{"id":31596,"date":"2025-10-27T10:30:43","date_gmt":"2025-10-27T10:30:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=31596"},"modified":"2025-10-27T11:08:27","modified_gmt":"2025-10-27T11:08:27","slug":"nao-seremos-salvos-ostentanto-meritos-mas-pedindo-perdao-pelos-pecados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/nao-seremos-salvos-ostentanto-meritos-mas-pedindo-perdao-pelos-pecados\/","title":{"rendered":"N\u00e3o seremos salvos ostentando m\u00e9ritos, mas pedindo perd\u00e3o pelos pecados"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o da missa na Bas\u00edlica Vaticana, o Papa rezou o Angelus da janela de seu escrit\u00f3rio com milhares de fi\u00e9is reunidos na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro.\u00a0 Antes de ora\u00e7\u00e3o mariana, comentou o Evangelho deste 30\u00ba Domingo do Tempo Comum (cf.\u00a0<i>Lc<\/i>\u00a018, 9-14), que apresenta dois personagens que rezam no Templo, um fariseu e um publicano.<\/p>\n<p>O primeiro ostenta uma longa lista de m\u00e9ritos. As boas obras que realiza s\u00e3o muitas e, por isso, considera-se melhor do que os outros, a quem julga com desd\u00e9m. A sua atitude \u00e9 claramente presun\u00e7osa: observa rigorosamente a Lei, mas \u00e9 pobre em amor e miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>O publicano tamb\u00e9m reza, mas de forma diferente. H\u00e1 muito nele a ser perdoado, pois \u00e9 um cobrador de impostos ao servi\u00e7o do Imp\u00e9rio Romano. No entanto, no final da par\u00e1bola, Jesus diz que, entre os dois, \u00e9 ele quem volta para casa \u201cjustificado\u201d, ou seja, perdoado e renovado pelo encontro com Deus.<\/p>\n<h2>N\u00e3o tenhamos medo de reconhecer nossos erros!<\/h2>\n<p>O Papa Le\u00e3o explicou que isso acontece, em primeiro lugar, porque o publicano tem a coragem e a humildade de se apresentar diante de Deus n\u00e3o obstante os olhares severos e os julgamentos mordazes. Coloca-se diante do Senhor, pronunciando poucas palavras: &#8220;\u00d3 Deus, tem piedade de mim, que sou pecador&#8221;.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cAssim, Jesus transmite-nos uma mensagem poderosa: n\u00e3o \u00e9 ostentando os nossos m\u00e9ritos que nos salvamos, nem escondendo os nossos erros, mas apresentando-nos tal como somos, honestamente, diante de Deus, de n\u00f3s mesmos e dos outros, pedindo perd\u00e3o e confiando na gra\u00e7a do Senhor.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A exorta\u00e7\u00e3o do Pont\u00edfice \u00e9 para que fa\u00e7amos o mesmo: &#8220;N\u00e3o tenhamos medo de reconhecer os nossos erros, de os expor, assumindo a responsabilidade por eles e confiando-os \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus. Deste modo, poder\u00e1 crescer, em n\u00f3s e \u00e0 nossa volta, o seu Reino, que n\u00e3o pertence aos soberbos, mas aos humildes. (&#8230;) Pe\u00e7amos a Maria, modelo de santidade, que nos ajude a crescer nessas virtudes&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o da missa na Bas\u00edlica Vaticana, o Papa rezou o Angelus da janela de seu escrit\u00f3rio com milhares de fi\u00e9is reunidos na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro.\u00a0 Antes de ora\u00e7\u00e3o mariana, comentou o Evangelho deste 30\u00ba Domingo do Tempo Comum (cf.\u00a0Lc\u00a018, 9-14), que apresenta dois personagens que rezam no Templo, um fariseu e um publicano. O primeiro ostenta uma longa lista de m\u00e9ritos. As boas obras que realiza s\u00e3o muitas e, por isso, considera-se melhor do que os outros, a quem julga com desd\u00e9m. A sua atitude \u00e9 claramente presun\u00e7osa: observa rigorosamente a Lei, mas \u00e9 pobre em amor e miseric\u00f3rdia. O publicano tamb\u00e9m reza, mas de forma diferente. H\u00e1 muito nele a ser perdoado, pois \u00e9 um cobrador de impostos ao servi\u00e7o do Imp\u00e9rio Romano. No entanto, no final da par\u00e1bola, Jesus diz que, entre os dois, \u00e9 ele quem volta para casa \u201cjustificado\u201d, ou seja, perdoado e renovado pelo encontro com Deus. N\u00e3o tenhamos medo de reconhecer nossos erros! O Papa Le\u00e3o explicou que isso acontece, em primeiro lugar, porque o publicano tem a coragem e a humildade de se apresentar diante de Deus n\u00e3o obstante os olhares severos e os julgamentos mordazes. Coloca-se diante do Senhor, pronunciando poucas palavras: &#8220;\u00d3 Deus, tem piedade de mim, que sou pecador&#8221;. \u201cAssim, Jesus transmite-nos uma mensagem poderosa: n\u00e3o \u00e9 ostentando os nossos m\u00e9ritos que nos salvamos, nem escondendo os nossos erros, mas apresentando-nos tal como somos, honestamente, diante de Deus, de n\u00f3s mesmos e dos outros, pedindo perd\u00e3o e confiando na gra\u00e7a do Senhor.\u201d A exorta\u00e7\u00e3o do Pont\u00edfice \u00e9 para que fa\u00e7amos o mesmo: &#8220;N\u00e3o tenhamos medo de reconhecer os nossos erros, de os expor, assumindo a responsabilidade por eles e confiando-os \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus. Deste modo, poder\u00e1 crescer, em n\u00f3s e \u00e0 nossa volta, o seu Reino, que n\u00e3o pertence aos soberbos, mas aos humildes. 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