{"id":32153,"date":"2026-03-14T12:28:26","date_gmt":"2026-03-14T12:28:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32153"},"modified":"2026-03-14T12:28:26","modified_gmt":"2026-03-14T12:28:26","slug":"2-a-meditacao-da-quaresma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/2-a-meditacao-da-quaresma\/","title":{"rendered":"2.\u00aa medita\u00e7\u00e3o da Quaresma"},"content":{"rendered":"<p>A gra\u00e7a e a responsabilidade da comunh\u00e3o est\u00e3o no centro da segunda medita\u00e7\u00e3o da Quaresma da manh\u00e3 desta sexta-feira, 13 de mar\u00e7o, na Sala Paulo VI, na presen\u00e7a do Papa. O pregador da Casa Pontif\u00edcia, Pe. Roberto Pasolini, det\u00e9m-se na intui\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco ao ver as rela\u00e7\u00f5es interpessoais como uma oportunidade para aprender a l\u00f3gica do Evangelho: \u201cN\u00e3o estamos sozinhos e n\u00e3o somos tudo \u2013 afirma ele \u2013 e quando n\u00e3o conseguimos fazer as pazes com essa realidade, a presen\u00e7a do outro pode tornar-se insuport\u00e1vel\u201d<\/p>\n<p>Da arte aos modelos econ\u00f4micos, diversos campos tentaram imaginar uma harmonia universal entre os homens, deparando-se com uma realidade que, nos dias de hoje, \u00e9 marcada por divis\u00f5es e conflitos que a fazem parecer \u201cum ideal a ser alcan\u00e7ado\u201d. A fraternidade, por outro lado, \u00e9 um dom, mas tamb\u00e9m uma responsabilidade \u201cs\u00e9ria e urgente\u201d, pois recorre \u00e0 diversidade para derreter os cora\u00e7\u00f5es e permite que cada um fa\u00e7a as pazes com aquela parte de si que gostaria de faz\u00ea-lo acreditar que \u00e9 \u00fanico e autossuficiente. Estas s\u00e3o algumas das reflex\u00f5es oferecidas na manh\u00e3 desta sexta-feira, 13 de mar\u00e7o, pelo pregador da Casa Pontif\u00edcia, padre frei Roberto Pasolini, na Sala Paulo VI, no Vaticano, na presen\u00e7a do Papa Le\u00e3o XIV.<\/p>\n<h2>A fraternidade, lugar da convers\u00e3o aut\u00eantica<\/h2>\n<p>O frade capuchinho desenvolve sua segunda medita\u00e7\u00e3o da Quaresma, com o tema \u201cSe algu\u00e9m est\u00e1 em Cristo, \u00e9 uma nova criatura. A convers\u00e3o ao Evangelho segundo S\u00e3o Francisco\u201d, detendo-se na fraternidade, definida como \u201ca gra\u00e7a e a responsabilidade da comunh\u00e3o fraterna\u201d.<\/p>\n<p><i>A fraternidade n\u00e3o \u00e9 um acess\u00f3rio da vida espiritual, nem apenas um contexto favor\u00e1vel no qual crescer mais facilmente na gra\u00e7a. \u00c9 o lugar onde a convers\u00e3o realmente se realiza: o banco de provas mais s\u00e9rio e, ao mesmo tempo, o sinal mais eloquente do que o Evangelho pode operar em nossa vida.<\/i><\/p>\n<h2>O exemplo das primeiras comunidades franciscanas<\/h2>\n<p>Pasolini remete \u00e0 vida das primeiras comunidades franciscanas, que o Pobrezinho de Assis desejava sem rela\u00e7\u00f5es de poder ou superioridade, \u00e0 semelhan\u00e7a das primeiras comunidades crist\u00e3s. N\u00e3o um lugar \u201conde se refugiar para viver em paz\u201d, mas um espa\u00e7o onde somos conduzidos \u201c\u00e0s profundezas do pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o\u201d, com suas sombras e suas inquietudes.<\/p>\n<p><i>Os irm\u00e3os s\u00e3o um dom do Senhor. Mas, justamente por isso, n\u00e3o t\u00eam simplesmente a fun\u00e7\u00e3o de nos ajudar ou apoiar ao longo do caminho: s\u00e3o-nos confiados para que nossa vida possa mudar.<\/i><\/p>\n<h2>\u201cAquele que vem do mesmo ventre\u201d<\/h2>\n<p>Refletindo sobre o significado etimol\u00f3gico da palavra irm\u00e3o, adelph\u00f3s, literalmente \u201caquele que vem do mesmo ventre\u201d, o pregador da Casa Pontif\u00edcia observa como os irm\u00e3os n\u00e3o confirmam simplesmente \u201co que somos\u201d, mas nos chamam a uma transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><i>Em sua diversidade, em seus limites e, \u00e0s vezes, at\u00e9 mesmo em suas fadigas, eles se tornam o espa\u00e7o concreto em que Deus trabalha nossa humanidade, dissolvendo nossas rigidez e nos ensinando a viver com um cora\u00e7\u00e3o mais verdadeiro e mais capaz de amar.<\/i><\/p>\n<h2>Abel e Caim, um \u201cproblema de olhar\u201d<\/h2>\n<p>Uma das hist\u00f3rias que melhor descreve essas resist\u00eancias \u00e9 o \u201crelacionamento sofrido\u201d entre Abel e Caim. Uma ruptura que nasce de \u201cum problema de olhar\u201d, segundo o frade capuchinho. O primeiro irm\u00e3o, na hist\u00f3ria do G\u00eanesis, oferece os primog\u00eanitos de seu rebanho \u2013 oferta que Deus \u201colha com favor\u201d \u2013, enquanto o segundo apresenta simplesmente alguns frutos da terra.<\/p>\n<p><i>N\u00e3o \u00e9 tanto a qualidade da oferta que faz a diferen\u00e7a, mas o fato de que o que se oferece represente verdadeiramente a pr\u00f3pria vida. Por isso Deus n\u00e3o aceita a oferta de Caim: n\u00e3o para conden\u00e1-lo, mas para provoc\u00e1-lo. Aceitar aquele gesto significaria deix\u00e1-lo na convic\u00e7\u00e3o de que realmente n\u00e3o tem nada de bom a oferecer. Deus, ao contr\u00e1rio, parece querer ajud\u00e1-lo a acreditar que tamb\u00e9m a sua vida pode se tornar uma oferta.<\/i><\/p>\n<h2>\u201cQuem \u00e9 Caim dentro de n\u00f3s\u201d<\/h2>\n<p>A partir desse epis\u00f3dio, Pasolini nos convida a nos questionar, perguntando-nos \u201cquem \u00e9 Caim dentro de n\u00f3s\u201d: ou seja, quanto espa\u00e7o ocupa o ressentimento, que se transforma em dist\u00e2ncia e depois em viol\u00eancia, no cora\u00e7\u00e3o de cada um. Aquele rancor que nasce da constata\u00e7\u00e3o de que \u201cn\u00e3o estamos sozinhos\u201d e \u201cn\u00e3o somos tudo\u201d.<\/p>\n<p><i>Quando n\u00e3o conseguimos fazer as pazes com essa realidade, a presen\u00e7a do outro pode se tornar insuport\u00e1vel.<\/i><\/p>\n<h2>A l\u00f3gica da miseric\u00f3rdia para com quem erra<\/h2>\n<p>Para S\u00e3o Francisco, no entanto, a fraternidade n\u00e3o era um problema a ser enfrentado, mas uma oportunidade para aprender a l\u00f3gica misericordiosa do Evangelho para com o pr\u00f3ximo que erra. Uma din\u00e2mica que se encontra tamb\u00e9m na breve, mas intensa, Carta a Filemom de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><i>Nas ocasi\u00f5es em que as rela\u00e7\u00f5es se deterioram e a comunh\u00e3o \u00e9 ferida, o Evangelho n\u00e3o sugere, em primeiro lugar, defender os pr\u00f3prios direitos, mas buscar o bem maior e sempre poss\u00edvel: aquele que permite reconhecer no outro n\u00e3o mais um advers\u00e1rio ou um devedor, mas um irm\u00e3o amado pelo Senhor.<\/i><\/p>\n<h2>Acolher em meio a feridas, decep\u00e7\u00f5es e avers\u00f5es<\/h2>\n<p>Essa realidade pode parecer distante da vida concreta, mas torna-se tang\u00edvel quando as rela\u00e7\u00f5es se baseiam em \u201cum v\u00ednculo de liberdade\u201d. N\u00e3o na simpatia ou na afinidade, mas no \u201cfato de que Deus nos escolheu e nos chamou para viver juntos na Igreja como irm\u00e3os e irm\u00e3s\u201d.<\/p>\n<p><i>A P\u00e1scoa come\u00e7ou a agir em n\u00f3s no momento em que descobrimos que podemos acolher os outros mesmo quando nos ferem, quando nos decepcionam, quando se comportam como advers\u00e1rios. N\u00e3o porque nos tornamos mais fortes ou mais virtuosos, mas porque algo em n\u00f3s j\u00e1 morreu e algo novo come\u00e7ou a viver.<\/i><\/p>\n<h2>N\u00e3o perder de vista o horizonte<\/h2>\n<p>A intui\u00e7\u00e3o do Pobrezinho de Assis, explica ainda o pregador da Casa Pontif\u00edcia, \u00e9 ver a convers\u00e3o que brota \u201cprecisamente daquilo que os outros nos fazem, mesmo quando nos ferem ou nos colocam \u00e0 prova\u201d.<\/p>\n<p><i>Isso amplia muito nosso olhar. Na vida cotidiana, as fadigas da fraternidade podem ser pesadas. As dist\u00e2ncias entre n\u00f3s, as palavras que ferem, os mal-entendidos que permanecem em aberto podem se tornar dolorosos. Precisamente por isso, nunca devemos perder o horizonte. Quando perdemos a perspectiva da vida eterna, certas fadigas se tornam totalmente inaceit\u00e1veis.<\/i><\/p>\n<h2>Receber a fraternidade como dom e responsabilidade<\/h2>\n<p>A f\u00e9, conclui Pasolini, n\u00e3o separa, mas nos lembra que \u201cningu\u00e9m pode ser exclu\u00eddo do nosso cora\u00e7\u00e3o\u201d. Liberados, por meio da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, n\u00e3o do cansa\u00e7o das rela\u00e7\u00f5es, mas da suspeita de que tal esfor\u00e7o seja in\u00fatil.<\/p>\n<p><i>Por isso, nestes dias da Quaresma, enquanto a hist\u00f3ria do mundo continua a ser atravessada por divis\u00f5es, guerras e conflitos, n\u00f3s, crist\u00e3os, n\u00e3o podemos nos limitar a falar de fraternidade como um ideal a ser alcan\u00e7ado. Somos chamados a receb\u00ea-la como um dom e, ao mesmo tempo, a assumi-la como uma responsabilidade muito s\u00e9ria e urgente.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gra\u00e7a e a responsabilidade da comunh\u00e3o est\u00e3o no centro da segunda medita\u00e7\u00e3o da Quaresma da manh\u00e3 desta sexta-feira, 13 de mar\u00e7o, na Sala Paulo VI, na presen\u00e7a do Papa. O pregador da Casa Pontif\u00edcia, Pe. Roberto Pasolini, det\u00e9m-se na intui\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco ao ver as rela\u00e7\u00f5es interpessoais como uma oportunidade para aprender a l\u00f3gica do Evangelho: \u201cN\u00e3o estamos sozinhos e n\u00e3o somos tudo \u2013 afirma ele \u2013 e quando n\u00e3o conseguimos fazer as pazes com essa realidade, a presen\u00e7a do outro pode tornar-se insuport\u00e1vel\u201d Da arte aos modelos econ\u00f4micos, diversos campos tentaram imaginar uma harmonia universal entre os homens, deparando-se com uma realidade que, nos dias de hoje, \u00e9 marcada por divis\u00f5es e conflitos que a fazem parecer \u201cum ideal a ser alcan\u00e7ado\u201d. A fraternidade, por outro lado, \u00e9 um dom, mas tamb\u00e9m uma responsabilidade \u201cs\u00e9ria e urgente\u201d, pois recorre \u00e0 diversidade para derreter os cora\u00e7\u00f5es e permite que cada um fa\u00e7a as pazes com aquela parte de si que gostaria de faz\u00ea-lo acreditar que \u00e9 \u00fanico e autossuficiente. Estas s\u00e3o algumas das reflex\u00f5es oferecidas na manh\u00e3 desta sexta-feira, 13 de mar\u00e7o, pelo pregador da Casa Pontif\u00edcia, padre frei Roberto Pasolini, na Sala Paulo VI, no Vaticano, na presen\u00e7a do Papa Le\u00e3o XIV. A fraternidade, lugar da convers\u00e3o aut\u00eantica O frade capuchinho desenvolve sua segunda medita\u00e7\u00e3o da Quaresma, com o tema \u201cSe algu\u00e9m est\u00e1 em Cristo, \u00e9 uma nova criatura. A convers\u00e3o ao Evangelho segundo S\u00e3o Francisco\u201d, detendo-se na fraternidade, definida como \u201ca gra\u00e7a e a responsabilidade da comunh\u00e3o fraterna\u201d. A fraternidade n\u00e3o \u00e9 um acess\u00f3rio da vida espiritual, nem apenas um contexto favor\u00e1vel no qual crescer mais facilmente na gra\u00e7a. \u00c9 o lugar onde a convers\u00e3o realmente se realiza: o banco de provas mais s\u00e9rio e, ao mesmo tempo, o sinal mais eloquente do que o Evangelho pode operar em nossa vida. O exemplo das primeiras comunidades franciscanas Pasolini remete \u00e0 vida das primeiras comunidades franciscanas, que o Pobrezinho de Assis desejava sem rela\u00e7\u00f5es de poder ou superioridade, \u00e0 semelhan\u00e7a das primeiras comunidades crist\u00e3s. N\u00e3o um lugar \u201conde se refugiar para viver em paz\u201d, mas um espa\u00e7o onde somos conduzidos \u201c\u00e0s profundezas do pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o\u201d, com suas sombras e suas inquietudes. Os irm\u00e3os s\u00e3o um dom do Senhor. Mas, justamente por isso, n\u00e3o t\u00eam simplesmente a fun\u00e7\u00e3o de nos ajudar ou apoiar ao longo do caminho: s\u00e3o-nos confiados para que nossa vida possa mudar. \u201cAquele que vem do mesmo ventre\u201d Refletindo sobre o significado etimol\u00f3gico da palavra irm\u00e3o, adelph\u00f3s, literalmente \u201caquele que vem do mesmo ventre\u201d, o pregador da Casa Pontif\u00edcia observa como os irm\u00e3os n\u00e3o confirmam simplesmente \u201co que somos\u201d, mas nos chamam a uma transforma\u00e7\u00e3o. Em sua diversidade, em seus limites e, \u00e0s vezes, at\u00e9 mesmo em suas fadigas, eles se tornam o espa\u00e7o concreto em que Deus trabalha nossa humanidade, dissolvendo nossas rigidez e nos ensinando a viver com um cora\u00e7\u00e3o mais verdadeiro e mais capaz de amar. Abel e Caim, um \u201cproblema de olhar\u201d Uma das hist\u00f3rias que melhor descreve essas resist\u00eancias \u00e9 o \u201crelacionamento sofrido\u201d entre Abel e Caim. 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Deus, ao contr\u00e1rio, parece querer ajud\u00e1-lo a acreditar que tamb\u00e9m a sua vida pode se tornar uma oferta. \u201cQuem \u00e9 Caim dentro de n\u00f3s\u201d A partir desse epis\u00f3dio, Pasolini nos convida a nos questionar, perguntando-nos \u201cquem \u00e9 Caim dentro de n\u00f3s\u201d: ou seja, quanto espa\u00e7o ocupa o ressentimento, que se transforma em dist\u00e2ncia e depois em viol\u00eancia, no cora\u00e7\u00e3o de cada um. Aquele rancor que nasce da constata\u00e7\u00e3o de que \u201cn\u00e3o estamos sozinhos\u201d e \u201cn\u00e3o somos tudo\u201d. Quando n\u00e3o conseguimos fazer as pazes com essa realidade, a presen\u00e7a do outro pode se tornar insuport\u00e1vel. A l\u00f3gica da miseric\u00f3rdia para com quem erra Para S\u00e3o Francisco, no entanto, a fraternidade n\u00e3o era um problema a ser enfrentado, mas uma oportunidade para aprender a l\u00f3gica misericordiosa do Evangelho para com o pr\u00f3ximo que erra. Uma din\u00e2mica que se encontra tamb\u00e9m na breve, mas intensa, Carta a Filemom de S\u00e3o Paulo. Nas ocasi\u00f5es em que as rela\u00e7\u00f5es se deterioram e a comunh\u00e3o \u00e9 ferida, o Evangelho n\u00e3o sugere, em primeiro lugar, defender os pr\u00f3prios direitos, mas buscar o bem maior e sempre poss\u00edvel: aquele que permite reconhecer no outro n\u00e3o mais um advers\u00e1rio ou um devedor, mas um irm\u00e3o amado pelo Senhor. Acolher em meio a feridas, decep\u00e7\u00f5es e avers\u00f5es Essa realidade pode parecer distante da vida concreta, mas torna-se tang\u00edvel quando as rela\u00e7\u00f5es se baseiam em \u201cum v\u00ednculo de liberdade\u201d. N\u00e3o na simpatia ou na afinidade, mas no \u201cfato de que Deus nos escolheu e nos chamou para viver juntos na Igreja como irm\u00e3os e irm\u00e3s\u201d. A P\u00e1scoa come\u00e7ou a agir em n\u00f3s no momento em que descobrimos que podemos acolher os outros mesmo quando nos ferem, quando nos decepcionam, quando se comportam como advers\u00e1rios. N\u00e3o porque nos tornamos mais fortes ou mais virtuosos, mas porque algo em n\u00f3s j\u00e1 morreu e algo novo come\u00e7ou a viver. N\u00e3o perder de vista o horizonte A intui\u00e7\u00e3o do Pobrezinho de Assis, explica ainda o pregador da Casa Pontif\u00edcia, \u00e9 ver a convers\u00e3o que brota \u201cprecisamente daquilo que os outros nos fazem, mesmo quando nos ferem ou nos colocam \u00e0 prova\u201d. Isso amplia muito nosso olhar. Na vida cotidiana, as fadigas da fraternidade podem ser pesadas. As dist\u00e2ncias entre n\u00f3s, as palavras que ferem, os mal-entendidos que permanecem em aberto podem se tornar dolorosos. Precisamente por isso, nunca devemos perder o horizonte. 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