7ou a ensinar-lhes muitas coisas\u201d, para que aquela multid\u00e3o carente de tudo pudesse sair daquela triste e penosa situa\u00e7\u00e3o. Com esta atitude, Jesus assume a figura do Bom Pastor, anunciada pelo profeta Jeremias na primeira leitura. Na verdade, como diz o salmo, quem realmente confia em Jesus, o Bom Pastor, nada lhe faltar\u00e1.<br \/>\nDo Evangelho de hoje podemos retirar dois grandes ensinamentos para o nosso caminho de vida crist\u00e3. O primeiro refere-se ao convite ao descanso feito por Jesus aos seus disc\u00edpulos. N\u00e3o se trata de um descanso qualquer, mas de um descanso que se concretiza atrav\u00e9s do encontro e di\u00e1logo \u00edntimo com Jesus. Como Ele nos disse: \u201cVinde a mim todos v\u00f3s que andais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei.\u201d (Mt 11, 28).<br \/>\nO segundo diz respeito \u00e0 sua compaix\u00e3o por uma multid\u00e3o que evidenciava ser um rebanho sem pastor. E Jesus, que n\u00e3o veio para servir-se dos outros, mas para os servir, abandonou os seus planos e renunciou a si mesmo para transmitir ensinamentos \u00e0 multid\u00e3o que O procurava e ser o pastor que eles buscavam.<br \/>\nComo crist\u00e3os, devemos seguir o exemplo de Jesus Cristo. Deixemos, por isso, encher o nosso cora\u00e7\u00e3o de compaix\u00e3o, n\u00e3o como um sentimento de pena, mas como maneira de ser e agir, o que implica uma atitude de solidariedade e compromisso com o sofrimento e as necessidades do outro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/2024-07-21-B-Dom-XVI-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do XVI Domingo do Tempo Comum assegura-nos que Jesus \u00e9 o nosso bom Pastor e que todo aquele que nele confia nada lhe faltar\u00e1. I Leitura (Jer 23,1-6) Pela voz do profeta Jeremias, Deus critica severamente os maus pastores do povo (no Antigo Testamento, a imagem de pastor era utilizada para referir os l\u00edderes pol\u00edticos e religiosos) que, em vez de servirem o rebanho que o Senhor lhes confiou, serviam-se dele para obterem benef\u00edcios particulares. O profeta anuncia a condena\u00e7\u00e3o que Deus faz aos maus pastores por n\u00e3o terem cuidado do povo que lhes tinha confiado. Deus n\u00e3o se limitou a anunciar a condena\u00e7\u00e3o e o castigo dos maus pastores, mas, dando prova da sua fidelidade \u00e0 Alian\u00e7a, anunciou tamb\u00e9m que vai intervir. A sua interven\u00e7\u00e3o ser\u00e1 no sentido de dar \u00e0s suas ovelhas os pastores que apascentem verdadeiramente o seu rebanho e em quem as ovelhas possam acreditar. 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Os crist\u00e3os, que em Cristo foram constitu\u00eddos Filhos de Deus, devem ser os arautos da universalidade do projecto de Salva\u00e7\u00e3o de Deus e da sua vontade de que todos os homens vivam unidos entre si, como os membros de um corpo. EVANGELHO (Mc 6,30-34) O Evangelho relata-nos, numa primeira passagem, que os ap\u00f3stolos cansados depois de muitas atividades retornam para junto de Jesus, que os convida a retirarem-se para um lugar sossegado, para a\u00ed descansarem com Ele. \u00c9 na escuta e no di\u00e1logo com Jesus que os ap\u00f3stolos conseguir\u00e3o encontrar a energia necess\u00e1ria para refazerem as suas for\u00e7as e continuarem a sua actividade mission\u00e1ria. Numa segunda, descreve a chegada da multid\u00e3o abandonada e desprezada pelos maus governantes, pelos maus pastores, que se preocuparam mais com os seus interesses pessoais do que com as necessidades do povo. Diante dessa multid\u00e3o sofrida, dessas ovelhas sem pastor, Jesus moveu-se de compaix\u00e3o, ou seja, compadeceu-se dela pelas suas necessidades e sofrimentos, \u00a0recusou o descanso previsto, encarou-a e \u201ccome\u00e7ou a ensinar-lhes muitas coisas\u201d, para que aquela multid\u00e3o carente de tudo pudesse sair daquela triste e penosa situa\u00e7\u00e3o. Com esta atitude, Jesus assume a figura do Bom Pastor, anunciada pelo profeta Jeremias na primeira leitura. Na verdade, como diz o salmo, quem realmente confia em Jesus, o Bom Pastor, nada lhe faltar\u00e1. Do Evangelho de hoje podemos retirar dois grandes ensinamentos para o nosso caminho de vida crist\u00e3. O primeiro refere-se ao convite ao descanso feito por Jesus aos seus disc\u00edpulos. N\u00e3o se trata de um descanso qualquer, mas de um descanso que se concretiza atrav\u00e9s do encontro e di\u00e1logo \u00edntimo com Jesus. Como Ele nos disse: \u201cVinde a mim todos v\u00f3s que andais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei.\u201d (Mt 11, 28). O segundo diz respeito \u00e0 sua compaix\u00e3o por uma multid\u00e3o que evidenciava ser um rebanho sem pastor. E Jesus, que n\u00e3o veio para servir-se dos outros, mas para os servir, abandonou os seus planos e renunciou a si mesmo para transmitir ensinamentos \u00e0 multid\u00e3o que O procurava e ser o pastor que eles buscavam. Como crist\u00e3os, devemos seguir o exemplo de Jesus Cristo. Deixemos, por isso, encher o nosso cora\u00e7\u00e3o de compaix\u00e3o, n\u00e3o como um sentimento de pena, mas como maneira de ser e agir, o que implica uma atitude de solidariedade e compromisso com o sofrimento e as necessidades do outro. 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