{"id":32091,"date":"2026-02-27T11:10:40","date_gmt":"2026-02-27T11:10:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32091"},"modified":"2026-02-27T11:10:40","modified_gmt":"2026-02-27T11:10:40","slug":"e-pouco-o-que-podemos-controlar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/e-pouco-o-que-podemos-controlar\/","title":{"rendered":"\u00c9 pouco o que podemos controlar"},"content":{"rendered":"<p>Vivemos como se a vida dependesse de n\u00f3s para prosseguir ou para acontecer como acontece.<\/p>\n<p>Vivemos como se f\u00f4ssemos eternos e como se os dias que nos seguem fossem garantidos. Para sempre respir\u00e1veis e para sempre \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esquecemo-nos, frequentemente, da nossa pequenez. Do tanto que sucede apesar de tudo aquilo que somos e desejamos.<\/p>\n<p>Na verdade, \u00e9 pouqu\u00edssimo o que podemos controlar. E a maioria das nossas sensa\u00e7\u00f5es mais negativas surgem, precisamente, desta nossa permanente tentativa. Talvez n\u00e3o apenas o querer controlar, mas tamb\u00e9m a nossa vontade de desejar que a realidade se apresente diferente daquilo que \u00e9.<\/p>\n<p>Claro que \u00e9 inevit\u00e1vel que assim seja. A nossa ilus\u00e3o de ter o controlo do que acontece tamb\u00e9m nos oferece uma sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e de comando. No entanto, \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o passa disso. De uma ilus\u00e3o. E esse v\u00e9u cai de cada vez que a vida nos finta com imprevistos, doen\u00e7as, atitudes inesperadas de algu\u00e9m amado, acidentes, fatalidades, tempestades ou outros dist\u00farbios que tais.<\/p>\n<p>Como viver mais mansamente, ent\u00e3o? Perante aquilo que somos e perante os outros?<\/p>\n<p>Recordar-nos, diariamente, que estamos a ser guiados por Quem sabe. E que, n\u00e3o podendo determinar quase nada do que acontece, podemos ainda assumir a nossa responsabilidade pelo que depende de n\u00f3s e do nosso c\u00edrculo individual ou comunit\u00e1rio. Podemos trabalhar na forma como nos sentimos perante o tanto que nos acontece e desarruma.<\/p>\n<p>Mais: podemos ter a clara certeza de que os v\u00e1rios eventos que nos atropelam, por muito dif\u00edceis que sejam, ter\u00e3o sempre algo importante para nos ensinar ou para revelar.<\/p>\n<p>Saibamos n\u00f3s ver e aprender.<\/p>\n<p>Saibamos n\u00f3s querer ver e querer aprender.<\/p>\n<p>(\u00a9 iMissio,)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos como se a vida dependesse de n\u00f3s para prosseguir ou para acontecer como acontece. Vivemos como se f\u00f4ssemos eternos e como se os dias que nos seguem fossem garantidos. Para sempre respir\u00e1veis e para sempre \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o. Esquecemo-nos, frequentemente, da nossa pequenez. 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Recordar-nos, diariamente, que estamos a ser guiados por Quem sabe. E que, n\u00e3o podendo determinar quase nada do que acontece, podemos ainda assumir a nossa responsabilidade pelo que depende de n\u00f3s e do nosso c\u00edrculo individual ou comunit\u00e1rio. Podemos trabalhar na forma como nos sentimos perante o tanto que nos acontece e desarruma. Mais: podemos ter a clara certeza de que os v\u00e1rios eventos que nos atropelam, por muito dif\u00edceis que sejam, ter\u00e3o sempre algo importante para nos ensinar ou para revelar. Saibamos n\u00f3s ver e aprender. Saibamos n\u00f3s querer ver e querer aprender. 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