{"id":32516,"date":"2026-06-09T10:28:24","date_gmt":"2026-06-09T10:28:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32516"},"modified":"2026-06-09T10:28:24","modified_gmt":"2026-06-09T10:28:24","slug":"carta-pastoral-d-manuel-linda-publica-texto-orientador-sobre-o-sinodo-diocesano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/carta-pastoral-d-manuel-linda-publica-texto-orientador-sobre-o-sinodo-diocesano\/","title":{"rendered":"Carta Pastoral: D. Manuel Linda publica texto orientador sobre o S\u00ednodo Diocesano"},"content":{"rendered":"<p>Atrav\u00e9s de uma Carta Pastoral, o bispo do Porto, D. Manuel Linda e seus bispos auxiliares, D. Vitorino Soares, D. Joaquim Dion\u00edsio e D. Roberto Mariz, apresentam uma mensagem sobre o S\u00ednodo Diocesano que j\u00e1 est\u00e1 a decorrer entre 2026 e 2028. O in\u00edcio oficial foi no passado dia 24 de maio na Solenidade de Pentecostes. Voz Portucalense publica na \u00edntegra.<\/p>\n<h3><strong>CARTA PASTORAL PARA O S\u00cdNODO DIOCESANO 2026 \u2013 2028<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>SER PORTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>FORMAR \u2013 REFORMAR \u2013 TRANSFORMAR<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aos irm\u00e3os e irm\u00e3s, presb\u00edteros, di\u00e1conos, consagrados<\/strong><\/p>\n<p><strong>e fi\u00e9is leigos da nossa querida diocese do Porto:<\/strong><\/p>\n<p><strong>gra\u00e7a, paz e bem da parte de Deus nosso Pai!<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 a miss\u00e3o que nos move<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Com alegria e esperan\u00e7a iniciamos este caminho sinodal, acolhendo-o como um evento de gra\u00e7a e um \u201ctempo favor\u00e1vel\u201d (2Cor 6, 2) concedido por Deus \u00e0 nossa Igreja diocesana. Queremos viv\u00ea-lo como oportunidade para consolidarmos a nossa identidade e perten\u00e7a crist\u00e3s e como ocasi\u00e3o para, juntos, discernirmos caminhos que favore\u00e7am a convers\u00e3o e dinamizem a miss\u00e3o. Movidos pelo desejo de colaborar com Deus, abrimo-nos \u00e0 novidade do Esp\u00edrito e, com o cora\u00e7\u00e3o ardente (Lc 24, 32), renovamos o compromisso de servir e de anunciar a todos o Evangelho (Mt 28, 19). Acompanha-nos a gratid\u00e3o ao Senhor da Messe que nos convoca e envia, bem como a quantos nos precederam nesta caminhada de f\u00e9 e contribu\u00edram para a Igreja que somos.<\/li>\n<li>Mais do que um olhar para dentro, cuja preocupa\u00e7\u00e3o seria organizar estruturas ou decidir sobre algumas regras, o s\u00ednodo \u00e9 uma oportunidade para acolhermos a gra\u00e7a inspiradora de Deus e mergulharmos na pr\u00f3pria natureza da Igreja, entendida como um organismo vivo que caminha e se transforma. Desta forma, o s\u00ednodo contribuir\u00e1 \u201cpara configurar a fisionomia pastoral da Igreja particular\u201d\u00a0<em>(Congrega\u00e7\u00e3o para os Bispos, Instru\u00e7\u00e3o sobre os s\u00ednodos diocesanos. Introdu\u00e7\u00e3o, n.\u00ba3)<\/em>, tornando-a mais participativa e mission\u00e1ria, isto \u00e9, \u201cmais capaz de caminhar com cada homem e mulher irradiando a luz de Cristo\u201d\u00a0<em>(XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos, Documento Final, n.\u00ba 28)<\/em>.<\/li>\n<li>Nesta caminhada, somos impulsionados pelo desejo de fidelidade ao Senhor que nos envia aos irm\u00e3os para lhes anunciar o Evangelho. Aspiramos \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o de uma Igreja mission\u00e1ria, viva e atenta \u00e0s realidades que a formam, presente nos diferentes meios e sol\u00edcita para servir. O processo sinodal ser\u00e1 a express\u00e3o vis\u00edvel desta comunh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o, contribuindo para concretizar uma miss\u00e3o que se reinventa neste tempo exigente e neste ch\u00e3o que nos define: a nossa diocese do Porto. \u00c9 a miss\u00e3o que nos move.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Somos um Povo a caminho<\/strong><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Convocada pelo Senhor, a Igreja caminha na hist\u00f3ria como Povo de Deus, enviada como fermento para a edifica\u00e7\u00e3o do Reino (LG 9). \u00c9 um corpo vivo, enriquecido pela diversidade dos membros e pela comunh\u00e3o de dons que o Esp\u00edrito Santo em todos infunde. Cada disc\u00edpulo, habitado e movido pelo Esp\u00edrito, \u00e9 chamado a ler os sinais dos tempos (Mt 16, 3) e a abra\u00e7ar a miss\u00e3o de testemunhar Jesus Cristo com coragem e discernimento. Nesse sentido, o s\u00ednodo pretende, precisamente, real\u00e7ar esta escuta ativa do Esp\u00edrito que habita em cada batizado, colhendo dela a luz necess\u00e1ria para o discernimento e o caminhar da nossa Igreja diocesana. E nesta caminhada, nunca estamos s\u00f3s: o amor de Deus \u00e9 a nossa luz e conforto.<\/li>\n<li>Caminhamos como peregrinos da eternidade, enviados a manifestar no tempo presente o amor de Deus que salva. E embora o Evangelho permane\u00e7a o mesmo, a miss\u00e3o pede-nos criatividade pastoral, novas formas de presen\u00e7a e um renovado ardor perante os desafios de hoje (EG 33). Por isso, tal como em Jerusal\u00e9m (At 15), a Igreja re\u00fane-se para melhor se inspirar e projetar o seu an\u00fancio, movida pelo impulso mission\u00e1rio e pela vontade de chegar a cada pessoa com a mensagem de liberta\u00e7\u00e3o que recebeu do Senhor.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Convidados a testemunhar num mundo em mudan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li>Atenta \u00e0s exigentes circunst\u00e2ncias e ao apelo por um novo vigor evangelizador, a nossa diocese assume o desafio de responder aos sinais dos tempos sem demora (GS 4). Se outrora a f\u00e9 crist\u00e3 moldava largamente os seus residentes, hoje reconhecemos a sua fragilidade: a indiferen\u00e7a cresce, a perten\u00e7a e a pr\u00e1tica desvanecem e o nosso testemunho nem sempre \u00e9 coerente. A r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o distanciou-nos da\u00a0<em>civiliza\u00e7\u00e3o paroquial<\/em>, onde acreditar e pertencer caminhavam de m\u00e3os dadas e em que a f\u00e9 herdada era assumida, praticada e transmitida. Numa cultura fragmentada e polarizada, onde a imagem da institui\u00e7\u00e3o eclesial surge por vezes ferida, a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 perde for\u00e7a e muitos dos nossos contempor\u00e2neos deixam de sentir a Igreja como a sua casa espiritual.<\/li>\n<li>A par da diminui\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica religiosa, vislumbramos uma profunda fome de Deus e de sentido. A\u00a0<em>alergia<\/em>\u00a0\u00e0 institui\u00e7\u00e3o eclesial n\u00e3o apaga a busca pelo sagrado, que continua vibrante, mesmo quando o di\u00e1logo \u00e9 interrompido ou \u00e9 dif\u00edcil acreditar nas respostas. Neste contexto, a Igreja oferece \u00e0 humanidade um horizonte de liberdade: resgata-nos da escravid\u00e3o de sermos meros filhos do nosso tempo, devolvendo-nos ra\u00edzes e a certeza de que a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 uma caminhada solit\u00e1ria. Se as gera\u00e7\u00f5es passadas foram fermento, cabe-nos agora n\u00e3o ocultar a luz de Cristo, para que sejamos uma comunidade diocesana que verdadeiramente ilumina e inspira (Mt 5, 14-16).<\/li>\n<li>Envolvidos pelo amor salv\u00edfico de Deus, assumimos o mandato de \u201cfazer disc\u00edpulos\u201d (Mt 28, 19), testemunhando a beleza e o sentido da f\u00e9 em cada circunst\u00e2ncia. O nosso discurso, nem sempre compreendido, precisa explorar novos meios para mostrar Jesus Cristo, falando ao cora\u00e7\u00e3o do homem contempor\u00e2neo. Juntos precisamos olhar e propor caminhos que encurtem dist\u00e2ncias e permitam alcan\u00e7ar todos, incluindo os que j\u00e1 n\u00e3o nos pedem nada. Diante da indiferen\u00e7a, queremos propor a beleza da f\u00e9 e ser uma Igreja que convida e acolhe, prop\u00f5e e forma, ajudando cada um a redescobrir a sua alma, a aproximar-se de Deus e a valorizar a perten\u00e7a \u00e0 comunidade crist\u00e3. Queremos ser mensageiros das surpresas do Evangelho, confiando que na Palavra de Deus reside a nossa garantia de esperan\u00e7a.<\/li>\n<li>O mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o desafia-nos a abra\u00e7ar plenamente a nossa humanidade e a nossa f\u00e9, vivendo a novidade de cada dia abertos \u00e0s surpresas de Deus e ao encontro fraterno. Como disc\u00edpulos, acolhemos o chamamento \u00e0 santidade e, porque crer \u00e9 optar pela Vida, desejamos ser o fermento que transforma a hist\u00f3ria a partir de dentro (Mt 13, 33). Mais do que diagn\u00f3sticos, o caminho sinodal pede-nos a coragem de assumirmos juntos o seguimento de Jesus Cristo. \u00c9 para Ele que caminhamos, pois s\u00f3 n\u2019Ele encontramos \u201cpalavras de vida eterna\u201d (Jo 6, 68).<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O Espirito Santo faz de n\u00f3s sujeitos<\/strong><\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li>Inspirados pelos grandes documentos da Igreja e pelo recente caminho sinodal, reafirmamos que ser disc\u00edpulo mission\u00e1rio \u00e9 a nossa voca\u00e7\u00e3o comum e o segredo do futuro da nossa diocese. \u00c9 tempo de um novo impulso e de uma transforma\u00e7\u00e3o interior que nos leve a testemunhar a vida em Cristo com maior vigor. O s\u00ednodo desafia-nos a ser uma\u00a0<em>Igreja em sa\u00edda<\/em>\u00a0\u00e0 imagem de Jesus, Aquele que percorreu caminhos diversos para encontrar todos, usando uma linguagem profunda, mas acess\u00edvel. Com empatia, Jesus escutou, curou e acolheu cada hist\u00f3ria, revelando o rosto de um Pai que \u00e9 puro amor. Ao curar corpos e esp\u00edritos, Jesus mostrou que a autoridade do Reino se manifesta no acolhimento e no servi\u00e7o.<\/li>\n<li>Pela gra\u00e7a do batismo, somos chamados a ser protagonistas deste s\u00ednodo, contribuindo com os dons que o Esp\u00edrito distribuiu por cada um. Numa Igreja onde todos contam, reafirmamos que a comunh\u00e3o \u00e9 o oposto do isolamento: somos um corpo diocesano onde cada membro \u00e9 vital para a miss\u00e3o. O s\u00ednodo ser\u00e1 o nosso grande momento de encontro, permitindo-nos discernir, atrav\u00e9s do di\u00e1logo, as vias para o an\u00fancio do Evangelho. Este \u00e9 o momento de assumirmos, com verdade e coragem, uma convers\u00e3o pastoral que responda aos desafios de hoje. \u00c9 tempo de ousadia e de realismo, mas, acima de tudo, de uma confian\u00e7a inabal\u00e1vel na gra\u00e7a que nos sustenta e no Senhor que nos acompanha e garante: \u201cEis que fa\u00e7o novas todas as coisas\u201d (Ap 21, 5).<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>A experi\u00eancia de caminharmos juntos<\/strong><\/p>\n<ol start=\"12\">\n<li>Com o s\u00ednodo, a palavra \u00e9 dada \u00e0 comunidade para juntos darmos rosto ao futuro da nossa Igreja no Porto. As partilhas recentes foram essenciais para identificar as prioridades e os objetivos que agora nos guiam, desde a escolha do lema at\u00e9 \u00e0 defini\u00e7\u00e3o dos nossos eixos de a\u00e7\u00e3o. A forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, a renova\u00e7\u00e3o das estruturas e a urg\u00eancia mission\u00e1ria formam um todo indissoci\u00e1vel: queremos aprofundar o nosso saber para sermos as testemunhas que o mundo atual exige, adotando formas de agir que promovam a proximidade e a convers\u00e3o ao Evangelho.<\/li>\n<li>Nas 477 par\u00f3quias que comp\u00f5em a nossa diocese, mas tamb\u00e9m noutras comunidades (secretariados, universidade, escolas, grupos, movimentos), seremos convidados a unir-nos em equipas sinodais. Atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o e da escuta m\u00fatua, discerniremos juntos os caminhos da nossa Igreja, criando uma s\u00edntese que servir\u00e1 de alicerce ao trabalho da Assembleia Sinodal, de onde sair\u00e3o propostas a apresentar ao Bispo Diocesano para aprova\u00e7\u00e3o e promulga\u00e7\u00e3o, contribuindo para definir os passos futuros da nossa miss\u00e3o evangelizadora.<\/li>\n<li>O lema do nosso s\u00ednodo,\u00a0<strong>\u2018Ser Porto: Formar \u2013 Reformar \u2013 Transformar\u2019<\/strong>, surgiu do contributo de muitos e traduz a nossa vis\u00e3o e a nossa identidade de Igreja diocesana: uma comunidade acolhedora que congrega a diversidade e se alegra na unidade. Assumimo-nos como uma grande comunidade crist\u00e3 de portas abertas, onde o respeito pelo pr\u00f3ximo \u00e9 a base para partirmos juntos em miss\u00e3o e ao encontro da concretiza\u00e7\u00e3o dos sonhos que nos unem.<\/li>\n<li>O compromisso de\u00a0<strong>Formar<\/strong>\u00a0nasce da vontade de crescer e capacitar a comunidade para os desafios atuais. Seguindo o apelo b\u00edblico de testemunhar a nossa esperan\u00e7a (1Pd 3, 15), procuramos uma forma\u00e7\u00e3o que, mais do que elevar o intelecto, transforme o nosso modo de ser. J\u00e1 o ato de\u00a0<strong>Reformar<\/strong>\u00a0foca-se na melhoria das nossas estruturas, tornando a institui\u00e7\u00e3o mais \u00e1gil e funcional para a miss\u00e3o. Trata-se de reorganizar para melhor servir, ajustando-nos \u00e0s circunst\u00e2ncias do presente. O horizonte final \u00e9\u00a0<strong>Transformar<\/strong>: alcan\u00e7ar uma convers\u00e3o pastoral aut\u00eantica e uma evangeliza\u00e7\u00e3o inspirada no Evangelho. Esta mudan\u00e7a s\u00f3 ser\u00e1 real se formos n\u00f3s, individual e coletivamente, os protagonistas desta transforma\u00e7\u00e3o, iluminados pelo Esp\u00edrito Santo e amparados pela gra\u00e7a de Deus.<\/li>\n<li>Ao longo dos pr\u00f3ximos meses, viveremos a gra\u00e7a do nosso s\u00ednodo diocesano, com o desejo de que este evento se torne um processo cont\u00ednuo, pois \u201co caminho da sinodalidade \u00e9 precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro mil\u00e9nio\u201d\u00a0<em>(Francisco, Cinquenten\u00e1rio da Institui\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo dos Bispos, 2015)<\/em>.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Convidamos todos a acompanhar e participar nas etapas deste roteiro:<\/p>\n<p>.\u00a0<strong>24 maio de 2026<\/strong>\u00a0(Pentecostes): Publica\u00e7\u00e3o do Decreto de convoca\u00e7\u00e3o do s\u00ednodo diocesano;<\/p>\n<p>.\u00a0<strong>setembro a dezembro de 2026<\/strong>: ciclo de catequeses sinodais em toda a diocese;<\/p>\n<p>.\u00a0<strong>janeiro a junho de 2027<\/strong>: encontros das equipas sinodais para di\u00e1logo e discernimento, cuja s\u00edntese dar\u00e1 origem ao\u00a0<em>Instrumento de Trabalho<\/em>;<\/p>\n<p>.\u00a0<strong>08 dezembro de 2027<\/strong>: apresenta\u00e7\u00e3o oficial do\u00a0<em>Instrumento de Trabalho<\/em>;<\/p>\n<p>.\u00a0<strong>janeiro a abril de 2028<\/strong>: realiza\u00e7\u00e3o das tr\u00eas sess\u00f5es da Assembleia Sinodal;<\/p>\n<p>.\u00a0<strong>04 junho de 2028<\/strong>\u00a0(Pentecostes): Encerramento do S\u00ednodo e divulga\u00e7\u00e3o das Propostas Sinodais.<\/p>\n<p><strong>Todos convocados e amparados pela ora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ol start=\"17\">\n<li>Vivemos um tempo \u00fanico na nossa diocese, onde a participa\u00e7\u00e3o de cada um \u00e9 esperada e valorizada. Uma das formas mais profundas de colaborar \u00e9 atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, suplicando ao Esp\u00edrito Santo que guie os nossos passos na constru\u00e7\u00e3o de uma Igreja mais formada, participativa e mission\u00e1ria. Imploramos os Seus dons para que saibamos ler os sinais dos tempos, discernir com sabedoria as decis\u00f5es futuras e fortalecer-nos na unidade e no servi\u00e7o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Em todo este percurso, colocamo-nos sob o olhar atento e maternal de Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, padroeira da nossa diocese, que por n\u00f3s intercede e continuamente nos convida a escutar e a seguir prontamente a vontade do seu Filho (Jo 2, 5).<\/p>\n<p><em>Porto, 04 de junho de 2026, Solenidade do Sant\u00edssimo Corpo e Sangue de Cristo<\/em><\/p>\n<p>D. Manuel Linda<\/p>\n<p>D. Vitorino Soares<\/p>\n<p>D. Joaquim Dion\u00edsio<\/p>\n<p>D. Roberto Mariz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atrav\u00e9s de uma Carta Pastoral, o bispo do Porto, D. Manuel Linda e seus bispos auxiliares, D. Vitorino Soares, D. Joaquim Dion\u00edsio e D. Roberto Mariz, apresentam uma mensagem sobre o S\u00ednodo Diocesano que j\u00e1 est\u00e1 a decorrer entre 2026 e 2028. O in\u00edcio oficial foi no passado dia 24 de maio na Solenidade de Pentecostes. Voz Portucalense publica na \u00edntegra. CARTA PASTORAL PARA O S\u00cdNODO DIOCESANO 2026 \u2013 2028 SER PORTO FORMAR \u2013 REFORMAR \u2013 TRANSFORMAR \u00a0 Aos irm\u00e3os e irm\u00e3s, presb\u00edteros, di\u00e1conos, consagrados e fi\u00e9is leigos da nossa querida diocese do Porto: gra\u00e7a, paz e bem da parte de Deus nosso Pai! \u00a0 \u00c9 a miss\u00e3o que nos move Com alegria e esperan\u00e7a iniciamos este caminho sinodal, acolhendo-o como um evento de gra\u00e7a e um \u201ctempo favor\u00e1vel\u201d (2Cor 6, 2) concedido por Deus \u00e0 nossa Igreja diocesana. Queremos viv\u00ea-lo como oportunidade para consolidarmos a nossa identidade e perten\u00e7a crist\u00e3s e como ocasi\u00e3o para, juntos, discernirmos caminhos que favore\u00e7am a convers\u00e3o e dinamizem a miss\u00e3o. Movidos pelo desejo de colaborar com Deus, abrimo-nos \u00e0 novidade do Esp\u00edrito e, com o cora\u00e7\u00e3o ardente (Lc 24, 32), renovamos o compromisso de servir e de anunciar a todos o Evangelho (Mt 28, 19). Acompanha-nos a gratid\u00e3o ao Senhor da Messe que nos convoca e envia, bem como a quantos nos precederam nesta caminhada de f\u00e9 e contribu\u00edram para a Igreja que somos. Mais do que um olhar para dentro, cuja preocupa\u00e7\u00e3o seria organizar estruturas ou decidir sobre algumas regras, o s\u00ednodo \u00e9 uma oportunidade para acolhermos a gra\u00e7a inspiradora de Deus e mergulharmos na pr\u00f3pria natureza da Igreja, entendida como um organismo vivo que caminha e se transforma. Desta forma, o s\u00ednodo contribuir\u00e1 \u201cpara configurar a fisionomia pastoral da Igreja particular\u201d\u00a0(Congrega\u00e7\u00e3o para os Bispos, Instru\u00e7\u00e3o sobre os s\u00ednodos diocesanos. Introdu\u00e7\u00e3o, n.\u00ba3), tornando-a mais participativa e mission\u00e1ria, isto \u00e9, \u201cmais capaz de caminhar com cada homem e mulher irradiando a luz de Cristo\u201d\u00a0(XVI Assembleia Geral Ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos, Documento Final, n.\u00ba 28). Nesta caminhada, somos impulsionados pelo desejo de fidelidade ao Senhor que nos envia aos irm\u00e3os para lhes anunciar o Evangelho. Aspiramos \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o de uma Igreja mission\u00e1ria, viva e atenta \u00e0s realidades que a formam, presente nos diferentes meios e sol\u00edcita para servir. O processo sinodal ser\u00e1 a express\u00e3o vis\u00edvel desta comunh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o, contribuindo para concretizar uma miss\u00e3o que se reinventa neste tempo exigente e neste ch\u00e3o que nos define: a nossa diocese do Porto. \u00c9 a miss\u00e3o que nos move. Somos um Povo a caminho Convocada pelo Senhor, a Igreja caminha na hist\u00f3ria como Povo de Deus, enviada como fermento para a edifica\u00e7\u00e3o do Reino (LG 9). \u00c9 um corpo vivo, enriquecido pela diversidade dos membros e pela comunh\u00e3o de dons que o Esp\u00edrito Santo em todos infunde. Cada disc\u00edpulo, habitado e movido pelo Esp\u00edrito, \u00e9 chamado a ler os sinais dos tempos (Mt 16, 3) e a abra\u00e7ar a miss\u00e3o de testemunhar Jesus Cristo com coragem e discernimento. Nesse sentido, o s\u00ednodo pretende, precisamente, real\u00e7ar esta escuta ativa do Esp\u00edrito que habita em cada batizado, colhendo dela a luz necess\u00e1ria para o discernimento e o caminhar da nossa Igreja diocesana. E nesta caminhada, nunca estamos s\u00f3s: o amor de Deus \u00e9 a nossa luz e conforto. Caminhamos como peregrinos da eternidade, enviados a manifestar no tempo presente o amor de Deus que salva. E embora o Evangelho permane\u00e7a o mesmo, a miss\u00e3o pede-nos criatividade pastoral, novas formas de presen\u00e7a e um renovado ardor perante os desafios de hoje (EG 33). Por isso, tal como em Jerusal\u00e9m (At 15), a Igreja re\u00fane-se para melhor se inspirar e projetar o seu an\u00fancio, movida pelo impulso mission\u00e1rio e pela vontade de chegar a cada pessoa com a mensagem de liberta\u00e7\u00e3o que recebeu do Senhor. Convidados a testemunhar num mundo em mudan\u00e7a Atenta \u00e0s exigentes circunst\u00e2ncias e ao apelo por um novo vigor evangelizador, a nossa diocese assume o desafio de responder aos sinais dos tempos sem demora (GS 4). Se outrora a f\u00e9 crist\u00e3 moldava largamente os seus residentes, hoje reconhecemos a sua fragilidade: a indiferen\u00e7a cresce, a perten\u00e7a e a pr\u00e1tica desvanecem e o nosso testemunho nem sempre \u00e9 coerente. A r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o distanciou-nos da\u00a0civiliza\u00e7\u00e3o paroquial, onde acreditar e pertencer caminhavam de m\u00e3os dadas e em que a f\u00e9 herdada era assumida, praticada e transmitida. Numa cultura fragmentada e polarizada, onde a imagem da institui\u00e7\u00e3o eclesial surge por vezes ferida, a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 perde for\u00e7a e muitos dos nossos contempor\u00e2neos deixam de sentir a Igreja como a sua casa espiritual. A par da diminui\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica religiosa, vislumbramos uma profunda fome de Deus e de sentido. A\u00a0alergia\u00a0\u00e0 institui\u00e7\u00e3o eclesial n\u00e3o apaga a busca pelo sagrado, que continua vibrante, mesmo quando o di\u00e1logo \u00e9 interrompido ou \u00e9 dif\u00edcil acreditar nas respostas. Neste contexto, a Igreja oferece \u00e0 humanidade um horizonte de liberdade: resgata-nos da escravid\u00e3o de sermos meros filhos do nosso tempo, devolvendo-nos ra\u00edzes e a certeza de que a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 uma caminhada solit\u00e1ria. Se as gera\u00e7\u00f5es passadas foram fermento, cabe-nos agora n\u00e3o ocultar a luz de Cristo, para que sejamos uma comunidade diocesana que verdadeiramente ilumina e inspira (Mt 5, 14-16). Envolvidos pelo amor salv\u00edfico de Deus, assumimos o mandato de \u201cfazer disc\u00edpulos\u201d (Mt 28, 19), testemunhando a beleza e o sentido da f\u00e9 em cada circunst\u00e2ncia. O nosso discurso, nem sempre compreendido, precisa explorar novos meios para mostrar Jesus Cristo, falando ao cora\u00e7\u00e3o do homem contempor\u00e2neo. Juntos precisamos olhar e propor caminhos que encurtem dist\u00e2ncias e permitam alcan\u00e7ar todos, incluindo os que j\u00e1 n\u00e3o nos pedem nada. Diante da indiferen\u00e7a, queremos propor a beleza da f\u00e9 e ser uma Igreja que convida e acolhe, prop\u00f5e e forma, ajudando cada um a redescobrir a sua alma, a aproximar-se de Deus e a valorizar a perten\u00e7a \u00e0 comunidade crist\u00e3. Queremos ser mensageiros das surpresas do Evangelho, confiando que na Palavra de Deus reside a nossa garantia de esperan\u00e7a. O mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o desafia-nos a abra\u00e7ar plenamente a nossa humanidade e a nossa f\u00e9, vivendo a novidade<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":32517,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32516","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32516","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32516"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32516\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32517"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}