{"id":32477,"date":"2026-05-30T14:35:14","date_gmt":"2026-05-30T14:35:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32477"},"modified":"2026-06-02T09:26:11","modified_gmt":"2026-06-02T09:26:11","slug":"solenidade-da-santissima-trindade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/solenidade-da-santissima-trindade\/","title":{"rendered":"Solenidade da Sant\u00edssima Trindade"},"content":{"rendered":"<p>Conclu\u00eddo o Tempo Pascal, retomamos o tempo lit\u00fargico designado por Tempo Comum. Neste IX Domingo do Tempo Comum, somos convidados a contemplar o Mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade, o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo, cujo modelo de amor e de perfeita unidade e comunh\u00e3o nos deve estimular e comprometer a viver da mesma forma com Deus e com os outros.<\/p>\n<p>A Sant\u00edssima Trindade \u00e9 formada por tr\u00eas pessoas, o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo, que t\u00eam a mesma natureza, a mesma divindade, o mesmo poder e a mesma perfei\u00e7\u00e3o; \u00e9 um mist\u00e9rio de um s\u00f3 Deus em tr\u00eas pessoas distintas, consubstanciais e de igual gl\u00f3ria, o que \u00e9 de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o pela intelig\u00eancia humana. O mais importante n\u00e3o ser\u00e1 procurar decifrar e compreender este Mist\u00e9rio, mas sim acreditar e viv\u00ea-lo em toda a sua dimens\u00e3o.<\/p>\n<p>Os crist\u00e3os n\u00e3o professam tr\u00eas deuses, mas um s\u00f3 Deus em tr\u00eas pessoas. \u00c9 um Deus uno e trino, um Deus que \u00e9 fam\u00edlia, comunidade e amor, que se foi revelando de v\u00e1rias formas ao longo da Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o. Ele revelou-se na Cria\u00e7\u00e3o \u2013 o Amor criador do Pai \u2013, na Encarna\u00e7\u00e3o \u2013 o Amor filial de Jesus Cristo, que morreu para redimir toda a cria\u00e7\u00e3o \u2013 e no Pentecostes \u2013 o Amor do Esp\u00edrito Santo, que procede do Pai e do Filho, cuja presen\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o realiza a obra santificadora de todos os homens.<\/p>\n<p>A Sant\u00edssima Trindade est\u00e1 presente na vida de todos os crist\u00e3os, desde o in\u00edcio at\u00e9 ao fim. Somos baptizados em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo, recebemos as b\u00ean\u00e7\u00e3os, em todos os actos lit\u00fargicos, em Seu nome, rezamos o Credo centrados na ac\u00e7\u00e3o das tr\u00eas pessoas da Sant\u00edssima Trindade, dirigimos, na Eucaristia, as nossas ora\u00e7\u00f5es ao Pai, por meio do Filho e no Esp\u00edrito Santo, e rezamos frequentemente a Gl\u00f3ria, a ora\u00e7\u00e3o em que \u00e9 dada gl\u00f3ria ao Pai, ao Filho e ao Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Como diz o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica \u201co mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade \u00e9 o mist\u00e9rio central da nossa f\u00e9 e da vida crist\u00e3. \u00c9 o mist\u00e9rio do pr\u00f3prio Deus. \u00c9, portanto, a fonte de todos os outros mist\u00e9rios da f\u00e9, e a luz que os ilumina. \u00c9 o ensinamento mais fundamental e essencial na \u201chierarquia das verdades da f\u00e9\u201d. Toda a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a hist\u00f3ria dos caminhos e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e \u00fanico, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, Se revela, Se reconcilia, e Se une aos homens que se afastam do pecado\u201d. (CIC 234)<\/p>\n<p>Que a celebra\u00e7\u00e3o desta solenidade aumente em n\u00f3s a consci\u00eancia de que estamos cheios do amor e da presen\u00e7a de um Deus que \u00e9 Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, para que inspirados na comunh\u00e3o perfeita das pessoas da Sant\u00edssima Trindade sejamos mission\u00e1rios de um amor infinito, que se estende por todos e \u00e9 gerador de comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>A Palavra de Deus deste Domingo apresenta-nos alguns dos atributos de Deus, designadamente a clem\u00eancia, a compaix\u00e3o, a miseric\u00f3rdia e a fidelidade (1.\u00aa Leitura), fala-nos de uma f\u00f3rmula de b\u00ean\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria (usada actualmente no in\u00edcio da celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia) &#8211; \u201cA gra\u00e7a do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo estejam convosco\u201d, com a qual S. Paulo termina a carta aos Cor\u00edntios (2.\u00aa Leitura), e fala-nos do infinito Amor de Deus pelo mundo, um Amor que levou a entregar o Seu Filho \u00fanico, que n\u00e3o veio para julgar e condenar, mas \u201cpara que todos tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d (Jo 10,10).<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios \u00e0s Leituras retirados do Secretariado Nacional da Liturgia<\/p>\n<p>I LEITURA (Ex 34, 4-6.8-9)<br \/>\n\u00abO Senhor, o Senhor \u00e9 um Deus clemente e compassivo\u00bb<\/p>\n<p><em>Deus manifesta-Se a Mois\u00e9s como um Deus cheio de amor e de ternura para com o Seu povo. Sem deixar de ser justo, antes de tudo e acima de tudo, Ele \u00e9 o Deus que ama e perdoa.<br \/>\nCompenetrado desta verdade, Mois\u00e9s n\u00e3o tem receio de interceder pelo Povo, que fora infiel \u00e0 Alian\u00e7a, voltando as costas, ao Deus vivo, para se entregar aos \u00eddolos. E Mois\u00e9s n\u00e3o v\u00ea frustrada a sua esperan\u00e7a. Deus continuar\u00e1 no meio do Seu povo, porque Ele \u00e9, na verdade, Aquele que salva.<\/em><\/p>\n<p>II LEITURA (2 Cor 13, 11-13)<br \/>\n\u00abA gra\u00e7a de Jesus Cristo, o amor de Deus<br \/>\ne a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo\u00bb<\/p>\n<p><em>Ao iniciarmos as nossas assembleias lit\u00fargicas com o voto de S. Paulo, no final da carta aos Cor\u00edntios n\u00f3s professamos a nossa f\u00e9 no mist\u00e9rio de um Deus em tr\u00eas Pessoas distintas. N\u00f3s reconhecemos que a presen\u00e7a da Trindade \u00e9 o que constitui a comunidade crist\u00e3. Na verdade, \u00e9 pelo dom gratuito de Jesus Cristo, pelo amor universal do Pai e pela for\u00e7a unitiva do Esp\u00edrito de caridade que somos congregados em assembleia, para celebrarmos a gl\u00f3ria de Deus.<br \/>\nReunida pela ac\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Trindade, a comunidade crist\u00e3 deve empenhar-se em se assemelhar \u00e0 comunidade trinit\u00e1ria vivendo na busca da perfei\u00e7\u00e3o, na alegria e no amor m\u00fatuo que se exprime pelo \u00f3sculo da paz.<\/em><\/p>\n<p>EVANGELHO (Jo 3, 16-18)<br \/>\n\u00abDeus enviou o seu Filho ao mundo,<br \/>\npara que o mundo seja salvo por Ele\u00bb<\/p>\n<p><em>O mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade \u00e9 um mist\u00e9rio de amor: amor de um Deus que se revela aos homens e, num gesto de infinita bondade, lhes d\u00e1 o Seu Filho, o Qual, encarnando e entregando-Se, totalmente, aos homens at\u00e9 \u00e0 morte de Cruz (Flp 2, 8), veio n\u00e3o para julg\u00e1-los, mas para salv\u00e1-los.<br \/>\nPerante este amor de Deus, o homem s\u00f3 pode ter uma atitude: aceitar Jesus Cristo como seu Salvador deixar-se penetrar pelo Seu amor e iluminar pela Sua verdade, que \u00e9 o Seu Evangelho de amor. Recusar Jesus Cristo \u00e9 recusar a salva\u00e7\u00e3o. Deus n\u00e3o condena ningu\u00e9m. Cada um de n\u00f3s, com a sua aceita\u00e7\u00e3o ou recusa de Cristo, \u00e9 que decide acerca do seu ju\u00edzo final.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/2026-05-31-Dom-IX-TC-Santissima-Trindade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>SOLENIDADE DA SANT\u00cdSSIMA TRINDADE<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclu\u00eddo o Tempo Pascal, retomamos o tempo lit\u00fargico designado por Tempo Comum. Neste IX Domingo do Tempo Comum, somos convidados a contemplar o Mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade, o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo, cujo modelo de amor e de perfeita unidade e comunh\u00e3o nos deve estimular e comprometer a viver da mesma forma com Deus e com os outros. A Sant\u00edssima Trindade \u00e9 formada por tr\u00eas pessoas, o Pai, o Filho e o Esp\u00edrito Santo, que t\u00eam a mesma natureza, a mesma divindade, o mesmo poder e a mesma perfei\u00e7\u00e3o; \u00e9 um mist\u00e9rio de um s\u00f3 Deus em tr\u00eas pessoas distintas, consubstanciais e de igual gl\u00f3ria, o que \u00e9 de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o pela intelig\u00eancia humana. O mais importante n\u00e3o ser\u00e1 procurar decifrar e compreender este Mist\u00e9rio, mas sim acreditar e viv\u00ea-lo em toda a sua dimens\u00e3o. Os crist\u00e3os n\u00e3o professam tr\u00eas deuses, mas um s\u00f3 Deus em tr\u00eas pessoas. \u00c9 um Deus uno e trino, um Deus que \u00e9 fam\u00edlia, comunidade e amor, que se foi revelando de v\u00e1rias formas ao longo da Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o. Ele revelou-se na Cria\u00e7\u00e3o \u2013 o Amor criador do Pai \u2013, na Encarna\u00e7\u00e3o \u2013 o Amor filial de Jesus Cristo, que morreu para redimir toda a cria\u00e7\u00e3o \u2013 e no Pentecostes \u2013 o Amor do Esp\u00edrito Santo, que procede do Pai e do Filho, cuja presen\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o realiza a obra santificadora de todos os homens. A Sant\u00edssima Trindade est\u00e1 presente na vida de todos os crist\u00e3os, desde o in\u00edcio at\u00e9 ao fim. Somos baptizados em nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo, recebemos as b\u00ean\u00e7\u00e3os, em todos os actos lit\u00fargicos, em Seu nome, rezamos o Credo centrados na ac\u00e7\u00e3o das tr\u00eas pessoas da Sant\u00edssima Trindade, dirigimos, na Eucaristia, as nossas ora\u00e7\u00f5es ao Pai, por meio do Filho e no Esp\u00edrito Santo, e rezamos frequentemente a Gl\u00f3ria, a ora\u00e7\u00e3o em que \u00e9 dada gl\u00f3ria ao Pai, ao Filho e ao Esp\u00edrito Santo. Como diz o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica \u201co mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade \u00e9 o mist\u00e9rio central da nossa f\u00e9 e da vida crist\u00e3. \u00c9 o mist\u00e9rio do pr\u00f3prio Deus. \u00c9, portanto, a fonte de todos os outros mist\u00e9rios da f\u00e9, e a luz que os ilumina. \u00c9 o ensinamento mais fundamental e essencial na \u201chierarquia das verdades da f\u00e9\u201d. Toda a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a hist\u00f3ria dos caminhos e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e \u00fanico, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, Se revela, Se reconcilia, e Se une aos homens que se afastam do pecado\u201d. (CIC 234) Que a celebra\u00e7\u00e3o desta solenidade aumente em n\u00f3s a consci\u00eancia de que estamos cheios do amor e da presen\u00e7a de um Deus que \u00e9 Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, para que inspirados na comunh\u00e3o perfeita das pessoas da Sant\u00edssima Trindade sejamos mission\u00e1rios de um amor infinito, que se estende por todos e \u00e9 gerador de comunh\u00e3o. A Palavra de Deus deste Domingo apresenta-nos alguns dos atributos de Deus, designadamente a clem\u00eancia, a compaix\u00e3o, a miseric\u00f3rdia e a fidelidade (1.\u00aa Leitura), fala-nos de uma f\u00f3rmula de b\u00ean\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria (usada actualmente no in\u00edcio da celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia) &#8211; \u201cA gra\u00e7a do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo estejam convosco\u201d, com a qual S. 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II LEITURA (2 Cor 13, 11-13) \u00abA gra\u00e7a de Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo\u00bb Ao iniciarmos as nossas assembleias lit\u00fargicas com o voto de S. Paulo, no final da carta aos Cor\u00edntios n\u00f3s professamos a nossa f\u00e9 no mist\u00e9rio de um Deus em tr\u00eas Pessoas distintas. N\u00f3s reconhecemos que a presen\u00e7a da Trindade \u00e9 o que constitui a comunidade crist\u00e3. Na verdade, \u00e9 pelo dom gratuito de Jesus Cristo, pelo amor universal do Pai e pela for\u00e7a unitiva do Esp\u00edrito de caridade que somos congregados em assembleia, para celebrarmos a gl\u00f3ria de Deus. Reunida pela ac\u00e7\u00e3o da Sant\u00edssima Trindade, a comunidade crist\u00e3 deve empenhar-se em se assemelhar \u00e0 comunidade trinit\u00e1ria vivendo na busca da perfei\u00e7\u00e3o, na alegria e no amor m\u00fatuo que se exprime pelo \u00f3sculo da paz. EVANGELHO (Jo 3, 16-18) \u00abDeus enviou o seu Filho ao mundo, para que o mundo seja salvo por Ele\u00bb O mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade \u00e9 um mist\u00e9rio de amor: amor de um Deus que se revela aos homens e, num gesto de infinita bondade, lhes d\u00e1 o Seu Filho, o Qual, encarnando e entregando-Se, totalmente, aos homens at\u00e9 \u00e0 morte de Cruz (Flp 2, 8), veio n\u00e3o para julg\u00e1-los, mas para salv\u00e1-los. Perante este amor de Deus, o homem s\u00f3 pode ter uma atitude: aceitar Jesus Cristo como seu Salvador deixar-se penetrar pelo Seu amor e iluminar pela Sua verdade, que \u00e9 o Seu Evangelho de amor. Recusar Jesus Cristo \u00e9 recusar a salva\u00e7\u00e3o. Deus n\u00e3o condena ningu\u00e9m. Cada um de n\u00f3s, com a sua aceita\u00e7\u00e3o ou recusa de Cristo, \u00e9 que decide acerca do seu ju\u00edzo final. 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