{"id":32249,"date":"2026-04-06T09:23:06","date_gmt":"2026-04-06T09:23:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32249"},"modified":"2026-04-06T09:23:06","modified_gmt":"2026-04-06T09:23:06","slug":"mensagem-pascal-do-bispo-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/mensagem-pascal-do-bispo-do-porto\/","title":{"rendered":"Mensagem Pascal do bispo do Porto"},"content":{"rendered":"<p><strong>Aleluia! O Senhor \u00e9 a nossa alegria!<\/strong><\/p>\n<p>A palavra Aleluia \u00e9 a que mais se relaciona com a P\u00e1scoa. At\u00e9 falamos em cantar \u201cos aleluias pascais\u201d. Trata-se de uma onomatopeia, ou seja, uma transcri\u00e7\u00e3o de determinados sons. Neste caso, um espec\u00edfico sinal de festa e de grande alegria que os povos semitas \u2013especialmente as senhoras- manifestam com uns estalitos da l\u00edngua semelhantes ao som que ouvimos quando se pronuncia a palavra Aleluia.<\/p>\n<p>Ao adotarmos essa palavra exclusivamente para o momento festivo da P\u00e1scoa -repare-se que nem no Natal usamos a palavra Aleluia \u2013 professamos que, ao n\u00edvel da f\u00e9, este \u00e9 o momento mais alto de felicidade, um acontecimento t\u00e3o determinante que n\u00e3o cabe apenas no nosso interior, mas que nos obriga a sair ao encontro dos outros e com eles festejar. As tradicionais manifesta\u00e7\u00f5es de alegria pascal \u2013sinos a tocar, foguetes a estalejar, comidas mais ricas, roupas novas, tapetes de flores nas ruas, ornamenta\u00e7\u00e3o da casa, ramos de alecrim, acolhimento dos vizinhos e amigos e, fundamentalmente, a visita e o beijo da cruz florida- encontram aqui a sua raz\u00e3o e motivo.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, mesmo entre quem tem f\u00e9 e pr\u00e1tica religiosa, ainda encontramos quem viva a P\u00e1scoa sem entusiasmo nem contentamento. Como um dia disse o Papa Francisco, numa daquelas suas frases sint\u00e9ticas que se colam imediatamente \u00e0 nossa mem\u00f3ria, \u201c<em>h\u00e1 crist\u00e3os que parecem viver uma quaresma sem P\u00e1scoa<\/em>\u201d. Crist\u00e3os para quem tudo \u00e9 tristonho, sem esperan\u00e7a, sem alegria, sem transforma\u00e7\u00e3o, crist\u00e3os para quem a vida se torna \u00e1rida, dolorosa, insuport\u00e1vel, sem sentido, s\u00f3 a pensar no sofrimento e na dor como se isso fosse o fim. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9! A meta \u00e9 a alegria pascal.<\/p>\n<p>O crist\u00e3o ou \u00e9 peregrino da alegria ou nem sequer \u00e9 crist\u00e3o. Experimenta o mal e a dor. Mas tudo faz para os transformar em algo de diferente. Como Jesus que passou da paix\u00e3o e morte \u00e0 gl\u00f3ria da ressurrei\u00e7\u00e3o. Para isso, o crist\u00e3o e todo o homem e mulher de boa vontade esfor\u00e7am-se por \u00aborganizar a esperan\u00e7a\u00bb. Isto \u00e9, fazer com que as coisas se transformem. N\u00e3o espera automatismos sem s\u00e1bia interven\u00e7\u00e3o humana, mas trabalha para alcan\u00e7ar novas realidades que correspondam \u00e0s suas \u00e2nsias e \u00e0s da inteira humanidade. Por exemplo, n\u00e3o fica indiferente \u00e0 guerra e destrui\u00e7\u00e3o que grassam pelo mundo, mas empenha-se em retirar do seu cora\u00e7\u00e3o e do daqueles com quem convive a animosidade e a vontade de retalia\u00e7\u00e3o e de vingan\u00e7a que se podem transformar em guerra aberta. Ou, ent\u00e3o, n\u00e3o permanece eternamente a contemplar a pobreza dos vizinhos, ainda que com dor, mas p\u00f5e-se a caminho para os ajudar a levantarem-se da prostra\u00e7\u00e3o em que vivem. Cria-lhes condi\u00e7\u00f5es para a sua promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estimados diocesanos do Porto, a nossa esperan\u00e7a tem um nome: Jesus Ressuscitado. O Senhor da P\u00e1scoa! Com o compromisso do S\u00ednodo Diocesano em marcha, todos n\u00f3s somos chamados a ser, no nosso mundo, sinais vivos de uma esperan\u00e7a que n\u00e3o desilude e far\u00f3is da alegria, um \u00abPorto\u00bb de abrigo, onde as pessoas se sintam acolhidas na comunh\u00e3o e na escuta. Onde as pessoas encontrem raz\u00f5es de viver na felicidade e em P\u00e1scoa cont\u00ednua. \u00c9 o que a todos desejo.<\/p>\n<p>Aleluia, aleluia! Uma Santa e Feliz P\u00e1scoa para si e sua fam\u00edlia!<\/p>\n<p>+ Manuel Linda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aleluia! O Senhor \u00e9 a nossa alegria! A palavra Aleluia \u00e9 a que mais se relaciona com a P\u00e1scoa. At\u00e9 falamos em cantar \u201cos aleluias pascais\u201d. Trata-se de uma onomatopeia, ou seja, uma transcri\u00e7\u00e3o de determinados sons. Neste caso, um espec\u00edfico sinal de festa e de grande alegria que os povos semitas \u2013especialmente as senhoras- manifestam com uns estalitos da l\u00edngua semelhantes ao som que ouvimos quando se pronuncia a palavra Aleluia. Ao adotarmos essa palavra exclusivamente para o momento festivo da P\u00e1scoa -repare-se que nem no Natal usamos a palavra Aleluia \u2013 professamos que, ao n\u00edvel da f\u00e9, este \u00e9 o momento mais alto de felicidade, um acontecimento t\u00e3o determinante que n\u00e3o cabe apenas no nosso interior, mas que nos obriga a sair ao encontro dos outros e com eles festejar. As tradicionais manifesta\u00e7\u00f5es de alegria pascal \u2013sinos a tocar, foguetes a estalejar, comidas mais ricas, roupas novas, tapetes de flores nas ruas, ornamenta\u00e7\u00e3o da casa, ramos de alecrim, acolhimento dos vizinhos e amigos e, fundamentalmente, a visita e o beijo da cruz florida- encontram aqui a sua raz\u00e3o e motivo. N\u00e3o obstante, mesmo entre quem tem f\u00e9 e pr\u00e1tica religiosa, ainda encontramos quem viva a P\u00e1scoa sem entusiasmo nem contentamento. Como um dia disse o Papa Francisco, numa daquelas suas frases sint\u00e9ticas que se colam imediatamente \u00e0 nossa mem\u00f3ria, \u201ch\u00e1 crist\u00e3os que parecem viver uma quaresma sem P\u00e1scoa\u201d. Crist\u00e3os para quem tudo \u00e9 tristonho, sem esperan\u00e7a, sem alegria, sem transforma\u00e7\u00e3o, crist\u00e3os para quem a vida se torna \u00e1rida, dolorosa, insuport\u00e1vel, sem sentido, s\u00f3 a pensar no sofrimento e na dor como se isso fosse o fim. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9! A meta \u00e9 a alegria pascal. O crist\u00e3o ou \u00e9 peregrino da alegria ou nem sequer \u00e9 crist\u00e3o. Experimenta o mal e a dor. Mas tudo faz para os transformar em algo de diferente. Como Jesus que passou da paix\u00e3o e morte \u00e0 gl\u00f3ria da ressurrei\u00e7\u00e3o. Para isso, o crist\u00e3o e todo o homem e mulher de boa vontade esfor\u00e7am-se por \u00aborganizar a esperan\u00e7a\u00bb. Isto \u00e9, fazer com que as coisas se transformem. N\u00e3o espera automatismos sem s\u00e1bia interven\u00e7\u00e3o humana, mas trabalha para alcan\u00e7ar novas realidades que correspondam \u00e0s suas \u00e2nsias e \u00e0s da inteira humanidade. Por exemplo, n\u00e3o fica indiferente \u00e0 guerra e destrui\u00e7\u00e3o que grassam pelo mundo, mas empenha-se em retirar do seu cora\u00e7\u00e3o e do daqueles com quem convive a animosidade e a vontade de retalia\u00e7\u00e3o e de vingan\u00e7a que se podem transformar em guerra aberta. Ou, ent\u00e3o, n\u00e3o permanece eternamente a contemplar a pobreza dos vizinhos, ainda que com dor, mas p\u00f5e-se a caminho para os ajudar a levantarem-se da prostra\u00e7\u00e3o em que vivem. Cria-lhes condi\u00e7\u00f5es para a sua promo\u00e7\u00e3o. Estimados diocesanos do Porto, a nossa esperan\u00e7a tem um nome: Jesus Ressuscitado. O Senhor da P\u00e1scoa! Com o compromisso do S\u00ednodo Diocesano em marcha, todos n\u00f3s somos chamados a ser, no nosso mundo, sinais vivos de uma esperan\u00e7a que n\u00e3o desilude e far\u00f3is da alegria, um \u00abPorto\u00bb de abrigo, onde as pessoas se sintam acolhidas na comunh\u00e3o e na escuta. Onde as pessoas encontrem raz\u00f5es de viver na felicidade e em P\u00e1scoa cont\u00ednua. \u00c9 o que a todos desejo. Aleluia, aleluia! 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