{"id":29566,"date":"2024-08-28T21:07:27","date_gmt":"2024-08-28T21:07:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=29566"},"modified":"2024-08-28T21:07:27","modified_gmt":"2024-08-28T21:07:27","slug":"repelir-os-migrantes-e-pecado-grave-a-indiferenca-mata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/repelir-os-migrantes-e-pecado-grave-a-indiferenca-mata\/","title":{"rendered":"Repelir os migrantes \u00e9 pecado grave. A indiferen\u00e7a mata"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\"><span style=\"font-size: 14pt;\">A Audi\u00eancia Geral voltou \u00e0 Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro esta quarta-feira, 28 de agosto. O Pont\u00edfice dedicou sua catequese ao drama dos migrantes: que mares e desertos n\u00e3o se tornem cemit\u00e9rios.<\/span><\/div>\n<div class=\"article__subTitle\"><span style=\"font-size: 14pt;\">&#8220;Mar e deserto&#8221; foi o t\u00edtulo da catequese do Papa Francisco desta quarta-feira, 28 de agosto. O Pont\u00edfice fez uma pausa em seu ciclo sobre o Esp\u00edrito Santo para se solidarizar com as pessoas que \u2013 mesmo no momento presente \u2013 se arriscam em viagens perigosas para viver em paz e seguran\u00e7a em outro lugar.<\/span><\/div>\n<div>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\">O pecado do recha\u00e7o<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Ao falar de mares e desertos, o Papa se referiu a todas as \u00e1guas trai\u00e7oeiras e territ\u00f3rios inacess\u00edveis e in\u00f3spitos: \u201cAs atuais rotas migrat\u00f3rias s\u00e3o frequentemente marcadas por travessias que para muitas, demasiadas pessoas, s\u00e3o mortais\u201d, denunciou o Pont\u00edfice. Como Bispo de Roma, Francisco se concentrou no caso emblem\u00e1tico do Mediterr\u00e2neo, que se tornou um cemit\u00e9rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cE a trag\u00e9dia \u00e9 que muitos destes mortos, a maioria, poderiam ter sido salvos. \u00c9 preciso diz\u00ea-lo claramente: h\u00e1 quem trabalhe de forma sistem\u00e1tica e com todos os meios para repelir os migrantes. E isto, quando feito com consci\u00eancia e responsabilidade, \u00e9 um pecado grave.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O \u00f3rf\u00e3o, a vi\u00fava e o estrangeiro, destacou o Papa, s\u00e3o os pobres por excel\u00eancia que Deus sempre defende e nos pede para defender.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Mas n\u00e3o s\u00f3 mares, alguns desertos tamb\u00e9m se tornam cemit\u00e9rios de migrantes. E citou um dos casos que conheceu pessoalmente, o do camaron\u00eas Mbengue Nyimbilo Crepin, conhecido como Pato, cuja mulher Matyla e a filha Marie, de seis anos, morreram de fome e sede no deserto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u00a0\u201cNa era dos sat\u00e9lites e dos\u00a0<i>drones<\/i>, h\u00e1 homens, mulheres e crian\u00e7as migrantes que ningu\u00e9m deve ver. S\u00f3 Deus os v\u00ea e ouve o seu clamor. E esta \u00e9 uma crueldade da nossa civiliza\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O Pont\u00edfice recordou que o mar e o deserto s\u00e3o tamb\u00e9m lugares b\u00edblicos repletos de valor simb\u00f3lico, que testemunham o drama da opress\u00e3o e da escravatura. E Deus nunca abandona o seu povo: est\u00e1 com eles, sofre, chora e espera com eles.\u00a0<\/span><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cO Senhor est\u00e1 com os nossos migrantes no mare nostrum, o Senhor est\u00e1 com os migrantes, n\u00e3o com quem os rejeita.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\">A indiferen\u00e7a mata<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Neste cen\u00e1rio mort\u00edfero, promover leis mais restritivas e militarizar as fronteiras n\u00e3o s\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o. Em vez disso, \u00e9 preciso expandir rotas de acesso seguras e regulares, facilitando o ref\u00fagio para aqueles que fogem de guerras, viol\u00eancia, persegui\u00e7\u00f5es e v\u00e1rios desastres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Mas n\u00e3o s\u00f3, necessita-se de uma governan\u00e7a global das migra\u00e7\u00f5es baseada na justi\u00e7a, na fraternidade e na solidariedade, combatendo ao mesmo tempo o tr\u00e1fico de seres humanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Francisco concluiu convidando os fi\u00e9is a pensarem nas trag\u00e9dias migrat\u00f3rias, como nas cidades de Lampedusa e Crotone, e enaltecendo os \u201cbons samaritanos\u201d que fazem tudo para ajud\u00e1-los, como os volunt\u00e1rios da associa\u00e7\u00e3o \u201cMediterranea Saving Humans\u201d<b>:\u00a0<\/b>\u201cEstes homens e mulheres corajosos s\u00e3o sinal de uma humanidade que n\u00e3o se deixa contagiar pela m\u00e1 cultura da indiferen\u00e7a e do descarte&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cO que mata os migrantes \u00e9 a nossa indiferen\u00e7a e a atitude de descarte.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Todos os crist\u00e3os podem contribuir, acrescentou o Pont\u00edfice, ningu\u00e9m est\u00e1 exclu\u00eddo desta luta de civiliza\u00e7\u00e3o. H\u00e1 muitos modos, come\u00e7ando pela ora\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cE a voc\u00eas, pergunto: Voc\u00eas rezam pelos migrantes, por quem vem \u00e0s nossas terras para salvar a vida? E h\u00e1 quem queira expuls\u00e1-los.\u201d Por fim, um apelo:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">\u201cQueridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, unamos os nossos cora\u00e7\u00f5es e for\u00e7as, para que os mares e os desertos n\u00e3o sejam cemit\u00e9rios, mas espa\u00e7os onde Deus possa abrir caminhos de liberdade e fraternidade.\u201d<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Audi\u00eancia Geral voltou \u00e0 Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro esta quarta-feira, 28 de agosto. O Pont\u00edfice dedicou sua catequese ao drama dos migrantes: que mares e desertos n\u00e3o se tornem cemit\u00e9rios. &#8220;Mar e deserto&#8221; foi o t\u00edtulo da catequese do Papa Francisco desta quarta-feira, 28 de agosto. O Pont\u00edfice fez uma pausa em seu ciclo sobre o Esp\u00edrito Santo para se solidarizar com as pessoas que \u2013 mesmo no momento presente \u2013 se arriscam em viagens perigosas para viver em paz e seguran\u00e7a em outro lugar. O pecado do recha\u00e7o Ao falar de mares e desertos, o Papa se referiu a todas as \u00e1guas trai\u00e7oeiras e territ\u00f3rios inacess\u00edveis e in\u00f3spitos: \u201cAs atuais rotas migrat\u00f3rias s\u00e3o frequentemente marcadas por travessias que para muitas, demasiadas pessoas, s\u00e3o mortais\u201d, denunciou o Pont\u00edfice. Como Bispo de Roma, Francisco se concentrou no caso emblem\u00e1tico do Mediterr\u00e2neo, que se tornou um cemit\u00e9rio. \u201cE a trag\u00e9dia \u00e9 que muitos destes mortos, a maioria, poderiam ter sido salvos. \u00c9 preciso diz\u00ea-lo claramente: h\u00e1 quem trabalhe de forma sistem\u00e1tica e com todos os meios para repelir os migrantes. E isto, quando feito com consci\u00eancia e responsabilidade, \u00e9 um pecado grave.\u201d O \u00f3rf\u00e3o, a vi\u00fava e o estrangeiro, destacou o Papa, s\u00e3o os pobres por excel\u00eancia que Deus sempre defende e nos pede para defender. Mas n\u00e3o s\u00f3 mares, alguns desertos tamb\u00e9m se tornam cemit\u00e9rios de migrantes. E citou um dos casos que conheceu pessoalmente, o do camaron\u00eas Mbengue Nyimbilo Crepin, conhecido como Pato, cuja mulher Matyla e a filha Marie, de seis anos, morreram de fome e sede no deserto. \u00a0\u201cNa era dos sat\u00e9lites e dos\u00a0drones, h\u00e1 homens, mulheres e crian\u00e7as migrantes que ningu\u00e9m deve ver. S\u00f3 Deus os v\u00ea e ouve o seu clamor. E esta \u00e9 uma crueldade da nossa civiliza\u00e7\u00e3o.&#8221; O Pont\u00edfice recordou que o mar e o deserto s\u00e3o tamb\u00e9m lugares b\u00edblicos repletos de valor simb\u00f3lico, que testemunham o drama da opress\u00e3o e da escravatura. 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Francisco concluiu convidando os fi\u00e9is a pensarem nas trag\u00e9dias migrat\u00f3rias, como nas cidades de Lampedusa e Crotone, e enaltecendo os \u201cbons samaritanos\u201d que fazem tudo para ajud\u00e1-los, como os volunt\u00e1rios da associa\u00e7\u00e3o \u201cMediterranea Saving Humans\u201d:\u00a0\u201cEstes homens e mulheres corajosos s\u00e3o sinal de uma humanidade que n\u00e3o se deixa contagiar pela m\u00e1 cultura da indiferen\u00e7a e do descarte&#8221;.\u00a0 \u201cO que mata os migrantes \u00e9 a nossa indiferen\u00e7a e a atitude de descarte.\u201d Todos os crist\u00e3os podem contribuir, acrescentou o Pont\u00edfice, ningu\u00e9m est\u00e1 exclu\u00eddo desta luta de civiliza\u00e7\u00e3o. H\u00e1 muitos modos, come\u00e7ando pela ora\u00e7\u00e3o: \u201cE a voc\u00eas, pergunto: Voc\u00eas rezam pelos migrantes, por quem vem \u00e0s nossas terras para salvar a vida? 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