{"id":29468,"date":"2024-08-03T13:56:09","date_gmt":"2024-08-03T13:56:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=29468"},"modified":"2024-09-16T13:10:53","modified_gmt":"2024-09-16T13:10:53","slug":"xviii-domingo-do-tempo-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xviii-domingo-do-tempo-comum\/","title":{"rendered":"XVIII Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p>No XVIII Domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus que, em certo sentido, \u00e9 uma continuidade do tema do passado Domingo, evidencia a vontade manifestada por Deus em alimentar todos, n\u00e3o apenas com o alimento f\u00edsico, mas tamb\u00e9m com o alimento que ser\u00e1 o caminho para uma vida plena e em abund\u00e2ncia. Esse alimento \u00e9 dado por Deus em Jesus Cristo, aquele que \u00e9 o p\u00e3o da vida e que est\u00e1 connosco para nos alimentar e fortalecer na nossa caminhada.<\/p>\n<p>I LEITURA (Ex 16,2-4.12-15),<\/p>\n<p>A primeira Leitura, retirada do Livro do \u00caxodo, fala-nos da presen\u00e7a de Deus na caminhada do povo pelo deserto em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 terra prometida, depois de ter sido libertado da escravid\u00e3o do Egipto. Nesse caminho de liberta\u00e7\u00e3o o povo enfrenta algumas dificuldades, designadamente a falta de alimentos, o que o leva a murmurar contra Deus e, numa atitude de desespero, chega mesmo a desejar voltar \u00e0 vida de escravid\u00e3o no Egipto, onde n\u00e3o havia escassez de comida. Apesar de ter visto as maravilhas que o Senhor operou para os libertar da escravid\u00e3o, o povo n\u00e3o aprendeu a acreditar em Deus e a segui-Lo com confian\u00e7a. Mas o Senhor, mais uma vez, revela a sua bondade, solicitude e preocupa\u00e7\u00e3o com o seu povo, concedendo-lhe o alimento necess\u00e1rio para que continue o seu caminho.<br \/>\nFace \u00e0s dificuldades que encontramos no caminho tamb\u00e9m n\u00f3s, muitas vezes, sentimo-nos desesperados e perdemos a confian\u00e7a em Deus. Nesses momentos, desejamos apenas uma interven\u00e7\u00e3o de Deus no sentido de que resolva as nossas dificuldades e esquecemos tantos sinais de amor e bondade que permanentemente Ele nos oferece, atrav\u00e9s dos quais nos \u00e9 dado o alimento indispens\u00e1vel para eliminar a escravid\u00e3o do pecado, que est\u00e1 na g\u00e9nese da maioria das nossas dificuldades, e nos colocarmos no caminho de liberta\u00e7\u00e3o, de constru\u00e7\u00e3o da verdadeira felicidade.<\/p>\n<p>II LEITURA (Ef 4,17.20-24)<\/p>\n<p>Na segunda Leitura, o ap\u00f3stolo S. Paulo continua a transmiss\u00e3o de orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas aos crist\u00e3os de \u00c9feso, as quais constituem um programa de vida crist\u00e3 a ser seguido por todos os que se comprometeram a seguir Jesus. Paulo diz que aqueles que aderem a Jesus Cristo, o verdadeiro P\u00e3o da Vida, devem-se transformar interiormente, abandonando o \u201chomem velho\u201d, caracterizado por atitudes de ego\u00edsmo e por ter o cora\u00e7\u00e3o fechado a Deus e aos irm\u00e3os, e fazendo nascer o \u201chomem novo\u201d, criado \u00e0 imagem de Deus na justi\u00e7a e santidade, em que a partilha e a abertura a Deus e aos outros sejam sinal de uma efectiva convers\u00e3o \u00e0 vida nova proposta por Jesus Cristo.<br \/>\nTodos os que fomos baptizados torn\u00e1mo-nos Filhos de Deus e novas criaturas, pelo que, como diz Paulo, devemos \u201cabandonar a vida de outrora\u201d e viver em conson\u00e2ncia com a nossa ades\u00e3o a Cristo.<\/p>\n<p>EVANGELHO (Jo 6,24-35),<\/p>\n<p>No Evangelho, a multid\u00e3o continua a procurar Jesus Cristo, mas simplesmente para buscar o alimento que sacie a fome f\u00edsica e n\u00e3o porque esteja entusiasmada pela sua prega\u00e7\u00e3o. Jesus, percebendo bem as motiva\u00e7\u00f5es da multid\u00e3o, interpela-a: \u00abTrabalhai, n\u00e3o tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura at\u00e9 \u00e0 vida eterna e que o Filho do homem vos dar\u00e1\u00bb.<br \/>\nJesus diz claramente que a verdadeira motiva\u00e7\u00e3o de ir ao seu encontro n\u00e3o deve ser a procura de milagres, de solu\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis para os problemas, mas sim a procura daquele alimento que dura at\u00e9 \u00e0 vida eterna e que \u00e9 Ele mesmo: \u201cEu sou o p\u00e3o da vida: quem vem a mim nunca mais ter\u00e1 fome, quem acredita em mim nunca mais ter\u00e1 sede\u201d.<br \/>\nDe facto, Jesus \u00e9 o verdadeiro alimento que sacia a fome de vida e de felicidade do homem. A sua mensagem \u00e9 o caminho pelo qual o homem pode alcan\u00e7ar a verdadeira felicidade, a vida eterna. Torna-se, por isso, necess\u00e1rio acreditar e confiar em Jesus, pois s\u00f3 assim \u00e9 que conseguiremos aceder a esse \u201cp\u00e3o\u201d que \u00e9 capaz de alimentar a caminhada em direc\u00e7\u00e3o a uma vida plena e abundante. S\u00f3 acreditando em Jesus \u00e9 que se realizar\u00e1 o que Ele pr\u00f3prio nos veio trazer: \u201cEu vim para que tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2024-08-04-XVIII-Dom-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No XVIII Domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus que, em certo sentido, \u00e9 uma continuidade do tema do passado Domingo, evidencia a vontade manifestada por Deus em alimentar todos, n\u00e3o apenas com o alimento f\u00edsico, mas tamb\u00e9m com o alimento que ser\u00e1 o caminho para uma vida plena e em abund\u00e2ncia. Esse alimento \u00e9 dado por Deus em Jesus Cristo, aquele que \u00e9 o p\u00e3o da vida e que est\u00e1 connosco para nos alimentar e fortalecer na nossa caminhada. I LEITURA (Ex 16,2-4.12-15), A primeira Leitura, retirada do Livro do \u00caxodo, fala-nos da presen\u00e7a de Deus na caminhada do povo pelo deserto em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 terra prometida, depois de ter sido libertado da escravid\u00e3o do Egipto. Nesse caminho de liberta\u00e7\u00e3o o povo enfrenta algumas dificuldades, designadamente a falta de alimentos, o que o leva a murmurar contra Deus e, numa atitude de desespero, chega mesmo a desejar voltar \u00e0 vida de escravid\u00e3o no Egipto, onde n\u00e3o havia escassez de comida. Apesar de ter visto as maravilhas que o Senhor operou para os libertar da escravid\u00e3o, o povo n\u00e3o aprendeu a acreditar em Deus e a segui-Lo com confian\u00e7a. Mas o Senhor, mais uma vez, revela a sua bondade, solicitude e preocupa\u00e7\u00e3o com o seu povo, concedendo-lhe o alimento necess\u00e1rio para que continue o seu caminho. Face \u00e0s dificuldades que encontramos no caminho tamb\u00e9m n\u00f3s, muitas vezes, sentimo-nos desesperados e perdemos a confian\u00e7a em Deus. Nesses momentos, desejamos apenas uma interven\u00e7\u00e3o de Deus no sentido de que resolva as nossas dificuldades e esquecemos tantos sinais de amor e bondade que permanentemente Ele nos oferece, atrav\u00e9s dos quais nos \u00e9 dado o alimento indispens\u00e1vel para eliminar a escravid\u00e3o do pecado, que est\u00e1 na g\u00e9nese da maioria das nossas dificuldades, e nos colocarmos no caminho de liberta\u00e7\u00e3o, de constru\u00e7\u00e3o da verdadeira felicidade. II LEITURA (Ef 4,17.20-24) Na segunda Leitura, o ap\u00f3stolo S. Paulo continua a transmiss\u00e3o de orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas aos crist\u00e3os de \u00c9feso, as quais constituem um programa de vida crist\u00e3 a ser seguido por todos os que se comprometeram a seguir Jesus. Paulo diz que aqueles que aderem a Jesus Cristo, o verdadeiro P\u00e3o da Vida, devem-se transformar interiormente, abandonando o \u201chomem velho\u201d, caracterizado por atitudes de ego\u00edsmo e por ter o cora\u00e7\u00e3o fechado a Deus e aos irm\u00e3os, e fazendo nascer o \u201chomem novo\u201d, criado \u00e0 imagem de Deus na justi\u00e7a e santidade, em que a partilha e a abertura a Deus e aos outros sejam sinal de uma efectiva convers\u00e3o \u00e0 vida nova proposta por Jesus Cristo. Todos os que fomos baptizados torn\u00e1mo-nos Filhos de Deus e novas criaturas, pelo que, como diz Paulo, devemos \u201cabandonar a vida de outrora\u201d e viver em conson\u00e2ncia com a nossa ades\u00e3o a Cristo. EVANGELHO (Jo 6,24-35), No Evangelho, a multid\u00e3o continua a procurar Jesus Cristo, mas simplesmente para buscar o alimento que sacie a fome f\u00edsica e n\u00e3o porque esteja entusiasmada pela sua prega\u00e7\u00e3o. Jesus, percebendo bem as motiva\u00e7\u00f5es da multid\u00e3o, interpela-a: \u00abTrabalhai, n\u00e3o tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura at\u00e9 \u00e0 vida eterna e que o Filho do homem vos dar\u00e1\u00bb. Jesus diz claramente que a verdadeira motiva\u00e7\u00e3o de ir ao seu encontro n\u00e3o deve ser a procura de milagres, de solu\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis para os problemas, mas sim a procura daquele alimento que dura at\u00e9 \u00e0 vida eterna e que \u00e9 Ele mesmo: \u201cEu sou o p\u00e3o da vida: quem vem a mim nunca mais ter\u00e1 fome, quem acredita em mim nunca mais ter\u00e1 sede\u201d. De facto, Jesus \u00e9 o verdadeiro alimento que sacia a fome de vida e de felicidade do homem. A sua mensagem \u00e9 o caminho pelo qual o homem pode alcan\u00e7ar a verdadeira felicidade, a vida eterna. Torna-se, por isso, necess\u00e1rio acreditar e confiar em Jesus, pois s\u00f3 assim \u00e9 que conseguiremos aceder a esse \u201cp\u00e3o\u201d que \u00e9 capaz de alimentar a caminhada em direc\u00e7\u00e3o a uma vida plena e abundante. S\u00f3 acreditando em Jesus \u00e9 que se realizar\u00e1 o que Ele pr\u00f3prio nos veio trazer: \u201cEu vim para que tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d. 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