{"id":30658,"date":"2025-02-07T13:53:09","date_gmt":"2025-02-07T13:53:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=30658"},"modified":"2025-02-07T13:53:09","modified_gmt":"2025-02-07T13:53:09","slug":"sergio-leal-deixar-para-tras-aquilo-que-ja-nao-serve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/sergio-leal-deixar-para-tras-aquilo-que-ja-nao-serve\/","title":{"rendered":"S\u00e9rgio Leal: \u201cdeixar para tr\u00e1s aquilo que j\u00e1 n\u00e3o serve\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u201cFicarmos pela superficialidade nos processos nunca nos permitir\u00e1 enfrentar esses processos com verdade\u201d, alerta o sacerdote, especialista em sinodalidade, no epis\u00f3dio 4 da iniciativa \u201cNo cora\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a\u201d, proposta pela Rede Sinodal em Portugal.<\/strong><\/p>\n<p>A iniciativa \u201cNo cora\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a\u201d da Rede Sinodal em Portugal continua a produzir conte\u00fados sinodais. Publica agora o epis\u00f3dio 4 num trabalho desenvolvido em parceria com os seguintes meios de comunica\u00e7\u00e3o social: Di\u00e1rio do Minho, Voz Portucalense, Correio do Vouga, Correio de Coimbra, A Guarda, 7Margens, Rede Mundial de Ora\u00e7\u00e3o do Papa e Folha do Domingo. \u00c9 a segunda parte da entrevista ao especialista em sinodalidade, padre S\u00e9rgio Leal.<\/p>\n<p><strong>P- Na primeira entrevista desta iniciativa, Tom\u00e1s Halik pediu um milagre para que padres e bispos n\u00e3o se limitem a fazer da aplica\u00e7\u00e3o do Documento Final do S\u00ednodo uma simples mudan\u00e7a cosm\u00e9tica. Corremos esse risco?<\/strong><\/p>\n<p>R- \u201cSe \u00e9 de um milagre que precisamos, estamos no caminho certo. O nosso Deus \u00e9 o Deus dos milagres e o Deus capaz de realizar maravilhas e tornar poss\u00edveis os imposs\u00edveis da nossa vida. Contudo, diria, que n\u00f3s estamos a trabalhar, ao percorrer este caminho sinodal, estamos num processo de sonhar \u2013 para usar esta categoria que o Papa Francisco usa tantas vezes \u2013 de sonhar uma Igreja que ainda n\u00e3o existe, uma a\u00e7\u00e3o eclesial que tem que ser nova e renovada para o contexto social e cultural hodierno. Portanto, uma Igreja que se sabe sempre nascida do cora\u00e7\u00e3o de Cristo e, por isso, chamada a tornar presente no mundo o Evangelho que \u00e9 Jesus Cristo e de encontrar esta nova forma de ser Igreja, que \u00e9 nova, no sentido de uma a\u00e7\u00e3o cada vez mais renovada e capaz de ser compreendida pelos homens e mulheres de hoje.<\/p>\n<p>E se estamos a sonhar um modo novo de ser Igreja, ent\u00e3o \u00e9 preciso tamb\u00e9m sonhar um modo novo de ser presb\u00edtero, de ser di\u00e1cono, de ser crist\u00e3o leigo, de ser religioso, religiosa e at\u00e9 de ser bispo. E, portanto, este processo de discernimento precisa disto: perceber que estamos a voltar ao centro daquilo que \u00e9 a Igreja, um povo que caminha na unidade do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo. Na Igreja caminha a imagem da Sant\u00edssima Trindade. E que, portanto, se h\u00e1 de refazer e construir sempre a partir daqui. A partir de Cristo, para melhor fazer presente no mundo o Evangelho que \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus Cristo. E neste exerc\u00edcio \u00e9 absolutamente indispens\u00e1vel e necess\u00e1rio deixar para tr\u00e1s aquilo que j\u00e1 n\u00e3o serve para o tempo de hoje.<\/p>\n<p>Eu costumo dizer sempre que, do ponto de vista da proje\u00e7\u00e3o pastoral, existem tr\u00eas quest\u00f5es fundamentais: O que manter? Aquilo que \u00e9 essencial e n\u00e3o podemos deixar. O que \u00e9 que temos que deixar? Porque j\u00e1 n\u00e3o serve para a resposta que somos chamados a dar hoje. E o que \u00e9 que havemos de criar de modo novo para sermos melhor resposta, acolhendo quer o desafio de Cristo em primeiro lugar, que nos envia, e do mundo para o qual Ele nos envia.<\/p>\n<p>E nesse sentido h\u00e1 aqui que repensar tamb\u00e9m uma nova forma de ser pastor, uma nova forma de ser bispo e de ser padre, que mant\u00e9m aquilo que \u00e9 imut\u00e1vel e essencial do minist\u00e9rio ordenado, como minist\u00e9rio de raiz trinit\u00e1ria, como minist\u00e9rio que n\u00e3o \u00e9 de origem sinodal, porque nasce do mandato pr\u00f3prio de Cristo. \u201cIde por todo o mundo, fazei isto em mem\u00f3ria de mim. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-\u00e3o perdoados.\u201d Um minist\u00e9rio que \u00e9 estruturante para a vida eclesial.<\/p>\n<p>O documento da Comiss\u00e3o Teol\u00f3gica Internacional dizia que a sinodalidade acontece no interior de uma Igreja hierarquicamente organizada. O Papa Francisco, no final deste processo sinodal, dizia que a sinodalidade oferece a chave interpretativa para compreender o minist\u00e9rio hier\u00e1rquico. E aqui haveremos sempre de voltar \u00e0 din\u00e2mica evangelizadora de Jesus. Jesus, como um enviado do Pai, que tem como interlocutor as multid\u00f5es. Uma multid\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 uma massa an\u00f3nima, abstrata, porque ele interpela de modo direto e particular. Diz \u00e0 samaritana, \u2018D\u00e1-me de beber\u2019. Ao Zaqueu, \u2018Desce depressa, quero ficar em tua casa\u2019 \u00c0 mulher adultera, \u2018vai e n\u00e3o tornes a pecar\u2019. Isto \u00e9, de um Jesus que \u00e9 enviado do Pai, que tem como primeiro interlocutor as multid\u00f5es, mas que depois se dirige a cada um em particular.<\/p>\n<p>Mas de entre as multid\u00f5es escolheu 12, a quem confiou um minist\u00e9rio muito particular. E, portanto, esta din\u00e2mica evangelizadora deve estar presente neste configurar e reconfigurar da Igreja. De percebermos como a Igreja sem Jesus \u00e9 uma ONG, como diz o Papa Francisco, tantas vezes. Uma Igreja sem as multid\u00f5es seria uma elite de iluminados. Mas uma Igreja sem os 12 seria uma Igreja sem esse garante de catolicidade e de apostolicidade.<\/p>\n<p>E \u00e9 nesta comunh\u00e3o e unidade na diversidade de dons, carismas e minist\u00e9rios que haveremos de repensar tamb\u00e9m o minist\u00e9rio ordenado. Um minist\u00e9rio ao servi\u00e7o da comunh\u00e3o e da promo\u00e7\u00e3o dos diversos dons e carismas, de uma pastoral que n\u00e3o se repensa mais do ponto de vista clerico-c\u00eantrico. Que diria que ainda \u00e9 confort\u00e1vel, quer para os cl\u00e9rigos, quer tantas vezes para os leigos, que relegam as decis\u00f5es unicamente para o p\u00e1roco. Do p\u00e1roco que chama a si todas as coisas. Mas aqui um repensar do minist\u00e9rio ordenado a partir de uma nova comunh\u00e3o e diversidade, que implica tamb\u00e9m um renovar daquilo que o Conc\u00edlio Vaticano II j\u00e1 apontava para repensar.<\/p>\n<p>Por exemplo, o minist\u00e9rio do presb\u00edtero. Porque revalorizada a sua categoria de comunh\u00e3o, a fraternidade presbiteral, o percebermos que o nosso minist\u00e9rio ordenado j\u00e1 n\u00e3o se pode configurar mais de modo autorreferencial, mas que tem que ser na comunh\u00e3o do presbit\u00e9rio, na comunh\u00e3o com o seu bispo, de um bispo que vive em primeiro lugar a comunh\u00e3o com o seu presbit\u00e9rio, para que esse presbit\u00e9rio possa ser o lugar da comunh\u00e3o, e depois promotor da comunh\u00e3o nas diferentes comunidades que lhes est\u00e3o confiadas.<\/p>\n<p>E \u00e9 esta nova forma de ser pastor, que implica um renovar tamb\u00e9m dos itiner\u00e1rios formativos. Desde o itiner\u00e1rio formativo da forma\u00e7\u00e3o inicial nos nossos semin\u00e1rios, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o permanente que as dioceses oferecem, ao acompanhamento dos padres nos seus primeiros anos, mas n\u00e3o esquecendo que os padres com mais anos tamb\u00e9m precisam de acompanhamento e de proximidade.<\/p>\n<p>E \u00e9 esta Igreja sinodal pr\u00f3xima, de proximidade dos pastores com os fi\u00e9is, de proximidade do bispo com os seus presb\u00edteros, dos presb\u00edteros entre si, dos di\u00e1conos como colaboradores desta Igreja sinodal, que podemos repensar e operar esse milagre para usar as palavras do Tom\u00e1\u0161 Hal\u00edk, para operar esse milagre que n\u00e3o pode de facto ser uma opera\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9tica, porque ficarmos pela superficialidade nos processos nunca nos permitir\u00e1 enfrentar esses processos com verdade e com aquilo que eles necessitam de verdade para gerar uma nova consci\u00eancia eclesial.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O padre S\u00e9rgio Leal \u00e9 docente da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa e p\u00e1roco de Anta e Guetim na diocese do Porto. \u00c9 colaborador de Voz Portucalense, sendo respons\u00e1vel pela p\u00e1gina lit\u00fargica do nosso jornal.<\/p>\n<p>O sacerdote licenciou-se em 2018 na Universidade Lateranense sobre a sinodalidade como estilo pastoral, e concluiu doutoramento em 2024 na mesma universidade pontif\u00edcia com uma tese sobre o exerc\u00edcio do minist\u00e9rio pastoral numa Igreja sinodal.<\/p>\n<p>Tem colaborado com muitas dioceses portuguesas e tamb\u00e9m no Brasil e partilhou as suas reflex\u00f5es em dois epis\u00f3dios desta iniciativa da Rede Sinodal em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFicarmos pela superficialidade nos processos nunca nos permitir\u00e1 enfrentar esses processos com verdade\u201d, alerta o sacerdote, especialista em sinodalidade, no epis\u00f3dio 4 da iniciativa \u201cNo cora\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a\u201d, proposta pela Rede Sinodal em Portugal. A iniciativa \u201cNo cora\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a\u201d da Rede Sinodal em Portugal continua a produzir conte\u00fados sinodais. Publica agora o epis\u00f3dio 4 num trabalho desenvolvido em parceria com os seguintes meios de comunica\u00e7\u00e3o social: Di\u00e1rio do Minho, Voz Portucalense, Correio do Vouga, Correio de Coimbra, A Guarda, 7Margens, Rede Mundial de Ora\u00e7\u00e3o do Papa e Folha do Domingo. \u00c9 a segunda parte da entrevista ao especialista em sinodalidade, padre S\u00e9rgio Leal. P- Na primeira entrevista desta iniciativa, Tom\u00e1s Halik pediu um milagre para que padres e bispos n\u00e3o se limitem a fazer da aplica\u00e7\u00e3o do Documento Final do S\u00ednodo uma simples mudan\u00e7a cosm\u00e9tica. Corremos esse risco? R- \u201cSe \u00e9 de um milagre que precisamos, estamos no caminho certo. O nosso Deus \u00e9 o Deus dos milagres e o Deus capaz de realizar maravilhas e tornar poss\u00edveis os imposs\u00edveis da nossa vida. Contudo, diria, que n\u00f3s estamos a trabalhar, ao percorrer este caminho sinodal, estamos num processo de sonhar \u2013 para usar esta categoria que o Papa Francisco usa tantas vezes \u2013 de sonhar uma Igreja que ainda n\u00e3o existe, uma a\u00e7\u00e3o eclesial que tem que ser nova e renovada para o contexto social e cultural hodierno. Portanto, uma Igreja que se sabe sempre nascida do cora\u00e7\u00e3o de Cristo e, por isso, chamada a tornar presente no mundo o Evangelho que \u00e9 Jesus Cristo e de encontrar esta nova forma de ser Igreja, que \u00e9 nova, no sentido de uma a\u00e7\u00e3o cada vez mais renovada e capaz de ser compreendida pelos homens e mulheres de hoje. E se estamos a sonhar um modo novo de ser Igreja, ent\u00e3o \u00e9 preciso tamb\u00e9m sonhar um modo novo de ser presb\u00edtero, de ser di\u00e1cono, de ser crist\u00e3o leigo, de ser religioso, religiosa e at\u00e9 de ser bispo. E, portanto, este processo de discernimento precisa disto: perceber que estamos a voltar ao centro daquilo que \u00e9 a Igreja, um povo que caminha na unidade do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo. Na Igreja caminha a imagem da Sant\u00edssima Trindade. E que, portanto, se h\u00e1 de refazer e construir sempre a partir daqui. A partir de Cristo, para melhor fazer presente no mundo o Evangelho que \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus Cristo. E neste exerc\u00edcio \u00e9 absolutamente indispens\u00e1vel e necess\u00e1rio deixar para tr\u00e1s aquilo que j\u00e1 n\u00e3o serve para o tempo de hoje. Eu costumo dizer sempre que, do ponto de vista da proje\u00e7\u00e3o pastoral, existem tr\u00eas quest\u00f5es fundamentais: O que manter? Aquilo que \u00e9 essencial e n\u00e3o podemos deixar. O que \u00e9 que temos que deixar? Porque j\u00e1 n\u00e3o serve para a resposta que somos chamados a dar hoje. E o que \u00e9 que havemos de criar de modo novo para sermos melhor resposta, acolhendo quer o desafio de Cristo em primeiro lugar, que nos envia, e do mundo para o qual Ele nos envia. E nesse sentido h\u00e1 aqui que repensar tamb\u00e9m uma nova forma de ser pastor, uma nova forma de ser bispo e de ser padre, que mant\u00e9m aquilo que \u00e9 imut\u00e1vel e essencial do minist\u00e9rio ordenado, como minist\u00e9rio de raiz trinit\u00e1ria, como minist\u00e9rio que n\u00e3o \u00e9 de origem sinodal, porque nasce do mandato pr\u00f3prio de Cristo. \u201cIde por todo o mundo, fazei isto em mem\u00f3ria de mim. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-\u00e3o perdoados.\u201d Um minist\u00e9rio que \u00e9 estruturante para a vida eclesial. O documento da Comiss\u00e3o Teol\u00f3gica Internacional dizia que a sinodalidade acontece no interior de uma Igreja hierarquicamente organizada. O Papa Francisco, no final deste processo sinodal, dizia que a sinodalidade oferece a chave interpretativa para compreender o minist\u00e9rio hier\u00e1rquico. E aqui haveremos sempre de voltar \u00e0 din\u00e2mica evangelizadora de Jesus. Jesus, como um enviado do Pai, que tem como interlocutor as multid\u00f5es. Uma multid\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 uma massa an\u00f3nima, abstrata, porque ele interpela de modo direto e particular. Diz \u00e0 samaritana, \u2018D\u00e1-me de beber\u2019. Ao Zaqueu, \u2018Desce depressa, quero ficar em tua casa\u2019 \u00c0 mulher adultera, \u2018vai e n\u00e3o tornes a pecar\u2019. Isto \u00e9, de um Jesus que \u00e9 enviado do Pai, que tem como primeiro interlocutor as multid\u00f5es, mas que depois se dirige a cada um em particular. Mas de entre as multid\u00f5es escolheu 12, a quem confiou um minist\u00e9rio muito particular. E, portanto, esta din\u00e2mica evangelizadora deve estar presente neste configurar e reconfigurar da Igreja. De percebermos como a Igreja sem Jesus \u00e9 uma ONG, como diz o Papa Francisco, tantas vezes. Uma Igreja sem as multid\u00f5es seria uma elite de iluminados. Mas uma Igreja sem os 12 seria uma Igreja sem esse garante de catolicidade e de apostolicidade. E \u00e9 nesta comunh\u00e3o e unidade na diversidade de dons, carismas e minist\u00e9rios que haveremos de repensar tamb\u00e9m o minist\u00e9rio ordenado. Um minist\u00e9rio ao servi\u00e7o da comunh\u00e3o e da promo\u00e7\u00e3o dos diversos dons e carismas, de uma pastoral que n\u00e3o se repensa mais do ponto de vista clerico-c\u00eantrico. Que diria que ainda \u00e9 confort\u00e1vel, quer para os cl\u00e9rigos, quer tantas vezes para os leigos, que relegam as decis\u00f5es unicamente para o p\u00e1roco. Do p\u00e1roco que chama a si todas as coisas. Mas aqui um repensar do minist\u00e9rio ordenado a partir de uma nova comunh\u00e3o e diversidade, que implica tamb\u00e9m um renovar daquilo que o Conc\u00edlio Vaticano II j\u00e1 apontava para repensar. Por exemplo, o minist\u00e9rio do presb\u00edtero. Porque revalorizada a sua categoria de comunh\u00e3o, a fraternidade presbiteral, o percebermos que o nosso minist\u00e9rio ordenado j\u00e1 n\u00e3o se pode configurar mais de modo autorreferencial, mas que tem que ser na comunh\u00e3o do presbit\u00e9rio, na comunh\u00e3o com o seu bispo, de um bispo que vive em primeiro lugar a comunh\u00e3o com o seu presbit\u00e9rio, para que esse presbit\u00e9rio possa ser o lugar da comunh\u00e3o, e depois promotor da comunh\u00e3o nas diferentes comunidades que lhes est\u00e3o confiadas. 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