{"id":32500,"date":"2026-06-05T09:26:54","date_gmt":"2026-06-05T09:26:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32500"},"modified":"2026-06-05T09:26:54","modified_gmt":"2026-06-05T09:26:54","slug":"corpo-de-deus-bispo-do-porto-anuncio-publico-de-que-deus-caminha-ao-lado-das-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/corpo-de-deus-bispo-do-porto-anuncio-publico-de-que-deus-caminha-ao-lado-das-pessoas\/","title":{"rendered":"Corpo de Deus. Bispo do Porto: \u201can\u00fancio p\u00fablico de que Deus caminha ao lado das pessoas\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>A Prociss\u00e3o do Corpo de Deus, para D. Manuel Linda, \u201c\u00e9 express\u00e3o de sinodalidade\u201d que se concretiza \u201cquando a comunidade sai dos muros da Igreja para ir ao encontro das necessidades dos mais vulner\u00e1veis\u201d. Para promover a proximidade aos \u201cdesprezados\u201d, \u201cfr\u00e1geis\u201d e \u201cdesprotegidos\u201d. E impedir os \u201cindividualismos e indiferen\u00e7as\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Na Solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo decorreu a tradicional Prociss\u00e3o do Corpo de Deus na cidade do Porto. Numa organiza\u00e7\u00e3o do Cabido Portucalense, largas centenas de pessoas acompanharam o bispo do Porto nesta Prociss\u00e3o, na quinta-feira 4 de junho.<\/p>\n<p>A partir da varanda do Pa\u00e7o Episcopal, D. Manuel Linda no final da Prociss\u00e3o, disse que aquele era um momento de an\u00fancio p\u00fablico de que Deus caminha com as pessoas.<\/p>\n<p><strong>Caminhar ao lado das pessoas<\/strong><\/p>\n<p>\u201cLevar a Eucaristia pelas ruas da nossa cidade do Porto, n\u00e3o \u00e9, portanto, um rito folcl\u00f3rico, mas um an\u00fancio p\u00fablico de que Deus caminha ao lado das pessoas, nas suas alegrias e lutas da vida di\u00e1ria\u201d, disse D. Manuel Linda.<\/p>\n<p>Para o bispo do Porto, a Prociss\u00e3o do Corpo de Deus \u00e9 um ato de \u201cservi\u00e7o de caridade social\u201d para promover a proximidade aos \u201cdesprezados\u201d, \u201cfr\u00e1geis\u201d e \u201cdesprotegidos\u201d. E impedir os \u201cindividualismos e indiferen\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFazemos a prociss\u00e3o como servi\u00e7o de caridade social: somos impelidos a tornarmo-nos \u2018pr\u00f3ximos\u2019 de todos, especialmente dos que sofrem, dos velhinhos desamparados, dos n\u00e3o produtivos desprezados, dos fr\u00e1geis desprotegidos, dos jovens abandonados \u00e0 sua sorte, de tanta gente explorada e espezinhada. E impede-nos de nos alimentarmos de individualismos e indiferen\u00e7as, de \u00f3dios e divis\u00f5es, de vingan\u00e7as e maledic\u00eancias, de materialismos e gan\u00e2ncias\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A Prociss\u00e3o, para D. Manuel Linda, \u201c\u00e9 express\u00e3o de sinodalidade\u201d que se concretiza \u201cquando a comunidade sai dos muros da Igreja para ir ao encontro das necessidades dos mais vulner\u00e1veis\u201d<\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong>A Eucaristia \u00e9 o p\u00e3o dos peregrinos, porque n\u00e3o nos afasta do mundo, mas a ele nos envia como operadores, para o transformar. \u00c9 express\u00e3o da sinodalidade, tema muito atual para n\u00f3s, pois nos encontramos em pleno S\u00ednodo Diocesano. Ora, a sinodalidade concretiza-se quando a comunidade sai dos muros da Igreja para ir ao encontro das necessidades dos mais vulner\u00e1veis. A Igreja n\u00e3o \u00e9 uma fortaleza est\u00e1tica, mas um povo em peregrina\u00e7\u00e3o. Um povo que n\u00e3o deixa ningu\u00e9m para tr\u00e1s: tal como na prociss\u00e3o, o nosso objetivo \u00e9 caminharmos ao mesmo ritmo, numa escuta m\u00fatua e especial aten\u00e7\u00e3o aos mais humildes e fr\u00e1geis\u201d, sublinhou D. Manuel Linda.<\/p>\n<p><strong>Para proteger a dignidade do ser humano<\/strong><\/p>\n<p>O bispo do Porto lembrou a Enc\u00edclica do Papa Le\u00e3o XIV na qual o Santo Padre convida a \u201cMagnifica Humanidade\u201d a \u201cdefender a beleza e a sacralidade da nossa esp\u00e9cie, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justi\u00e7a social e a paz\u201d, referiu D. Manuel Linda.<\/p>\n<p>Alertou para o risco \u201cde uma sociedade cada vez mais virtual\u201d. \u201cNa era do digital, do metaverso e dos ecr\u00e3s, corremos o risco de reduzir o ser humano a um espirito desencarnado ou a um fluxo de dados e algoritmos\u201d, apontou.<\/p>\n<p>\u201cDiante do Senhor presente na h\u00f3stia consagrada, contemplamos a dignidade absoluta de cada ser humano que temos o dever de proteger\u201d, disse o bispo do Porto na conclus\u00e3o das suas palavras no final da Prociss\u00e3o do Corpo de Deus, a todos agradecendo a presen\u00e7a, em particular, \u00e0s autoridades e a tantos organismos sociais.<\/p>\n<p>A Prociss\u00e3o, tendo em conta as obras que decorrem na cidade do Porto, percorreu as vias mais pr\u00f3ximas da Catedral do Porto. Quando saiu da Catedral do Porto passou pela Cal\u00e7ada de Vandoma, Rua de Saraiva de Carvalho, Rua de Augusto Rosa, Rua de Entreparedes, Rua do Campinho, Rua de Santo Andr\u00e9, Rua de Santo Ildefonso, Pra\u00e7a da Batalha, tendo regressado \u00e0 Catedral percorrendo de novo a Rua de Augusto Rosa, a Rua de Saraiva de Carvalho e a Cal\u00e7ada de Vandoma.<\/p>\n<p><strong>Em comunh\u00e3o e corresponsabilidade<\/strong><\/p>\n<p>Na Missa na manh\u00e3 da Solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo, na catedral do Porto, D. Manuel Linda lembrou que naquele dia \u201cfestejamos o Sacramento dos Sacramentos, institu\u00eddo pelo Senhor no dia de quinta feira Santa, d\u00e1diva perene do seu amor, tornado vis\u00edvel no dom ou oferta da sua vida humana na cruz\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMas celebramos, igualmente, o mesmo Cristo que se torna p\u00e3o partido para que a humanidade possa alimentar-se deste novo e definitivo man\u00e1\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Na sua homilia, o bispo do Porto lembrou o S\u00ednodo Diocesano e apelou \u00e0 comunh\u00e3o alertando para a divis\u00e3o no seio da comunidade. \u201cParticipar na Eucaristia significa, pois, aderir a Cristo e, consequentemente, aos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s. N\u00e3o se pode estar em comunh\u00e3o com o altar e, ao mesmo tempo, estar dividido no seio da comunidade\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>Apelou para a corresponsabilidade assinalando-a como uma marca da sinodalidade. \u201cTal como todos os batizados formam um s\u00f3 corpo m\u00edstico, todos os membros da Igreja s\u00e3o chamados ao empenho na miss\u00e3o, valorizando os seus diferentes carismas e minist\u00e9rios, sem clericalismo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cNa Eucaristia e na sinodalidade n\u00e3o h\u00e1 espectadores, mas todos os batizados devem oferecer a sua vida e os seus dons para o bem comum, superando a l\u00f3gica da delega\u00e7\u00e3o passiva\u201d, disse D. Manuel Linda na conclus\u00e3o da sua homilia.<\/p>\n<p>(VP)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Prociss\u00e3o do Corpo de Deus, para D. 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Caminhar ao lado das pessoas \u201cLevar a Eucaristia pelas ruas da nossa cidade do Porto, n\u00e3o \u00e9, portanto, um rito folcl\u00f3rico, mas um an\u00fancio p\u00fablico de que Deus caminha ao lado das pessoas, nas suas alegrias e lutas da vida di\u00e1ria\u201d, disse D. Manuel Linda. Para o bispo do Porto, a Prociss\u00e3o do Corpo de Deus \u00e9 um ato de \u201cservi\u00e7o de caridade social\u201d para promover a proximidade aos \u201cdesprezados\u201d, \u201cfr\u00e1geis\u201d e \u201cdesprotegidos\u201d. E impedir os \u201cindividualismos e indiferen\u00e7as\u201d. \u201cFazemos a prociss\u00e3o como servi\u00e7o de caridade social: somos impelidos a tornarmo-nos \u2018pr\u00f3ximos\u2019 de todos, especialmente dos que sofrem, dos velhinhos desamparados, dos n\u00e3o produtivos desprezados, dos fr\u00e1geis desprotegidos, dos jovens abandonados \u00e0 sua sorte, de tanta gente explorada e espezinhada. E impede-nos de nos alimentarmos de individualismos e indiferen\u00e7as, de \u00f3dios e divis\u00f5es, de vingan\u00e7as e maledic\u00eancias, de materialismos e gan\u00e2ncias\u201d, afirmou. A Prociss\u00e3o, para D. Manuel Linda, \u201c\u00e9 express\u00e3o de sinodalidade\u201d que se concretiza \u201cquando a comunidade sai dos muros da Igreja para ir ao encontro das necessidades dos mais vulner\u00e1veis\u201d \u201cA Eucaristia \u00e9 o p\u00e3o dos peregrinos, porque n\u00e3o nos afasta do mundo, mas a ele nos envia como operadores, para o transformar. \u00c9 express\u00e3o da sinodalidade, tema muito atual para n\u00f3s, pois nos encontramos em pleno S\u00ednodo Diocesano. Ora, a sinodalidade concretiza-se quando a comunidade sai dos muros da Igreja para ir ao encontro das necessidades dos mais vulner\u00e1veis. A Igreja n\u00e3o \u00e9 uma fortaleza est\u00e1tica, mas um povo em peregrina\u00e7\u00e3o. Um povo que n\u00e3o deixa ningu\u00e9m para tr\u00e1s: tal como na prociss\u00e3o, o nosso objetivo \u00e9 caminharmos ao mesmo ritmo, numa escuta m\u00fatua e especial aten\u00e7\u00e3o aos mais humildes e fr\u00e1geis\u201d, sublinhou D. Manuel Linda. Para proteger a dignidade do ser humano O bispo do Porto lembrou a Enc\u00edclica do Papa Le\u00e3o XIV na qual o Santo Padre convida a \u201cMagnifica Humanidade\u201d a \u201cdefender a beleza e a sacralidade da nossa esp\u00e9cie, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justi\u00e7a social e a paz\u201d, referiu D. Manuel Linda. Alertou para o risco \u201cde uma sociedade cada vez mais virtual\u201d. \u201cNa era do digital, do metaverso e dos ecr\u00e3s, corremos o risco de reduzir o ser humano a um espirito desencarnado ou a um fluxo de dados e algoritmos\u201d, apontou. \u201cDiante do Senhor presente na h\u00f3stia consagrada, contemplamos a dignidade absoluta de cada ser humano que temos o dever de proteger\u201d, disse o bispo do Porto na conclus\u00e3o das suas palavras no final da Prociss\u00e3o do Corpo de Deus, a todos agradecendo a presen\u00e7a, em particular, \u00e0s autoridades e a tantos organismos sociais. A Prociss\u00e3o, tendo em conta as obras que decorrem na cidade do Porto, percorreu as vias mais pr\u00f3ximas da Catedral do Porto. Quando saiu da Catedral do Porto passou pela Cal\u00e7ada de Vandoma, Rua de Saraiva de Carvalho, Rua de Augusto Rosa, Rua de Entreparedes, Rua do Campinho, Rua de Santo Andr\u00e9, Rua de Santo Ildefonso, Pra\u00e7a da Batalha, tendo regressado \u00e0 Catedral percorrendo de novo a Rua de Augusto Rosa, a Rua de Saraiva de Carvalho e a Cal\u00e7ada de Vandoma. Em comunh\u00e3o e corresponsabilidade Na Missa na manh\u00e3 da Solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo, na catedral do Porto, D. Manuel Linda lembrou que naquele dia \u201cfestejamos o Sacramento dos Sacramentos, institu\u00eddo pelo Senhor no dia de quinta feira Santa, d\u00e1diva perene do seu amor, tornado vis\u00edvel no dom ou oferta da sua vida humana na cruz\u201d. \u201cMas celebramos, igualmente, o mesmo Cristo que se torna p\u00e3o partido para que a humanidade possa alimentar-se deste novo e definitivo man\u00e1\u201d, declarou. Na sua homilia, o bispo do Porto lembrou o S\u00ednodo Diocesano e apelou \u00e0 comunh\u00e3o alertando para a divis\u00e3o no seio da comunidade. \u201cParticipar na Eucaristia significa, pois, aderir a Cristo e, consequentemente, aos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s. N\u00e3o se pode estar em comunh\u00e3o com o altar e, ao mesmo tempo, estar dividido no seio da comunidade\u201d, assinalou. Apelou para a corresponsabilidade assinalando-a como uma marca da sinodalidade. \u201cTal como todos os batizados formam um s\u00f3 corpo m\u00edstico, todos os membros da Igreja s\u00e3o chamados ao empenho na miss\u00e3o, valorizando os seus diferentes carismas e minist\u00e9rios, sem clericalismo\u201d, afirmou. \u201cNa Eucaristia e na sinodalidade n\u00e3o h\u00e1 espectadores, mas todos os batizados devem oferecer a sua vida e os seus dons para o bem comum, superando a l\u00f3gica da delega\u00e7\u00e3o passiva\u201d, disse D. Manuel Linda na conclus\u00e3o da sua homilia. 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