{"id":31568,"date":"2025-10-21T10:03:06","date_gmt":"2025-10-21T10:03:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=31568"},"modified":"2025-10-21T10:03:06","modified_gmt":"2025-10-21T10:03:06","slug":"corpo-celebrante-3-prostrados-e-de-joelhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/corpo-celebrante-3-prostrados-e-de-joelhos\/","title":{"rendered":"Corpo celebrante (3): prostrados e de joelhos"},"content":{"rendered":"<p>\u00ab<em>Quando quer diminuir o seu tamanho, a fim de n\u00e3o se apresentar com tanta presun\u00e7\u00e3o [diante de Deus], o homem ajoelha-se. E se para o seu cora\u00e7\u00e3o isto ainda n\u00e3o bastar, pode at\u00e9 prostrar-se. Assim profundamente inclinada, a pessoa diz: \u201cTu \u00e9s o Deus grande; eu, por\u00e9m, sou nada\u201d<\/em>\u00bb (GUARDINI,\u00a0<em>Sinais Sagrados<\/em>, F\u00e1tima SNL 2017, p. 17-18)<em>.<\/em><\/p>\n<p>Diante de Deus, do Alt\u00edssimo que olha para o humilde, mas \u00abconhece de longe\u00bb o soberbo (<em>Sl\u00a0<\/em>137, 6), o homem de f\u00e9 n\u00e3o pode ficar altivo, erguer-se nas pontas dos p\u00e9s, mas espontaneamente faz este sacrif\u00edcio da sua altura: inclina-se, genuflete, ajoelha, chega mesmo a prostrar-se por terra na m\u00e1xima express\u00e3o corporal da \u00abhumildade\u00bb (<em>humus<\/em>\u00a0significa \u201cterra\u201d).<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>prostra\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0situa-se no extremo oposto ao da atitude de p\u00e9. N\u00e3o se conhece express\u00e3o mais eloquente da ora\u00e7\u00e3o humilde e intensa. Fazendo-se terra com a terra, o orante simboliza a dist\u00e2ncia abissal que o separa do Alt\u00edssimo e, ao mesmo tempo, liga-se a Ele no reconhecimento e adora\u00e7\u00e3o da Sua Alteza. \u00c9 ent\u00e3o que a sua s\u00faplica ganha asas para voar ao encontro do Senhor que \u00e9 sublime. A Sagrada Escritura, tanto do Antigo como do Novo Testamento, documenta amplamente esta atitude (Abra\u00e3o:\u00a0<em>Gn<\/em>\u00a017, 3; Mois\u00e9s:\u00a0<em>Dt<\/em>\u00a09, 18; Esdras e o povo em assembleia:\u00a0<em>Ne<\/em>\u00a08, 6; Tobias e o filho:\u00a0<em>Tb<\/em>\u00a012, 16; Judite:\u00a0<em>Jdt<\/em>\u00a09, 1; 10, 1-2; Judas Macabeu e a sua gente:\u00a0<em>2Mac<\/em>\u00a010, 4; Os 3 disc\u00edpulos na Transfigura\u00e7\u00e3o:\u00a0<em>Mt<\/em>\u00a017, 6; Jesus no Gets\u00e9mani:\u00a0<em>Mt\u00a0<\/em>26, 39;\u00a0<em>Mc<\/em>\u00a014, 3;5 Os 11 Ap\u00f3stolos perante o Ressuscitado:\u00a0<em>Mt<\/em>\u00a028, 17; Pedro e Jairo, diante de Jesus:\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a05, 8;\u00a0<em>Lc\u00a0<\/em>8, 41; O leproso agradecido:\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a017, 16; Maria, irm\u00e3 de L\u00e1zaro, perante Jesus:\u00a0<em>Jo<\/em>\u00a011, 32; na assembleia crist\u00e3:\u00a0<em>1 Cor<\/em>\u00a014, 25; na Liturgia celeste:\u00a0<em>Ap<\/em>\u00a04, 10; 5, 8. 14; 19, 4; o vidente do\u00a0<em>Apocalipse\u00a0<\/em>perante o anjo que recusa esta\u00a0<em>adora\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0reservada a Deus: 22, 8).<\/p>\n<p>Com tais antecedentes, a prostra\u00e7\u00e3o que entrou na Liturgia antiga e medieval e permanece atualmente no Rito romano, embora com car\u00e1cter excecional, denotando uma s\u00faplica solene e intensa: o presidente e ministros prostram-se no rito de entrada, na Celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o do Senhor; os ordinandos e professandos est\u00e3o prostrados durante o canto das ladainhas, nas respetivas Ordena\u00e7\u00f5es e Profiss\u00e3o religiosa. Pelos requisitos de espa\u00e7o que sup\u00f5e, esta atitude nunca \u00e9 generalizada a toda a assembleia celebrante. Pela sua radicalidade eloquente, refor\u00e7ada ainda pela sua excecionalidade, impressiona e comove.<\/p>\n<p>Entre a posi\u00e7\u00e3o de p\u00e9 e a prostra\u00e7\u00e3o h\u00e1 uma atitude interm\u00e9dia: a\u00a0<strong>de joelhos<\/strong>. Encontr\u00e1mo-la j\u00e1 no AT (Salom\u00e3o, na dedica\u00e7\u00e3o do templo de Jerusal\u00e9m:\u00a0<em>1Rs<\/em>\u00a08, 54;\u00a0<em>2Cr<\/em>\u00a06, 13; Esdras:\u00a0<em>Esd<\/em>\u00a09, 5; Daniel:\u00a0<em>Dn<\/em>\u00a06, 11; convite \u00e0 assembleia orante:\u00a0<em>Sl<\/em>\u00a094\/95, 6 e obriga\u00e7\u00e3o para todos: \u00a0<em>Is<\/em>\u00a045, 23). Tamb\u00e9m no NT se regista esta atitude: segundo\u00a0<em>Lucas,<\/em>\u00a0Jesus ora ajoelhado, no Gets\u00e9mani (<em>Lc\u00a0<\/em>22, 41) sendo imitado nessa atitude por Est\u00eav\u00e3o, no mart\u00edrio (<em>At<\/em>\u00a07, 60); Pedro rezava de joelhos quando teve a vis\u00e3o em Jope (<em>At<\/em>\u00a09, 40). Tamb\u00e9m Paulo (<em>At<\/em>\u00a020, 36) e seus companheiros (<em>At<\/em>\u00a021, 5) rezam de joelhos, declarando Paulo \u00abdobrar os joelhos na presen\u00e7a do Pai\u2026\u00bb (<em>Ef<\/em>\u00a03, 14); e diante do Senhor Jesus todos se devem ajoelhar, no c\u00e9u e na terra (<em>Fl<\/em>\u00a02, 10).<\/p>\n<p>Consequentemente, esta postura corporal passou para a Liturgia crist\u00e3, n\u00e3o sendo correto descart\u00e1-la sob o falso pretexto de que se trata de um uso medieval, pr\u00f3prio de ritos feudais \u2026 \u00a0Enquanto durar o tempo da peregrina\u00e7\u00e3o, a alegria pascal h\u00e1 de alternar-se com a dor da penit\u00eancia. E a atitude de joelhos, sinal de arrependimento e de humildade, caracteriza a pr\u00e1tica penitencial e os dias de jejum. \u00ab<em>De cada vez que dobramos os joelhos e nos levantamos de novo, mostramos em ato que pelo pecado est\u00e1vamos por terra e que o amor do nosso Criador pelos homens nos elevou ao c\u00e9u<\/em>\u00bb (S. Bas\u00edlio,\u00a0<em>De Sp. S<\/em>., 27, 67: SCh 17bis, 486 s.; PG 32, 192C).<\/p>\n<p>Devido a esta conota\u00e7\u00e3o penitencial, em linha com a tradi\u00e7\u00e3o antiga, as rubricas dos novos livros lit\u00fargicos recordam que o canto das Ladainhas Domingo se faz de p\u00e9 ao domingo\u2026 Contudo rezar de joelhos n\u00e3o \u00e9 exclusivamente gesto penitencial: \u00e9 tamb\u00e9m a atitude da ora\u00e7\u00e3o individual (os monges do Egipto faziam de joelhos a sua medita\u00e7\u00e3o da leitura\u2026) e um gesto espont\u00e2neo de adora\u00e7\u00e3o na linha dos textos paulinos de\u00a0<em>Ef<\/em>\u00a03, 14 e\u00a0<em>Fl<\/em>\u00a02, 10.<\/p>\n<p>Recapitulando, esta atitude corporal expressiva da humildade \u00e9 particularmente apta para significar:<\/p>\n<p>\u2013\u00a0o\u00a0<strong>arrependimento<\/strong>\u00a0dos penitentes<\/p>\n<p>\u2013\u00a0a\u00a0<strong>s\u00faplica<\/strong>\u00a0ardente dos pobres<\/p>\n<p>\u2013\u00a0a\u00a0<strong>adora\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0dos crentes.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda a postura corporal referida em\u00a0<em>1Rs<\/em>\u00a018, 42 (Elias ora de joelhos, apoiando as m\u00e3os e a fronte no ch\u00e3o ou nos joelhos). Esta atitude foi adotada pela Liturgia Arm\u00e9nia e pela ora\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica. Trata-se de uma grada\u00e7\u00e3o ulterior entre a prostra\u00e7\u00e3o completa e a posi\u00e7\u00e3o de joelhos.<\/p>\n<p>\u00c9 oportuno referir tamb\u00e9m aqui o momento din\u00e2mico da atitude de joelhos: a\u00a0<strong>genuflex\u00e3o<\/strong>. Tal como a inclina\u00e7\u00e3o, trata-se de um gesto de sauda\u00e7\u00e3o, rever\u00eancia e adora\u00e7\u00e3o. \u00c9 reservado, como sauda\u00e7\u00e3o, ao SS. Sacramento e, desde Sexta-Feira Santa at\u00e9 \u00e0 Vig\u00edlia Pascal, \u00e0 Santa Cruz (<em>Cerimonial dos Bispos<\/em>, 69). Tamb\u00e9m se genuflete, durante o\u00a0<em>Credo<\/em>, em certos dias (Anuncia\u00e7\u00e3o e Natal), como forma de dizer corporalmente a f\u00e9, que se est\u00e1 a professar oralmente, no mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o: a \u00abdescida\u00bb do Unig\u00e9nito do Pai \u00e0\u00a0<em>terra<\/em>\u00a0da condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>(Secretariado Diocesano da Liturgia)<\/p>\n<div class=\"mh-social-bottom\">\n<div class=\"mh-share-buttons clearfix\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abQuando quer diminuir o seu tamanho, a fim de n\u00e3o se apresentar com tanta presun\u00e7\u00e3o [diante de Deus], o homem ajoelha-se. E se para o seu cora\u00e7\u00e3o isto ainda n\u00e3o bastar, pode at\u00e9 prostrar-se. Assim profundamente inclinada, a pessoa diz: \u201cTu \u00e9s o Deus grande; eu, por\u00e9m, sou nada\u201d\u00bb (GUARDINI,\u00a0Sinais Sagrados, F\u00e1tima SNL 2017, p. 17-18). Diante de Deus, do Alt\u00edssimo que olha para o humilde, mas \u00abconhece de longe\u00bb o soberbo (Sl\u00a0137, 6), o homem de f\u00e9 n\u00e3o pode ficar altivo, erguer-se nas pontas dos p\u00e9s, mas espontaneamente faz este sacrif\u00edcio da sua altura: inclina-se, genuflete, ajoelha, chega mesmo a prostrar-se por terra na m\u00e1xima express\u00e3o corporal da \u00abhumildade\u00bb (humus\u00a0significa \u201cterra\u201d). A\u00a0prostra\u00e7\u00e3o\u00a0situa-se no extremo oposto ao da atitude de p\u00e9. N\u00e3o se conhece express\u00e3o mais eloquente da ora\u00e7\u00e3o humilde e intensa. Fazendo-se terra com a terra, o orante simboliza a dist\u00e2ncia abissal que o separa do Alt\u00edssimo e, ao mesmo tempo, liga-se a Ele no reconhecimento e adora\u00e7\u00e3o da Sua Alteza. \u00c9 ent\u00e3o que a sua s\u00faplica ganha asas para voar ao encontro do Senhor que \u00e9 sublime. A Sagrada Escritura, tanto do Antigo como do Novo Testamento, documenta amplamente esta atitude (Abra\u00e3o:\u00a0Gn\u00a017, 3; Mois\u00e9s:\u00a0Dt\u00a09, 18; Esdras e o povo em assembleia:\u00a0Ne\u00a08, 6; Tobias e o filho:\u00a0Tb\u00a012, 16; Judite:\u00a0Jdt\u00a09, 1; 10, 1-2; Judas Macabeu e a sua gente:\u00a02Mac\u00a010, 4; Os 3 disc\u00edpulos na Transfigura\u00e7\u00e3o:\u00a0Mt\u00a017, 6; Jesus no Gets\u00e9mani:\u00a0Mt\u00a026, 39;\u00a0Mc\u00a014, 3;5 Os 11 Ap\u00f3stolos perante o Ressuscitado:\u00a0Mt\u00a028, 17; Pedro e Jairo, diante de Jesus:\u00a0Lc\u00a05, 8;\u00a0Lc\u00a08, 41; O leproso agradecido:\u00a0Lc\u00a017, 16; Maria, irm\u00e3 de L\u00e1zaro, perante Jesus:\u00a0Jo\u00a011, 32; na assembleia crist\u00e3:\u00a01 Cor\u00a014, 25; na Liturgia celeste:\u00a0Ap\u00a04, 10; 5, 8. 14; 19, 4; o vidente do\u00a0Apocalipse\u00a0perante o anjo que recusa esta\u00a0adora\u00e7\u00e3o\u00a0reservada a Deus: 22, 8). Com tais antecedentes, a prostra\u00e7\u00e3o que entrou na Liturgia antiga e medieval e permanece atualmente no Rito romano, embora com car\u00e1cter excecional, denotando uma s\u00faplica solene e intensa: o presidente e ministros prostram-se no rito de entrada, na Celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o do Senhor; os ordinandos e professandos est\u00e3o prostrados durante o canto das ladainhas, nas respetivas Ordena\u00e7\u00f5es e Profiss\u00e3o religiosa. Pelos requisitos de espa\u00e7o que sup\u00f5e, esta atitude nunca \u00e9 generalizada a toda a assembleia celebrante. Pela sua radicalidade eloquente, refor\u00e7ada ainda pela sua excecionalidade, impressiona e comove. Entre a posi\u00e7\u00e3o de p\u00e9 e a prostra\u00e7\u00e3o h\u00e1 uma atitude interm\u00e9dia: a\u00a0de joelhos. Encontr\u00e1mo-la j\u00e1 no AT (Salom\u00e3o, na dedica\u00e7\u00e3o do templo de Jerusal\u00e9m:\u00a01Rs\u00a08, 54;\u00a02Cr\u00a06, 13; Esdras:\u00a0Esd\u00a09, 5; Daniel:\u00a0Dn\u00a06, 11; convite \u00e0 assembleia orante:\u00a0Sl\u00a094\/95, 6 e obriga\u00e7\u00e3o para todos: \u00a0Is\u00a045, 23). Tamb\u00e9m no NT se regista esta atitude: segundo\u00a0Lucas,\u00a0Jesus ora ajoelhado, no Gets\u00e9mani (Lc\u00a022, 41) sendo imitado nessa atitude por Est\u00eav\u00e3o, no mart\u00edrio (At\u00a07, 60); Pedro rezava de joelhos quando teve a vis\u00e3o em Jope (At\u00a09, 40). Tamb\u00e9m Paulo (At\u00a020, 36) e seus companheiros (At\u00a021, 5) rezam de joelhos, declarando Paulo \u00abdobrar os joelhos na presen\u00e7a do Pai\u2026\u00bb (Ef\u00a03, 14); e diante do Senhor Jesus todos se devem ajoelhar, no c\u00e9u e na terra (Fl\u00a02, 10). Consequentemente, esta postura corporal passou para a Liturgia crist\u00e3, n\u00e3o sendo correto descart\u00e1-la sob o falso pretexto de que se trata de um uso medieval, pr\u00f3prio de ritos feudais \u2026 \u00a0Enquanto durar o tempo da peregrina\u00e7\u00e3o, a alegria pascal h\u00e1 de alternar-se com a dor da penit\u00eancia. E a atitude de joelhos, sinal de arrependimento e de humildade, caracteriza a pr\u00e1tica penitencial e os dias de jejum. \u00abDe cada vez que dobramos os joelhos e nos levantamos de novo, mostramos em ato que pelo pecado est\u00e1vamos por terra e que o amor do nosso Criador pelos homens nos elevou ao c\u00e9u\u00bb (S. Bas\u00edlio,\u00a0De Sp. S., 27, 67: SCh 17bis, 486 s.; PG 32, 192C). Devido a esta conota\u00e7\u00e3o penitencial, em linha com a tradi\u00e7\u00e3o antiga, as rubricas dos novos livros lit\u00fargicos recordam que o canto das Ladainhas Domingo se faz de p\u00e9 ao domingo\u2026 Contudo rezar de joelhos n\u00e3o \u00e9 exclusivamente gesto penitencial: \u00e9 tamb\u00e9m a atitude da ora\u00e7\u00e3o individual (os monges do Egipto faziam de joelhos a sua medita\u00e7\u00e3o da leitura\u2026) e um gesto espont\u00e2neo de adora\u00e7\u00e3o na linha dos textos paulinos de\u00a0Ef\u00a03, 14 e\u00a0Fl\u00a02, 10. Recapitulando, esta atitude corporal expressiva da humildade \u00e9 particularmente apta para significar: \u2013\u00a0o\u00a0arrependimento\u00a0dos penitentes \u2013\u00a0a\u00a0s\u00faplica\u00a0ardente dos pobres \u2013\u00a0a\u00a0adora\u00e7\u00e3o\u00a0dos crentes. H\u00e1 ainda a postura corporal referida em\u00a01Rs\u00a018, 42 (Elias ora de joelhos, apoiando as m\u00e3os e a fronte no ch\u00e3o ou nos joelhos). Esta atitude foi adotada pela Liturgia Arm\u00e9nia e pela ora\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica. Trata-se de uma grada\u00e7\u00e3o ulterior entre a prostra\u00e7\u00e3o completa e a posi\u00e7\u00e3o de joelhos. \u00c9 oportuno referir tamb\u00e9m aqui o momento din\u00e2mico da atitude de joelhos: a\u00a0genuflex\u00e3o. Tal como a inclina\u00e7\u00e3o, trata-se de um gesto de sauda\u00e7\u00e3o, rever\u00eancia e adora\u00e7\u00e3o. \u00c9 reservado, como sauda\u00e7\u00e3o, ao SS. Sacramento e, desde Sexta-Feira Santa at\u00e9 \u00e0 Vig\u00edlia Pascal, \u00e0 Santa Cruz (Cerimonial dos Bispos, 69). Tamb\u00e9m se genuflete, durante o\u00a0Credo, em certos dias (Anuncia\u00e7\u00e3o e Natal), como forma de dizer corporalmente a f\u00e9, que se est\u00e1 a professar oralmente, no mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o: a \u00abdescida\u00bb do Unig\u00e9nito do Pai \u00e0\u00a0terra\u00a0da condi\u00e7\u00e3o humana. (Secretariado Diocesano da Liturgia)<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":31569,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-31568","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31568","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31568"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31568\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31569"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31568"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31568"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31568"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}