{"id":32372,"date":"2026-05-02T13:07:19","date_gmt":"2026-05-02T13:07:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32372"},"modified":"2026-05-02T13:07:19","modified_gmt":"2026-05-02T13:07:19","slug":"sinodo-relacao-mudanca-dialogo-governo-colegial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/sinodo-relacao-mudanca-dialogo-governo-colegial\/","title":{"rendered":"S\u00ednodo: rela\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7a, di\u00e1logo, governo colegial"},"content":{"rendered":"<p><strong>A forma\u00e7\u00e3o sinodal para o clero da diocese do Porto teve ainda como oradores Jo\u00e3o Paiva, professor da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade do Porto e Tiago Freitas, sacerdote da arquidiocese de Braga.<\/strong><\/p>\n<p>No dia 29 de abril a forma\u00e7\u00e3o sinodal dedicada ao clero completou-se com mais duas confer\u00eancias: de manh\u00e3 o orador foi Jo\u00e3o Paiva, professor da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade do Porto, desenvolveu o tema \u201cEntre a conserva\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7a: Desafios para a evangeliza\u00e7\u00e3o, hoje\u201d; e da parte da tarde a forma\u00e7\u00e3o foi proposta por Tiago Freitas, sacerdote da arquidiocese de Braga, sobre o tema \u201cTerrit\u00f3rio, Miss\u00e3o e Comunidade: Itiner\u00e1rios para uma nova reconfigura\u00e7\u00e3o pastoral\u201d. Ambos prestaram declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Voz Portucalense.<\/p>\n<p><strong>Rela\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paiva sublinhou que a evangeliza\u00e7\u00e3o necessita da sinodalidade para \u201cse refazer na cultura em que vivemos\u201d. Considerou que \u201cos desafios pastorais hoje s\u00e3o muito complexos\u201d porque vividos numa tens\u00e3o entre a mudan\u00e7a e o conservar. E nessa tens\u00e3o talvez seja melhor privilegiar a viv\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o em vez da identidade.<\/p>\n<p>\u201cNesta tens\u00e3o entre a mudan\u00e7a e o conservar, \u00e9 capaz de ser melhor eleger, como crist\u00e3os, a rela\u00e7\u00e3o em vez da identidade e, por isso, tratar mesmo de mudar, refrescando e tornando cr\u00edsticos estes relacionamentos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O orador disse que na sua apresenta\u00e7\u00e3o aos sacerdotes tomou a liberdade de se colocar \u201cna posi\u00e7\u00e3o de p\u00e1roco do Porto\u201d tendo procurado lan\u00e7ar ideias sobre \u201cdoze problem\u00e1ticas muito variadas\u201d, desde os problemas econ\u00f3micos aos pastorais\u201d. Um exerc\u00edcio que levou depois a uma partilha com os sacerdotes presentes.<\/p>\n<p>\u201cDe forma muito divertida e muito leve, numa segunda parte, os senhores p\u00e1rocos deram eco \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es que eu fiz e fal\u00e1mos mais aprofundadamente sobre muitos desses assuntos\u201d, salientou o docente universit\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cEu pr\u00f3prio aprendi muita coisa e foi bastante gratificante\u201d, afirmou o professor universit\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Di\u00e1logo e governo colegial<\/strong><\/p>\n<p>Por sua vez, Tiago Freitas relembrou que na fase inicial do S\u00ednodo sobre a sinodalidade, naquela que foi a fase da consulta nas dioceses, nas par\u00f3quias foi assinalada a necessidade da exist\u00eancia de espa\u00e7os de colabora\u00e7\u00e3o ativa na comunidade.<\/p>\n<p>\u201cO que \u00e9 que isso implica, no plano mais b\u00e1sico?\u201d, perguntou o sacerdote avan\u00e7ando com uma possibilidade de resposta, considerando que o p\u00e1roco ou presb\u00edtero dever\u00e1 rever o seu pr\u00f3prio minist\u00e9rio, \u201cpor exemplo, na forma de governo\u201d, em modo \u201cmais colegial\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, tem que haver realmente uma delega\u00e7\u00e3o de responsabilidades\u201d, afirmou o sacerdote bracarense.<\/p>\n<p>O padre Tiago Freitas apontou ainda a rela\u00e7\u00e3o entre as religi\u00f5es como um caminho fundamental da sinodalidade, assinalando o fen\u00f3meno das migra\u00e7\u00f5es como aspeto essencial da vida das cidades que possibilitam a import\u00e2ncia dessa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sustentou, em particular, a import\u00e2ncia do di\u00e1logo ecum\u00e9nico, apresentando dados do centro da cidade de Braga, onde j\u00e1 h\u00e1 quase o mesmo n\u00famero de par\u00f3quias como de comunidades protestantes.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 s\u00e3o quase tantas comunidades protestantes quanto aquelas que s\u00e3o as cat\u00f3licas\u201d, disse o padre Tiago Freitas.<\/p>\n<p>E concluiu as suas declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Voz Portucalense acentuando a necessidade do trabalho em conjunto, em verdadeira l\u00f3gica sinodal:<\/p>\n<p>\u201cNuma l\u00f3gica sinodal, se n\u00f3s temos duas express\u00f5es de f\u00e9, neste caso crist\u00e3s, e se queremos ter um trabalho conjunto, pelo menos numa plataforma de entendimento, que \u00e9 o bem comum, dos nossos crentes e da nossa cidade, quer dizer que o di\u00e1logo, pelo menos ecum\u00e9nico, deve ser uma forte aposta desta l\u00f3gica sinodal\u201d, declarou o sacerdote.<\/p>\n<p>Presidiu a esta a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o o bispo auxiliar do Porto e reitor do Semin\u00e1rio Maior do Porto, D, Vitorino Soares. O padre S\u00e9rgio Leal, presidente da Comiss\u00e3o Sinodal e do Conselho Presbiteral do Porto esteve tamb\u00e9m na mesa da forma\u00e7\u00e3o, em nome da organiza\u00e7\u00e3o desta iniciativa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A forma\u00e7\u00e3o sinodal para o clero da diocese do Porto teve ainda como oradores Jo\u00e3o Paiva, professor da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade do Porto e Tiago Freitas, sacerdote da arquidiocese de Braga. No dia 29 de abril a forma\u00e7\u00e3o sinodal dedicada ao clero completou-se com mais duas confer\u00eancias: de manh\u00e3 o orador foi Jo\u00e3o Paiva, professor da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade do Porto, desenvolveu o tema \u201cEntre a conserva\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7a: Desafios para a evangeliza\u00e7\u00e3o, hoje\u201d; e da parte da tarde a forma\u00e7\u00e3o foi proposta por Tiago Freitas, sacerdote da arquidiocese de Braga, sobre o tema \u201cTerrit\u00f3rio, Miss\u00e3o e Comunidade: Itiner\u00e1rios para uma nova reconfigura\u00e7\u00e3o pastoral\u201d. Ambos prestaram declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Voz Portucalense. Rela\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a Jo\u00e3o Paiva sublinhou que a evangeliza\u00e7\u00e3o necessita da sinodalidade para \u201cse refazer na cultura em que vivemos\u201d. Considerou que \u201cos desafios pastorais hoje s\u00e3o muito complexos\u201d porque vividos numa tens\u00e3o entre a mudan\u00e7a e o conservar. E nessa tens\u00e3o talvez seja melhor privilegiar a viv\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o em vez da identidade. \u201cNesta tens\u00e3o entre a mudan\u00e7a e o conservar, \u00e9 capaz de ser melhor eleger, como crist\u00e3os, a rela\u00e7\u00e3o em vez da identidade e, por isso, tratar mesmo de mudar, refrescando e tornando cr\u00edsticos estes relacionamentos\u201d, afirmou. O orador disse que na sua apresenta\u00e7\u00e3o aos sacerdotes tomou a liberdade de se colocar \u201cna posi\u00e7\u00e3o de p\u00e1roco do Porto\u201d tendo procurado lan\u00e7ar ideias sobre \u201cdoze problem\u00e1ticas muito variadas\u201d, desde os problemas econ\u00f3micos aos pastorais\u201d. Um exerc\u00edcio que levou depois a uma partilha com os sacerdotes presentes. \u201cDe forma muito divertida e muito leve, numa segunda parte, os senhores p\u00e1rocos deram eco \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es que eu fiz e fal\u00e1mos mais aprofundadamente sobre muitos desses assuntos\u201d, salientou o docente universit\u00e1rio. \u201cEu pr\u00f3prio aprendi muita coisa e foi bastante gratificante\u201d, afirmou o professor universit\u00e1rio. Di\u00e1logo e governo colegial Por sua vez, Tiago Freitas relembrou que na fase inicial do S\u00ednodo sobre a sinodalidade, naquela que foi a fase da consulta nas dioceses, nas par\u00f3quias foi assinalada a necessidade da exist\u00eancia de espa\u00e7os de colabora\u00e7\u00e3o ativa na comunidade. \u201cO que \u00e9 que isso implica, no plano mais b\u00e1sico?\u201d, perguntou o sacerdote avan\u00e7ando com uma possibilidade de resposta, considerando que o p\u00e1roco ou presb\u00edtero dever\u00e1 rever o seu pr\u00f3prio minist\u00e9rio, \u201cpor exemplo, na forma de governo\u201d, em modo \u201cmais colegial\u201d. \u201cPortanto, tem que haver realmente uma delega\u00e7\u00e3o de responsabilidades\u201d, afirmou o sacerdote bracarense. O padre Tiago Freitas apontou ainda a rela\u00e7\u00e3o entre as religi\u00f5es como um caminho fundamental da sinodalidade, assinalando o fen\u00f3meno das migra\u00e7\u00f5es como aspeto essencial da vida das cidades que possibilitam a import\u00e2ncia dessa rela\u00e7\u00e3o. Sustentou, em particular, a import\u00e2ncia do di\u00e1logo ecum\u00e9nico, apresentando dados do centro da cidade de Braga, onde j\u00e1 h\u00e1 quase o mesmo n\u00famero de par\u00f3quias como de comunidades protestantes. \u201cJ\u00e1 s\u00e3o quase tantas comunidades protestantes quanto aquelas que s\u00e3o as cat\u00f3licas\u201d, disse o padre Tiago Freitas. 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