{"id":32536,"date":"2026-06-13T13:51:59","date_gmt":"2026-06-13T13:51:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/?p=32536"},"modified":"2026-06-13T13:51:59","modified_gmt":"2026-06-13T13:51:59","slug":"visita-apostolica-a-espanha-7-o-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/visita-apostolica-a-espanha-7-o-dia\/","title":{"rendered":"Visita apost\u00f3lica a Espanha (7.\u00ba dia)"},"content":{"rendered":"<p>Apresentamos algumas das mensagens transmitidas pelo Papa Le\u00e3o XIV, durante a sua passagem em Tenerife, onde existe uma significativa comunidade de migrantes.<\/p>\n<p><em>\u201cO mar, que rodeia estas ilhas, traz at\u00e9 n\u00f3s hist\u00f3rias que nem sempre sabemos ler: hist\u00f3rias de dor, de esperan\u00e7a e de busca. Numa cidade sem muralhas, tamb\u00e9m o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 chamado a abrir-se para as acolher. Por isso, precisamos aprender a linguagem da proximidade, aquela que se compreende mais com as m\u00e3os do que com as palavras.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;Nas obras de integra\u00e7\u00e3o destes nossos irm\u00e3os \u2013 tal como em toda a obra de caridade \u2013\u00a0a Igreja aprende a ler, na vida concreta daqueles que sofrem no corpo ou no esp\u00edrito, um sinal vivo que remete para os Santos Evangelhos e que se torna leg\u00edvel, atrav\u00e9s do tato e da proximidade, quando tocamos nas feridas dos outros&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cPartindo desta convic\u00e7\u00e3o, a nossa presen\u00e7a pretende testemunhar que a solidariedade nasce do reconhecimento da dignidade humana e vai al\u00e9m de qualquer conceito secund\u00e1rio ou simples ato de filantropia. Ela \u00e9 chamada a comprometer-se e a assumir a forma de um processo. O acolhimento abre a porta; a integra\u00e7\u00e3o ajuda a atravessar o limite. A assist\u00eancia aplica um b\u00e1lsamo na ferida e a integra\u00e7\u00e3o reconstr\u00f3i o futuro.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cPartindo desta convic\u00e7\u00e3o, a nossa presen\u00e7a pretende testemunhar que a solidariedade nasce do reconhecimento da dignidade humana e vai al\u00e9m de qualquer conceito secund\u00e1rio ou simples ato de filantropia. Ela \u00e9 chamada a comprometer-se e a assumir a forma de um processo. O acolhimento abre a porta; a integra\u00e7\u00e3o ajuda a atravessar o limite. A assist\u00eancia aplica um b\u00e1lsamo na ferida e a integra\u00e7\u00e3o reconstr\u00f3i o futuro.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cA v\u00f3s, queridos irm\u00e3os migrantes, cabe uma parte nobre e necess\u00e1ria deste caminho: abrir-vos com confian\u00e7a \u00e0 comunidade que vos acolhe, aprender a sua l\u00edngua, respeitar as suas leis, conhecer os seus costumes, participar na vida comum e oferecer com gratid\u00e3o os vossos dons.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cconvido a n\u00e3o esquecer os tantos migrantes que, vindos da Am\u00e9rica Latina, das Filipinas e de outras partes do mundo, j\u00e1 fazem parte integrante da comunidade e, com a sua f\u00e9, o seu trabalho e os seus dons, ajudam a renov\u00e1-la&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cUma consci\u00eancia humana, e ainda mais uma consci\u00eancia crist\u00e3, n\u00e3o pode permanecer indiferente diante das v\u00edtimas dos naufr\u00e1gios e da falta de ajuda, diante desses cemit\u00e9rios do mar. Cada vida perdida nestas rotas \u00e9 um fracasso para a fam\u00edlia humana.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>O Pap adirigiu uma &#8220;palavra clara a quem se aproveita do desespero; a quem organiza rotas da morte, trafica pessoas, ret\u00e9m documentos, explora trabalhadores, amea\u00e7a mulheres, engana fam\u00edlias e transforma o sofrimento alheio num neg\u00f3cio&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cParai. Convertei-vos. As l\u00e1grimas e o sangue destes irm\u00e3os clamam a Deus e os seus sofrimentos chegam at\u00e9 Ele. O dinheiro arrancado da vulnerabilidade dos pobres n\u00e3o trar\u00e1 paz, nem honra, nem futuro. Por cada vida perdida, cada fam\u00edlia enganada, cada corpo subjugado, cada mulher amea\u00e7ada, cada trabalhador explorado, tereis de comparecer perante a justi\u00e7a divina. Quebrai essas correntes e libertai aqueles que tendes sob o vosso dom\u00ednio. Restitui o que foi roubado e reparai o que puderdes.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Somos imagem do cora\u00e7\u00e3o de Deus quando somos capazes de mostrar ao outro que \u00abtua vida n\u00e3o \u00e9 um descarte, teu sofrimento n\u00e3o \u00e9 invis\u00edvel, tua dignidade n\u00e3o se dissolveu nas \u00e1guas que atravessaste\u00bb. Quando oferecemos a possibilidade \u00abde recome\u00e7ar, de aprender, de trabalhar, de servir, de participar, de n\u00e3o ficar para sempre preso na condi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima\u00bb<\/em><\/p>\n<p><em>O cora\u00e7\u00e3o de Deus transparece em n\u00f3s quando compreendemos que nossa consci\u00eancia \u00abn\u00e3o pode permanecer indiferente perante as v\u00edtimas\u00bb, que \u00abcada vida perdida nessas rotas \u00e9 um fracasso para a fam\u00edlia humana\u00bb.<\/em><\/p>\n<p><em>Um cora\u00e7\u00e3o que nos chama \u00abao \u00eaxodo e ao encontro\u00bb e a compreender que \u00abh\u00e1 vida quando se d\u00e1 vida\u00bb. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio que nos perguntemos: \u00abO que busca o cora\u00e7\u00e3o?\u00bb e que descubramos a riqueza dos pobres, dos pequenos, \u00abaqueles que ningu\u00e9m considera capazes de pensar e de falar\u00bb, que \u00abnos deixemos evangelizar por aqueles a quem socorremos\u00bb.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresentamos algumas das mensagens transmitidas pelo Papa Le\u00e3o XIV, durante a sua passagem em Tenerife, onde existe uma significativa comunidade de migrantes. \u201cO mar, que rodeia estas ilhas, traz at\u00e9 n\u00f3s hist\u00f3rias que nem sempre sabemos ler: hist\u00f3rias de dor, de esperan\u00e7a e de busca. Numa cidade sem muralhas, tamb\u00e9m o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 chamado a abrir-se para as acolher. Por isso, precisamos aprender a linguagem da proximidade, aquela que se compreende mais com as m\u00e3os do que com as palavras.\u201d &#8220;Nas obras de integra\u00e7\u00e3o destes nossos irm\u00e3os \u2013 tal como em toda a obra de caridade \u2013\u00a0a Igreja aprende a ler, na vida concreta daqueles que sofrem no corpo ou no esp\u00edrito, um sinal vivo que remete para os Santos Evangelhos e que se torna leg\u00edvel, atrav\u00e9s do tato e da proximidade, quando tocamos nas feridas dos outros&#8221; \u201cPartindo desta convic\u00e7\u00e3o, a nossa presen\u00e7a pretende testemunhar que a solidariedade nasce do reconhecimento da dignidade humana e vai al\u00e9m de qualquer conceito secund\u00e1rio ou simples ato de filantropia. Ela \u00e9 chamada a comprometer-se e a assumir a forma de um processo. O acolhimento abre a porta; a integra\u00e7\u00e3o ajuda a atravessar o limite. A assist\u00eancia aplica um b\u00e1lsamo na ferida e a integra\u00e7\u00e3o reconstr\u00f3i o futuro.\u201d \u201cPartindo desta convic\u00e7\u00e3o, a nossa presen\u00e7a pretende testemunhar que a solidariedade nasce do reconhecimento da dignidade humana e vai al\u00e9m de qualquer conceito secund\u00e1rio ou simples ato de filantropia. Ela \u00e9 chamada a comprometer-se e a assumir a forma de um processo. O acolhimento abre a porta; a integra\u00e7\u00e3o ajuda a atravessar o limite. A assist\u00eancia aplica um b\u00e1lsamo na ferida e a integra\u00e7\u00e3o reconstr\u00f3i o futuro.\u201d \u201cA v\u00f3s, queridos irm\u00e3os migrantes, cabe uma parte nobre e necess\u00e1ria deste caminho: abrir-vos com confian\u00e7a \u00e0 comunidade que vos acolhe, aprender a sua l\u00edngua, respeitar as suas leis, conhecer os seus costumes, participar na vida comum e oferecer com gratid\u00e3o os vossos dons.\u201d \u201cconvido a n\u00e3o esquecer os tantos migrantes que, vindos da Am\u00e9rica Latina, das Filipinas e de outras partes do mundo, j\u00e1 fazem parte integrante da comunidade e, com a sua f\u00e9, o seu trabalho e os seus dons, ajudam a renov\u00e1-la&#8221;. \u201cUma consci\u00eancia humana, e ainda mais uma consci\u00eancia crist\u00e3, n\u00e3o pode permanecer indiferente diante das v\u00edtimas dos naufr\u00e1gios e da falta de ajuda, diante desses cemit\u00e9rios do mar. Cada vida perdida nestas rotas \u00e9 um fracasso para a fam\u00edlia humana.\u201d O Pap adirigiu uma &#8220;palavra clara a quem se aproveita do desespero; a quem organiza rotas da morte, trafica pessoas, ret\u00e9m documentos, explora trabalhadores, amea\u00e7a mulheres, engana fam\u00edlias e transforma o sofrimento alheio num neg\u00f3cio&#8221;. \u201cParai. Convertei-vos. As l\u00e1grimas e o sangue destes irm\u00e3os clamam a Deus e os seus sofrimentos chegam at\u00e9 Ele. O dinheiro arrancado da vulnerabilidade dos pobres n\u00e3o trar\u00e1 paz, nem honra, nem futuro. Por cada vida perdida, cada fam\u00edlia enganada, cada corpo subjugado, cada mulher amea\u00e7ada, cada trabalhador explorado, tereis de comparecer perante a justi\u00e7a divina. Quebrai essas correntes e libertai aqueles que tendes sob o vosso dom\u00ednio. Restitui o que foi roubado e reparai o que puderdes.\u201d Somos imagem do cora\u00e7\u00e3o de Deus quando somos capazes de mostrar ao outro que \u00abtua vida n\u00e3o \u00e9 um descarte, teu sofrimento n\u00e3o \u00e9 invis\u00edvel, tua dignidade n\u00e3o se dissolveu nas \u00e1guas que atravessaste\u00bb. Quando oferecemos a possibilidade \u00abde recome\u00e7ar, de aprender, de trabalhar, de servir, de participar, de n\u00e3o ficar para sempre preso na condi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima\u00bb O cora\u00e7\u00e3o de Deus transparece em n\u00f3s quando compreendemos que nossa consci\u00eancia \u00abn\u00e3o pode permanecer indiferente perante as v\u00edtimas\u00bb, que \u00abcada vida perdida nessas rotas \u00e9 um fracasso para a fam\u00edlia humana\u00bb. Um cora\u00e7\u00e3o que nos chama \u00abao \u00eaxodo e ao encontro\u00bb e a compreender que \u00abh\u00e1 vida quando se d\u00e1 vida\u00bb. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio que nos perguntemos: \u00abO que busca o cora\u00e7\u00e3o?\u00bb e que descubramos a riqueza dos pobres, dos pequenos, \u00abaqueles que ningu\u00e9m considera capazes de pensar e de falar\u00bb, que \u00abnos deixemos evangelizar por aqueles a quem socorremos\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":32511,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32536","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32536"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32536\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32511"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiaderamalde.pt\/wrdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}