{"id":31209,"date":"2025-07-16T10:12:29","date_gmt":"2025-07-16T10:12:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=31209"},"modified":"2025-07-16T10:12:29","modified_gmt":"2025-07-16T10:12:29","slug":"parocos-da-cidade-do-porto-visitam-a-raiz-da-diocese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/parocos-da-cidade-do-porto-visitam-a-raiz-da-diocese\/","title":{"rendered":"P\u00e1rocos da cidade do Porto visitam a raiz da Diocese"},"content":{"rendered":"<p>Uma visita de categoria eclesial e hist\u00f3rico-cultural foi a que realizaram os p\u00e1rocos da cidade do Porto, acendendo a um espa\u00e7o da diocese que tradicionalmente \u00e9 considerado como o primeiro local em que foi edificada uma sede diocesana, a que foi dado o nome de Magnetum (depois\u00a0<em>Meinedo<\/em>), no segundo Conc\u00edlio de Braga, l\u00e1 pelos anos 572 nos tempos da presen\u00e7a dos Suevos na Pen\u00ednsula, depois transferida para Portus Cale. Por\u00e9m a diocese nunca foi extinta, figurando ainda hoje como t\u00edtulo de bispos. A extens\u00e3o da primitiva Diocese de Braga, que se estendia at\u00e9 zonas de Coimbra a Viseu, originou a sua divis\u00e3o em outros espa\u00e7os, entre os quais o de Magnetum, institu\u00eddo \u201csub Theodomiro Sueuorum Rege\u201d.<\/p>\n<p>A viv\u00eancia destes tempos e suas edifica\u00e7\u00f5es, entre as quais as igrejas, foi recordada por um representante da \u201cRota do Rom\u00e2nico\u201d, em que esta igreja est\u00e1 inclu\u00edda, e que a ap\u00f3s m\u00faltiplas transforma\u00e7\u00f5es, exibe ainda hoje o seu p\u00f3rtico de cariz rom\u00e2nico, numa original estrutura de arcadas, em cujo topo se inseriu uma poderosa imagem de Santa Maria das Neves, atualmente\u00a0 entronizada em nicho nobre, no interior da igreja, e cuja beleza e monumentalidade superou as vicissitudes do templo. Um enquadramento hist\u00f3rico que ajudou a compreender tanto os espa\u00e7os como os s\u00edmbolos.<\/p>\n<p>Atualmente, a igreja possui tamb\u00e9m em capela lateral uma imagem que lembra a figura de Santo Tirso, que merece a devo\u00e7\u00e3o e a festa das gentes locais como protetor de enfermidades mentais. Os tempos do maneirismo e do barroco permitiram a ornamenta\u00e7\u00e3o da igreja com talha e imagens alusivas aos diversos mist\u00e9rios b\u00edblicos e devocionais, al\u00e9m de um belopainel de azulejos do s\u00e9c. XVII. A identidade e beleza da imagem da Senhora constitui a capa do livro de D. Domingos de Pinho Brand\u00e3o sobre as mais not\u00e1veis imagens existentes nas igrejas em Portugal.<\/p>\n<p>De h\u00e1 cerca de dois anos a esta parte, encontra-se em constru\u00e7\u00e3o uma\u00a0<strong>nova igreja<\/strong>, de planta circular que integrar\u00e1 um conjunto com centro paroquial e casa mortu\u00e1ria, permitindo celebra\u00e7\u00f5es alargadas, mesmo que a popula\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia n\u00e3o seja multitudin\u00e1ria, mas sim sens\u00edvel \u00e0 participa\u00e7\u00e3o e \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o, como evidenciou o p\u00e1roco atual, Andr\u00e9 Aguiar Soares, que desempenhou a miss\u00e3o de acolhimento e explana\u00e7\u00e3o dos diversos valores funcionais e celebrativos daquele espa\u00e7o, concebido para acolhimento de meio milhar de fi\u00e9is, podendo em circunst\u00e2ncias mais solenes acolhimento de mais do dobro de fi\u00e9is. O espa\u00e7o est\u00e1 concebido par dar adequada resposta lit\u00fargica \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o (altar-mor, sacristia, acolhimento).<\/p>\n<p>De Meinedo se rumou a Lousada, onde os p\u00e1rocos puderam contactar com o Centro interpretativa do Rota do Rom\u00e2nico, que est\u00e1 disponibilizado desde outubro de 2018, tendo sido acolhidos e orientados pela Diretora, Ros\u00e1rio Correia Machado, que divulgou o sentido de toda esta iniciativa cultural, um projeto que tem como principal fun\u00e7\u00e3o a divulga\u00e7\u00e3o do rico patrim\u00f3nio monumental, cujo \u00e2mbito de estudo se encontra em alargamento.<\/p>\n<p>Em di\u00e1logo, os p\u00e1rocos presentes formularam uma proposta a apresentar ao Bispo da Diocese, em ordem \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o solene em 11 de outubro da festividade da Senhora de Vandoma, a Padroeira da Cidade do Porto.<\/p>\n<p>(VP)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma visita de categoria eclesial e hist\u00f3rico-cultural foi a que realizaram os p\u00e1rocos da cidade do Porto, acendendo a um espa\u00e7o da diocese que tradicionalmente \u00e9 considerado como o primeiro local em que foi edificada uma sede diocesana, a que foi dado o nome de Magnetum (depois\u00a0Meinedo), no segundo Conc\u00edlio de Braga, l\u00e1 pelos anos 572 nos tempos da presen\u00e7a dos Suevos na Pen\u00ednsula, depois transferida para Portus Cale. Por\u00e9m a diocese nunca foi extinta, figurando ainda hoje como t\u00edtulo de bispos. A extens\u00e3o da primitiva Diocese de Braga, que se estendia at\u00e9 zonas de Coimbra a Viseu, originou a sua divis\u00e3o em outros espa\u00e7os, entre os quais o de Magnetum, institu\u00eddo \u201csub Theodomiro Sueuorum Rege\u201d. A viv\u00eancia destes tempos e suas edifica\u00e7\u00f5es, entre as quais as igrejas, foi recordada por um representante da \u201cRota do Rom\u00e2nico\u201d, em que esta igreja est\u00e1 inclu\u00edda, e que a ap\u00f3s m\u00faltiplas transforma\u00e7\u00f5es, exibe ainda hoje o seu p\u00f3rtico de cariz rom\u00e2nico, numa original estrutura de arcadas, em cujo topo se inseriu uma poderosa imagem de Santa Maria das Neves, atualmente\u00a0 entronizada em nicho nobre, no interior da igreja, e cuja beleza e monumentalidade superou as vicissitudes do templo. Um enquadramento hist\u00f3rico que ajudou a compreender tanto os espa\u00e7os como os s\u00edmbolos. Atualmente, a igreja possui tamb\u00e9m em capela lateral uma imagem que lembra a figura de Santo Tirso, que merece a devo\u00e7\u00e3o e a festa das gentes locais como protetor de enfermidades mentais. Os tempos do maneirismo e do barroco permitiram a ornamenta\u00e7\u00e3o da igreja com talha e imagens alusivas aos diversos mist\u00e9rios b\u00edblicos e devocionais, al\u00e9m de um belopainel de azulejos do s\u00e9c. XVII. A identidade e beleza da imagem da Senhora constitui a capa do livro de D. Domingos de Pinho Brand\u00e3o sobre as mais not\u00e1veis imagens existentes nas igrejas em Portugal. De h\u00e1 cerca de dois anos a esta parte, encontra-se em constru\u00e7\u00e3o uma\u00a0nova igreja, de planta circular que integrar\u00e1 um conjunto com centro paroquial e casa mortu\u00e1ria, permitindo celebra\u00e7\u00f5es alargadas, mesmo que a popula\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia n\u00e3o seja multitudin\u00e1ria, mas sim sens\u00edvel \u00e0 participa\u00e7\u00e3o e \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o, como evidenciou o p\u00e1roco atual, Andr\u00e9 Aguiar Soares, que desempenhou a miss\u00e3o de acolhimento e explana\u00e7\u00e3o dos diversos valores funcionais e celebrativos daquele espa\u00e7o, concebido para acolhimento de meio milhar de fi\u00e9is, podendo em circunst\u00e2ncias mais solenes acolhimento de mais do dobro de fi\u00e9is. O espa\u00e7o est\u00e1 concebido par dar adequada resposta lit\u00fargica \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o (altar-mor, sacristia, acolhimento). De Meinedo se rumou a Lousada, onde os p\u00e1rocos puderam contactar com o Centro interpretativa do Rota do Rom\u00e2nico, que est\u00e1 disponibilizado desde outubro de 2018, tendo sido acolhidos e orientados pela Diretora, Ros\u00e1rio Correia Machado, que divulgou o sentido de toda esta iniciativa cultural, um projeto que tem como principal fun\u00e7\u00e3o a divulga\u00e7\u00e3o do rico patrim\u00f3nio monumental, cujo \u00e2mbito de estudo se encontra em alargamento. Em di\u00e1logo, os p\u00e1rocos presentes formularam uma proposta a apresentar ao Bispo da Diocese, em ordem \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o solene em 11 de outubro da festividade da Senhora de Vandoma, a Padroeira da Cidade do Porto. 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