{"id":32405,"date":"2026-05-11T09:21:50","date_gmt":"2026-05-11T09:21:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32405"},"modified":"2026-05-11T09:21:50","modified_gmt":"2026-05-11T09:21:50","slug":"papa-o-amor-de-deus-e-a-condicao-para-a-nossa-justica-e-nao-o-contrario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/papa-o-amor-de-deus-e-a-condicao-para-a-nossa-justica-e-nao-o-contrario\/","title":{"rendered":"Papa: o amor de Deus \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para a nossa justi\u00e7a, e n\u00e3o o contr\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><i>\u201cHoje, no Evangelho, escut\u00e1mos algumas palavras que Jesus dirige aos seus disc\u00edpulos durante a \u00daltima Ceia. Ao fazer do p\u00e3o e do vinho o sinal vivo do seu amor, Cristo diz: \u00abSe me tendes amor, cumprireis os meus mandamentos\u00bb. Esta afirma\u00e7\u00e3o liberta-nos de um equ\u00edvoco, ou seja, da ideia de sermos amados se observarmos os mandamentos: a nossa justi\u00e7a seria ent\u00e3o condi\u00e7\u00e3o para o amor de Deus. \u00c9 o amor de Deus, pelo contr\u00e1rio, a condi\u00e7\u00e3o para a nossa justi\u00e7a\u201d.\u00a0<\/i>Foi o que disse o Papa Le\u00e3o XIV na alocu\u00e7\u00e3o que precedeu o Regina C\u00e6li na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, na presen\u00e7a de milhares de fi\u00e9is e peregrinos, neste VI Domingo da P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>Observamos verdadeiramente os mandamentos, &#8211; continuou o Papa &#8211; segundo a vontade de Deus, se reconhecermos o seu amor por n\u00f3s, tal como Cristo o revela ao mundo. As palavras de Jesus s\u00e3o, portanto, um convite \u00e0 rela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o uma chantagem ou uma incerteza.<\/p>\n<p><i>\u201cEis por que o Senhor manda que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou: \u00e9 o amor de Jesus que gera em n\u00f3s o amor. O pr\u00f3prio Cristo \u00e9 o crit\u00e9rio, o paradigma do verdadeiro amor: que \u00e9 fiel para sempre, puro e incondicional\u201d.<\/i><\/p>\n<p>\u201cAquele que n\u00e3o conhece nem \u201cmas\u201d nem \u201ctalvez\u201d; que se doa sem querer possuir; que d\u00e1 vida sem levar nada em troca. Porque Deus nos ama primeiro, tamb\u00e9m n\u00f3s podemos amar; e quando amamos de verdade a Deus, amamo-nos de verdade uns aos outros\u201d.<\/p>\n<p>Acontece o mesmo com a vida, acrescentou o Papa: \u201cs\u00f3 quem a recebeu pode viver, e assim s\u00f3 quem foi amado pode amar\u201d.<\/p>\n<p><i>\u201cOs mandamentos do Senhor s\u00e3o, por isso, uma regra de vida que nos cura dos falsos amores; s\u00e3o um estilo espiritual, que \u00e9 caminho para a salva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Precisamente porque nos ama &#8211; afirmou o Papa &#8211; o Senhor n\u00e3o nos deixa sozinhos nas prova\u00e7\u00f5es da vida: promete-nos o Par\u00e1clito, ou seja, o Advogado defensor, o \u00abEsp\u00edrito da Verdade\u00bb.<\/p>\n<p><i>\u201c\u00c9 um dom que \u00abo mundo n\u00e3o pode receber\u00bb, enquanto se obstinar no mal que oprime o pobre, exclui o fraco, mata o inocente\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Quem, pelo contr\u00e1rio, &#8211; destacaou o Papa &#8211; corresponde ao amor que Jesus nutre por todos, encontra no Esp\u00edrito Santo um aliado que nunca falha: &#8220;V\u00f3s \u00e9 que O conheceis \u2013 diz Jesus \u2013 porque permanece junto de v\u00f3s, e est\u00e1 em v\u00f3s&#8221;. Sempre e em toda a parte podemos, ent\u00e3o, testemunhar Deus, que \u00e9 amor: esta palavra n\u00e3o significa uma ideia da mente humana, mas a realidade da vida divina, pela qual todas as coisas foram criadas do nada e salvas da morte.<\/p>\n<p>O Santo Padre sublinhou em seguida que ao oferecer-nos o amor verdadeiro e eterno, Jesus partilha conosco a sua identidade de Filho amado: \u201cEu estou no meu Pai, e v\u00f3s em mim, e Eu em v\u00f3s\u201d. Esta envolvente comunh\u00e3o de vida desmente o Acusador, ou seja, o advers\u00e1rio do Par\u00e1clito, o esp\u00edrito contr\u00e1rio ao nosso defensor. Com efeito, enquanto o Esp\u00edrito Santo \u00e9 for\u00e7a de verdade, este Acusador \u00e9 \u201cpai da mentira\u201d, que quer opor o homem a Deus e os homens entre si: precisamente o oposto do que faz Jesus, salvando-nos do mal e unindo-nos como povo de irm\u00e3os e irm\u00e3s na Igreja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cHoje, no Evangelho, escut\u00e1mos algumas palavras que Jesus dirige aos seus disc\u00edpulos durante a \u00daltima Ceia. Ao fazer do p\u00e3o e do vinho o sinal vivo do seu amor, Cristo diz: \u00abSe me tendes amor, cumprireis os meus mandamentos\u00bb. Esta afirma\u00e7\u00e3o liberta-nos de um equ\u00edvoco, ou seja, da ideia de sermos amados se observarmos os mandamentos: a nossa justi\u00e7a seria ent\u00e3o condi\u00e7\u00e3o para o amor de Deus. \u00c9 o amor de Deus, pelo contr\u00e1rio, a condi\u00e7\u00e3o para a nossa justi\u00e7a\u201d.\u00a0Foi o que disse o Papa Le\u00e3o XIV na alocu\u00e7\u00e3o que precedeu o Regina C\u00e6li na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, na presen\u00e7a de milhares de fi\u00e9is e peregrinos, neste VI Domingo da P\u00e1scoa. Observamos verdadeiramente os mandamentos, &#8211; continuou o Papa &#8211; segundo a vontade de Deus, se reconhecermos o seu amor por n\u00f3s, tal como Cristo o revela ao mundo. As palavras de Jesus s\u00e3o, portanto, um convite \u00e0 rela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o uma chantagem ou uma incerteza. \u201cEis por que o Senhor manda que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou: \u00e9 o amor de Jesus que gera em n\u00f3s o amor. O pr\u00f3prio Cristo \u00e9 o crit\u00e9rio, o paradigma do verdadeiro amor: que \u00e9 fiel para sempre, puro e incondicional\u201d. \u201cAquele que n\u00e3o conhece nem \u201cmas\u201d nem \u201ctalvez\u201d; que se doa sem querer possuir; que d\u00e1 vida sem levar nada em troca. Porque Deus nos ama primeiro, tamb\u00e9m n\u00f3s podemos amar; e quando amamos de verdade a Deus, amamo-nos de verdade uns aos outros\u201d. Acontece o mesmo com a vida, acrescentou o Papa: \u201cs\u00f3 quem a recebeu pode viver, e assim s\u00f3 quem foi amado pode amar\u201d. \u201cOs mandamentos do Senhor s\u00e3o, por isso, uma regra de vida que nos cura dos falsos amores; s\u00e3o um estilo espiritual, que \u00e9 caminho para a salva\u00e7\u00e3o\u201d. 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O Santo Padre sublinhou em seguida que ao oferecer-nos o amor verdadeiro e eterno, Jesus partilha conosco a sua identidade de Filho amado: \u201cEu estou no meu Pai, e v\u00f3s em mim, e Eu em v\u00f3s\u201d. Esta envolvente comunh\u00e3o de vida desmente o Acusador, ou seja, o advers\u00e1rio do Par\u00e1clito, o esp\u00edrito contr\u00e1rio ao nosso defensor. 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