{"id":31526,"date":"2025-10-10T09:24:47","date_gmt":"2025-10-10T09:24:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=31526"},"modified":"2025-10-10T09:24:47","modified_gmt":"2025-10-10T09:24:47","slug":"corpo-celebrante-2-a-atitude-de-sentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/corpo-celebrante-2-a-atitude-de-sentado\/","title":{"rendered":"Corpo celebrante (2): a atitude de sentado"},"content":{"rendered":"<p>As atitudes do corpo previstas na Liturgia s\u00e3o verdadeira express\u00e3o corporal da f\u00e9. Romano Guardini, grande mistagogo do s\u00e9culo XX, no seu livrinho de catequeses sobre a participa\u00e7\u00e3o na Missa \u2013\u00a0<em>O Testamento do Senhor\u00a0<\/em>\u2013 criticava o modo desconsiderado como muitos entravam na igreja e, ap\u00f3s um arremedo de genuflex\u00e3o, se sentavam como se estivessem no banco de um jardim ou na poltrona de um cinema. No lugar sagrado, a postura tem de ser distinta. E por ela se exprime tamb\u00e9m a atitude interior de aten\u00e7\u00e3o, rever\u00eancia, de f\u00e9. E Guardini exemplificava:<\/p>\n<p>\u00ab<em>O pr\u00f3prio ato de estar sentado significa na igreja algo mais do que assegurar-se alguma comodidade: \u00e9 a atitude de quem escuta com recolhimento. \u2026 Tudo isto s\u00f3 o pode fazer, e de maneira convincente, quem est\u00e1 no que faz; e est\u00e1 no que faz quem sabe recolher-se<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p>Debrucemo-nos, pois, sobre esta atitude, j\u00e1 praticada na comunidade apost\u00f3lica (<em>Act<\/em>\u00a020, 9;\u00a0<em>1Cor<\/em>\u00a014, 30). Era a postura corporal de Maria, aos p\u00e9s de Jesus, como verdadeira disc\u00edpula (<em>Lc<\/em>\u00a010, 39). \u00c9 tamb\u00e9m a atitude do mestre que ensina (<em>Mt\u00a0<\/em>5, 1; cf.\u00a0<em>Mt<\/em>\u00a023, 2) e do chefe que preside. N\u00e3o se trata tanto de \u00abdescansar\u00bb, como de criar as melhores condi\u00e7\u00f5es para o acolhimento e interioriza\u00e7\u00e3o da Palavra, bem como para a medita\u00e7\u00e3o silenciosa e orante.<\/p>\n<p>Nas bas\u00edlicas antigas n\u00e3o havia bancos para os fi\u00e9is, que escutavam de p\u00e9. Alguns Bispos, convidavam os ouvintes a acomodarem-se no ch\u00e3o enquanto eles, sentados na c\u00e1tedra, por vezes com os c\u00f3dices da Escritura abertos sobre os joelhos, partilhavam com o seu povo o saboroso p\u00e3o da Palavra da vida. Na \u00c1frica do Norte, ao tempo Santo Agostinho, o lugar dessa prega\u00e7\u00e3o era no centro da bas\u00edlica. Depois, todos se erguiam e \u00abvoltavam-se para o Senhor\u00bb, deslocando-se o bispo para junto do altar, situado na \u00e1bside. Entre n\u00f3s, ainda h\u00e1 algumas dezenas de anos, a maioria das igrejas n\u00e3o tinha assentos para os fi\u00e9is. De facto, o povo n\u00e3o escutava as leituras \u2013 normalmente recitadas em voz baixa, a n\u00e3o ser na \u00abmissa solene\u00bb (em que escutava sem entender os trechos b\u00edblicos, cantados em latim) \u2013 e a homilia (ou \u00abpr\u00e1tica\u00bb) n\u00e3o era habitual. A prega\u00e7\u00e3o, quando se fazia, frequentemente sem liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Liturgia da Palavra do dia, era feita a partir do p\u00falpito e os fi\u00e9is, n\u00e3o dispondo de assentos, escutavam de p\u00e9 ou sentavam-se sobre os calcanhares, no soalho da Igreja.<\/p>\n<p>Hoje, na generalidade das nossas igrejas, os fi\u00e9is disp\u00f5e de assentos e, sempre que poss\u00edvel, escutam sentados as leituras da Palavra de Deus (com exce\u00e7\u00e3o do Evangelho), o salmo responsorial e a homilia (<em>IGMR<\/em>\u00a043).<\/p>\n<p>Perdeu-se, por\u00e9m, em parte, o sentido da \u00abcadeira\u00bb como lugar de prega\u00e7\u00e3o e ensino, apesar de continuarmos a chamar \u00abcatedr\u00e1ticos\u00bb aos professores universit\u00e1rios e catedrais \u00e0s Igrejas episcopais. O\u00a0<em>Cerimonial dos Bispos<\/em>\u00a0prev\u00ea que o Bispo possa fazer a homilia sentado na c\u00e1tedra, mas s\u00e3o raros os que assim procedem, talvez porque as c\u00e1tedras existentes n\u00e3o garantem suficientemente a visibilidade do Bispo que, perdendo um ter\u00e7o da sua altura na posi\u00e7\u00e3o de sentado, correria o risco de ficar meio escondido, com preju\u00edzo da boa comunica\u00e7\u00e3o. Entretanto, mesmo de p\u00e9, o Bispo (e os presb\u00edteros), sempre que poss\u00edvel, deveriam pregar junto da c\u00e1tedra ou cadeira presidencial salvaguardando, assim, a refer\u00eancia simb\u00f3lica a esse elemento definidor do espa\u00e7o sagrado. A prop\u00f3sito, recordamos que o\u00a0<em>OLM<\/em>\u00a0de 1981 (atuais\u00a0<em>preliminares<\/em>\u00a0do\u00a0<em>Lecion\u00e1rio<\/em>), no n. 26, admite a possibilidade de o \u00absacerdote celebrante\u00bb fazer a homilia \u00abda sede presidencial, de p\u00e9 ou sentado\u00bb. Devemos considerar, por\u00e9m, que esta norma foi superada pela nova reda\u00e7\u00e3o do n. 136 da\u00a0<em>IGMR<\/em>, na 3\u00aa ed. t\u00edpica (ano 2000) que diz, taxativamente: \u00abo sacerdote,\u00a0<strong>em p\u00e9<\/strong>, da cadeira ou do pr\u00f3prio amb\u00e3o, ou, se for oportuno, noutro lugar conveniente, faz a homilia\u00bb.<\/p>\n<p>A\u00a0<em>IGMR<\/em>\u00a043 prop\u00f5e tamb\u00e9m a atitude de sentado \u00abdurante a prepara\u00e7\u00e3o dos dons, ao ofert\u00f3rio\u00bb. A op\u00e7\u00e3o explica-se por se tratar de um momento de transi\u00e7\u00e3o, antes de se entrar no\u00a0<em>canon actionis<\/em>, a grande ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica em que acontece a grande a\u00e7\u00e3o, se torna presente a obra portentosa da salva\u00e7\u00e3o. Entretanto, esse momento, de algum repouso e rumina\u00e7\u00e3o interior do suculento alimento da Palavra acabado de receber, deve terminar ao convite\u00a0<em>\u00abOrai irm\u00e3os<\/em>\u2026\u00bb porque \u00e9 de p\u00e9 que se participa nas ora\u00e7\u00f5es presidenciais, como \u00e9 o caso da\u00a0<em>Ora\u00e7\u00e3o sobre as Oblatas<\/em>\u00a0que, noutro tempo, era dita\u00a0<em>em segredo\u00a0<\/em>(isto \u00e9, em sil\u00eancio, chamando-se\u00a0<em>secreta<\/em>\u00a0e, por isso, estando o povo sentado). Diga-se, a prop\u00f3sito, que, havendo prociss\u00e3o dos dons, os fi\u00e9is poder\u00e3o ser convidados (nos termos do \u00faltimo \u00a7 do n. 43 da\u00a0<em>IGMR<\/em>) a associarem-se ao movimento processional pondo-se de p\u00e9. De facto, esse n\u00e3o \u00e9 um \u00abespet\u00e1culo\u00bb a que se assiste, mas um ato comunit\u00e1rio em que todos est\u00e3o implicados.<\/p>\n<p>Outro momento em que \u00e9 admitida, mas n\u00e3o prescrita, a atitude de sentados \u00e9 depois da Comunh\u00e3o de todos (n\u00e3o durante, a n\u00e3o ser por incapacidade ou dificuldade f\u00edsica para se permanecer de p\u00e9: a Comunh\u00e3o \u00e9, insepara\u00advel\u00admente, a\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria). A\u00a0<em>IGMR<\/em>\u00a0diz que, \u00abse for oportuno\u00bb, os fi\u00e9is sentam-se \u00abdurante o sil\u00eancio sagrado depois da Comunh\u00e3o\u00bb. \u00c9 um tempo de ora\u00e7\u00e3o interior de louvor e a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as (<em>IGMR<\/em>\u00a045). Entretanto, o sacerdote e os ministros fazem as ablu\u00e7\u00f5es e purifica\u00e7\u00f5es (<em>IGMR\u00a0<\/em>163). Em\u00a0<strong>alternativa<\/strong>\u00a0a essa pausa de sil\u00eancio, pode cantar-se \u2013 nem sempre nem nunca! \u2013 um salmo ou outro c\u00e2ntico de louvor ou um hino (<em>IGMR<\/em>\u00a088, 164); nesse caso, a\u00a0<em>IGMR<\/em>\u00a0n\u00e3o prev\u00ea a atitude de sentado, sendo mais congruente estar de p\u00e9. Da\u00ed, tamb\u00e9m, o \u00ab<em>pro oportunitate<\/em>\u00bb de\u00a0<em>IGMR<\/em>\u00a043. Quem decide desta oportunidade? Naturalmente, os primeiros respons\u00e1veis da celebra\u00e7\u00e3o, tendo em conta o sentido das coisas e o costume, competindo ao di\u00e1cono, a um monitor leigo ou ao pr\u00f3prio sacerdote dar as indica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias (<em>IGMR<\/em>\u00a043).<\/p>\n<p>Tem-se vindo a afirmar o costume de os fi\u00e9is permanecerem de p\u00e9 at\u00e9 ao momento em que a Sagrada Reserva do Sant\u00edssimo Sacramento \u00e9 guardada no tabern\u00e1culo, s\u00f3 se sentando de seguida. \u00c9 uma pr\u00e1tica sem fundamento s\u00f3lido, que se pode admitir como sinal convencional que supre e dispensa a falta da indica\u00e7\u00e3o atr\u00e1s referida. O estar de p\u00e9 \u00e9 relativo \u00e0 Comunh\u00e3o (podendo terminar quando acaba a distribui\u00e7\u00e3o do Sacramento) e n\u00e3o \u00e0 venera\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a real do Senhor. Esta n\u00e3o termina nesse momento: nem na assembleia reunida nem nas sagradas esp\u00e9cies que n\u00e3o mudam a sua ess\u00eancia conforme est\u00e3o dentro ou fora do Sacr\u00e1rio. Ali\u00e1s, a atitude de sentado est\u00e1 prevista mesmo durante a exposi\u00e7\u00e3o solene do Sant\u00edssimo Sacramento quando, por exemplo, se canta ou recita alguma parte da Liturgia das Horas.<\/p>\n<p>(Secretariado Diocesano da Liturgia)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As atitudes do corpo previstas na Liturgia s\u00e3o verdadeira express\u00e3o corporal da f\u00e9. Romano Guardini, grande mistagogo do s\u00e9culo XX, no seu livrinho de catequeses sobre a participa\u00e7\u00e3o na Missa \u2013\u00a0O Testamento do Senhor\u00a0\u2013 criticava o modo desconsiderado como muitos entravam na igreja e, ap\u00f3s um arremedo de genuflex\u00e3o, se sentavam como se estivessem no banco de um jardim ou na poltrona de um cinema. No lugar sagrado, a postura tem de ser distinta. E por ela se exprime tamb\u00e9m a atitude interior de aten\u00e7\u00e3o, rever\u00eancia, de f\u00e9. E Guardini exemplificava: \u00abO pr\u00f3prio ato de estar sentado significa na igreja algo mais do que assegurar-se alguma comodidade: \u00e9 a atitude de quem escuta com recolhimento. \u2026 Tudo isto s\u00f3 o pode fazer, e de maneira convincente, quem est\u00e1 no que faz; e est\u00e1 no que faz quem sabe recolher-se\u00bb. Debrucemo-nos, pois, sobre esta atitude, j\u00e1 praticada na comunidade apost\u00f3lica (Act\u00a020, 9;\u00a01Cor\u00a014, 30). Era a postura corporal de Maria, aos p\u00e9s de Jesus, como verdadeira disc\u00edpula (Lc\u00a010, 39). \u00c9 tamb\u00e9m a atitude do mestre que ensina (Mt\u00a05, 1; cf.\u00a0Mt\u00a023, 2) e do chefe que preside. N\u00e3o se trata tanto de \u00abdescansar\u00bb, como de criar as melhores condi\u00e7\u00f5es para o acolhimento e interioriza\u00e7\u00e3o da Palavra, bem como para a medita\u00e7\u00e3o silenciosa e orante. Nas bas\u00edlicas antigas n\u00e3o havia bancos para os fi\u00e9is, que escutavam de p\u00e9. Alguns Bispos, convidavam os ouvintes a acomodarem-se no ch\u00e3o enquanto eles, sentados na c\u00e1tedra, por vezes com os c\u00f3dices da Escritura abertos sobre os joelhos, partilhavam com o seu povo o saboroso p\u00e3o da Palavra da vida. Na \u00c1frica do Norte, ao tempo Santo Agostinho, o lugar dessa prega\u00e7\u00e3o era no centro da bas\u00edlica. Depois, todos se erguiam e \u00abvoltavam-se para o Senhor\u00bb, deslocando-se o bispo para junto do altar, situado na \u00e1bside. Entre n\u00f3s, ainda h\u00e1 algumas dezenas de anos, a maioria das igrejas n\u00e3o tinha assentos para os fi\u00e9is. De facto, o povo n\u00e3o escutava as leituras \u2013 normalmente recitadas em voz baixa, a n\u00e3o ser na \u00abmissa solene\u00bb (em que escutava sem entender os trechos b\u00edblicos, cantados em latim) \u2013 e a homilia (ou \u00abpr\u00e1tica\u00bb) n\u00e3o era habitual. A prega\u00e7\u00e3o, quando se fazia, frequentemente sem liga\u00e7\u00e3o \u00e0 Liturgia da Palavra do dia, era feita a partir do p\u00falpito e os fi\u00e9is, n\u00e3o dispondo de assentos, escutavam de p\u00e9 ou sentavam-se sobre os calcanhares, no soalho da Igreja. Hoje, na generalidade das nossas igrejas, os fi\u00e9is disp\u00f5e de assentos e, sempre que poss\u00edvel, escutam sentados as leituras da Palavra de Deus (com exce\u00e7\u00e3o do Evangelho), o salmo responsorial e a homilia (IGMR\u00a043). Perdeu-se, por\u00e9m, em parte, o sentido da \u00abcadeira\u00bb como lugar de prega\u00e7\u00e3o e ensino, apesar de continuarmos a chamar \u00abcatedr\u00e1ticos\u00bb aos professores universit\u00e1rios e catedrais \u00e0s Igrejas episcopais. O\u00a0Cerimonial dos Bispos\u00a0prev\u00ea que o Bispo possa fazer a homilia sentado na c\u00e1tedra, mas s\u00e3o raros os que assim procedem, talvez porque as c\u00e1tedras existentes n\u00e3o garantem suficientemente a visibilidade do Bispo que, perdendo um ter\u00e7o da sua altura na posi\u00e7\u00e3o de sentado, correria o risco de ficar meio escondido, com preju\u00edzo da boa comunica\u00e7\u00e3o. Entretanto, mesmo de p\u00e9, o Bispo (e os presb\u00edteros), sempre que poss\u00edvel, deveriam pregar junto da c\u00e1tedra ou cadeira presidencial salvaguardando, assim, a refer\u00eancia simb\u00f3lica a esse elemento definidor do espa\u00e7o sagrado. A prop\u00f3sito, recordamos que o\u00a0OLM\u00a0de 1981 (atuais\u00a0preliminares\u00a0do\u00a0Lecion\u00e1rio), no n. 26, admite a possibilidade de o \u00absacerdote celebrante\u00bb fazer a homilia \u00abda sede presidencial, de p\u00e9 ou sentado\u00bb. Devemos considerar, por\u00e9m, que esta norma foi superada pela nova reda\u00e7\u00e3o do n. 136 da\u00a0IGMR, na 3\u00aa ed. t\u00edpica (ano 2000) que diz, taxativamente: \u00abo sacerdote,\u00a0em p\u00e9, da cadeira ou do pr\u00f3prio amb\u00e3o, ou, se for oportuno, noutro lugar conveniente, faz a homilia\u00bb. A\u00a0IGMR\u00a043 prop\u00f5e tamb\u00e9m a atitude de sentado \u00abdurante a prepara\u00e7\u00e3o dos dons, ao ofert\u00f3rio\u00bb. A op\u00e7\u00e3o explica-se por se tratar de um momento de transi\u00e7\u00e3o, antes de se entrar no\u00a0canon actionis, a grande ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica em que acontece a grande a\u00e7\u00e3o, se torna presente a obra portentosa da salva\u00e7\u00e3o. Entretanto, esse momento, de algum repouso e rumina\u00e7\u00e3o interior do suculento alimento da Palavra acabado de receber, deve terminar ao convite\u00a0\u00abOrai irm\u00e3os\u2026\u00bb porque \u00e9 de p\u00e9 que se participa nas ora\u00e7\u00f5es presidenciais, como \u00e9 o caso da\u00a0Ora\u00e7\u00e3o sobre as Oblatas\u00a0que, noutro tempo, era dita\u00a0em segredo\u00a0(isto \u00e9, em sil\u00eancio, chamando-se\u00a0secreta\u00a0e, por isso, estando o povo sentado). Diga-se, a prop\u00f3sito, que, havendo prociss\u00e3o dos dons, os fi\u00e9is poder\u00e3o ser convidados (nos termos do \u00faltimo \u00a7 do n. 43 da\u00a0IGMR) a associarem-se ao movimento processional pondo-se de p\u00e9. De facto, esse n\u00e3o \u00e9 um \u00abespet\u00e1culo\u00bb a que se assiste, mas um ato comunit\u00e1rio em que todos est\u00e3o implicados. 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Da\u00ed, tamb\u00e9m, o \u00abpro oportunitate\u00bb de\u00a0IGMR\u00a043. Quem decide desta oportunidade? Naturalmente, os primeiros respons\u00e1veis da celebra\u00e7\u00e3o, tendo em conta o sentido das coisas e o costume, competindo ao di\u00e1cono, a um monitor leigo ou ao pr\u00f3prio sacerdote dar as indica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias (IGMR\u00a043). Tem-se vindo a afirmar o costume de os fi\u00e9is permanecerem de p\u00e9 at\u00e9 ao momento em que a Sagrada Reserva do Sant\u00edssimo Sacramento \u00e9 guardada no tabern\u00e1culo, s\u00f3 se sentando de seguida. \u00c9 uma pr\u00e1tica sem fundamento s\u00f3lido, que se pode admitir como sinal convencional que supre e dispensa a falta da indica\u00e7\u00e3o atr\u00e1s referida. 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