{"id":32374,"date":"2026-05-02T13:10:13","date_gmt":"2026-05-02T13:10:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32374"},"modified":"2026-05-02T13:10:13","modified_gmt":"2026-05-02T13:10:13","slug":"as-minhas-miserias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/as-minhas-miserias\/","title":{"rendered":"As minhas mis\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p>Todos falhamos, todos sofremos, mas nem todos lidam bem com as suas mis\u00e9rias.<\/p>\n<p>Quantas das minhas mis\u00e9rias s\u00e3o causadas por mim? Podem vir de fora, mas tamb\u00e9m, por raz\u00f5es que desconhe\u00e7o, nascer e ser alimentadas dentro de mim.<\/p>\n<p>Sempre que erro, devo assumi-lo. N\u00e3o \u00e9 bom partir do princ\u00edpio de que a falha \u00e9 algo raro e fora do comum; pelo contr\u00e1rio, trata-se de algo que nos acontece muitas vezes e que devemos reconhecer e tentar corrigir. N\u00e3o o fazer \u2014 e tentar justificar as falhas \u2014 \u00e9 errar ainda mais.<\/p>\n<p>No entanto, parece que cometemos sempre os mesmos erros, como se fosse imposs\u00edvel mudar em n\u00f3s aquilo que os provoca e permite. As nossas falhas fazem parte da condi\u00e7\u00e3o humana, e \u00e9 nelas que muitas vezes se encontra uma beleza rara, se soubermos olh\u00e1-las com verdade e bondade.<\/p>\n<p>Muito do que chamamos mis\u00e9rias \u00e9, afinal, o pre\u00e7o de tentar, de aprender, de arriscar. Nestes casos, os erros s\u00e3o marcas de estarmos no caminho certo.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem nos ame assim mesmo, como somos, com erros e tudo. Tamb\u00e9m n\u00f3s amamos outras pessoas tal como elas s\u00e3o, sem que as suas mis\u00e9rias nos importem. \u00c9, pois, justo que nos consideremos da mesma forma, aceitando em n\u00f3s o que, de facto, n\u00e3o nos define. As pessoas erram, nada nisso \u00e9 extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Todos erramos, todos podemos amar e, por isso, perdoar \u2014 as nossas mis\u00e9rias e as dos outros.<\/p>\n<p>(iMissio)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos falhamos, todos sofremos, mas nem todos lidam bem com as suas mis\u00e9rias. Quantas das minhas mis\u00e9rias s\u00e3o causadas por mim? Podem vir de fora, mas tamb\u00e9m, por raz\u00f5es que desconhe\u00e7o, nascer e ser alimentadas dentro de mim. Sempre que erro, devo assumi-lo. N\u00e3o \u00e9 bom partir do princ\u00edpio de que a falha \u00e9 algo raro e fora do comum; pelo contr\u00e1rio, trata-se de algo que nos acontece muitas vezes e que devemos reconhecer e tentar corrigir. N\u00e3o o fazer \u2014 e tentar justificar as falhas \u2014 \u00e9 errar ainda mais. No entanto, parece que cometemos sempre os mesmos erros, como se fosse imposs\u00edvel mudar em n\u00f3s aquilo que os provoca e permite. As nossas falhas fazem parte da condi\u00e7\u00e3o humana, e \u00e9 nelas que muitas vezes se encontra uma beleza rara, se soubermos olh\u00e1-las com verdade e bondade. Muito do que chamamos mis\u00e9rias \u00e9, afinal, o pre\u00e7o de tentar, de aprender, de arriscar. Nestes casos, os erros s\u00e3o marcas de estarmos no caminho certo. H\u00e1 quem nos ame assim mesmo, como somos, com erros e tudo. Tamb\u00e9m n\u00f3s amamos outras pessoas tal como elas s\u00e3o, sem que as suas mis\u00e9rias nos importem. \u00c9, pois, justo que nos consideremos da mesma forma, aceitando em n\u00f3s o que, de facto, n\u00e3o nos define. As pessoas erram, nada nisso \u00e9 extraordin\u00e1rio. Todos erramos, todos podemos amar e, por isso, perdoar \u2014 as nossas mis\u00e9rias e as dos outros. 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