{"id":29721,"date":"2024-09-14T14:31:31","date_gmt":"2024-09-14T14:31:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=29721"},"modified":"2024-09-24T07:02:01","modified_gmt":"2024-09-24T07:02:01","slug":"xxiv-domingo-do-tempo-comum-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xxiv-domingo-do-tempo-comum-2\/","title":{"rendered":"XXIV Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 14pt;\">A Palavra de Deus do XXIV Domingo do Tempo Comum apresenta-nos textos que nos ajudam a aprofundar e a viver de forma mais consciente e empenhada a f\u00e9 que professamos e, ao mesmo tempo, convida-nos a reflectir sobre a nossa fidelidade a Deus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">I Leitura (Is 50,5-9)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">O autor da primeira leitura, que \u00e9 constitu\u00edda por uma parte do terceiro \u201cC\u00e2ntico do Servo \u201c, apresenta o servo do Senhor, que recebeu bons ouvidos para escutar a voz de Deus e acolheu e respondeu ao seu chamamento. Apesar das dificuldades e sofrimentos que teve de enfrentar para cumprir a sua miss\u00e3o, o servo n\u00e3o vacila e mant\u00e9m inabal\u00e1vel a sua f\u00e9 e confian\u00e7a em Deus. Diante da humilha\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia f\u00edsica a que foi sujeito, ele mant\u00e9m-se seguro porque est\u00e1 convencido de que tem Deus como defensor, que o auxiliar\u00e1 a combater todos os ataques e acusa\u00e7\u00f5es dos seus advers\u00e1rios. Ele confia plenamente que vencer\u00e1 todos os obst\u00e1culos, pois acredita que Deus est\u00e1 com ele.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">O que o profeta diz sobre o servo do Senhor ser\u00e1, muitos s\u00e9culos depois, vivido por Jesus na incompreens\u00e3o dos seus contempor\u00e2neos, no seu sofrimento e na sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">Como o Servo do Senhor, os crist\u00e3os que, muitas vezes, vacilam ante a primeira adversidade, devem ter confian\u00e7a plena em Deus e a certeza de que Ele vem em seu aux\u00edlio e os ajudar\u00e1 a vencer todas as dificuldades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">II Leitura (Tg 2,14-18)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">Continuamos este domingo a ler parte do magnifico texto da Carta de S. Tiago. Desta vez, S. Tiago diz-nos que a f\u00e9 n\u00e3o pode ser vivida apenas por palavras, nem de forma individual, mas tem de ser concretizada por obras (ac\u00e7\u00f5es de partilha, de solidariedade e de amor aos outros), doutra forma, \u201c\u2026a f\u00e9 sem obras est\u00e1 completamente morta\u201d.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">S. Tiago recorda a necessidade de viver uma vida coerente com a f\u00e9 que se professa. Quem reduz a sua f\u00e9 a meras teorias, cren\u00e7as, f\u00f3rmulas e palavras que n\u00e3o se traduzem em ac\u00e7\u00f5es concretas de compromisso com Deus e com o pr\u00f3ximo n\u00e3o tem uma f\u00e9 viva, mas morta.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">S. Tiago, atrav\u00e9s da pergunta colocada no in\u00edcio do texto &#8211; \u201cDe que serve a algu\u00e9m dizer que tem f\u00e9, se n\u00e3o tem obras?\u201d &#8211; interpela os crist\u00e3os de todos os tempos sobre a forma como vivem a sua f\u00e9. Ser\u00e1 que a vivem s\u00f3 com palavras e sem quaisquer obras? Ser\u00e1 que manifestam a f\u00e9 nas obras que fazem?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Evangelho (Mc 8,27-35)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">O trecho do Evangelho deste domingo pode dividir-se em duas partes. Na primeira, Jesus coloca aos seus disc\u00edpulos as seguintes quest\u00f5es: \u00abQuem dizem os homens que Eu sou?\u2026E v\u00f3s, quem dizeis que eu sou?\u00bb.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">Jesus com estas quest\u00f5es pretende saber se os homens e os disc\u00edpulos entenderam bem a sua identidade e a sua verdadeira miss\u00e3o. Os homens consideram que \u00e9 um homem igual a outros que o antecederam (Elias, Jo\u00e3o Baptista, Profetas), n\u00e3o entendendo a condi\u00e7\u00e3o singular de Jesus. Os seus contempor\u00e2neos viam em Jesus um homem em continua\u00e7\u00e3o com o passado, n\u00e3o descobrindo ainda que ele era o Messias, o salvador prometido, que n\u00e3o veio para restaurar o Reino de Israel, mas instaurar o Reino de Deus. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">Quanto \u00e0 opini\u00e3o dos disc\u00edpulos, Pedro, como porta-voz do grupo, respondeu com uma verdadeira confiss\u00e3o de f\u00e9: \u201cTu \u00e9s o Messias\u201d. Contudo, como na \u00e9poca o t\u00edtulo de Messias podia ter significados bem diferentes, Jesus tem d\u00favidas que os disc\u00edpulos o vissem como um Messias triunfalista que agisse segundo o conceito dos homens, em que predomina o individualismo, o ego\u00edsmo e o materialismo, e n\u00e3o o de Deus, em que tudo se edifica pela pr\u00e1tica permanente do amor e da doa\u00e7\u00e3o aos outros. De facto, Jesus \u00e9 o Messias, mas a sua miss\u00e3o messi\u00e2nica ser\u00e1 vivida na linha da do servo sofredor de Isa\u00edas relatada na primeira leitura, o qual n\u00e3o apresentou qualquer resist\u00eancia \u00e0 miss\u00e3o confiada por Deus, realizando-a no meio das maiores adversidades e de muito sofrimento. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">Jesus d\u00e1 ent\u00e3o a conhecer aos disc\u00edpulos que, no cumprimento da Miss\u00e3o que o Pai lhe confiou, tinha de sofrer, de ser rejeitado, de morrer e ressuscitar ao terceiro dia, fazendo assim o seu primeiro an\u00fancio da Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">Na segunda parte, Jesus faz o convite para que o sigam e estabelece as condi\u00e7\u00f5es que devem observar para o fazer \u2013 \u00abSe algu\u00e9m quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perd\u00ea-la-\u00e1; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salv\u00e1-la-\u00e1\u00bb. Por isso, aqueles que queiram ser realmente seguidores de Cristo devem estar dispon\u00edveis para seguirem o seu exemplo, que renunciou a si mesmo e ofereceu a sua vida por amor aos outros. \u00a0\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">A pergunta que Jesus colocou aos seus disc\u00edpulos, h\u00e1 mais de dois mil anos, \u00e9 a mesma que hoje coloca a todos que se prop\u00f5em segui-Lo: \u201cE v\u00f3s, quem dizeis que Eu sou?\u201d<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 14pt;\">Como respondemos a esta quest\u00e3o? Ser\u00e1 que sabemos bem quem \u00e9 Jesus Cristo e qual o lugar que Ele ocupa na nossa vida?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/2024-09-15-B-Dom-XXIV-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do XXIV Domingo do Tempo Comum apresenta-nos textos que nos ajudam a aprofundar e a viver de forma mais consciente e empenhada a f\u00e9 que professamos e, ao mesmo tempo, convida-nos a reflectir sobre a nossa fidelidade a Deus. I Leitura (Is 50,5-9) O autor da primeira leitura, que \u00e9 constitu\u00edda por uma parte do terceiro \u201cC\u00e2ntico do Servo \u201c, apresenta o servo do Senhor, que recebeu bons ouvidos para escutar a voz de Deus e acolheu e respondeu ao seu chamamento. Apesar das dificuldades e sofrimentos que teve de enfrentar para cumprir a sua miss\u00e3o, o servo n\u00e3o vacila e mant\u00e9m inabal\u00e1vel a sua f\u00e9 e confian\u00e7a em Deus. Diante da humilha\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia f\u00edsica a que foi sujeito, ele mant\u00e9m-se seguro porque est\u00e1 convencido de que tem Deus como defensor, que o auxiliar\u00e1 a combater todos os ataques e acusa\u00e7\u00f5es dos seus advers\u00e1rios. Ele confia plenamente que vencer\u00e1 todos os obst\u00e1culos, pois acredita que Deus est\u00e1 com ele. O que o profeta diz sobre o servo do Senhor ser\u00e1, muitos s\u00e9culos depois, vivido por Jesus na incompreens\u00e3o dos seus contempor\u00e2neos, no seu sofrimento e na sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o. Como o Servo do Senhor, os crist\u00e3os que, muitas vezes, vacilam ante a primeira adversidade, devem ter confian\u00e7a plena em Deus e a certeza de que Ele vem em seu aux\u00edlio e os ajudar\u00e1 a vencer todas as dificuldades. II Leitura (Tg 2,14-18) Continuamos este domingo a ler parte do magnifico texto da Carta de S. Tiago. Desta vez, S. Tiago diz-nos que a f\u00e9 n\u00e3o pode ser vivida apenas por palavras, nem de forma individual, mas tem de ser concretizada por obras (ac\u00e7\u00f5es de partilha, de solidariedade e de amor aos outros), doutra forma, \u201c\u2026a f\u00e9 sem obras est\u00e1 completamente morta\u201d. S. Tiago recorda a necessidade de viver uma vida coerente com a f\u00e9 que se professa. Quem reduz a sua f\u00e9 a meras teorias, cren\u00e7as, f\u00f3rmulas e palavras que n\u00e3o se traduzem em ac\u00e7\u00f5es concretas de compromisso com Deus e com o pr\u00f3ximo n\u00e3o tem uma f\u00e9 viva, mas morta. S. Tiago, atrav\u00e9s da pergunta colocada no in\u00edcio do texto &#8211; \u201cDe que serve a algu\u00e9m dizer que tem f\u00e9, se n\u00e3o tem obras?\u201d &#8211; interpela os crist\u00e3os de todos os tempos sobre a forma como vivem a sua f\u00e9. Ser\u00e1 que a vivem s\u00f3 com palavras e sem quaisquer obras? Ser\u00e1 que manifestam a f\u00e9 nas obras que fazem? Evangelho (Mc 8,27-35) O trecho do Evangelho deste domingo pode dividir-se em duas partes. Na primeira, Jesus coloca aos seus disc\u00edpulos as seguintes quest\u00f5es: \u00abQuem dizem os homens que Eu sou?\u2026E v\u00f3s, quem dizeis que eu sou?\u00bb. Jesus com estas quest\u00f5es pretende saber se os homens e os disc\u00edpulos entenderam bem a sua identidade e a sua verdadeira miss\u00e3o. Os homens consideram que \u00e9 um homem igual a outros que o antecederam (Elias, Jo\u00e3o Baptista, Profetas), n\u00e3o entendendo a condi\u00e7\u00e3o singular de Jesus. Os seus contempor\u00e2neos viam em Jesus um homem em continua\u00e7\u00e3o com o passado, n\u00e3o descobrindo ainda que ele era o Messias, o salvador prometido, que n\u00e3o veio para restaurar o Reino de Israel, mas instaurar o Reino de Deus. Quanto \u00e0 opini\u00e3o dos disc\u00edpulos, Pedro, como porta-voz do grupo, respondeu com uma verdadeira confiss\u00e3o de f\u00e9: \u201cTu \u00e9s o Messias\u201d. Contudo, como na \u00e9poca o t\u00edtulo de Messias podia ter significados bem diferentes, Jesus tem d\u00favidas que os disc\u00edpulos o vissem como um Messias triunfalista que agisse segundo o conceito dos homens, em que predomina o individualismo, o ego\u00edsmo e o materialismo, e n\u00e3o o de Deus, em que tudo se edifica pela pr\u00e1tica permanente do amor e da doa\u00e7\u00e3o aos outros. De facto, Jesus \u00e9 o Messias, mas a sua miss\u00e3o messi\u00e2nica ser\u00e1 vivida na linha da do servo sofredor de Isa\u00edas relatada na primeira leitura, o qual n\u00e3o apresentou qualquer resist\u00eancia \u00e0 miss\u00e3o confiada por Deus, realizando-a no meio das maiores adversidades e de muito sofrimento. Jesus d\u00e1 ent\u00e3o a conhecer aos disc\u00edpulos que, no cumprimento da Miss\u00e3o que o Pai lhe confiou, tinha de sofrer, de ser rejeitado, de morrer e ressuscitar ao terceiro dia, fazendo assim o seu primeiro an\u00fancio da Paix\u00e3o, Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o. Na segunda parte, Jesus faz o convite para que o sigam e estabelece as condi\u00e7\u00f5es que devem observar para o fazer \u2013 \u00abSe algu\u00e9m quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perd\u00ea-la-\u00e1; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salv\u00e1-la-\u00e1\u00bb. Por isso, aqueles que queiram ser realmente seguidores de Cristo devem estar dispon\u00edveis para seguirem o seu exemplo, que renunciou a si mesmo e ofereceu a sua vida por amor aos outros. \u00a0\u00a0 A pergunta que Jesus colocou aos seus disc\u00edpulos, h\u00e1 mais de dois mil anos, \u00e9 a mesma que hoje coloca a todos que se prop\u00f5em segui-Lo: \u201cE v\u00f3s, quem dizeis que Eu sou?\u201d Como respondemos a esta quest\u00e3o? Ser\u00e1 que sabemos bem quem \u00e9 Jesus Cristo e qual o lugar que Ele ocupa na nossa vida? 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