{"id":31535,"date":"2025-10-13T09:45:07","date_gmt":"2025-10-13T09:45:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=31535"},"modified":"2025-10-13T09:45:07","modified_gmt":"2025-10-13T09:45:07","slug":"papa-aos-poderosos-do-mundo-tenham-a-audacia-de-se-desarmar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/papa-aos-poderosos-do-mundo-tenham-a-audacia-de-se-desarmar\/","title":{"rendered":"Papa aos poderosos do mundo: &#8220;Tenham a aud\u00e1cia de se desarmar&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>No Jubileu da Espiritualidade Mariana, Le\u00e3o XIV reuniu milhares de fi\u00e9is na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro para rezar o Ter\u00e7o pela paz. Diante da imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima, o Pont\u00edfice fez seu apelo: &#8220;Como j\u00e1 tive a oportunidade de recordar noutras ocasi\u00f5es, a paz \u00e9 desarmada e desarmante. N\u00e3o \u00e9 dissuas\u00e3o, mas fraternidade; n\u00e3o \u00e9 ultimato, mas di\u00e1logo&#8221;.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cTodos juntos, perseverantes e concordes, n\u00e3o nos cansamos de interceder pela paz.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Milhares de fi\u00e9is se reuniram na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro com o Papa Le\u00e3o XIV para rezar o Ter\u00e7o pela paz. Antes do in\u00edcio da cerim\u00f4nia, o Pont\u00edfice fez o giro de papam\u00f3vel para saudar os presentes, entre eles os participantes do Jubileu da Espiritualidade Mariana. Na sequ\u00eancia, o Santo Padre se deteve em ora\u00e7\u00e3o diante da imagem original de Nossa Senhora de F\u00e1tima, que excepcionalmente deixou o santu\u00e1rio mariano portugu\u00eas para esta ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, reunimo-nos nesta tarde para rezar juntos o Santo Ros\u00e1rio e confiar \u00e0 intercess\u00e3o de Maria, que veneramos com o t\u00edtulo de M\u00e3e da Igreja e M\u00e3e da Esperan\u00e7a, o anseio de paz que brota de toda a humanidade. A ela, m\u00e3e amorosa, dirigimos a nossa ora\u00e7\u00e3o para que guarde em n\u00f3s a imagem do seu Filho e, sob a sua prote\u00e7\u00e3o, possamos viver como irm\u00e3os e irm\u00e3s, tornando-nos assim, num mundo dilacerado por lutas e disc\u00f3rdias, art\u00edfices de paz&#8221;, disse o Santo Padre antes do &#8220;Veni creator&#8221; e de guiar a ora\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios gozosos.<\/p>\n<h2>A paz \u00e9 di\u00e1logo, n\u00e3o ultimato<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s o Salve Rainha e a Ladainha dos Santos, Le\u00e3o XIV pronunciou seu discurso inspirado nas palavras de Maria\u00a0pronunciadas nas bodas de Can\u00e1, quando, indicando Jesus, ela diz aos servos: \u201cFa\u00e7am tudo o que ele lhes disser\u201d (Jo 2,5).<\/p>\n<p>Depois disso, ela n\u00e3o falar\u00e1 mais. Portanto, disse o Papa, essas palavras devem ser muito queridas aos filhos, como todo testamento de uma m\u00e3e. &#8220;Maria, como um sinal indicador, orienta para al\u00e9m de si mesma, mostra que o ponto de chegada \u00e9 o Senhor Jesus e sua Palavra, o centro para o qual tudo converge, o eixo em torno do qual giram o tempo e a eternidade.&#8221;<\/p>\n<p>E entre as palavras de Jesus que n\u00e3o queremos deixar cair, uma ressoa particularmente hoje, nesta vig\u00edlia de ora\u00e7\u00e3o pela paz: aquela dirigida a Pedro no horto das oliveiras: \u201cMete a espada na bainha\u201d (cf. Jo 18,11).<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cDesarma a m\u00e3o e, antes ainda, o cora\u00e7\u00e3o. Como j\u00e1 tive oportunidade de recordar em outras ocasi\u00f5es, a paz \u00e9 desarmada e desarmante. N\u00e3o \u00e9 dissuas\u00e3o, mas fraternidade; n\u00e3o \u00e9 ultimato, mas di\u00e1logo. N\u00e3o vir\u00e1 como fruto de vit\u00f3rias sobre o inimigo, mas como resultado da semeadura da justi\u00e7a e do corajoso perd\u00e3o.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><i>Mete a espada na bainha<\/i>\u00a0\u00e9 uma mensagem dirigida aos poderosos do mundo, \u00e0queles que conduzem o destino dos povos, disse ainda o Pont\u00edfice, que foi veemente em seu apelo: &#8220;Tenham a aud\u00e1cia de se desarmar!&#8221;. Esta mensagem \u00e9 dirigida ao mesmo tempo a cada um de n\u00f3s, para nos tornar cada vez mais conscientes de que n\u00e3o podemos matar por nenhuma ideia, f\u00e9 ou pol\u00edtica. &#8220;O primeiro a ser desarmado \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o, porque se n\u00e3o houver paz em n\u00f3s, n\u00e3o daremos paz.&#8221;<\/p>\n<h2>&#8220;Entre voc\u00eas n\u00e3o seja assim&#8221;<\/h2>\n<p>Ouvindo ainda as palavras do Mestre, Jesus pede que n\u00e3o seja feito como os grandes do mundo, que constroem imp\u00e9rios com poder e dinheiro. O seu imp\u00e9rio, explicou o Papa, \u00e9 aquele pequeno espa\u00e7o que basta para lavar os p\u00e9s dos seus amigos e cuidar deles.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m o convite a adquirir um ponto de vista diferente para olhar o mundo de baixo, com os olhos de quem sofre, n\u00e3o com a \u00f3tica dos grandes; com o olhar de quem naufraga, do pobre L\u00e1zaro. &#8220;Caso contr\u00e1rio, nada mudar\u00e1, e n\u00e3o surgir\u00e1 um tempo novo, um reino de justi\u00e7a e paz.&#8221;<\/p>\n<p>Assim faz tamb\u00e9m a Virgem Maria no c\u00e2ntico do Magnificat, quando volta o seu olhar para os pontos de ruptura da humanidade, e fica do lado dos \u00faltimos da hist\u00f3ria, para nos ensinar a imaginar, a sonhar junto com Ela novos c\u00e9us e uma nova terra.<\/p>\n<p>Coragem, exortou o Pont\u00edfice a quem constr\u00f3i as condi\u00e7\u00f5es para um futuro de paz, na justi\u00e7a e no perd\u00e3o: &#8220;N\u00e3o desanimem. A paz \u00e9 um caminho e Deus caminha com voc\u00eas.&#8221;<\/p>\n<p>Le\u00e3o XIV concluiu dirigindo a Nossa Senhora a seguinte\u00a0<b>ora\u00e7\u00e3o<\/b>:<\/p>\n<p><i>Rezai conosco, Mulher fiel, ventre sagrado do Verbo.\u00a0Ensinai-nos a ouvir o clamor dos pobres e da m\u00e3e Terra,\u00a0atentos aos apelos do Esp\u00edrito no segredo do cora\u00e7\u00e3o,\u00a0na vida dos irm\u00e3os, nos acontecimentos da hist\u00f3ria,\u00a0no gemido e no j\u00fabilo da cria\u00e7\u00e3o.<\/i><\/p>\n<p><i>Santa Maria, m\u00e3e dos viventes,\u00a0mulher forte, dolorosa, fiel,\u00a0Virgem esposa junto \u00e0 Cruz\u00a0onde se consuma o amor e brota a vida,\u00a0sede V\u00f3s a guia do nosso compromisso em servir.<\/i><\/p>\n<p><i>Ensinai-nos a permanecer convosco junto \u00e0s infinitas cruzes\u00a0onde o vosso Filho ainda est\u00e1 crucificado,\u00a0onde a vida est\u00e1 mais amea\u00e7ada;\u00a0a viver e testemunhar o amor crist\u00e3o<\/i><\/p>\n<p><i>acolhendo em cada homem um irm\u00e3o;\u00a0a renunciar ao ego\u00edsmo opaco\u00a0para seguir Cristo, verdadeira luz do homem.<\/i><\/p>\n<p><i>Virgem da paz, porta de esperan\u00e7a segura,\u00a0Aceitai a ora\u00e7\u00e3o dos vossos filhos!<\/i><\/p>\n<p>A cerim\u00f4nia prosseguiu com a exposi\u00e7\u00e3o e adora\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo. E se concluiu com a b\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"embed-container\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Jubileu da Espiritualidade Mariana, Le\u00e3o XIV reuniu milhares de fi\u00e9is na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro para rezar o Ter\u00e7o pela paz. Diante da imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima, o Pont\u00edfice fez seu apelo: &#8220;Como j\u00e1 tive a oportunidade de recordar noutras ocasi\u00f5es, a paz \u00e9 desarmada e desarmante. N\u00e3o \u00e9 dissuas\u00e3o, mas fraternidade; n\u00e3o \u00e9 ultimato, mas di\u00e1logo&#8221;. \u201cTodos juntos, perseverantes e concordes, n\u00e3o nos cansamos de interceder pela paz.\u201d Milhares de fi\u00e9is se reuniram na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro com o Papa Le\u00e3o XIV para rezar o Ter\u00e7o pela paz. 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A ela, m\u00e3e amorosa, dirigimos a nossa ora\u00e7\u00e3o para que guarde em n\u00f3s a imagem do seu Filho e, sob a sua prote\u00e7\u00e3o, possamos viver como irm\u00e3os e irm\u00e3s, tornando-nos assim, num mundo dilacerado por lutas e disc\u00f3rdias, art\u00edfices de paz&#8221;, disse o Santo Padre antes do &#8220;Veni creator&#8221; e de guiar a ora\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios gozosos. A paz \u00e9 di\u00e1logo, n\u00e3o ultimato Ap\u00f3s o Salve Rainha e a Ladainha dos Santos, Le\u00e3o XIV pronunciou seu discurso inspirado nas palavras de Maria\u00a0pronunciadas nas bodas de Can\u00e1, quando, indicando Jesus, ela diz aos servos: \u201cFa\u00e7am tudo o que ele lhes disser\u201d (Jo 2,5). Depois disso, ela n\u00e3o falar\u00e1 mais. Portanto, disse o Papa, essas palavras devem ser muito queridas aos filhos, como todo testamento de uma m\u00e3e. &#8220;Maria, como um sinal indicador, orienta para al\u00e9m de si mesma, mostra que o ponto de chegada \u00e9 o Senhor Jesus e sua Palavra, o centro para o qual tudo converge, o eixo em torno do qual giram o tempo e a eternidade.&#8221; E entre as palavras de Jesus que n\u00e3o queremos deixar cair, uma ressoa particularmente hoje, nesta vig\u00edlia de ora\u00e7\u00e3o pela paz: aquela dirigida a Pedro no horto das oliveiras: \u201cMete a espada na bainha\u201d (cf. Jo 18,11). \u201cDesarma a m\u00e3o e, antes ainda, o cora\u00e7\u00e3o. Como j\u00e1 tive oportunidade de recordar em outras ocasi\u00f5es, a paz \u00e9 desarmada e desarmante. N\u00e3o \u00e9 dissuas\u00e3o, mas fraternidade; n\u00e3o \u00e9 ultimato, mas di\u00e1logo. N\u00e3o vir\u00e1 como fruto de vit\u00f3rias sobre o inimigo, mas como resultado da semeadura da justi\u00e7a e do corajoso perd\u00e3o.\u201d Mete a espada na bainha\u00a0\u00e9 uma mensagem dirigida aos poderosos do mundo, \u00e0queles que conduzem o destino dos povos, disse ainda o Pont\u00edfice, que foi veemente em seu apelo: &#8220;Tenham a aud\u00e1cia de se desarmar!&#8221;. Esta mensagem \u00e9 dirigida ao mesmo tempo a cada um de n\u00f3s, para nos tornar cada vez mais conscientes de que n\u00e3o podemos matar por nenhuma ideia, f\u00e9 ou pol\u00edtica. &#8220;O primeiro a ser desarmado \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o, porque se n\u00e3o houver paz em n\u00f3s, n\u00e3o daremos paz.&#8221; &#8220;Entre voc\u00eas n\u00e3o seja assim&#8221; Ouvindo ainda as palavras do Mestre, Jesus pede que n\u00e3o seja feito como os grandes do mundo, que constroem imp\u00e9rios com poder e dinheiro. O seu imp\u00e9rio, explicou o Papa, \u00e9 aquele pequeno espa\u00e7o que basta para lavar os p\u00e9s dos seus amigos e cuidar deles. \u00c9 tamb\u00e9m o convite a adquirir um ponto de vista diferente para olhar o mundo de baixo, com os olhos de quem sofre, n\u00e3o com a \u00f3tica dos grandes; com o olhar de quem naufraga, do pobre L\u00e1zaro. &#8220;Caso contr\u00e1rio, nada mudar\u00e1, e n\u00e3o surgir\u00e1 um tempo novo, um reino de justi\u00e7a e paz.&#8221; Assim faz tamb\u00e9m a Virgem Maria no c\u00e2ntico do Magnificat, quando volta o seu olhar para os pontos de ruptura da humanidade, e fica do lado dos \u00faltimos da hist\u00f3ria, para nos ensinar a imaginar, a sonhar junto com Ela novos c\u00e9us e uma nova terra. Coragem, exortou o Pont\u00edfice a quem constr\u00f3i as condi\u00e7\u00f5es para um futuro de paz, na justi\u00e7a e no perd\u00e3o: &#8220;N\u00e3o desanimem. 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Ensinai-nos a permanecer convosco junto \u00e0s infinitas cruzes\u00a0onde o vosso Filho ainda est\u00e1 crucificado,\u00a0onde a vida est\u00e1 mais amea\u00e7ada;\u00a0a viver e testemunhar o amor crist\u00e3o acolhendo em cada homem um irm\u00e3o;\u00a0a renunciar ao ego\u00edsmo opaco\u00a0para seguir Cristo, verdadeira luz do homem. Virgem da paz, porta de esperan\u00e7a segura,\u00a0Aceitai a ora\u00e7\u00e3o dos vossos filhos! A cerim\u00f4nia prosseguiu com a exposi\u00e7\u00e3o e adora\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo. 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