{"id":31999,"date":"2026-02-09T11:20:11","date_gmt":"2026-02-09T11:20:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=31999"},"modified":"2026-02-09T11:20:11","modified_gmt":"2026-02-09T11:20:11","slug":"a-saudade-e-uma-dor-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/a-saudade-e-uma-dor-do-amor\/","title":{"rendered":"A saudade \u00e9 uma dor do amor"},"content":{"rendered":"<p>O amor que um dia foi verdade nunca desaparece. Pode afundar-se dentro de um cora\u00e7\u00e3o ao ponto de j\u00e1 ningu\u00e9m, nem o pr\u00f3prio, o ver. Mas n\u00e3o morre, porque o amor n\u00e3o morre, nunca. Bastar\u00e1 muito pouco para que se manifeste e se revele vivo, apesar de tudo.<\/p>\n<p>\u00c9 doloros\u00edssimo aceitar que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 neste mundo o que h\u00e1, t\u00e3o vivo, em n\u00f3s. O tempo, que quase tudo muda, n\u00e3o muda o amor. O que fica ent\u00e3o? A saudade, que congrega tr\u00eas dimens\u00f5es distintas:<\/p>\n<p>\u2013 Uma alegria pura e uma dor profunda por sermos senhores de viver algo raro;<\/p>\n<p>\u2013 A vontade imensa de voltar para junto da fonte de onde brotou a raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a;<\/p>\n<p>\u2013 A certeza amarga de que \u00e9 imposs\u00edvel voltar a viver, mas que, apesar de tudo, ainda tudo \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Alguns de n\u00f3s deixam-se ficar numa destas facetas, outros vivem uma a uma sucessivamente, outros ainda n\u00e3o sabem sequer identificar aquilo que o amor lhes pede agora, depois de lhes ter dado tudo.<\/p>\n<p>O amor faz-me ser quem sou. Se h\u00e1 algo ou algu\u00e9m que amo que deixa de estar perto, ent\u00e3o come\u00e7a o tempo da luta para encontrar a verdade de que, por mais que n\u00e3o pare\u00e7a, o nosso amor existe; a dor prova-o com grande evid\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o estou s\u00f3, porque amo. \u00c9 quando estou mais longe deste mundo que mais sinto aqueles que amo. N\u00e3o \u00e9 bom\u2026 nem mau. \u00c9 assim. \u00c9 amor.<\/p>\n<p>Cada um de n\u00f3s \u00e9 um amor no tempo.<\/p>\n<p>O tempo acabar\u00e1; o amor, n\u00e3o.<\/p>\n<p>(\u00a9 iMissio)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O amor que um dia foi verdade nunca desaparece. Pode afundar-se dentro de um cora\u00e7\u00e3o ao ponto de j\u00e1 ningu\u00e9m, nem o pr\u00f3prio, o ver. Mas n\u00e3o morre, porque o amor n\u00e3o morre, nunca. Bastar\u00e1 muito pouco para que se manifeste e se revele vivo, apesar de tudo. \u00c9 doloros\u00edssimo aceitar que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 neste mundo o que h\u00e1, t\u00e3o vivo, em n\u00f3s. O tempo, que quase tudo muda, n\u00e3o muda o amor. O que fica ent\u00e3o? A saudade, que congrega tr\u00eas dimens\u00f5es distintas: \u2013 Uma alegria pura e uma dor profunda por sermos senhores de viver algo raro; \u2013 A vontade imensa de voltar para junto da fonte de onde brotou a raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a; \u2013 A certeza amarga de que \u00e9 imposs\u00edvel voltar a viver, mas que, apesar de tudo, ainda tudo \u00e9 poss\u00edvel. Alguns de n\u00f3s deixam-se ficar numa destas facetas, outros vivem uma a uma sucessivamente, outros ainda n\u00e3o sabem sequer identificar aquilo que o amor lhes pede agora, depois de lhes ter dado tudo. O amor faz-me ser quem sou. Se h\u00e1 algo ou algu\u00e9m que amo que deixa de estar perto, ent\u00e3o come\u00e7a o tempo da luta para encontrar a verdade de que, por mais que n\u00e3o pare\u00e7a, o nosso amor existe; a dor prova-o com grande evid\u00eancia. N\u00e3o estou s\u00f3, porque amo. \u00c9 quando estou mais longe deste mundo que mais sinto aqueles que amo. N\u00e3o \u00e9 bom\u2026 nem mau. \u00c9 assim. \u00c9 amor. Cada um de n\u00f3s \u00e9 um amor no tempo. O tempo acabar\u00e1; o amor, n\u00e3o. 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