{"id":32147,"date":"2026-03-12T10:38:48","date_gmt":"2026-03-12T10:38:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32147"},"modified":"2026-03-12T10:38:48","modified_gmt":"2026-03-12T10:38:48","slug":"conselho-presbiteral-sinodo-e-estatuto-economico-do-clero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/conselho-presbiteral-sinodo-e-estatuto-economico-do-clero\/","title":{"rendered":"Conselho Presbiteral: S\u00ednodo e Estatuto Econ\u00f3mico do Clero"},"content":{"rendered":"<p>No passado dia 11 de fevereiro de 2026, reuniu-se, no Semin\u00e1rio do Bom Pastor, a quinta sess\u00e3o do Conselho Presbiteral da Diocese do Porto (2024-2027). A sess\u00e3o decorreu sob a presid\u00eancia de Sua Ex.\u00aa Rev.ma D. Manuel da Silva Rodrigues Linda e contou com a presen\u00e7a de 27 membros.<\/p>\n<p><strong>Vigil\u00e2ncia:<\/strong><strong>\u00a0centrar-se<\/strong>\u00a0<strong>no<\/strong>\u00a0<strong>essencial<\/strong><\/p>\n<p>A reuni\u00e3o teve in\u00edcio com a ora\u00e7\u00e3o da Hora Interm\u00e9dia \u2013 T\u00e9rcia. A partir da leitura breve, D. Manuel sublinhou a import\u00e2ncia da \u201c<em>vigil\u00e2ncia<\/em>\u201d, termo profundamente b\u00edblico, que implica centrar-se no essencial e deixar de lado o que \u00e9 perif\u00e9rico. Vigiar \u2014 recordou o Bispo do Porto \u2014 \u00e9 sintonizar a vida com uma dire\u00e7\u00e3o concreta: a dire\u00e7\u00e3o de Deus e dos irm\u00e3os. Uma atitude que n\u00e3o pode ficar apenas na inten\u00e7\u00e3o, mas que deve traduzir- se na realidade quotidiana do minist\u00e9rio pastoral.<\/p>\n<p><strong>Sinodalidade\u00a0<\/strong><strong>e corresponsabilidade<\/strong><\/p>\n<p>No per\u00edodo \u201c<em>Antes<\/em><em>\u00a0da Ordem do Dia<\/em>\u201d, D. Manuel destacou o significado desta assembleia em tempo de sinodalidade. Recordou que o conselho \u00e9 um dom do Esp\u00edrito Santo e que o verdadeiro aconselhar n\u00e3o nasce da emo\u00e7\u00e3o, mas da mo\u00e7\u00e3o interior do Esp\u00edrito. Invocando Nossa Senhora, M\u00e3e do Bom Conselho, manifestou o desejo de acolher um discernimento que brote do cora\u00e7\u00e3o e da escuta de Deus.<\/p>\n<p>Entre os pontos abordados, destacou-se a quest\u00e3o da implementa\u00e7\u00e3o dos Conselhos Pastorais Paroquiais ou Interparoquiais. Tendo presente o c\u00e2none 536 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, e ap\u00f3s reflex\u00e3o partilhada, foi colocada \u00e0 vota\u00e7\u00e3o a obrigatoriedade destes Conselhos na Diocese. A proposta foi aprovada por unanimidade.<\/p>\n<p>O Sr. Bispo apelou \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o de todos, sobretudo junto dos sacerdotes que possam sentir maior dificuldade na concretiza\u00e7\u00e3o deste \u00f3rg\u00e3o, sublinhando que os Conselhos Pastorais s\u00e3o express\u00e3o concreta da corresponsabilidade eclesial e da caminhada sinodal.<\/p>\n<p><strong>Ren\u00fancia quaresmal: solidariedade<\/strong>\u00a0<strong>al\u00e9m-fronteiras<\/strong><\/p>\n<p>Foi ainda abordado o destino de parte da verba da ren\u00fancia quaresmal. Entre as hip\u00f3teses sugeridas, referiram-se uma obra dos Passionistas em Angola e uma\u00a0 iniciativa Vicentina na\u00a0 periferia\u00a0 de\u00a0 Maputo, designada \u201c<em>Renascer<\/em><em>\u00a0para a Esperan\u00e7a<\/em>\u201d. Houve tamb\u00e9m quem sugerisse o apoio a realidades nacionais, nomeadamente atrav\u00e9s da C\u00e1ritas. D. Manuel recordou que a Diocese j\u00e1 tem prestado aux\u00edlio, de modo discreto, reafirmando que a caridade n\u00e3o necessita de publicidade para ser aut\u00eantica.<\/p>\n<p><strong>S\u00ednodo<\/strong>\u00a0<strong>Diocesano:\u00a0<\/strong><strong>temas<\/strong>\u00a0<strong>e prioridades<\/strong><\/p>\n<p>Grande parte da sess\u00e3o foi dedicada ao trabalho de grupo em torno de duas quest\u00f5es centrais: os poss\u00edveis temas para o futuro S\u00ednodo Diocesano e os princ\u00edpios orientadores para o Estatuto Econ\u00f3mico do Clero.<\/p>\n<p>No que respeita ao S\u00ednodo, emergiram v\u00e1rias converg\u00eancias: Reorganiza\u00e7\u00e3o eclesial do territ\u00f3rio, tendo em conta a mobilidade social e cultural; Forma\u00e7\u00e3o de disc\u00edpulos e renova\u00e7\u00e3o dos processos de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9; Refor\u00e7o da comunica\u00e7\u00e3o e do di\u00e1logo com o mundo contempor\u00e2neo; Promo\u00e7\u00e3o de uma Igreja mais ministerial e correspons\u00e1vel; Fortalecimento da comunh\u00e3o presbiteral e da pastoral vocacional.<\/p>\n<p>Os diferentes grupos apresentaram propostas de temas e lemas que, embora distintos na formula\u00e7\u00e3o, revelaram sintonia na preocupa\u00e7\u00e3o com a identidade, a miss\u00e3o e a reorganiza\u00e7\u00e3o pastoral da Diocese.<\/p>\n<p><strong>Estatuto<\/strong>\u00a0<strong>Econ\u00f3mico<\/strong>\u00a0<strong>do<\/strong>\u00a0<strong>Clero:<\/strong><strong>\u00a0um passo necess\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>O segundo grande tema da reflex\u00e3o incidiu sobre o Estatuto Econ\u00f3mico do Clero, em continuidade com o trabalho j\u00e1 realizado sobre o Estatuto Econ\u00f3mico da Par\u00f3quia e da Diocese.<\/p>\n<p>Entre as propostas apresentadas, destacou-se: A defini\u00e7\u00e3o de uma remunera\u00e7\u00e3o condigna, situada em torno do sal\u00e1rio m\u00e9dio nacional; O princ\u00edpio de uma remunera\u00e7\u00e3o \u00fanica, proporcional aos servi\u00e7os pastorais prestados; A cria\u00e7\u00e3o de um Fundo Diocesano de Sustenta\u00e7\u00e3o do Clero, destinado a garantir um valor m\u00ednimo a todos os sacerdotes, apoiar comunidades em dificuldade e acompanhar padres em fim de minist\u00e9rio ou em situa\u00e7\u00e3o de fragilidade.<\/p>\n<p>V\u00e1rios grupos sublinharam a necessidade de transpar\u00eancia, justi\u00e7a e corresponsabilidade, bem como a import\u00e2ncia de envolver par\u00f3quias, sacerdotes e Diocese na constru\u00e7\u00e3o de um modelo sustent\u00e1vel e solid\u00e1rio.<\/p>\n<p>D. Manuel reconheceu tratar-se de um tema antigo e complexo, enfrentado j\u00e1 pelos seus antecessores, mas manifestou confian\u00e7a de que \u00e9 poss\u00edvel dar passos concretos, come\u00e7ando pela constitui\u00e7\u00e3o do Fundo Diocesano.<\/p>\n<p><strong>Sinais<\/strong>\u00a0<strong>de<\/strong>\u00a0<strong>esperan\u00e7a: obras<\/strong>\u00a0<strong>no Semin\u00e1rio<\/strong>\u00a0<strong>Maior<\/strong><\/p>\n<p>No encerramento da sess\u00e3o, o Sr. Bispo partilhou uma not\u00edcia significativa: no dia 18 de fevereiro ter\u00e1 in\u00edcio a montagem do estaleiro das obras do Semin\u00e1rio Maior do Porto; a 4 de mar\u00e7o ser\u00e1 assinada a ata de consigna\u00e7\u00e3o, e a 19 de mar\u00e7o, solenidade de S\u00e3o Jos\u00e9, ser\u00e1 j\u00e1 vis\u00edvel a primeira grua. Este avan\u00e7o materializa o compromisso da Diocese com a forma\u00e7\u00e3o dos futuros sacerdotes e foi apresentado como sinal concreto de esperan\u00e7a e de investimento no futuro.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o terminou com um apelo \u00e0 renova\u00e7\u00e3o do empenho em favor do Semin\u00e1rio e ao refor\u00e7o da consci\u00eancia de comunh\u00e3o, para que tamb\u00e9m os bens adquiridos no exerc\u00edcio do minist\u00e9rio, quando deixem de ser necess\u00e1rios, possam continuar ao servi\u00e7o da Diocese.<\/p>\n<p>Num clima de responsabilidade, franqueza e boa disposi\u00e7\u00e3o, o Conselho Presbiteral voltou a afirmar-se como espa\u00e7o privilegiado de escuta, discernimento e constru\u00e7\u00e3o comum ao servi\u00e7o da miss\u00e3o da Igreja no Porto.<\/p>\n<p><em>(inf: Secretariado Permanente do Conselho Presbiteral)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No passado dia 11 de fevereiro de 2026, reuniu-se, no Semin\u00e1rio do Bom Pastor, a quinta sess\u00e3o do Conselho Presbiteral da Diocese do Porto (2024-2027). 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Recordou que o conselho \u00e9 um dom do Esp\u00edrito Santo e que o verdadeiro aconselhar n\u00e3o nasce da emo\u00e7\u00e3o, mas da mo\u00e7\u00e3o interior do Esp\u00edrito. Invocando Nossa Senhora, M\u00e3e do Bom Conselho, manifestou o desejo de acolher um discernimento que brote do cora\u00e7\u00e3o e da escuta de Deus. Entre os pontos abordados, destacou-se a quest\u00e3o da implementa\u00e7\u00e3o dos Conselhos Pastorais Paroquiais ou Interparoquiais. Tendo presente o c\u00e2none 536 do C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, e ap\u00f3s reflex\u00e3o partilhada, foi colocada \u00e0 vota\u00e7\u00e3o a obrigatoriedade destes Conselhos na Diocese. A proposta foi aprovada por unanimidade. O Sr. Bispo apelou \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o de todos, sobretudo junto dos sacerdotes que possam sentir maior dificuldade na concretiza\u00e7\u00e3o deste \u00f3rg\u00e3o, sublinhando que os Conselhos Pastorais s\u00e3o express\u00e3o concreta da corresponsabilidade eclesial e da caminhada sinodal. Ren\u00fancia quaresmal: solidariedade\u00a0al\u00e9m-fronteiras Foi ainda abordado o destino de parte da verba da ren\u00fancia quaresmal. Entre as hip\u00f3teses sugeridas, referiram-se uma obra dos Passionistas em Angola e uma\u00a0 iniciativa Vicentina na\u00a0 periferia\u00a0 de\u00a0 Maputo, designada \u201cRenascer\u00a0para a Esperan\u00e7a\u201d. Houve tamb\u00e9m quem sugerisse o apoio a realidades nacionais, nomeadamente atrav\u00e9s da C\u00e1ritas. D. Manuel recordou que a Diocese j\u00e1 tem prestado aux\u00edlio, de modo discreto, reafirmando que a caridade n\u00e3o necessita de publicidade para ser aut\u00eantica. 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Os diferentes grupos apresentaram propostas de temas e lemas que, embora distintos na formula\u00e7\u00e3o, revelaram sintonia na preocupa\u00e7\u00e3o com a identidade, a miss\u00e3o e a reorganiza\u00e7\u00e3o pastoral da Diocese. Estatuto\u00a0Econ\u00f3mico\u00a0do\u00a0Clero:\u00a0um passo necess\u00e1rio O segundo grande tema da reflex\u00e3o incidiu sobre o Estatuto Econ\u00f3mico do Clero, em continuidade com o trabalho j\u00e1 realizado sobre o Estatuto Econ\u00f3mico da Par\u00f3quia e da Diocese. 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Manuel reconheceu tratar-se de um tema antigo e complexo, enfrentado j\u00e1 pelos seus antecessores, mas manifestou confian\u00e7a de que \u00e9 poss\u00edvel dar passos concretos, come\u00e7ando pela constitui\u00e7\u00e3o do Fundo Diocesano. Sinais\u00a0de\u00a0esperan\u00e7a: obras\u00a0no Semin\u00e1rio\u00a0Maior No encerramento da sess\u00e3o, o Sr. Bispo partilhou uma not\u00edcia significativa: no dia 18 de fevereiro ter\u00e1 in\u00edcio a montagem do estaleiro das obras do Semin\u00e1rio Maior do Porto; a 4 de mar\u00e7o ser\u00e1 assinada a ata de consigna\u00e7\u00e3o, e a 19 de mar\u00e7o, solenidade de S\u00e3o Jos\u00e9, ser\u00e1 j\u00e1 vis\u00edvel a primeira grua. Este avan\u00e7o materializa o compromisso da Diocese com a forma\u00e7\u00e3o dos futuros sacerdotes e foi apresentado como sinal concreto de esperan\u00e7a e de investimento no futuro. A sess\u00e3o terminou com um apelo \u00e0 renova\u00e7\u00e3o do empenho em favor do Semin\u00e1rio e ao refor\u00e7o da consci\u00eancia de comunh\u00e3o, para que tamb\u00e9m os bens adquiridos no exerc\u00edcio do minist\u00e9rio, quando deixem de ser necess\u00e1rios, possam continuar ao servi\u00e7o da Diocese. Num clima de responsabilidade, franqueza e boa disposi\u00e7\u00e3o, o Conselho Presbiteral voltou a afirmar-se como espa\u00e7o privilegiado de escuta, discernimento e constru\u00e7\u00e3o comum ao servi\u00e7o da miss\u00e3o da Igreja no Porto. 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