{"id":30006,"date":"2024-11-09T13:55:34","date_gmt":"2024-11-09T13:55:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=30006"},"modified":"2024-11-09T13:55:34","modified_gmt":"2024-11-09T13:55:34","slug":"xxxii-domingo-do-tempo-comum-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xxxii-domingo-do-tempo-comum-2\/","title":{"rendered":"XXXII Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do XXXII Domingo do Tempo Comum alerta-nos para o facto de que a verdadeira religiosidade n\u00e3o \u00e9 a que se vive pelas apar\u00eancias, vaidade e hipocrisia, mas a que se vive com humildade, generosidade do cora\u00e7\u00e3o e sinceridade, porque somente estas s\u00e3o a verdadeira express\u00e3o do amor a Deus e aos outros.<\/p>\n<p>I Leitura (1 Re 17,10-16)<\/p>\n<p>A primeira Leitura, retirada do Livro dos Reis, descreve a primeira actividade do minist\u00e9rio do profeta Elias.<br \/>\nAp\u00f3s anunciar que haveria uma grande seca, Elias recebeu instru\u00e7\u00f5es divinas para se dirigir para Oriente e esconder-se junto do ribeiro de Querit, lugar onde sobreviveu milagrosamente. Depois do ribeiro secar, o profeta recebeu do Senhor a instru\u00e7\u00e3o para se dirigir a Sarepta, onde uma mulher vi\u00fava o sustentaria.<br \/>\n\u00c9 na sequ\u00eancia destes acontecimentos que o texto de hoje relata o encontro de Elias com uma vi\u00fava pobre que, apesar da sua indig\u00eancia, sacrifica o pouco alimento que restava para si e para o seu filho e alimenta o profeta. N\u00e3o obstante a sua situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria, ela acolheu e confiou no que o profeta, em nome do Senhor, lhe transmitiu e Deus recompensou-a pela sua generosidade, solidariedade e partilha (a reserva de farinha e azeite n\u00e3o se esgotar\u00e1, at\u00e9 que a chuva voltasse a cair).<br \/>\nNum tempo em que, pelas mais diversas raz\u00f5es, h\u00e1 uma escassez de alimentos para muitos, somos tamb\u00e9m chamados a seguir o exemplo da vi\u00fava, sendo generosos e solid\u00e1rios com aqueles que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de necessidade e a partilhar com eles o pouco que possu\u00edmos.<\/p>\n<p>II Leitura (Heb 9,24-28)<\/p>\n<p>A segunda Leitura retoma o tema dos domingos anteriores \u2013 Jesus Cristo, o sumo-sacerdote.<br \/>\nEsta semana, o autor da Ep\u00edstola aos Hebreus diz-nos que Jesus Cristo \u00e9 o sacerdote perfeito. Diferente dos outros sacerdotes, que ofereciam sacr\u00edficos com o corpo e sangue de animais, Jesus Cristo ofereceu-se uma s\u00f3 vez em sacrif\u00edcio, dando o seu corpo e sangue para redimir os pecados dos homens. Ele est\u00e1 agora no verdadeiro santu\u00e1rio, onde, em plena comunh\u00e3o com o Pai, continua a interceder por todos n\u00f3s, at\u00e9 que, no final dos tempos, se manifeste novamente \u201cpara dar a salva\u00e7\u00e3o \u00e0queles que O esperam\u201d.<br \/>\nRenovemos a nossa f\u00e9 e a esperan\u00e7a em Jesus Cristo. Como nosso intercessor junto de Deus, podemos ter a garantia de que as infidelidades concretizadas pelos nossos pecados n\u00e3o nos afastar\u00e3o da esperan\u00e7a de, no final da nossa peregrina\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7armos a vida eterna. Como diz S. Jo\u00e3o, na primeira carta: \u201cFilhinhos meus, escrevo-vos estas coisas para que n\u00e3o pequeis; mas, se algu\u00e9m pecar, temos junto do Pai um Advogado, Jesus Cristo, o Justo, pois Ele \u00e9 a v\u00edtima que expia os nossos pecados, e n\u00e3o somente os nossos, mas tamb\u00e9m os de todo o mundo (1 Jo 2, 1)<\/p>\n<p>Evangelho (Mc 12,38-44)<\/p>\n<p>No seu minist\u00e9rio em Jerusal\u00e9m, Jesus continua a denunciar o modo de proceder dos l\u00edderes judaicos.<br \/>\nO Evangelho deste domingo divide-se em duas partes. Na primeira, Jesus, que v\u00ea para al\u00e9m das apar\u00eancias, denuncia e condena os escribas por terem atitudes que, apesar de parecerem religiosas, revelam exibicionismo, pretensiosismo e sobranceria.<br \/>\nCom a condena\u00e7\u00e3o da hipocrisia dos escribas, Jesus ensina-nos que, na nossa pr\u00e1tica religiosa, devemos procurar amar e honrar Deus e n\u00e3o servirmo-nos d\u2019Ele para simplesmente satisfazer os nossos pr\u00f3prios desejos.<br \/>\nNa segunda parte, Jesus encontrava-se no templo e, observando a atitude dos que faziam as suas ofertas, repara que uma vi\u00fava coloca discretamente na caixa do templo duas pequenas moedas, tudo o que possu\u00eda, contrastando com outros que, numa manifesta\u00e7\u00e3o da sua grandeza e superioridade, oferecem solenemente quantias avultadas. Jesus elogia a humildade e generosidade da vi\u00fava, pois ela ofereceu tudo o que tinha, enquanto os outros ofereceram o que lhes sobrava.<br \/>\nUm outro ensinamento que Jesus nos transmite \u00e9 o de que o mais valioso aos olhos de Deus n\u00e3o \u00e9 a dimens\u00e3o da nossa oferta, mas a simplicidade dos gestos, a generosidade do cora\u00e7\u00e3o, o amor colocado em tudo que oferecemos.<br \/>\nQue este texto evang\u00e9lico nos ajude a entender que a verdadeiro culto a Deus n\u00e3o \u00e9 aquele que \u00e9 feito com vaidade e hipocrisia, mas o que passa for\u00e7osamente por atitudes de humildade, discri\u00e7\u00e3o, generosidade e sinceridade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2024-11-10-B-Dom-XXXII-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Palavra de Deus do XXXII Domingo do Tempo Comum alerta-nos para o facto de que a verdadeira religiosidade n\u00e3o \u00e9 a que se vive pelas apar\u00eancias, vaidade e hipocrisia, mas a que se vive com humildade, generosidade do cora\u00e7\u00e3o e sinceridade, porque somente estas s\u00e3o a verdadeira express\u00e3o do amor a Deus e aos outros. I Leitura (1 Re 17,10-16) A primeira Leitura, retirada do Livro dos Reis, descreve a primeira actividade do minist\u00e9rio do profeta Elias. Ap\u00f3s anunciar que haveria uma grande seca, Elias recebeu instru\u00e7\u00f5es divinas para se dirigir para Oriente e esconder-se junto do ribeiro de Querit, lugar onde sobreviveu milagrosamente. Depois do ribeiro secar, o profeta recebeu do Senhor a instru\u00e7\u00e3o para se dirigir a Sarepta, onde uma mulher vi\u00fava o sustentaria. \u00c9 na sequ\u00eancia destes acontecimentos que o texto de hoje relata o encontro de Elias com uma vi\u00fava pobre que, apesar da sua indig\u00eancia, sacrifica o pouco alimento que restava para si e para o seu filho e alimenta o profeta. N\u00e3o obstante a sua situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria, ela acolheu e confiou no que o profeta, em nome do Senhor, lhe transmitiu e Deus recompensou-a pela sua generosidade, solidariedade e partilha (a reserva de farinha e azeite n\u00e3o se esgotar\u00e1, at\u00e9 que a chuva voltasse a cair). Num tempo em que, pelas mais diversas raz\u00f5es, h\u00e1 uma escassez de alimentos para muitos, somos tamb\u00e9m chamados a seguir o exemplo da vi\u00fava, sendo generosos e solid\u00e1rios com aqueles que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de necessidade e a partilhar com eles o pouco que possu\u00edmos. II Leitura (Heb 9,24-28) A segunda Leitura retoma o tema dos domingos anteriores \u2013 Jesus Cristo, o sumo-sacerdote. Esta semana, o autor da Ep\u00edstola aos Hebreus diz-nos que Jesus Cristo \u00e9 o sacerdote perfeito. Diferente dos outros sacerdotes, que ofereciam sacr\u00edficos com o corpo e sangue de animais, Jesus Cristo ofereceu-se uma s\u00f3 vez em sacrif\u00edcio, dando o seu corpo e sangue para redimir os pecados dos homens. Ele est\u00e1 agora no verdadeiro santu\u00e1rio, onde, em plena comunh\u00e3o com o Pai, continua a interceder por todos n\u00f3s, at\u00e9 que, no final dos tempos, se manifeste novamente \u201cpara dar a salva\u00e7\u00e3o \u00e0queles que O esperam\u201d. Renovemos a nossa f\u00e9 e a esperan\u00e7a em Jesus Cristo. Como nosso intercessor junto de Deus, podemos ter a garantia de que as infidelidades concretizadas pelos nossos pecados n\u00e3o nos afastar\u00e3o da esperan\u00e7a de, no final da nossa peregrina\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7armos a vida eterna. Como diz S. Jo\u00e3o, na primeira carta: \u201cFilhinhos meus, escrevo-vos estas coisas para que n\u00e3o pequeis; mas, se algu\u00e9m pecar, temos junto do Pai um Advogado, Jesus Cristo, o Justo, pois Ele \u00e9 a v\u00edtima que expia os nossos pecados, e n\u00e3o somente os nossos, mas tamb\u00e9m os de todo o mundo (1 Jo 2, 1) Evangelho (Mc 12,38-44) No seu minist\u00e9rio em Jerusal\u00e9m, Jesus continua a denunciar o modo de proceder dos l\u00edderes judaicos. O Evangelho deste domingo divide-se em duas partes. Na primeira, Jesus, que v\u00ea para al\u00e9m das apar\u00eancias, denuncia e condena os escribas por terem atitudes que, apesar de parecerem religiosas, revelam exibicionismo, pretensiosismo e sobranceria. Com a condena\u00e7\u00e3o da hipocrisia dos escribas, Jesus ensina-nos que, na nossa pr\u00e1tica religiosa, devemos procurar amar e honrar Deus e n\u00e3o servirmo-nos d\u2019Ele para simplesmente satisfazer os nossos pr\u00f3prios desejos. Na segunda parte, Jesus encontrava-se no templo e, observando a atitude dos que faziam as suas ofertas, repara que uma vi\u00fava coloca discretamente na caixa do templo duas pequenas moedas, tudo o que possu\u00eda, contrastando com outros que, numa manifesta\u00e7\u00e3o da sua grandeza e superioridade, oferecem solenemente quantias avultadas. Jesus elogia a humildade e generosidade da vi\u00fava, pois ela ofereceu tudo o que tinha, enquanto os outros ofereceram o que lhes sobrava. Um outro ensinamento que Jesus nos transmite \u00e9 o de que o mais valioso aos olhos de Deus n\u00e3o \u00e9 a dimens\u00e3o da nossa oferta, mas a simplicidade dos gestos, a generosidade do cora\u00e7\u00e3o, o amor colocado em tudo que oferecemos. Que este texto evang\u00e9lico nos ajude a entender que a verdadeiro culto a Deus n\u00e3o \u00e9 aquele que \u00e9 feito com vaidade e hipocrisia, mas o que passa for\u00e7osamente por atitudes de humildade, discri\u00e7\u00e3o, generosidade e sinceridade. 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