{"id":31574,"date":"2025-10-23T10:00:03","date_gmt":"2025-10-23T10:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=31574"},"modified":"2025-10-23T10:00:03","modified_gmt":"2025-10-23T10:00:03","slug":"relatorio-da-acn-revela-graves-violacoes-da-liberdade-religiosa-em-62-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/relatorio-da-acn-revela-graves-violacoes-da-liberdade-religiosa-em-62-paises\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio da ACN revela: graves viola\u00e7\u00f5es da liberdade religiosa em 62 pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p>Foi apresentado em Roma o relat\u00f3rio de 2025 da funda\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre. Segundo os dados, mais de 5,4 bilh\u00f5es de pessoas vivem em na\u00e7\u00f5es onde o direito de expressar livremente a pr\u00f3pria f\u00e9 \u00e9 sistematicamente negado. O autoritarismo dos governos \u00e9 uma amea\u00e7a global.<\/p>\n<p>O n\u00famero \u00e9 perturbador: \u201cdois ter\u00e7os da humanidade vive em pa\u00edses onde a liberdade religiosa n\u00e3o \u00e9 plenamente garantida\u201d. Se coloc\u00e1ssemos em fila um por um dos homens, das mulheres e das crian\u00e7as que s\u00e3o impedidos de rezar, externar a pr\u00f3pria cren\u00e7a publicamente, ou que s\u00e3o at\u00e9 massacrados por causa de sua f\u00e9, ter\u00edamos diante de n\u00f3s um ex\u00e9rcito infind\u00e1vel: mais de 5,4 bilh\u00f5es de pessoas a quem \u00e9 negado n\u00e3o um privil\u00e9gio, mas um direito.<\/p>\n<h2>Relat\u00f3rio extenso<\/h2>\n<p>E a Funda\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia internacional Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre (ACN, sigla em ingl\u00eas) reitera esse fato em cada p\u00e1gina, em cada dado, em cada an\u00e1lise do novo relat\u00f3rio sobre a liberdade religiosa no mundo, apresentado nessa ter\u00e7a-feira, 21\/10, no audit\u00f3rio do pontif\u00edcio Instituto Patr\u00edstico Agostiniano de Roma. S\u00e3o 1.200 p\u00e1ginas &#8211; nunca assim t\u00e3o numerosas desde que, h\u00e1 25 anos, foi publicado pela primeira vez este estudo bienal. A extens\u00e3o do documento demostra claramente como as coisas n\u00e3o est\u00e3o indo bem. De fato, em um quarto de s\u00e9culo, elas at\u00e9 mesmo pioraram.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o apagar os holofotes\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Isso foi confirmado pelos pr\u00f3prios palestrantes que, ao apresentarem o relat\u00f3rio, pediram que n\u00e3o fossem apagados os holofotes sobre um fen\u00f4meno sempre mais perigoso e talvez fora do controle.<\/p>\n<p>Sandra Sarti, presidente da ACS It\u00e1lia, Regina Lynch, presidente da ACN Internacional, e Alfredo Matovano, subsecret\u00e1rio da Presid\u00eancia do Conselho de Ministros Italiano, moderados por Alessandro Gisotti, vice-diretor da m\u00eddia do Vaticano, expressaram a convic\u00e7\u00e3o compartilhada de que toda a comunidade internacional n\u00e3o pode mais evitar uma interven\u00e7\u00e3o imediata. Sem desviar o olhar.<\/p>\n<p>Atitude tamb\u00e9m encorajada pelo cardeal secret\u00e1rio de Estado Pietro Parolin, que em seu discurso de abertura alertou que \u00e9 &#8220;dever dos governos e das comunidades abster-se de for\u00e7ar algu\u00e9m a violar suas convic\u00e7\u00f5es profundas ou de impedir que algu\u00e9m as viva autenticamente&#8221;.<\/p>\n<h2>Poucos progressos<\/h2>\n<p>Mas ao ler o Relat\u00f3rio \u2014 apresentado pela diretora editorial do documento, Marta Petrosillo \u2014 entende-se como tudo isso \u00e9 sistematicamente desconsiderado. Antes de tudo, porque a pesquisa minuciosa, que analisou 196 na\u00e7\u00f5es no per\u00edodo de janeiro de 2023 a dezembro de 2024, \u201cdocumenta graves viola\u00e7\u00f5es em 62 do total. Desse, 24 s\u00e3o classificados como pa\u00edses de \u2018persegui\u00e7\u00e3o\u2019 e 38 como pa\u00edses de \u2018discrimina\u00e7\u00e3o\u2019\u201d.<\/p>\n<p>S\u00f3 duas na\u00e7\u00f5es \u2013 Cazaquist\u00e3o e Sri Lanka \u2013 registraram melhorias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s edi\u00e7\u00f5es anteriores do estudo. Na maioria dessas na\u00e7\u00f5es, a causa da repress\u00e3o religiosa \u00e9 resultado do autoritarismo: \u201cOs governos recorrem a tecnologias de vigil\u00e2ncia de massa, censura digital, legisla\u00e7\u00f5es injustas e prendem arbitrariamente para atingir as comunidades religiosas independentes. O controle da f\u00e9 se transformou em um instrumento de poder pol\u00edtico\u201d.<\/p>\n<h2>Nacionalismo religioso<\/h2>\n<p>A \u00c1frica e a \u00c1sia tamb\u00e9m sofrem com o aumento do jihadismo e do nacionalismo religioso.\u00a0Segundo o relat\u00f3rio, \u201cem 15 pa\u00edses dos dois continentes, essas s\u00e3o causas principais da persegui\u00e7\u00e3o e, em outros 10, contribuem para a discrimina\u00e7\u00e3o\u201d. O epicentro da viol\u00eancia jihadista parece estar em toda a \u00e1rea de Sahel, onde centenas de milhares de pessoas encontram a morte e onde comunidades e cidades inteiras s\u00e3o deslocadas.<\/p>\n<p>\u201cO nacionalismo \u00e9tcnico-religioso &#8211; acrescenta o relat\u00f3rio &#8211; alimenta, paralelamente, a repress\u00e3o de minorias em algumas \u00e1reas da \u00c1sia. Estamos diante, em alguns casos, de uma \u2018persegui\u00e7\u00e3o h\u00edbrida\u2019, uma combina\u00e7\u00e3o de leis discriminat\u00f3rias e viol\u00eancia perpetrada por civis, mas encorajada pela ret\u00f3rica pol\u00edtica\u201d.<\/p>\n<h2>A causa das guerras<\/h2>\n<p>Os conflitos que est\u00e3o ensanguentando o mundo, como aqueles na Ucr\u00e2nia, no Mianmar e em Gaza, deram um impulso sem precedentes \u00e0 viola\u00e7\u00e3o da liberdade religiosa. \u201cAs guerras geraram um crise silenciosa de deslocamento. No Sahel, por exemplo, aldeias inteiras foram destru\u00eddas por mil\u00edcias isl\u00e2micas.\u00a0 Em tudo isso, tamb\u00e9m se insere o crime organizado que emergiu como um novo agente de persegui\u00e7\u00e3o: grupos armados matam ou sequestram l\u00edderes religiosos e extorquem dinheiro das par\u00f3quias para exercitar o controle territorial\u201d.<\/p>\n<h2>Europa e Am\u00e9rica do Norte tamb\u00e9m atacadas<\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m na Europa e na Am\u00e9rica do Norte a liberdade religiosa \u00e9 severa e constantemente atacada. Para se ter uma ideia sobre isso, basta observar os dados: \u201cEm 2023, a Fran\u00e7a registrou quase mil ataques a igrejas. Na Gr\u00e9cia, foram verificados outros 600 atos de vandalismo. N\u00fameros semelhantes foram registrados tamb\u00e9m na Espanha, na It\u00e1lia e nos Estados Unidos\u201d.<\/p>\n<p>Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre, pela primeira vez, lan\u00e7ou uma peti\u00e7\u00e3o global, afirmaram os organizadores, para que \u201cos governos e as organiza\u00e7\u00f5es internacionais garantam a prote\u00e7\u00e3o efetiva do artigo 18 da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, que reconhece, a todas as pessoas, o direito \u00e0 liberdade de pensamento, de consci\u00eancia e de religi\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi apresentado em Roma o relat\u00f3rio de 2025 da funda\u00e7\u00e3o pontif\u00edcia Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre. Segundo os dados, mais de 5,4 bilh\u00f5es de pessoas vivem em na\u00e7\u00f5es onde o direito de expressar livremente a pr\u00f3pria f\u00e9 \u00e9 sistematicamente negado. O autoritarismo dos governos \u00e9 uma amea\u00e7a global. 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S\u00e3o 1.200 p\u00e1ginas &#8211; nunca assim t\u00e3o numerosas desde que, h\u00e1 25 anos, foi publicado pela primeira vez este estudo bienal. A extens\u00e3o do documento demostra claramente como as coisas n\u00e3o est\u00e3o indo bem. De fato, em um quarto de s\u00e9culo, elas at\u00e9 mesmo pioraram. N\u00e3o apagar os holofotes\u00a0 Isso foi confirmado pelos pr\u00f3prios palestrantes que, ao apresentarem o relat\u00f3rio, pediram que n\u00e3o fossem apagados os holofotes sobre um fen\u00f4meno sempre mais perigoso e talvez fora do controle. Sandra Sarti, presidente da ACS It\u00e1lia, Regina Lynch, presidente da ACN Internacional, e Alfredo Matovano, subsecret\u00e1rio da Presid\u00eancia do Conselho de Ministros Italiano, moderados por Alessandro Gisotti, vice-diretor da m\u00eddia do Vaticano, expressaram a convic\u00e7\u00e3o compartilhada de que toda a comunidade internacional n\u00e3o pode mais evitar uma interven\u00e7\u00e3o imediata. Sem desviar o olhar. 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O epicentro da viol\u00eancia jihadista parece estar em toda a \u00e1rea de Sahel, onde centenas de milhares de pessoas encontram a morte e onde comunidades e cidades inteiras s\u00e3o deslocadas. \u201cO nacionalismo \u00e9tcnico-religioso &#8211; acrescenta o relat\u00f3rio &#8211; alimenta, paralelamente, a repress\u00e3o de minorias em algumas \u00e1reas da \u00c1sia. Estamos diante, em alguns casos, de uma \u2018persegui\u00e7\u00e3o h\u00edbrida\u2019, uma combina\u00e7\u00e3o de leis discriminat\u00f3rias e viol\u00eancia perpetrada por civis, mas encorajada pela ret\u00f3rica pol\u00edtica\u201d. A causa das guerras Os conflitos que est\u00e3o ensanguentando o mundo, como aqueles na Ucr\u00e2nia, no Mianmar e em Gaza, deram um impulso sem precedentes \u00e0 viola\u00e7\u00e3o da liberdade religiosa. \u201cAs guerras geraram um crise silenciosa de deslocamento. No Sahel, por exemplo, aldeias inteiras foram destru\u00eddas por mil\u00edcias isl\u00e2micas.\u00a0 Em tudo isso, tamb\u00e9m se insere o crime organizado que emergiu como um novo agente de persegui\u00e7\u00e3o: grupos armados matam ou sequestram l\u00edderes religiosos e extorquem dinheiro das par\u00f3quias para exercitar o controle territorial\u201d. Europa e Am\u00e9rica do Norte tamb\u00e9m atacadas Tamb\u00e9m na Europa e na Am\u00e9rica do Norte a liberdade religiosa \u00e9 severa e constantemente atacada. Para se ter uma ideia sobre isso, basta observar os dados: \u201cEm 2023, a Fran\u00e7a registrou quase mil ataques a igrejas. Na Gr\u00e9cia, foram verificados outros 600 atos de vandalismo. N\u00fameros semelhantes foram registrados tamb\u00e9m na Espanha, na It\u00e1lia e nos Estados Unidos\u201d. Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre, pela primeira vez, lan\u00e7ou uma peti\u00e7\u00e3o global, afirmaram os organizadores, para que \u201cos governos e as organiza\u00e7\u00f5es internacionais garantam a prote\u00e7\u00e3o efetiva do artigo 18 da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, que reconhece, a todas as pessoas, o direito \u00e0 liberdade de pensamento, de consci\u00eancia e de religi\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":31575,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-31574","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31574","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31574"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31574\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31575"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31574"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31574"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31574"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}