{"id":31904,"date":"2026-01-14T11:38:43","date_gmt":"2026-01-14T11:38:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=31904"},"modified":"2026-01-21T10:48:40","modified_gmt":"2026-01-21T10:48:40","slug":"o-papa-leao-xiv-jesus-cristo-transforma-a-relacao-do-homem-com-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/o-papa-leao-xiv-jesus-cristo-transforma-a-relacao-do-homem-com-deus\/","title":{"rendered":"O Papa Le\u00e3o XIV: Jesus Cristo transforma a rela\u00e7\u00e3o do homem com Deus"},"content":{"rendered":"<p>O Papa Le\u00e3o XIV encontrou-se na manh\u00e3 desta quarta-feira (14\/01) com os fi\u00e9is e peregrinos durante a Audi\u00eancia Geral na Sala Paulo VI. O Santo Padre, como disse na semana passada, iniciou a s\u00e9rie de catequeses sobre o Conc\u00edlio Vaticano II. Nesta quarta-feira come\u00e7ou a aprofundar a Constitui\u00e7\u00e3o Dogm\u00e1tica\u00a0<i>Dei Verbum<\/i>\u00a0sobre a divina Revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Trata-se &#8211; disse o Pont\u00edfice -, de um dos documentos mais belos e importantes do Conc\u00edlio, e para introduzi-lo, pode ser \u00fatil recordar as palavras de Jesus: &#8220;J\u00e1 n\u00e3o vos chamo servos, porque o servo n\u00e3o sabe o que faz o seu senhor; chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai&#8221; (<i>Jo<\/i>\u00a015,15).<\/p>\n<p><i>&#8220;Este \u00e9 um ponto fundamental da f\u00e9 crist\u00e3, que a Dei Verbum nos recorda: Jesus Cristo transforma radicalmente a rela\u00e7\u00e3o do homem com Deus; a partir de agora, ser\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de amizade. Por isso, a \u00fanica condi\u00e7\u00e3o da nova alian\u00e7a \u00e9 o amor&#8221;.<\/i><\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica\u00a0<i>Dei Verbum<\/i>\u00a0recorda-nos que Jesus Cristo mudou radicalmente a rela\u00e7\u00e3o do ser humano com Deus, transformando-a em alian\u00e7a de amor.<\/p>\n<p>O Santo Padre, recordando Santo Agostinho que comenta a passagem do Quarto Evangelho, de Jo\u00e3o, &#8220;insiste na perspetiva da gra\u00e7a, que s\u00f3 nos pode tornar amigos de Deus no seu Filho. De fato, um antigo lema dizia: \u201c<i>Amicitia aut pares invenit, aut facit<\/i>\u201d, \u201ca amizade surge entre iguais ou torna-nos iguais\u201d. N\u00e3o somos iguais a Deus, mas o pr\u00f3prio Deus nos torna semelhantes a Ele no seu Filho&#8221;.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, podemos constatar ao longo das Escrituras, h\u00e1 um momento inicial de afastamento na Alian\u00e7a, pois o pacto entre Deus e o homem permanece sempre assim\u00e9trico:<\/p>\n<p><i>&#8220;Deus \u00e9 Deus e n\u00f3s somos criaturas; mas, com a vinda do Filho em carne humana, a Alian\u00e7a abre-se ao seu objetivo final: em Jesus, Deus faz-nos filhos e chama-nos a tornarmo-nos semelhantes a Ele na nossa fr\u00e1gil humanidade&#8221;.<\/i><\/p>\n<p>Em seguida o Papa Le\u00e3o destacou que as palavras do Senhor Jesus que recordamos \u2014 \u201cEu vos chamei amigos\u201d \u2014 repetem-se precisamente na Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0<i>Dei Verbum<\/i>, que afirma: &#8220;Em virtude desta revela\u00e7\u00e3o, Deus invis\u00edvel, na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos e convive com eles, para os convidar e admitir \u00e0 comunh\u00e3o com Ele&#8221;.<\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0<i>Dei Verbum<\/i>\u00a0tamb\u00e9m nos recorda isto: Deus fala conosco. \u00c9 importante compreender a diferen\u00e7a entre a palavra e a conversa de circunst\u00e2ncia, disse Le\u00e3o XIV. Esta \u00faltima permanece superficial e n\u00e3o cria comunh\u00e3o entre as pessoas, enquanto que, nas rela\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas, a palavra serve n\u00e3o s\u00f3 para trocar informa\u00e7\u00f5es e not\u00edcias, mas para revelar quem somos. &#8220;A palavra possui uma dimens\u00e3o reveladora que cria uma rela\u00e7\u00e3o com o outro. Assim, ao falar connosco, Deus revela-se como um Aliado que nos convida \u00e0 amizade com Ele&#8221;.<\/p>\n<p><i>&#8220;Nesta perspetiva, a primeira atitude a cultivar \u00e9 a escuta, para que a Palavra divina possa penetrar nas nossas mentes e cora\u00e7\u00f5es; ao mesmo tempo, somos chamados a falar com Deus, n\u00e3o para Lhe comunicar o que Ele j\u00e1 sabe, mas para nos revelarmos a n\u00f3s mesmos&#8221;.<\/i><\/p>\n<p>Da\u00ed &#8211; continuou o Papa -, a necessidade da ora\u00e7\u00e3o, em que somos chamados a viver e a cultivar a amizade com o Senhor. Isto concretiza-se principalmente na ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica e comunit\u00e1ria, onde n\u00e3o decidimos o que ouvir da Palavra de Deus, mas sim Ele pr\u00f3prio nos fala atrav\u00e9s da Igreja. Al\u00e9m disso, realiza-se na ora\u00e7\u00e3o pessoal, que acontece no cora\u00e7\u00e3o e na mente.<\/p>\n<p>Le\u00e3o XIV concluiu recordando que o dia e a semana de um crist\u00e3o n\u00e3o podem ser desprovidos de tempo dedicado \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, \u00e0 medita\u00e7\u00e3o e \u00e0 reflex\u00e3o. &#8220;S\u00f3 quando falamos\u00a0<i>com<\/i>\u00a0Deus podemos tamb\u00e9m falar\u00a0<i>de<\/i>\u00a0Deus&#8221;.<\/p>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"embed-container\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papa Le\u00e3o XIV encontrou-se na manh\u00e3 desta quarta-feira (14\/01) com os fi\u00e9is e peregrinos durante a Audi\u00eancia Geral na Sala Paulo VI. O Santo Padre, como disse na semana passada, iniciou a s\u00e9rie de catequeses sobre o Conc\u00edlio Vaticano II. Nesta quarta-feira come\u00e7ou a aprofundar a Constitui\u00e7\u00e3o Dogm\u00e1tica\u00a0Dei Verbum\u00a0sobre a divina Revela\u00e7\u00e3o. Trata-se &#8211; disse o Pont\u00edfice -, de um dos documentos mais belos e importantes do Conc\u00edlio, e para introduzi-lo, pode ser \u00fatil recordar as palavras de Jesus: &#8220;J\u00e1 n\u00e3o vos chamo servos, porque o servo n\u00e3o sabe o que faz o seu senhor; chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai&#8221; (Jo\u00a015,15). &#8220;Este \u00e9 um ponto fundamental da f\u00e9 crist\u00e3, que a Dei Verbum nos recorda: Jesus Cristo transforma radicalmente a rela\u00e7\u00e3o do homem com Deus; a partir de agora, ser\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de amizade. Por isso, a \u00fanica condi\u00e7\u00e3o da nova alian\u00e7a \u00e9 o amor&#8221;. A Constitui\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica\u00a0Dei Verbum\u00a0recorda-nos que Jesus Cristo mudou radicalmente a rela\u00e7\u00e3o do ser humano com Deus, transformando-a em alian\u00e7a de amor. O Santo Padre, recordando Santo Agostinho que comenta a passagem do Quarto Evangelho, de Jo\u00e3o, &#8220;insiste na perspetiva da gra\u00e7a, que s\u00f3 nos pode tornar amigos de Deus no seu Filho. De fato, um antigo lema dizia: \u201cAmicitia aut pares invenit, aut facit\u201d, \u201ca amizade surge entre iguais ou torna-nos iguais\u201d. N\u00e3o somos iguais a Deus, mas o pr\u00f3prio Deus nos torna semelhantes a Ele no seu Filho&#8221;. Por esta raz\u00e3o, podemos constatar ao longo das Escrituras, h\u00e1 um momento inicial de afastamento na Alian\u00e7a, pois o pacto entre Deus e o homem permanece sempre assim\u00e9trico: &#8220;Deus \u00e9 Deus e n\u00f3s somos criaturas; mas, com a vinda do Filho em carne humana, a Alian\u00e7a abre-se ao seu objetivo final: em Jesus, Deus faz-nos filhos e chama-nos a tornarmo-nos semelhantes a Ele na nossa fr\u00e1gil humanidade&#8221;. Em seguida o Papa Le\u00e3o destacou que as palavras do Senhor Jesus que recordamos \u2014 \u201cEu vos chamei amigos\u201d \u2014 repetem-se precisamente na Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0Dei Verbum, que afirma: &#8220;Em virtude desta revela\u00e7\u00e3o, Deus invis\u00edvel, na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos e convive com eles, para os convidar e admitir \u00e0 comunh\u00e3o com Ele&#8221;. A Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0Dei Verbum\u00a0tamb\u00e9m nos recorda isto: Deus fala conosco. \u00c9 importante compreender a diferen\u00e7a entre a palavra e a conversa de circunst\u00e2ncia, disse Le\u00e3o XIV. Esta \u00faltima permanece superficial e n\u00e3o cria comunh\u00e3o entre as pessoas, enquanto que, nas rela\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas, a palavra serve n\u00e3o s\u00f3 para trocar informa\u00e7\u00f5es e not\u00edcias, mas para revelar quem somos. &#8220;A palavra possui uma dimens\u00e3o reveladora que cria uma rela\u00e7\u00e3o com o outro. Assim, ao falar connosco, Deus revela-se como um Aliado que nos convida \u00e0 amizade com Ele&#8221;. &#8220;Nesta perspetiva, a primeira atitude a cultivar \u00e9 a escuta, para que a Palavra divina possa penetrar nas nossas mentes e cora\u00e7\u00f5es; ao mesmo tempo, somos chamados a falar com Deus, n\u00e3o para Lhe comunicar o que Ele j\u00e1 sabe, mas para nos revelarmos a n\u00f3s mesmos&#8221;. Da\u00ed &#8211; continuou o Papa -, a necessidade da ora\u00e7\u00e3o, em que somos chamados a viver e a cultivar a amizade com o Senhor. Isto concretiza-se principalmente na ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica e comunit\u00e1ria, onde n\u00e3o decidimos o que ouvir da Palavra de Deus, mas sim Ele pr\u00f3prio nos fala atrav\u00e9s da Igreja. Al\u00e9m disso, realiza-se na ora\u00e7\u00e3o pessoal, que acontece no cora\u00e7\u00e3o e na mente. 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