{"id":30013,"date":"2024-11-10T17:29:22","date_gmt":"2024-11-10T17:29:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=30013"},"modified":"2024-11-10T17:29:22","modified_gmt":"2024-11-10T17:29:22","slug":"ao-alertar-para-a-tentacao-da-hipocrisia-papa-exorta-a-fazermos-o-bem-sem-aparecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/ao-alertar-para-a-tentacao-da-hipocrisia-papa-exorta-a-fazermos-o-bem-sem-aparecer\/","title":{"rendered":"Ao alertar para a tenta\u00e7\u00e3o da hipocrisia, Papa exorta a fazermos o bem sem aparecer"},"content":{"rendered":"<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom domingo!<\/p>\n<p>Hoje o Evangelho da liturgia (cfr. Mc 12,38-44) fala-nos de Jesus que, no templo de Jerusal\u00e9m, denuncia perante o povo a atitude hip\u00f3crita de alguns escribas (crf. vs. 38-40).<\/p>\n<p>A estes \u00faltimos era confiado um papel importante na comunidade de Israel: liam, transcreviam e interpretavam as Escrituras. Por isso eram muito considerados e as pessoas lhes prestavam rever\u00eancia.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m das apar\u00eancias, no entanto, seu comportamento muitas vezes n\u00e3o correspondia ao que ensinavam. Alguns, de fato, fortes pelo prest\u00edgio e poder de que gozavam, olhavam os outros \u201cde cima para baixo\u201d, faziam pose e, escondendo-se por detr\u00e1s de uma fachada de falsa respeitabilidade e de legalismo, arrogavam-se privil\u00e9gios e chegavam at\u00e9 mesmo a cometer verdadeiros furtos em detrimento dos mais fracos, como as vi\u00favas (cfr. v. 40). Em vez de usarem o seu papel para servir os outros, faziam dele um instrumento de prepot\u00eancia e de manipula\u00e7\u00e3o. E acontecia que tamb\u00e9m a ora\u00e7\u00e3o, para eles, corria o risco de n\u00e3o ser mais um momento de encontro com o Senhor, mas uma ocasi\u00e3o para ostentar respeitabilidade e falsa piedade, \u00fatil para atrair a aten\u00e7\u00e3o das pessoas e obter consensos (cfr. ibid.).<\/p>\n<p>Comportavam-se como pessoas corruptas, alimentando um sistema social e religioso em que era normal tirar vantagem \u00e0s custas dos outros, especialmente dos mais indefesos, cometendo injusti\u00e7as e garantindo a impunidade.<\/p>\n<p>Destas pessoas Jesus recomenda tomar dist\u00e2ncia, \u201cter cuidado\u201d (ver vers\u00edculo 38) de n\u00e3o imit\u00e1-las. Pelo contr\u00e1rio, com a sua palavra e o seu exemplo, como sabemos, ensina coisas muito diferentes sobre a autoridade. Ele fala dela em termos de abnega\u00e7\u00e3o e de servi\u00e7o humilde (cf. Mc 10,42-45), de ternura materna e paterna para com as pessoas (cf. Lc 11,11-13), especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessitadas (Lc 10,25-37). Convida a quem tem autoridade a olhar para os outros, a partir da sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o de poder, n\u00e3o para humilh\u00e1-los, mas para elev\u00e1-los, dando-lhes esperan\u00e7a e ajuda.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o podemos nos perguntar: eu, como me comporto nos meus \u00e2mbitos de responsabilidade? Ajo com humildade ou tiro vantagens da minha posi\u00e7\u00e3o? Sou generoso e respeitoso com as pessoas ou as trato de forma rude e autorit\u00e1ria? E com os irm\u00e3os e as irm\u00e3s mais fr\u00e1geis, estou pr\u00f3ximo deles, sei inclinar-me para ajud\u00e1-los a se levantarem?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom domingo! Hoje o Evangelho da liturgia (cfr. Mc 12,38-44) fala-nos de Jesus que, no templo de Jerusal\u00e9m, denuncia perante o povo a atitude hip\u00f3crita de alguns escribas (crf. vs. 38-40). A estes \u00faltimos era confiado um papel importante na comunidade de Israel: liam, transcreviam e interpretavam as Escrituras. Por isso eram muito considerados e as pessoas lhes prestavam rever\u00eancia. Para al\u00e9m das apar\u00eancias, no entanto, seu comportamento muitas vezes n\u00e3o correspondia ao que ensinavam. Alguns, de fato, fortes pelo prest\u00edgio e poder de que gozavam, olhavam os outros \u201cde cima para baixo\u201d, faziam pose e, escondendo-se por detr\u00e1s de uma fachada de falsa respeitabilidade e de legalismo, arrogavam-se privil\u00e9gios e chegavam at\u00e9 mesmo a cometer verdadeiros furtos em detrimento dos mais fracos, como as vi\u00favas (cfr. v. 40). Em vez de usarem o seu papel para servir os outros, faziam dele um instrumento de prepot\u00eancia e de manipula\u00e7\u00e3o. E acontecia que tamb\u00e9m a ora\u00e7\u00e3o, para eles, corria o risco de n\u00e3o ser mais um momento de encontro com o Senhor, mas uma ocasi\u00e3o para ostentar respeitabilidade e falsa piedade, \u00fatil para atrair a aten\u00e7\u00e3o das pessoas e obter consensos (cfr. ibid.). Comportavam-se como pessoas corruptas, alimentando um sistema social e religioso em que era normal tirar vantagem \u00e0s custas dos outros, especialmente dos mais indefesos, cometendo injusti\u00e7as e garantindo a impunidade. Destas pessoas Jesus recomenda tomar dist\u00e2ncia, \u201cter cuidado\u201d (ver vers\u00edculo 38) de n\u00e3o imit\u00e1-las. Pelo contr\u00e1rio, com a sua palavra e o seu exemplo, como sabemos, ensina coisas muito diferentes sobre a autoridade. Ele fala dela em termos de abnega\u00e7\u00e3o e de servi\u00e7o humilde (cf. Mc 10,42-45), de ternura materna e paterna para com as pessoas (cf. Lc 11,11-13), especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessitadas (Lc 10,25-37). Convida a quem tem autoridade a olhar para os outros, a partir da sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o de poder, n\u00e3o para humilh\u00e1-los, mas para elev\u00e1-los, dando-lhes esperan\u00e7a e ajuda. Ent\u00e3o podemos nos perguntar: eu, como me comporto nos meus \u00e2mbitos de responsabilidade? Ajo com humildade ou tiro vantagens da minha posi\u00e7\u00e3o? Sou generoso e respeitoso com as pessoas ou as trato de forma rude e autorit\u00e1ria? 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