{"id":32532,"date":"2026-06-12T17:28:17","date_gmt":"2026-06-12T17:28:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32532"},"modified":"2026-06-12T17:28:17","modified_gmt":"2026-06-12T17:28:17","slug":"visita-apostolica-a-espanha-6-o-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/visita-apostolica-a-espanha-6-o-dia\/","title":{"rendered":"Visita apost\u00f3lica a Espanha (6.\u00ba dia)"},"content":{"rendered":"<p>No sexto dia da visita apost\u00f3lica, apresentamos algumas das mensagens do Papa Le\u00e3o XIV, particularmente aquelas que se referem \u00e0 crise migrat\u00f3ria no Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p><em>\u201cO Sucessor de Pedro n\u00e3o pode ignorar esses desembarques. A Igreja n\u00e3o pode ignorar essas \u00e1guas.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cO Evangelho impede os crist\u00e3os de permanecerem espectadores diante do sofrimento.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cOs disc\u00edpulos de Jesus n\u00e3o podem considerar o clamor daqueles que gritam na noite como algo desconhecido\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cA convers\u00e3o come\u00e7a quando o migrante deixa de ser apenas um n\u00famero ou uma categoria abstrata e passa a ser reconhecido como um irm\u00e3o, algu\u00e9m que poderia fazer parte da pr\u00f3pria fam\u00edlia.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cAinda hoje existem \u201cmonstros\u201d que rondam essas \u00e1guas: as m\u00e1fias que lucram com o desespero humano, os traficantes que escravizam mulheres e crian\u00e7as e a indiferen\u00e7a que permite que tantos pobres sejam \u201cengolidos pela explora\u00e7\u00e3o ou pelo esquecimento\u201d.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cOnde Cristo ordena ao mar que se cale, a Igreja n\u00e3o pode permanecer em sil\u00eancio diante daqueles que s\u00e3o abandonados \u00e0s suas \u00e1guas.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cSe outros atribu\u00edram um pre\u00e7o ao seu corpo, Deus nunca deixou de v\u00ea-la como uma pessoa de valor inestim\u00e1vel. Se quiseram aprision\u00e1-la em um passado doloroso, Deus continua a lhe prometer um futuro melhor. Se a trataram como um objeto, a Igreja quer lhe dizer hoje: voc\u00ea \u00e9 filha e irm\u00e3, voc\u00ea \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o. Sua vida n\u00e3o pertence a quem a fez mal; seu corpo n\u00e3o pertence a quem se aproveitou de voc\u00ea; seus dias n\u00e3o pertencem a quem quis acorrent\u00e1-la ao medo! Sua vida pertence a Deus e conserva uma dignidade que ningu\u00e9m pode lhe tirar. N\u00f3s queremos caminhar com voc\u00ea, at\u00e9 que essa verdade seja ouvida novamente, mais forte que a dor.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cN\u00e3o podemos nos acostumar a contar os mortos. A dignidade humana n\u00e3o tem passaporte, nem perde valor ao cruzar uma fronteira.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cQue a hist\u00f3ria n\u00e3o nos acuse de ter transformado a dor de quem sofre numa paisagem habitual de nossas cidades litor\u00e2neas. Porque hoje, aqui, \u00e0 beira-mar, cada vida que chega nos pergunta o que resta da nossa humanidade. Cedo ou tarde, saberemos se fomos capazes de preservar essa humanidade ou se deixamos a indiferen\u00e7a falar por n\u00f3s.\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No sexto dia da visita apost\u00f3lica, apresentamos algumas das mensagens do Papa Le\u00e3o XIV, particularmente aquelas que se referem \u00e0 crise migrat\u00f3ria no Atl\u00e2ntico. \u201cO Sucessor de Pedro n\u00e3o pode ignorar esses desembarques. 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Se quiseram aprision\u00e1-la em um passado doloroso, Deus continua a lhe prometer um futuro melhor. Se a trataram como um objeto, a Igreja quer lhe dizer hoje: voc\u00ea \u00e9 filha e irm\u00e3, voc\u00ea \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o. Sua vida n\u00e3o pertence a quem a fez mal; seu corpo n\u00e3o pertence a quem se aproveitou de voc\u00ea; seus dias n\u00e3o pertencem a quem quis acorrent\u00e1-la ao medo! Sua vida pertence a Deus e conserva uma dignidade que ningu\u00e9m pode lhe tirar. N\u00f3s queremos caminhar com voc\u00ea, at\u00e9 que essa verdade seja ouvida novamente, mais forte que a dor.\u201d \u201cN\u00e3o podemos nos acostumar a contar os mortos. A dignidade humana n\u00e3o tem passaporte, nem perde valor ao cruzar uma fronteira.\u201d \u201cQue a hist\u00f3ria n\u00e3o nos acuse de ter transformado a dor de quem sofre numa paisagem habitual de nossas cidades litor\u00e2neas. 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