{"id":32533,"date":"2026-06-13T13:49:58","date_gmt":"2026-06-13T13:49:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32533"},"modified":"2026-06-18T10:28:52","modified_gmt":"2026-06-18T10:28:52","slug":"xi-domingo-do-tempo-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/xi-domingo-do-tempo-comum\/","title":{"rendered":"XI Domingo do Tempo Comum"},"content":{"rendered":"<ol>\n<li><strong> INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O domingo sempre ser\u00e1 o dia privilegiado do crist\u00e3o, pois nele celebramos a P\u00e1scoa semanal de nosso Senhor. Por isso, \u00e9 o dia da reuni\u00e3o da comunidade, em torno da Palavra e da Eucaristia, em mem\u00f3ria da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. Neste 11\u00ba Domingo do Tempo Comum, desejamos, mais uma vez, realizar essa experi\u00eancia de proximidade e de encontro com Deus.<\/p>\n<p>Nesta liturgia, podemos considerar que o refr\u00e3o do texto dos Salmos sintetiza todo o mist\u00e9rio celebrativo: \u201cN\u00f3s somos o povo e o rebanho do Senhor\u201d (Sl 99). Esse refr\u00e3o, na verdade, \u00e9 a tomada de consci\u00eancia do povo da Escritura \u2013 mas tamb\u00e9m de cada um de n\u00f3s, no agora de nossa vida \u2013 de que fazemos parte do povo de Deus, de que Ele olha por n\u00f3s e se aproxima, repleto de amor e miseric\u00f3rdia, para nos libertar do pecado e nos salvar do poder da morte.<\/p>\n<p>Na primeira leitura, o povo liberto da escravid\u00e3o do Egito come\u00e7a a caminhar no deserto da purifica\u00e7\u00e3o. Deus continua a gui\u00e1-lo e orient\u00e1-lo, ressaltando o poder da alian\u00e7a e da escuta da sua voz. A segunda leitura tem como grande tem\u00e1tica a justifica\u00e7\u00e3o, que \u00e9, na verdade, o modo pelo qual Deus nos reconciliou com ele mesmo por meio da a\u00e7\u00e3o do Filho, Jesus. Por fim, no Evangelho, Jesus chama o grupo dos doze, constituindo o novo povo de Deus, fundado sob a heran\u00e7a de Israel. Seus disc\u00edpulos recebem do Mestre autoridade para realizarem, em sua miss\u00e3o, a\u00e7\u00f5es parecidas com as do pr\u00f3prio Jesus.<\/p>\n<p>Que, na viv\u00eancia desta liturgia dominical, possamos fazer esta experi\u00eancia que nos \u00e9 proposta: termos a consci\u00eancia de que somos o povo e o rebanho do Senhor, de que ele nos ama incondicionalmente e est\u00e1 sempre pr\u00f3ximo a n\u00f3s, guiando-nos e protegendo em nossas maiores ang\u00fastias e necessidades.<\/p>\n<p><strong>II COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong> I leitura (Ex 19,2-6a)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O trecho do livro do \u00caxodo coloca-nos diante do an\u00fancio da elei\u00e7\u00e3o e da alian\u00e7a de Deus com o povo. Na verdade, Israel j\u00e1 foi libertado das m\u00e3os do fara\u00f3 do Egito. Agora, no deserto, os libertos se aproximam do monte Sinai, lugar em que Deus anuncia a Mois\u00e9s a elei\u00e7\u00e3o do povo e a conclus\u00e3o da alian\u00e7a. O texto deste domingo tem a fun\u00e7\u00e3o de ser como que um \u201cpr\u00f3logo\u201d daquilo que se desenvolver\u00e1 posteriormente. A ideia que perpassa todo o bloco \u00e9 que o povo necessita deixar-se purificar e iluminar por Deus. O deserto se caracterizar\u00e1 por ser tempo de libertar a mente e o cora\u00e7\u00e3o de quaisquer estruturas de escravid\u00e3o, pecado e morte. Somente um povo liberto poder\u00e1 habitar, plenamente, na terra de liberdade, terra da promessa divina.<\/p>\n<p>Mois\u00e9s sobe \u00e0 montanha para se encontrar com Deus. Chama-nos a aten\u00e7\u00e3o que, antes mesmo de transmitir um ensinamento ao grande l\u00edder ou ao povo, o Senhor faz mem\u00f3ria de quem Ele \u00e9 e do que j\u00e1 fez em favor de Israel: \u201cVistes o que fiz aos eg\u00edpcios, e como vos levei sobre asas de \u00e1guia e vos trouxe a mim\u201d (v. 4). Deus rememora os grandes feitos do passado, como agiu com m\u00e3o poderosa em favor da liberta\u00e7\u00e3o do povo. O Senhor trouxe Israel at\u00e9 os p\u00e9s da montanha sagrada, o Sinai, para ratificar tanto sua elei\u00e7\u00e3o quanto a alian\u00e7a e renovar a promessa da posse da terra que mana leite e mel.<\/p>\n<p>Consciente disso, o povo continua a ouvir o Senhor. Nos v. 5-6a, Deus apresenta ao povo sua responsabilidade em todo esse processo existencial e espiritual: ouvir sua voz e guardar sua alian\u00e7a. \u00c9 preciso, pois, permanecer junto a Deus, pois \u00e9 ele quem conduz todo o processo libertador\/salvador de Israel, que se iniciou l\u00e1 atr\u00e1s, no Egito, e desembocar\u00e1 na posse da terra. Escutar a voz do Senhor \u00e9 sin\u00f4nimo de fidelidade, consci\u00eancia e compromisso com ele. Quando o povo se distancia da proposta divina, d\u00e1 espa\u00e7o para que o mal, o pecado e a morte participem de sua realidade. Podemos dizer que, nesse trecho, Deus quer despertar todo o Israel para a seguinte conscientiza\u00e7\u00e3o: ele \u00e9 seu povo e seu rebanho, na\u00e7\u00e3o santa e sacerdotal.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> II leitura (Rm 5,6-11)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A carta de S\u00e3o Paulo aos Romanos \u00e9 a mais teol\u00f3gica e sistem\u00e1tica entre todos os escritos paulinos. Foi redigida, possivelmente, em Corinto, entre os anos 55 e 60 d.C. Em s\u00edntese, objetiva apresentar, de forma clara e distinta, o Evangelho da salva\u00e7\u00e3o anunciado por Jesus Cristo, Filho de Deus encarnado, que justifica o ser humano pela f\u00e9 \u2013 e n\u00e3o pela observ\u00e2ncia da Lei \u2013 e o insere numa vida renovada por meio do Esp\u00edrito Santo. Nessa carta, sobressai o tema da justifica\u00e7\u00e3o. A justi\u00e7a de Deus n\u00e3o \u00e9 punitiva, mas \u00e9 a\u00e7\u00e3o salvadora que faz que o pecador se torne justo. Dessa forma, a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dom gratuito, imerecido e incondicional; portanto, n\u00e3o \u00e9 resultado de m\u00e9ritos humanos ou de pr\u00e1ticas puramente exteriores.<\/p>\n<p>O \u00faltimo vers\u00edculo do trecho da segunda leitura proposta para esta liturgia sintetiza, de modo claro, a reflex\u00e3o do ap\u00f3stolo: \u201cN\u00f3s nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. \u00c9 por ele que, j\u00e1 desde o tempo presente, recebemos a reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d (v. 11). Nossa f\u00e9 est\u00e1 em Deus: por interm\u00e9dio de Jesus, fomos reconciliados, ou seja, justificados. Antes do tempo da justifica\u00e7\u00e3o, er\u00e1mos ainda, segundo o texto, fracos (v. 6a), \u00edmpios (v. 6b), pecadores (v. 8b) e inimigos de Deus (v. 10a). Na plenitude dos tempos, podemos pensar qual a novidade trazida pelo Senhor a n\u00f3s. Com a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, Deus Pai nos reconciliou com ele: fez-nos justos (v. 7b), salvou-nos (10c), redimiu-nos e reconciliou-nos (v. 11c). Por isso, cumpre nos esfor\u00e7armos para viver \u00e0 altura da dignidade \u00e0 qual fomos chamados.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> Evangelho (Mt 9,36-10,8)<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O trecho do Evangelho proposto para esta liturgia pode ser dividido ao menos em tr\u00eas partes: a primeira, sobre a compaix\u00e3o de Jesus e a miss\u00e3o; a segunda, sobre a escolha daqueles que compor\u00e3o o grupo dos doze; e a terceira, em que o Senhor transmite algumas instru\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias \u00e0queles que ele mesmo chamou. Vejamos cada uma dessas partes com mais detalhes.<\/p>\n<p>Na primeira parte do texto, Jesus v\u00ea a multid\u00e3o e move-se de compaix\u00e3o por ela. O povo estava cansado e abatido, como ovelhas que n\u00e3o t\u00eam pastor. Por um lado, o povo parece disperso; por outro, tem vontade de se encontrar verdadeiramente com Deus. O olhar de Jesus para as pessoas sempre ser\u00e1 repleto de compassividade, ternura e afeto. Por isso, deseja fazer-lhes algo. Diante das muitas exig\u00eancias e desafios da miss\u00e3o, Jesus fala da grandeza da messe e da escassez de trabalhadores. \u00c9 preciso rezar a Deus e pedir-lhe mais pessoas que cooperem na messe. Dessa forma, a miss\u00e3o destas ser\u00e1 de reunir o povo de Deus disperso para o Reino dos C\u00e9us, que vem ao nosso encontro.<\/p>\n<p>Depois, na segunda parte do trecho evang\u00e9lico, vemos o chamado dos doze disc\u00edpulos. Jesus os escolhe e os envia em miss\u00e3o, o que significa a forma\u00e7\u00e3o, ou melhor, a restaura\u00e7\u00e3o do povo de Deus, constitu\u00eddo sob a heran\u00e7a das doze tribos de Israel. Segundo o texto, Jesus \u201cdeu-lhes poder para expulsarem os esp\u00edritos maus e para curarem todo tipo de doen\u00e7a e enfermidade\u201d (Mt 10,1b). A a\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos se assemelha \u00e0 a\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Mestre: eles ser\u00e3o sinal da presen\u00e7a de Deus, que restaura e renova tanto Israel (durante a vida de Jesus) quanto todas as na\u00e7\u00f5es (ap\u00f3s a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor). \u00c9 listado, nessa oportunidade, o nome de todos aqueles que foram escolhidos pelo Senhor.<\/p>\n<p>Por fim, na terceira e \u00faltima parte do Evangelho, encontramo-nos com o Senhor, que instrui seus disc\u00edpulos e lhes d\u00e1 recomenda\u00e7\u00f5es para a miss\u00e3o. A express\u00e3o \u201cn\u00e3o deveis ir aonde moram os pag\u00e3os\u201d (v. 5b) significa que, no tempo da vida de Jesus, seus escolhidos direcionar\u00e3o seus esfor\u00e7os para o povo de Israel: \u201cIde, antes, \u00e0s ovelhas perdidas da casa de Israel\u201d (v. 6a). A miss\u00e3o atingir\u00e1 sua universalidade \u2013 at\u00e9 os confins da terra \u2013 a partir do evento da paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. O conte\u00fado do an\u00fancio mission\u00e1rio sempre ser\u00e1 a proximidade do Reino dos C\u00e9us e ser\u00e1 testemunhado pelos sinais realizados: a cura dos doentes, a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos, a purifica\u00e7\u00e3o dos estigmatizados como \u201cleprosos\u201d e a expuls\u00e3o dos dem\u00f4nios (v. 8). <span style=\"font-size: 10pt;\"><em>(in Vida Pastoral-Paulus)<br \/>\n<\/em><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/2026-06-14-A-Dom-XI-TC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>XI DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O GERAL O domingo sempre ser\u00e1 o dia privilegiado do crist\u00e3o, pois nele celebramos a P\u00e1scoa semanal de nosso Senhor. Por isso, \u00e9 o dia da reuni\u00e3o da comunidade, em torno da Palavra e da Eucaristia, em mem\u00f3ria da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. Neste 11\u00ba Domingo do Tempo Comum, desejamos, mais uma vez, realizar essa experi\u00eancia de proximidade e de encontro com Deus. Nesta liturgia, podemos considerar que o refr\u00e3o do texto dos Salmos sintetiza todo o mist\u00e9rio celebrativo: \u201cN\u00f3s somos o povo e o rebanho do Senhor\u201d (Sl 99). Esse refr\u00e3o, na verdade, \u00e9 a tomada de consci\u00eancia do povo da Escritura \u2013 mas tamb\u00e9m de cada um de n\u00f3s, no agora de nossa vida \u2013 de que fazemos parte do povo de Deus, de que Ele olha por n\u00f3s e se aproxima, repleto de amor e miseric\u00f3rdia, para nos libertar do pecado e nos salvar do poder da morte. Na primeira leitura, o povo liberto da escravid\u00e3o do Egito come\u00e7a a caminhar no deserto da purifica\u00e7\u00e3o. Deus continua a gui\u00e1-lo e orient\u00e1-lo, ressaltando o poder da alian\u00e7a e da escuta da sua voz. A segunda leitura tem como grande tem\u00e1tica a justifica\u00e7\u00e3o, que \u00e9, na verdade, o modo pelo qual Deus nos reconciliou com ele mesmo por meio da a\u00e7\u00e3o do Filho, Jesus. Por fim, no Evangelho, Jesus chama o grupo dos doze, constituindo o novo povo de Deus, fundado sob a heran\u00e7a de Israel. Seus disc\u00edpulos recebem do Mestre autoridade para realizarem, em sua miss\u00e3o, a\u00e7\u00f5es parecidas com as do pr\u00f3prio Jesus. Que, na viv\u00eancia desta liturgia dominical, possamos fazer esta experi\u00eancia que nos \u00e9 proposta: termos a consci\u00eancia de que somos o povo e o rebanho do Senhor, de que ele nos ama incondicionalmente e est\u00e1 sempre pr\u00f3ximo a n\u00f3s, guiando-nos e protegendo em nossas maiores ang\u00fastias e necessidades. II COMENT\u00c1RIO DOS TEXTOS B\u00cdBLICOS I leitura (Ex 19,2-6a) O trecho do livro do \u00caxodo coloca-nos diante do an\u00fancio da elei\u00e7\u00e3o e da alian\u00e7a de Deus com o povo. Na verdade, Israel j\u00e1 foi libertado das m\u00e3os do fara\u00f3 do Egito. Agora, no deserto, os libertos se aproximam do monte Sinai, lugar em que Deus anuncia a Mois\u00e9s a elei\u00e7\u00e3o do povo e a conclus\u00e3o da alian\u00e7a. O texto deste domingo tem a fun\u00e7\u00e3o de ser como que um \u201cpr\u00f3logo\u201d daquilo que se desenvolver\u00e1 posteriormente. A ideia que perpassa todo o bloco \u00e9 que o povo necessita deixar-se purificar e iluminar por Deus. O deserto se caracterizar\u00e1 por ser tempo de libertar a mente e o cora\u00e7\u00e3o de quaisquer estruturas de escravid\u00e3o, pecado e morte. Somente um povo liberto poder\u00e1 habitar, plenamente, na terra de liberdade, terra da promessa divina. Mois\u00e9s sobe \u00e0 montanha para se encontrar com Deus. Chama-nos a aten\u00e7\u00e3o que, antes mesmo de transmitir um ensinamento ao grande l\u00edder ou ao povo, o Senhor faz mem\u00f3ria de quem Ele \u00e9 e do que j\u00e1 fez em favor de Israel: \u201cVistes o que fiz aos eg\u00edpcios, e como vos levei sobre asas de \u00e1guia e vos trouxe a mim\u201d (v. 4). Deus rememora os grandes feitos do passado, como agiu com m\u00e3o poderosa em favor da liberta\u00e7\u00e3o do povo. O Senhor trouxe Israel at\u00e9 os p\u00e9s da montanha sagrada, o Sinai, para ratificar tanto sua elei\u00e7\u00e3o quanto a alian\u00e7a e renovar a promessa da posse da terra que mana leite e mel. Consciente disso, o povo continua a ouvir o Senhor. Nos v. 5-6a, Deus apresenta ao povo sua responsabilidade em todo esse processo existencial e espiritual: ouvir sua voz e guardar sua alian\u00e7a. \u00c9 preciso, pois, permanecer junto a Deus, pois \u00e9 ele quem conduz todo o processo libertador\/salvador de Israel, que se iniciou l\u00e1 atr\u00e1s, no Egito, e desembocar\u00e1 na posse da terra. Escutar a voz do Senhor \u00e9 sin\u00f4nimo de fidelidade, consci\u00eancia e compromisso com ele. Quando o povo se distancia da proposta divina, d\u00e1 espa\u00e7o para que o mal, o pecado e a morte participem de sua realidade. Podemos dizer que, nesse trecho, Deus quer despertar todo o Israel para a seguinte conscientiza\u00e7\u00e3o: ele \u00e9 seu povo e seu rebanho, na\u00e7\u00e3o santa e sacerdotal. II leitura (Rm 5,6-11) A carta de S\u00e3o Paulo aos Romanos \u00e9 a mais teol\u00f3gica e sistem\u00e1tica entre todos os escritos paulinos. Foi redigida, possivelmente, em Corinto, entre os anos 55 e 60 d.C. Em s\u00edntese, objetiva apresentar, de forma clara e distinta, o Evangelho da salva\u00e7\u00e3o anunciado por Jesus Cristo, Filho de Deus encarnado, que justifica o ser humano pela f\u00e9 \u2013 e n\u00e3o pela observ\u00e2ncia da Lei \u2013 e o insere numa vida renovada por meio do Esp\u00edrito Santo. Nessa carta, sobressai o tema da justifica\u00e7\u00e3o. A justi\u00e7a de Deus n\u00e3o \u00e9 punitiva, mas \u00e9 a\u00e7\u00e3o salvadora que faz que o pecador se torne justo. Dessa forma, a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dom gratuito, imerecido e incondicional; portanto, n\u00e3o \u00e9 resultado de m\u00e9ritos humanos ou de pr\u00e1ticas puramente exteriores. O \u00faltimo vers\u00edculo do trecho da segunda leitura proposta para esta liturgia sintetiza, de modo claro, a reflex\u00e3o do ap\u00f3stolo: \u201cN\u00f3s nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. \u00c9 por ele que, j\u00e1 desde o tempo presente, recebemos a reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d (v. 11). Nossa f\u00e9 est\u00e1 em Deus: por interm\u00e9dio de Jesus, fomos reconciliados, ou seja, justificados. Antes do tempo da justifica\u00e7\u00e3o, er\u00e1mos ainda, segundo o texto, fracos (v. 6a), \u00edmpios (v. 6b), pecadores (v. 8b) e inimigos de Deus (v. 10a). Na plenitude dos tempos, podemos pensar qual a novidade trazida pelo Senhor a n\u00f3s. Com a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, Deus Pai nos reconciliou com ele: fez-nos justos (v. 7b), salvou-nos (10c), redimiu-nos e reconciliou-nos (v. 11c). Por isso, cumpre nos esfor\u00e7armos para viver \u00e0 altura da dignidade \u00e0 qual fomos chamados. Evangelho (Mt 9,36-10,8) O trecho do Evangelho proposto para esta liturgia pode ser dividido ao menos em tr\u00eas partes: a primeira, sobre a compaix\u00e3o de Jesus e a miss\u00e3o; a segunda, sobre a escolha daqueles que compor\u00e3o o grupo dos doze; e a terceira, em que o Senhor transmite algumas instru\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":32535,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-32533","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-liturgia-dominical"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32533","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32533"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32533\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32535"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}