{"id":31705,"date":"2025-11-22T16:27:50","date_gmt":"2025-11-22T16:27:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=31705"},"modified":"2025-11-22T16:27:50","modified_gmt":"2025-11-22T16:27:50","slug":"liturgia-o-animador-do-canto-da-assembleia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/liturgia-o-animador-do-canto-da-assembleia\/","title":{"rendered":"Liturgia: O animador do canto da assembleia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Secretariado Diocesano da Liturgia<\/strong><\/p>\n<p>\u00ab\u00c9 conveniente que haja um\u00a0<strong>cantor<\/strong>\u00a0ou\u00a0<strong>mestre de coro<\/strong>\u00a0encarregado de dirigir e sustentar o canto do povo. Na falta do coro<em>\u00a0(<\/em><em>schola)<\/em>, compete ao cantor dirigir os diversos c\u00e2nticos, fazendo o povo participar na parte que lhe corresponde\u00bb (IGMR 104).<\/p>\n<p>Deste modo, a IGMR define a figura do animador do canto da assembleia em duas circunst\u00e2ncias completamente diferentes: com coro e sem coro.<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o pastoral de que em cada par\u00f3quia haja um coro e, se poss\u00edvel, em cada celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, mesmo que seja um pequeno coro (s\u00f3 de homens, s\u00f3 de senhoras, enfim, conforme as possibilidades), corresponde a um desejo da Igreja, frequentemente expresso. Mas essa riqueza desej\u00e1vel n\u00e3o dispensa o\u00a0<strong>animador do canto<\/strong>\u00a0da assembleia. Em determinadas condi\u00e7\u00f5es, nomeadamente as relacionadas com a coloca\u00e7\u00e3o do coro, esta tarefa poder\u00e1 ser assumida pelo diretor do coro. Noutras, exigir\u00e1 uma outra pessoa. Pensar num animador do canto da assembleia \u00e9 partir do pressuposto de que a assembleia canta. Isto quer dizer que este minist\u00e9rio \u00e9, de si, pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p>Mas, em muitas circunst\u00e2ncias, trata-se de um servi\u00e7o indispens\u00e1vel para que a celebra\u00e7\u00e3o seja efetivamente cantada. A Instru\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Musicam Sacram<\/em>\u00a0previu j\u00e1 este minist\u00e9rio, nesta conjuntura:<\/p>\n<p>\u201c<em>Procure-se, sobretudo, onde n\u00e3o haja possibilidades de formar ao menos um pequeno coro, que um ou dois cantores\u00a0<strong>bem formados<\/strong>\u00a0possam assegurar alguns c\u00e2nticos mais simples com a participa\u00e7\u00e3o do povo, e dirigir e aguentar o canto dos fi\u00e9is<\/em>\u201d (<em>MS<\/em>\u00a021: EDREL 531).<\/p>\n<p>Assim nos apresentam os documentos da Igreja a figura do animador do canto da assembleia. A sua fun\u00e7\u00e3o primeira \u00e9 dirigir o canto da assembleia, sem substituir o coro. Eventualmente, numa situa\u00e7\u00e3o que dever\u00e1 considerar-se excecional, substitui o coro, cantando as partes que a este competem.<\/p>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do animador come\u00e7a muito antes da celebra\u00e7\u00e3o.\u00a0 Dever\u00e1 articular-se com os outros ministros: leitores, ac\u00f3litos e, particularmente, com o presidente. Procurar\u00e1 conhecer a assembleia, observando os seus h\u00e1bitos, capacidades e aptid\u00f5es. Encontrar-se-\u00e1 com outros elementos que desempenham um servi\u00e7o musical na celebra\u00e7\u00e3o: coro, diretor do coro, salmista, organista, etc\u2026 Estudar\u00e1 as propostas da liturgia: o ritmo da celebra\u00e7\u00e3o, a din\u00e2mica dos tempos lit\u00fargicos. Elaborar\u00e1 um programa amplo e adequado de c\u00e2nticos, tendo em conta os tempos e as festas lit\u00fargicas, os momentos rituais da celebra\u00e7\u00e3o, as possibilidades da assembleia e de outros intervenientes. Decidir\u00e1, finalmente, o que vai ser cantado, obedecendo a alguns\u00a0<strong>crit\u00e9rios<\/strong>\u00a0objetivos. A cada c\u00e2ntico aplicar\u00e1:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Um ju\u00edzo sobre o texto<\/strong>, quer do ponto de vista liter\u00e1rio, quer teol\u00f3gico, quer lit\u00fargico. Excetuando os textos b\u00edblicos ou lit\u00fargicos, alguns dos que se apresentam n\u00e3o s\u00f3 ofendem as mais elementares regras liter\u00e1rias, como apresentam, por vezes, confus\u00f5es doutrinais (no m\u00ednimo!), ou n\u00e3o passam de desabafos sentimentalistas, de ocas impress\u00f5es religiosas. Outros que poder\u00e3o ser admitidos nas devo\u00e7\u00f5es, celebra\u00e7\u00f5es mais livres, n\u00e3o dever\u00e3o ter lugar na liturgia eucar\u00edstica.<\/li>\n<li><strong>Um ju\u00edzo musical<\/strong>. Este ju\u00edzo n\u00e3o se torna f\u00e1cil, a n\u00e3o ser por algu\u00e9m bem formado. Com efeito, a m\u00fasica comercial matraqueia quotidianamente os nossos ouvidos, deixando as suas marcas. A qualidade deve ser exigida. O animador n\u00e3o deve entrar na banalidade pela porta da facilidade.<\/li>\n<li><strong>Um ju\u00edzo lit\u00fargico<\/strong>. Cada tempo lit\u00fargico tem a sua cor, cada momento celebrativo tem a sua express\u00e3o pr\u00f3pria. H\u00e1 que escolher os c\u00e2nticos adequados. \u201c<em>N\u00e3o cantamos durante a Missa, mas cantamos a Missa<\/em>\u201d.<\/li>\n<li><strong>Um ju\u00edzo pastoral<\/strong>. Importa ver se um determinado repert\u00f3rio est\u00e1 adaptado a esta assembleia, a este coro, a este cantor. O animador n\u00e3o pode contar, apenas, com o seu gosto pessoal. Est\u00e1 ao servi\u00e7o da assembleia que celebra, da Igreja que reza.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Secretariado Diocesano da Liturgia \u00ab\u00c9 conveniente que haja um\u00a0cantor\u00a0ou\u00a0mestre de coro\u00a0encarregado de dirigir e sustentar o canto do povo. Na falta do coro\u00a0(schola), compete ao cantor dirigir os diversos c\u00e2nticos, fazendo o povo participar na parte que lhe corresponde\u00bb (IGMR 104). Deste modo, a IGMR define a figura do animador do canto da assembleia em duas circunst\u00e2ncias completamente diferentes: com coro e sem coro. O esfor\u00e7o pastoral de que em cada par\u00f3quia haja um coro e, se poss\u00edvel, em cada celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, mesmo que seja um pequeno coro (s\u00f3 de homens, s\u00f3 de senhoras, enfim, conforme as possibilidades), corresponde a um desejo da Igreja, frequentemente expresso. Mas essa riqueza desej\u00e1vel n\u00e3o dispensa o\u00a0animador do canto\u00a0da assembleia. Em determinadas condi\u00e7\u00f5es, nomeadamente as relacionadas com a coloca\u00e7\u00e3o do coro, esta tarefa poder\u00e1 ser assumida pelo diretor do coro. Noutras, exigir\u00e1 uma outra pessoa. Pensar num animador do canto da assembleia \u00e9 partir do pressuposto de que a assembleia canta. Isto quer dizer que este minist\u00e9rio \u00e9, de si, pedag\u00f3gico. Mas, em muitas circunst\u00e2ncias, trata-se de um servi\u00e7o indispens\u00e1vel para que a celebra\u00e7\u00e3o seja efetivamente cantada. A Instru\u00e7\u00e3o\u00a0Musicam Sacram\u00a0previu j\u00e1 este minist\u00e9rio, nesta conjuntura: \u201cProcure-se, sobretudo, onde n\u00e3o haja possibilidades de formar ao menos um pequeno coro, que um ou dois cantores\u00a0bem formados\u00a0possam assegurar alguns c\u00e2nticos mais simples com a participa\u00e7\u00e3o do povo, e dirigir e aguentar o canto dos fi\u00e9is\u201d (MS\u00a021: EDREL 531). Assim nos apresentam os documentos da Igreja a figura do animador do canto da assembleia. A sua fun\u00e7\u00e3o primeira \u00e9 dirigir o canto da assembleia, sem substituir o coro. Eventualmente, numa situa\u00e7\u00e3o que dever\u00e1 considerar-se excecional, substitui o coro, cantando as partes que a este competem. A atua\u00e7\u00e3o do animador come\u00e7a muito antes da celebra\u00e7\u00e3o.\u00a0 Dever\u00e1 articular-se com os outros ministros: leitores, ac\u00f3litos e, particularmente, com o presidente. Procurar\u00e1 conhecer a assembleia, observando os seus h\u00e1bitos, capacidades e aptid\u00f5es. Encontrar-se-\u00e1 com outros elementos que desempenham um servi\u00e7o musical na celebra\u00e7\u00e3o: coro, diretor do coro, salmista, organista, etc\u2026 Estudar\u00e1 as propostas da liturgia: o ritmo da celebra\u00e7\u00e3o, a din\u00e2mica dos tempos lit\u00fargicos. Elaborar\u00e1 um programa amplo e adequado de c\u00e2nticos, tendo em conta os tempos e as festas lit\u00fargicas, os momentos rituais da celebra\u00e7\u00e3o, as possibilidades da assembleia e de outros intervenientes. Decidir\u00e1, finalmente, o que vai ser cantado, obedecendo a alguns\u00a0crit\u00e9rios\u00a0objetivos. A cada c\u00e2ntico aplicar\u00e1: Um ju\u00edzo sobre o texto, quer do ponto de vista liter\u00e1rio, quer teol\u00f3gico, quer lit\u00fargico. Excetuando os textos b\u00edblicos ou lit\u00fargicos, alguns dos que se apresentam n\u00e3o s\u00f3 ofendem as mais elementares regras liter\u00e1rias, como apresentam, por vezes, confus\u00f5es doutrinais (no m\u00ednimo!), ou n\u00e3o passam de desabafos sentimentalistas, de ocas impress\u00f5es religiosas. Outros que poder\u00e3o ser admitidos nas devo\u00e7\u00f5es, celebra\u00e7\u00f5es mais livres, n\u00e3o dever\u00e3o ter lugar na liturgia eucar\u00edstica. Um ju\u00edzo musical. Este ju\u00edzo n\u00e3o se torna f\u00e1cil, a n\u00e3o ser por algu\u00e9m bem formado. Com efeito, a m\u00fasica comercial matraqueia quotidianamente os nossos ouvidos, deixando as suas marcas. A qualidade deve ser exigida. O animador n\u00e3o deve entrar na banalidade pela porta da facilidade. Um ju\u00edzo lit\u00fargico. Cada tempo lit\u00fargico tem a sua cor, cada momento celebrativo tem a sua express\u00e3o pr\u00f3pria. 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