{"id":30767,"date":"2025-03-02T20:36:36","date_gmt":"2025-03-02T20:36:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=30767"},"modified":"2025-03-02T20:36:36","modified_gmt":"2025-03-02T20:36:36","slug":"na-fragilidade-aprendemos-a-confiar-ainda-mais-no-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/na-fragilidade-aprendemos-a-confiar-ainda-mais-no-senhor\/","title":{"rendered":"Na fragilidade aprendemos a confiar ainda mais no Senhor"},"content":{"rendered":"<p><i>&#8220;Sinto no cora\u00e7\u00e3o a &#8216;b\u00ean\u00e7\u00e3o&#8217; que se esconde na fragilidade, porque justamente nestes momentos aprendemos ainda mais a confiar no Senhor; ao mesmo tempo, agrade\u00e7o a Deus porque me d\u00e1 a oportunidade de compartilhar no corpo e no esp\u00edrito a condi\u00e7\u00e3o de tantas pessoas doentes e sofredoras.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>A mensagem do Papa Francisco, internado desde 14 de fevereiro no Hospital Gemelli de Roma, chega atrav\u00e9s da Sala de Imprensa da Santa S\u00e9 que divulgou o texto do Angelus escrito pelo Pont\u00edfice para este domingo (02\/03). &#8220;Irm\u00e3s e irm\u00e3os, envio-lhes esses pensamentos ainda do hospital, de onde, como voc\u00eas sabem, estou h\u00e1 v\u00e1rios dias, acompanhado pelos m\u00e9dicos e profissionais de sa\u00fade, a quem agrade\u00e7o pela aten\u00e7\u00e3o com que cuidam de mim&#8221;, continuou ele, ao demonstrar gratid\u00e3o a partir da equipe m\u00e9dica, mas extensiva ao mundo inteiro:<\/p>\n<p><i>&#8220;Gostaria de agradecer as ora\u00e7\u00f5es que se elevam ao Senhor do cora\u00e7\u00e3o de tantos fi\u00e9is de muitas partes do mundo: sinto todo o carinho e a proximidade de voc\u00eas e, neste momento particular, sinto-me como que &#8216;carregado&#8217; e apoiado por todo o Povo de Deus. Obrigado a todos!&#8221;<\/i><\/p>\n<h2>A reflex\u00e3o do Evangelho<\/h2>\n<p>Ao refletir sobre o Evangelho\u00a0deste domingo (Lc 6,39-45), o Papa recordou como Jesus usou os sentidos da vis\u00e3o e do paladar para demonstrar a import\u00e2ncia das rela\u00e7\u00f5es com o pr\u00f3ximo:<\/p>\n<p><i>&#8220;Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vis\u00e3o, pede para treinar os olhos para observar bem o mundo e julgar o pr\u00f3ximo com caridade. Diz o seguinte: &#8216;Tira primeiro a trave do teu olho, e ent\u00e3o poder\u00e1s enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irm\u00e3o&#8217; (v. 42). Somente com esse olhar de cuidado, n\u00e3o de condena\u00e7\u00e3o, a corre\u00e7\u00e3o fraterna pode ser uma virtude. Porque se n\u00e3o for fraterna, n\u00e3o \u00e9 uma corre\u00e7\u00e3o!&#8221;<\/i><\/p>\n<p><i>&#8220;Com rela\u00e7\u00e3o ao paladar, Jesus nos lembra que &#8216;toda \u00e1rvore \u00e9 reconhecida pelos seus frutos&#8217; (v. 44). E os frutos que v\u00eam do homem s\u00e3o, por exemplo, as suas palavras, que amadurecem em seus l\u00e1bios, de modo que &#8216;sua boca fala do que o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 cheio&#8217; (v. 45). Os frutos ruins s\u00e3o as palavras violentas, falsas, vulgares; aqueles bons s\u00e3o as palavras justas e honestas que d\u00e3o sabor aos nossos di\u00e1logos.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>E, ent\u00e3o, ponderou o Papa, podemos nos perguntar: &#8220;como eu olho as outras pessoas, que s\u00e3o meus irm\u00e3os e irm\u00e3s? E como me sinto visto por eles? As minhas palavras t\u00eam um sabor bom ou est\u00e3o impregnadas de amargura e de vaidade?&#8221;.<\/p>\n<h2>&#8220;Daqui a guerra parece ainda mais absurda&#8221;<\/h2>\n<p>Ao final do texto do Angelus, Francisco, confiante na intercess\u00e3o de Maria, novamente disse rezar pela paz ao recordar do mundo ferido pelas guerras, e de dentro de um hospital onde a dimens\u00e3o pode ganhar novos valores:<\/p>\n<p><i>&#8220;Eu tamb\u00e9m rezo por voc\u00eas. E rezo especialmente pela paz. Daqui a guerra parece ainda mais absurda. Rezemos pela martirizada Ucr\u00e2nia, pela Palestina, Israel, L\u00edbano, Mianmar, Sud\u00e3o, Kivu.&#8221;<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Sinto no cora\u00e7\u00e3o a &#8216;b\u00ean\u00e7\u00e3o&#8217; que se esconde na fragilidade, porque justamente nestes momentos aprendemos ainda mais a confiar no Senhor; ao mesmo tempo, agrade\u00e7o a Deus porque me d\u00e1 a oportunidade de compartilhar no corpo e no esp\u00edrito a condi\u00e7\u00e3o de tantas pessoas doentes e sofredoras.&#8221; A mensagem do Papa Francisco, internado desde 14 de fevereiro no Hospital Gemelli de Roma, chega atrav\u00e9s da Sala de Imprensa da Santa S\u00e9 que divulgou o texto do Angelus escrito pelo Pont\u00edfice para este domingo (02\/03). &#8220;Irm\u00e3s e irm\u00e3os, envio-lhes esses pensamentos ainda do hospital, de onde, como voc\u00eas sabem, estou h\u00e1 v\u00e1rios dias, acompanhado pelos m\u00e9dicos e profissionais de sa\u00fade, a quem agrade\u00e7o pela aten\u00e7\u00e3o com que cuidam de mim&#8221;, continuou ele, ao demonstrar gratid\u00e3o a partir da equipe m\u00e9dica, mas extensiva ao mundo inteiro: &#8220;Gostaria de agradecer as ora\u00e7\u00f5es que se elevam ao Senhor do cora\u00e7\u00e3o de tantos fi\u00e9is de muitas partes do mundo: sinto todo o carinho e a proximidade de voc\u00eas e, neste momento particular, sinto-me como que &#8216;carregado&#8217; e apoiado por todo o Povo de Deus. Obrigado a todos!&#8221; A reflex\u00e3o do Evangelho Ao refletir sobre o Evangelho\u00a0deste domingo (Lc 6,39-45), o Papa recordou como Jesus usou os sentidos da vis\u00e3o e do paladar para demonstrar a import\u00e2ncia das rela\u00e7\u00f5es com o pr\u00f3ximo: &#8220;Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vis\u00e3o, pede para treinar os olhos para observar bem o mundo e julgar o pr\u00f3ximo com caridade. Diz o seguinte: &#8216;Tira primeiro a trave do teu olho, e ent\u00e3o poder\u00e1s enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irm\u00e3o&#8217; (v. 42). Somente com esse olhar de cuidado, n\u00e3o de condena\u00e7\u00e3o, a corre\u00e7\u00e3o fraterna pode ser uma virtude. Porque se n\u00e3o for fraterna, n\u00e3o \u00e9 uma corre\u00e7\u00e3o!&#8221; &#8220;Com rela\u00e7\u00e3o ao paladar, Jesus nos lembra que &#8216;toda \u00e1rvore \u00e9 reconhecida pelos seus frutos&#8217; (v. 44). E os frutos que v\u00eam do homem s\u00e3o, por exemplo, as suas palavras, que amadurecem em seus l\u00e1bios, de modo que &#8216;sua boca fala do que o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 cheio&#8217; (v. 45). Os frutos ruins s\u00e3o as palavras violentas, falsas, vulgares; aqueles bons s\u00e3o as palavras justas e honestas que d\u00e3o sabor aos nossos di\u00e1logos.&#8221; E, ent\u00e3o, ponderou o Papa, podemos nos perguntar: &#8220;como eu olho as outras pessoas, que s\u00e3o meus irm\u00e3os e irm\u00e3s? E como me sinto visto por eles? As minhas palavras t\u00eam um sabor bom ou est\u00e3o impregnadas de amargura e de vaidade?&#8221;. &#8220;Daqui a guerra parece ainda mais absurda&#8221; Ao final do texto do Angelus, Francisco, confiante na intercess\u00e3o de Maria, novamente disse rezar pela paz ao recordar do mundo ferido pelas guerras, e de dentro de um hospital onde a dimens\u00e3o pode ganhar novos valores: &#8220;Eu tamb\u00e9m rezo por voc\u00eas. 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