{"id":32164,"date":"2026-03-16T11:12:37","date_gmt":"2026-03-16T11:12:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32164"},"modified":"2026-03-16T11:12:37","modified_gmt":"2026-03-16T11:12:37","slug":"o-papa-no-angelus-a-fe-pede-nos-que-abramos-os-olhos-para-as-feridas-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/o-papa-no-angelus-a-fe-pede-nos-que-abramos-os-olhos-para-as-feridas-do-mundo\/","title":{"rendered":"O Papa no Angelus: a f\u00e9 pede-nos que abramos os olhos para as feridas do mundo"},"content":{"rendered":"<p><i>Hoje, em particular, face \u00e0s in\u00fameras quest\u00f5es que o cora\u00e7\u00e3o humano se coloca e \u00e0s dram\u00e1ticas situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a, viol\u00eancia e sofrimento que marcam o nosso tempo, \u00e9 necess\u00e1ria uma f\u00e9 vigilante, atenta e prof\u00e9tica, que nos abra os olhos para as trevas do mundo e lhe traga a luz do Evangelho atrav\u00e9s de um comprometimento com a paz, a justi\u00e7a e a solidariedade.<\/i>\u00a0Foi o que disse o Santo Padre no Angelus, este domingo, 15 de mar\u00e7o, na alocu\u00e7\u00e3o que precedeu a ora\u00e7\u00e3o mariana rezada com 20 mil fi\u00e9is e peregrinos presentes na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro.<\/p>\n<p>Le\u00e3o XVI ateve-se ao Evangelho deste IV Domingo da Quaresma (Jo 9, 1-41), que narra a cura de um homem cego de nascen\u00e7a. Por meio da simbologia deste epis\u00f3dio, explicou, o evangelista Jo\u00e3o fala-nos do mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o: enquanto est\u00e1vamos na escurid\u00e3o e a humanidade caminhava nas trevas, Deus enviou o seu Filho como luz do mundo, para abrir os olhos dos cegos e iluminar a nossa vida.<\/p>\n<h2>&#8220;Eu sou a luz do mundo&#8221;<\/h2>\n<p>Os profetas tinham anunciado que o Messias abriria os olhos dos cegos. O pr\u00f3prio Jesus confirma a sua miss\u00e3o mostrando que \u00abos cegos veem\u00bb; e apresenta-se dizendo: \u00abEu sou a luz do mundo\u00bb. Realmente, prosseguiu o Papa, todos podemos dizer que somos \u201ccegos de nascen\u00e7a\u201d, pois n\u00e3o conseguimos, por n\u00f3s mesmos, ver em profundidade o mist\u00e9rio da vida. Por isso, Deus encarnou-se em Jesus, para que o barro da nossa humanidade, misturado com o sopro da sua gra\u00e7a, pudesse receber uma nova luz, capaz de nos fazer ver finalmente a n\u00f3s pr\u00f3prios, aos outros e a Deus na verdade.<\/p>\n<p>Chama a aten\u00e7\u00e3o, observou o Pont\u00edfice, que se tenha difundido, ao longo dos s\u00e9culos, a opini\u00e3o, ainda hoje presente, de que a f\u00e9 seria uma esp\u00e9cie de \u201csalto no escuro\u201d, uma ren\u00fancia ao pensamento, de modo que ter f\u00e9 significaria acreditar \u201ccegamente\u201d. Pelo contr\u00e1rio, ressaltou, o Evangelho nos diz que, ao entrar em contato com Cristo, os olhos se abrem, a tal ponto que as autoridades religiosas perguntam com insist\u00eancia ao cego curado: \u00abComo foi que os teus olhos se abriram?\u00bb; e ainda: \u00abComo \u00e9 que te p\u00f4s a ver?\u00bb.<\/p>\n<h2>Abrir os olhos para os sofrimentos dos outros<\/h2>\n<div>\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cIrm\u00e3os e irm\u00e3s, tamb\u00e9m n\u00f3s, curados pelo amor de Cristo, somos chamados a viver um cristianismo \u201cde olhos abertos\u201d. A f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 um ato cego, uma ren\u00fancia \u00e0 raz\u00e3o, um ref\u00fagio em alguma certeza religiosa que nos faz desviar o olhar do mundo.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Em vez disso, a f\u00e9 ajuda-nos a olhar \u00aba partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos: \u00e9 uma participa\u00e7\u00e3o no seu modo de ver\u00bb e, por isso, pede-nos que \u201cabramos os olhos\u201d, como Ele fazia, sobretudo para os sofrimentos dos outros e para as feridas do mundo.<\/p>\n<h2>Dar testemunho de Cristo com simplicidade e coragem<\/h2>\n<p><i>Pe\u00e7amos \u00e0 Virgem Maria\u00a0<\/i>&#8211; concluiu Le\u00e3o XIV &#8211;\u00a0<i>que interceda por n\u00f3s, a fim de que a luz de Cristo abra os olhos do nosso cora\u00e7\u00e3o e possamos dar testemunho d\u2019Ele com simplicidade e coragem<\/i>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, em particular, face \u00e0s in\u00fameras quest\u00f5es que o cora\u00e7\u00e3o humano se coloca e \u00e0s dram\u00e1ticas situa\u00e7\u00f5es de injusti\u00e7a, viol\u00eancia e sofrimento que marcam o nosso tempo, \u00e9 necess\u00e1ria uma f\u00e9 vigilante, atenta e prof\u00e9tica, que nos abra os olhos para as trevas do mundo e lhe traga a luz do Evangelho atrav\u00e9s de um comprometimento com a paz, a justi\u00e7a e a solidariedade.\u00a0Foi o que disse o Santo Padre no Angelus, este domingo, 15 de mar\u00e7o, na alocu\u00e7\u00e3o que precedeu a ora\u00e7\u00e3o mariana rezada com 20 mil fi\u00e9is e peregrinos presentes na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro. Le\u00e3o XVI ateve-se ao Evangelho deste IV Domingo da Quaresma (Jo 9, 1-41), que narra a cura de um homem cego de nascen\u00e7a. Por meio da simbologia deste epis\u00f3dio, explicou, o evangelista Jo\u00e3o fala-nos do mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o: enquanto est\u00e1vamos na escurid\u00e3o e a humanidade caminhava nas trevas, Deus enviou o seu Filho como luz do mundo, para abrir os olhos dos cegos e iluminar a nossa vida. &#8220;Eu sou a luz do mundo&#8221; Os profetas tinham anunciado que o Messias abriria os olhos dos cegos. O pr\u00f3prio Jesus confirma a sua miss\u00e3o mostrando que \u00abos cegos veem\u00bb; e apresenta-se dizendo: \u00abEu sou a luz do mundo\u00bb. Realmente, prosseguiu o Papa, todos podemos dizer que somos \u201ccegos de nascen\u00e7a\u201d, pois n\u00e3o conseguimos, por n\u00f3s mesmos, ver em profundidade o mist\u00e9rio da vida. Por isso, Deus encarnou-se em Jesus, para que o barro da nossa humanidade, misturado com o sopro da sua gra\u00e7a, pudesse receber uma nova luz, capaz de nos fazer ver finalmente a n\u00f3s pr\u00f3prios, aos outros e a Deus na verdade. Chama a aten\u00e7\u00e3o, observou o Pont\u00edfice, que se tenha difundido, ao longo dos s\u00e9culos, a opini\u00e3o, ainda hoje presente, de que a f\u00e9 seria uma esp\u00e9cie de \u201csalto no escuro\u201d, uma ren\u00fancia ao pensamento, de modo que ter f\u00e9 significaria acreditar \u201ccegamente\u201d. Pelo contr\u00e1rio, ressaltou, o Evangelho nos diz que, ao entrar em contato com Cristo, os olhos se abrem, a tal ponto que as autoridades religiosas perguntam com insist\u00eancia ao cego curado: \u00abComo foi que os teus olhos se abriram?\u00bb; e ainda: \u00abComo \u00e9 que te p\u00f4s a ver?\u00bb. Abrir os olhos para os sofrimentos dos outros \u201cIrm\u00e3os e irm\u00e3s, tamb\u00e9m n\u00f3s, curados pelo amor de Cristo, somos chamados a viver um cristianismo \u201cde olhos abertos\u201d. A f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 um ato cego, uma ren\u00fancia \u00e0 raz\u00e3o, um ref\u00fagio em alguma certeza religiosa que nos faz desviar o olhar do mundo.\u201d Em vez disso, a f\u00e9 ajuda-nos a olhar \u00aba partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos: \u00e9 uma participa\u00e7\u00e3o no seu modo de ver\u00bb e, por isso, pede-nos que \u201cabramos os olhos\u201d, como Ele fazia, sobretudo para os sofrimentos dos outros e para as feridas do mundo. Dar testemunho de Cristo com simplicidade e coragem Pe\u00e7amos \u00e0 Virgem Maria\u00a0&#8211; concluiu Le\u00e3o XIV &#8211;\u00a0que interceda por n\u00f3s, a fim de que a luz de Cristo abra os olhos do nosso cora\u00e7\u00e3o e possamos dar testemunho d\u2019Ele com simplicidade e coragem.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":31251,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32164","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32164","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32164"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32164\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31251"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}