{"id":32309,"date":"2026-04-21T09:17:39","date_gmt":"2026-04-21T09:17:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32309"},"modified":"2026-04-21T09:17:39","modified_gmt":"2026-04-21T09:17:39","slug":"papa-francisco-a-revolucao-da-ternura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/papa-francisco-a-revolucao-da-ternura\/","title":{"rendered":"Papa Francisco: A Revolu\u00e7\u00e3o da Ternura"},"content":{"rendered":"<p>Hoje celebramos o 1\u00ba Anivers\u00e1rio da P\u00e1scoa do Papa Francisco, ocorrida a\u00a021 de abril de 2025. Francisco foi um Papa que quis recordar \u00e0 Igreja a\u00a0<em>ess\u00eancia do cristianismo<\/em>.<\/p>\n<p>Na sua primeira viagem internacional, durante a Jornada Mundial da Juventude de 2013, no Rio de Janeiro, os jovens perguntaram-lhe o que deveriam fazer da vida. E ele respondeu:\u00a0<em>\u00abLeiam as Bem-aventuran\u00e7as e o cap\u00edtulo 25 de Mateus\u00bb<\/em>, aquele em que Jesus fala do Ju\u00edzo Final e da atitude que distinguir\u00e1 os justos dos condenados:\u00a0<em>\u00abPois eu tive fome e deram-me de comer, tive sede e deram-me de beber, era peregrino e hospedaram-me, andava nu e deram-me que vestir, estive doente e visitaram-me, estive na cadeia e foram-me visitar&#8230;\u00bb<\/em>\u00a0A\u00a0<em>Revolu\u00e7\u00e3o Franciscana<\/em>\u00a0foi, na verdade, um regresso \u00e0s origens, e n\u00e3o uma rutura.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma palavra que perpassa todo o seu magist\u00e9rio:\u00a0<em>Miseric\u00f3rdia<\/em>. N\u00e3o como um vago sentimento, mas como um crit\u00e9rio de verdade. A Miseric\u00f3rdia n\u00e3o apaga a justi\u00e7a, humaniza-a. Ela n\u00e3o nos cega, permite-nos ver. \u00c9 a Miseric\u00f3rdia que nos impede de transformar a f\u00e9 em ideologia. \u00c9 a Miseric\u00f3rdia que nos liberta da obsess\u00e3o de preservar a nossa gl\u00f3ria, a nossa influ\u00eancia, a nossa\u00a0<em>dignidade<\/em>, para procurar a gl\u00f3ria de Deus na humildade da cruz. \u00c9 a miseric\u00f3rdia que nos devolve a alegria do Evangelho: alegria que nasce da compaix\u00e3o e da ternura; que \u00e9 for\u00e7a; que cura e vence a tristeza individualista; que nos possibilita levantar depois da queda e recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>O Papa Francisco quis provocar uma\u00a0<em>Revolu\u00e7\u00e3o da Ternura<\/em>: o impulso de\u00a0<em>estender a m\u00e3o<\/em>, de\u00a0<em>unir\u00a0<\/em>as pessoas, de\u00a0<em>ir ao encontro<\/em>, de\u00a0<em>consolar<\/em>, como na hist\u00f3ria do Caminho de Ema\u00fas.<\/p>\n<p>O essencial \u00e9 o Evangelho sem floreados. \u00c9 a escolha de uma Igreja que vive n\u00e3o pela defesa, mas pela proximidade; que n\u00e3o procura o lucro, mas a generosidade; que n\u00e3o teme o di\u00e1logo, porque sabe que a verdade n\u00e3o precisa de gritar para ser verdadeira. Porque\u00a0<em>\u00abuma Igreja sobrecarregada de estruturas, burocracia e formalismo ter\u00e1 dificuldade em caminhar na hist\u00f3ria, ao ritmo do Esp\u00edrito; permanecer\u00e1 estagnada\u00bb<\/em>.<\/p>\n<p>O Papa Francisco n\u00e3o nos falou \u201cde longe\u201d. Ele esteve ao nosso lado. Inseriu-se na vida concreta das comunidades crist\u00e3s. Viu a<em>\u00a0messe<\/em>, t\u00e3o grande, assim como tantos os que sofrem: os pobres, os vulner\u00e1veis, os rejeitados, os sem voz, aqueles que carregam feridas que muitas vezes permanecem invis\u00edveis, viu jovens desiludidos, fam\u00edlias feridas, os que se sentem estrangeiros, os que vivem \u00e0 margem. E pediu-nos que fiz\u00e9ssemos o mesmo, sem medo, que partilh\u00e1ssemos as suas feridas, que n\u00e3o nos habitu\u00e1ssemos \u00e0 dor, que n\u00e3o deix\u00e1ssemos morrer a compaix\u00e3o e a miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>N\u00e3o como Igreja que julga e seleciona, mas como Igreja que acolhe.<\/p>\n<p>(\u00a9 iMissio,)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje celebramos o 1\u00ba Anivers\u00e1rio da P\u00e1scoa do Papa Francisco, ocorrida a\u00a021 de abril de 2025. Francisco foi um Papa que quis recordar \u00e0 Igreja a\u00a0ess\u00eancia do cristianismo. Na sua primeira viagem internacional, durante a Jornada Mundial da Juventude de 2013, no Rio de Janeiro, os jovens perguntaram-lhe o que deveriam fazer da vida. E ele respondeu:\u00a0\u00abLeiam as Bem-aventuran\u00e7as e o cap\u00edtulo 25 de Mateus\u00bb, aquele em que Jesus fala do Ju\u00edzo Final e da atitude que distinguir\u00e1 os justos dos condenados:\u00a0\u00abPois eu tive fome e deram-me de comer, tive sede e deram-me de beber, era peregrino e hospedaram-me, andava nu e deram-me que vestir, estive doente e visitaram-me, estive na cadeia e foram-me visitar&#8230;\u00bb\u00a0A\u00a0Revolu\u00e7\u00e3o Franciscana\u00a0foi, na verdade, um regresso \u00e0s origens, e n\u00e3o uma rutura. H\u00e1 uma palavra que perpassa todo o seu magist\u00e9rio:\u00a0Miseric\u00f3rdia. N\u00e3o como um vago sentimento, mas como um crit\u00e9rio de verdade. A Miseric\u00f3rdia n\u00e3o apaga a justi\u00e7a, humaniza-a. 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O essencial \u00e9 o Evangelho sem floreados. \u00c9 a escolha de uma Igreja que vive n\u00e3o pela defesa, mas pela proximidade; que n\u00e3o procura o lucro, mas a generosidade; que n\u00e3o teme o di\u00e1logo, porque sabe que a verdade n\u00e3o precisa de gritar para ser verdadeira. Porque\u00a0\u00abuma Igreja sobrecarregada de estruturas, burocracia e formalismo ter\u00e1 dificuldade em caminhar na hist\u00f3ria, ao ritmo do Esp\u00edrito; permanecer\u00e1 estagnada\u00bb. O Papa Francisco n\u00e3o nos falou \u201cde longe\u201d. Ele esteve ao nosso lado. Inseriu-se na vida concreta das comunidades crist\u00e3s. Viu a\u00a0messe, t\u00e3o grande, assim como tantos os que sofrem: os pobres, os vulner\u00e1veis, os rejeitados, os sem voz, aqueles que carregam feridas que muitas vezes permanecem invis\u00edveis, viu jovens desiludidos, fam\u00edlias feridas, os que se sentem estrangeiros, os que vivem \u00e0 margem. 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