{"id":32417,"date":"2026-05-14T09:14:25","date_gmt":"2026-05-14T09:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32417"},"modified":"2026-05-14T09:14:25","modified_gmt":"2026-05-14T09:14:25","slug":"a-vida-humana-nao-e-toda-a-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/a-vida-humana-nao-e-toda-a-historia\/","title":{"rendered":"A Vida Humana, n\u00e3o \u00e9 toda a Hist\u00f3ria!"},"content":{"rendered":"<p>Vivemos numa \u00e9poca que exalta a efici\u00eancia e o desempenho como se fossem virtudes absolutas. No entanto, mais cedo ou mais tarde, todos nos deparamos com limita\u00e7\u00f5es: cansa\u00e7o, d\u00favidas, o corpo ou o\u00a0<em>cora\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0debilitado, o sil\u00eancio do outro quando precisamos de ajuda&#8230;<\/p>\n<p>Quando um familiar, um amigo ou mesmo um conhecido, fica gravemente doente ou recebe um diagn\u00f3stico de doen\u00e7a terminal, o sofrimento e o medo dominam-nos e fazem-nos sentir uma profunda sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia.<\/p>\n<p>Quem recebe uma not\u00edcia destas quer ajudar, mas tamb\u00e9m tem de lidar com as suas pr\u00f3prias rea\u00e7\u00f5es e medos. Talvez a primeira ajuda que nos possamos dar seja entrar em contacto com as emo\u00e7\u00f5es que nos magoam, ouvindo-as com paci\u00eancia e tentando compreend\u00ea-las.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a, mesmo a menos grave, destabiliza-nos sempre. Confronta-nos com a vulnerabilidade que tentamos esconder, destr\u00f3i as nossas\u00a0<em>ilus\u00f5es de omnipot\u00eancia<\/em>\u00a0e obriga-nos a confrontar a realidade do nosso destino final: a morte.<\/p>\n<p>Enfrentar a doen\u00e7a que leva \u00e0 morte de um ente querido \u00e9 um pouco como encarar a pr\u00f3pria morte, e \u00e9 compreens\u00edvel sentir-se perturbado e angustiado.<\/p>\n<p>Estar perto da pessoa doente, na reta final da sua caminhada, pode tornar-se uma li\u00e7\u00e3o de vida, pois exige de n\u00f3s: autenticidade e sinceridade sobre aquilo em que acreditamos e esperamos, da nossa fr\u00e1gil exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Perante a perspetiva da morte, se n\u00e3o formos superficiais, reexaminamos as nossas atitudes e escolhas, os valores pelos quais tentamos viver, os erros ou pecados que cometemos.<\/p>\n<p>Permanecer ao lado da pessoa que sofre, tentar colocar-se no seu lugar, ouvir pacientemente as suas palavras, a sua linguagem n\u00e3o verbal &#8211; olhares, gestos e acenos de cabe\u00e7a -, significa ouvir os seus\u00a0<em>sil\u00eancios<\/em>\u00a0ou as suas\u00a0<em>revoltas<\/em>, sem a julgar. Significa aprender a ouvir-nos a n\u00f3s pr\u00f3prios para aprendermos a ouvir a outra pessoa, com uma atitude emp\u00e1tica, sem tentar dar respostas ou solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Creio que \u00e9 importante, muito importante, estar perto, mesmo que isso signifique estar apenas presente,\u00a0<em>segurando a m\u00e3o<\/em>. E que essa presen\u00e7a ofere\u00e7a seguran\u00e7a e fa\u00e7a sentir o\u00a0<em>calor humano.<\/em><\/p>\n<p>A morte, pela sua pr\u00f3pria natureza, \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o da vida, \u00e9 o verdadeiro\u00a0<em>xeque-mate<\/em>\u00a0para a natureza humana. Como n\u00e3o tem\u00ea-la?<\/p>\n<p>Contudo, faz parte da vida porque pertence ao ciclo da vida. Como todas as coisas criadas, a nossa exist\u00eancia terrena chegar\u00e1 ao fim. Cairemos no nada? Ser\u00e1 mesmo o fim de tudo?<\/p>\n<p>A f\u00e9 em Jesus Cristo, morto e ressuscitado, ensina-nos que este tem\u00edvel inimigo foi derrotado porque o Senhor o enfrentou e perseverou at\u00e9 ao fim.<\/p>\n<p>Esta certeza n\u00e3o elimina a dor e a saudade, mas sustenta-nos e ajuda-nos a ver para al\u00e9m das evid\u00eancias, a captar<em>\u00a0os raios de luz\u00a0<\/em>que emanam da P\u00e1scoa de Jesus.<\/p>\n<p>A vida terrena, na verdade, n\u00e3o \u00e9 toda a hist\u00f3ria! H\u00e1 mais! H\u00e1 muito mais!<\/p>\n<p>(iMissio)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos numa \u00e9poca que exalta a efici\u00eancia e o desempenho como se fossem virtudes absolutas. No entanto, mais cedo ou mais tarde, todos nos deparamos com limita\u00e7\u00f5es: cansa\u00e7o, d\u00favidas, o corpo ou o\u00a0cora\u00e7\u00e3o\u00a0debilitado, o sil\u00eancio do outro quando precisamos de ajuda&#8230; Quando um familiar, um amigo ou mesmo um conhecido, fica gravemente doente ou recebe um diagn\u00f3stico de doen\u00e7a terminal, o sofrimento e o medo dominam-nos e fazem-nos sentir uma profunda sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia. Quem recebe uma not\u00edcia destas quer ajudar, mas tamb\u00e9m tem de lidar com as suas pr\u00f3prias rea\u00e7\u00f5es e medos. Talvez a primeira ajuda que nos possamos dar seja entrar em contacto com as emo\u00e7\u00f5es que nos magoam, ouvindo-as com paci\u00eancia e tentando compreend\u00ea-las. A doen\u00e7a, mesmo a menos grave, destabiliza-nos sempre. Confronta-nos com a vulnerabilidade que tentamos esconder, destr\u00f3i as nossas\u00a0ilus\u00f5es de omnipot\u00eancia\u00a0e obriga-nos a confrontar a realidade do nosso destino final: a morte. Enfrentar a doen\u00e7a que leva \u00e0 morte de um ente querido \u00e9 um pouco como encarar a pr\u00f3pria morte, e \u00e9 compreens\u00edvel sentir-se perturbado e angustiado. Estar perto da pessoa doente, na reta final da sua caminhada, pode tornar-se uma li\u00e7\u00e3o de vida, pois exige de n\u00f3s: autenticidade e sinceridade sobre aquilo em que acreditamos e esperamos, da nossa fr\u00e1gil exist\u00eancia. Perante a perspetiva da morte, se n\u00e3o formos superficiais, reexaminamos as nossas atitudes e escolhas, os valores pelos quais tentamos viver, os erros ou pecados que cometemos. Permanecer ao lado da pessoa que sofre, tentar colocar-se no seu lugar, ouvir pacientemente as suas palavras, a sua linguagem n\u00e3o verbal &#8211; olhares, gestos e acenos de cabe\u00e7a -, significa ouvir os seus\u00a0sil\u00eancios\u00a0ou as suas\u00a0revoltas, sem a julgar. Significa aprender a ouvir-nos a n\u00f3s pr\u00f3prios para aprendermos a ouvir a outra pessoa, com uma atitude emp\u00e1tica, sem tentar dar respostas ou solu\u00e7\u00f5es. Creio que \u00e9 importante, muito importante, estar perto, mesmo que isso signifique estar apenas presente,\u00a0segurando a m\u00e3o. E que essa presen\u00e7a ofere\u00e7a seguran\u00e7a e fa\u00e7a sentir o\u00a0calor humano. A morte, pela sua pr\u00f3pria natureza, \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o da vida, \u00e9 o verdadeiro\u00a0xeque-mate\u00a0para a natureza humana. Como n\u00e3o tem\u00ea-la? Contudo, faz parte da vida porque pertence ao ciclo da vida. 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